quinta-feira, 17 de junho de 2010

As provocações de Maradona

Sempre adorei Diego Maradona. E há muitos que assim o continuam a idolatrar.

Quem já teve a sorte de visitar Nápoles, uma das mais belas cidades que conheço, ainda por ali pode encontrar postais, posters, todo um arsenal de comunicação em honra do deus argentino.

Maradona sempre foi um provocador e fez aquilo que lhe apeteceu. É algo que está no sangue das personalidades geniais e marcantes.

Agora comandando a selecção argentina, volta a ser a personagem mais fantástica para os jornalistas.

Nunca me esqueço da primeira polémica entre Pélé e Maradona. O brasileiro atacou: «nunca fumei droga». Dieguito ainda mais ousado triturou: «não perdi a virgindade com um homem».

À frente da sua selecção, Maradona tem reproduzido o estilo de Mourinho. Polémico, abrindo frentes de batalha, mas com isso blinda e protege o seu grupo e o seu arsenal de estrelas, principalmente Messi.

Ontem voltou a dar show. O El País dá como título «Maradona fazendo amigos». Atacou Platini, Pélé, os árbitros e pediu protecção para quem faz do futebol um espectáculo de massas e nas palavras de Luís Freitas Lobo «a segunda língua mais falada a seguir ao inglês».

A comunicação precisa de quem não é politicamente correcto. Maradona nunca o foi.

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