quarta-feira, 30 de junho de 2010

Oráculo (54)

«Luck is believing you´re lucky»

Tennessee Williams

PR After Work II

Aí está de regresso o PR After Work II.

Como prometido, noutro lugar muito perto do Tejo. O Altis Belém faz as suas Sunset Sessions, que são muito simpáticas, e decidiu convidar as pessoas da comunicação para esse espaço, depois do sucesso da primeira organização.

É natural que haja uma surpresa agradável para todos os presentes, o Rodrigo anunciará. O «provocador» e o «conquistador» estarão presentes e vejo mais 80 pessoas confirmadas.

Este ainda vai ter mais gente. O que é óptimo e bom sinal. São todos bem vindos.

terça-feira, 29 de junho de 2010

Portugal-Espanha: Que capa genial!

O jornal "A Bola" faz uma capa em dia de duelo com nuestros hermanos absolutamente genial. façam o favor de ver

O fim do 24 Horas e o futuro do jornalismo

Para quem foi jornalista é sempre triste o anúncio do fecho de jornais. Qualquer tipo de jornal que seja.

Depois do Comércio do Porto e da Capital, vem agora o 24 Horas. Uma decisão do grupo de Joaquim Oliveira, fundamentada na quebra de vendas em banca de cerca de 50 por cento.

O mercado de conselho em comunicação é parceiro da imprensa tradicional, bem como dos outros media. O nosso mercado precisa de jornais para apresentar trabalho.

Uma imprensa forte, dinâmica, com vendas e títulos é fundamental para quem se encontra do lado das consultoras de comunicação.

Em sinal contrário, ontem lia uma entrevista na "Capital" espanhola de Pedro J. Ramirez, o polémico director do "El Mundo". Com o título: «Estamos perto de uma nova idade do ouro para o jornalismo».

Só em Espanha seis mil jornalistas perderam o emprego, porém, Ramirez considera que as novas tecnologias vão trazer mais consumidores que se dividirão entre os meios on-line e o papel que continuará a existir.

Este optimismo do director do "El Mundo" não sei se se sente pelos jornalistas. Vamos ver o futuro próximo, mas dar o mérito ao "Correio da Manhã" que sendo um jornal popular canibalizou o público do 24 Horas. E ao mesmo tempo entra por outros terrenos com qualidade. Um caminho encetado por João Marcelino e seguido por Octávio Ribeiro.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

«Portugal precisa de investimento público»

O meu amigo João Leitão, «country manager» ibérico da Betafence, escreveu um excelente artigo no OJE sobre o papel do Estado na Economia. Deixo-o aqui para lerem.

«Todos sabemos, os que andam na área das empresas e dos negócios, que, para estes se desenvolverem, são necessárias duas condições para o investimento ter sucesso: segurança e previsibilidade.

A segurança decorre de indicadores de confiança e a previsibilidade decorre de cenários traçados que dão garantias aos que querem ser investidores numa economia. Tanto na esfera pública como no campo privado.

Vivemos uma crise sem precedentes e o nosso principal mercado, Espanha, com uma taxa de desemprego superior a 20 por cento, uma economia em asfixia e, mais grave, com a Comissão Europeia a duvidar fortemente das suas contas, leva-nos a pensar que as nossas exportações, por ali, não serão a solução.

É nestas alturas, de crise financeira agravada, que nos devemos lembrar do que ocorreu durante o New Deal e a forte política de investimento público levada a cabo por Franklin D. Roosevelt.

Foi o Estado através de um forte programa de obras públicas que reergueu os Estados Unidos e deu nova alma e, naturalmente, mais emprego à Nação.

Nestas alturas em quem é que os empresários devem confiar? Em primeiro lugar em si próprios, continuar a acreditar nos seus negócios, nas suas equipas. Ser optimista num mar de pessimismo às vezes é difícil, mas é um tónico moral importante.

Lembro-me de uma famosa campanha publicitária que referia «menos ais, queremos muito mais». E isso é o lado de quem tem ambição, de quem arrisca, de quem tem gosto em ousar e ser empreendedor. É o lado fascinante dos empresários.

Mas, depois, os empresários devem confiar no Estado que deve ter uma linha de rumo séria e pouco flutuante. O Estado deve dar essa segurança e previsibilidade.

O que se tem passado em Portugal leva os empresários, por vezes, a perder a confiança nas suas próprias previsões.

Uma empresa como a Betafence, líder em em soluções para segurança perimetral, necesita de investimentos nas grandes obras públicas e privadas.

E nos últimos anos têm sido anunciadas diversas obras de grande relevância que poderiam ser importantes para o relançar da economia. O novo aeroporto, nova ponte sobre o Tejo, novos troços de auto-estradas, o TGV e a renovação das linhas ferroviárias. Porém, ficamos na dúvida: vão mesmo avançar?

Se assim não for, todas as condições de segurança e previsibilidade nos investimentos caem por terra. Portugal tem de ter coragem e reforçar as suas decisões, apesar de toda a pressão de Bruxelas para que Portugal recupere os seus principais indicadores económicos e ultrapasse esta grave crise.

Adam Smith dizia que «a ambição universal dos homens é viver colhendo o que nunca plantaram». E é um facto que muitos opinion-makers que nunca tiveram a coragem de ser empresários, por vezes dizem que os empresários portugueses vivem dependentes do Estado.

É totalmente falso. Claro que o Estado e as suas instituições estão activas na economia, mas visando o bem comum, construindo e melhorando para providenciar uma maior qualidade de vida aos cidadãos. E por isso, logicamente, têm de estabelecer parcerias com o sector privado.

É por isso que esses críticos, vou-lhes chamar assim, ainda não perceberam que sem a visão e o arrojo de quem está na vida empresarial, a crise seria muito maior.

Por isso necessitamos de empresas confiantes, de segurança e previsibilidade, e neste momento Portugal precisa urgentemente de investimentos públicos e privados.»

João Leitão
Country manager ibérico da Betafence.

As 8 lições de Clint Eastwood para a vida

Segundo a última revista brasileira VIP que chegou a Portugal, devemos aprender muito com Clint Eastwood.

São oito mandamentos para a vida, mas podiam ser aplicados em todas as áreas de actividade.

1 Nunca se intimide

2 Tenha paixões nesta vida

3 Tome partido

4 Tenha personalidade

5 Tenha foco

6 Seja grato

7 Não seja escravo do dinheiro

8 Jogue limpo

domingo, 27 de junho de 2010

Oráculo (53)

«Temos de os surpreender com compaixão, com auto-domínio e com generosidade»

Nelson Mandela

A vuvuzela nacional

Foram muitos em Portugal que pediram um Governo de união nacional, para melhor ajudar a ultrapassar as dificuldades que vivemos.

Pedro Passos Coelho nos seus primeiros tempos de liderança deu grandes sinais de cooperação com o Governo PS. Até se falou no regresso do Bloco Central.

Não sei se ele é possível. Nesses tempos difíceis, dos idos anos oitenta, havia Mário Soares e Mota Pinto dos dois lados da barricada e foi possível esse pacto que suportou as medidas difíceis de um grande ministro das Finanças chamado Ernâni Lopes.

Aqui ao lado, em Espanha, onde as dificuldades são ainda maiores que as nossas, Rajoy «vê impossível uma grande coligação se segue Zapatero», dava este título ontem o ABC.

Em Portugal o problema é o mesmo. O problema é o Primeiro-Ministro. Pedro Passos não pode arriscar juntar-se a um homem que neste momento cansa os portugueses.

José Sócrates é a vuvuzela nacional. Incomoda, tira o descanso, por vezes é irritante e é necessário um filtro (como as televisões fazem á transmissão dos jogos) para passar a sua mensagem.

Se Pedro Passos dissesse «impossível uma grande coligação se segue Sócrates» é perfeitamente natural.

sábado, 26 de junho de 2010

Oráculo (52)

«Se tens medo da solidão, não te cases»

Anton Tchekov

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Portugal x Brasil: as diferenças

Dois países amigos, unidos pela mesma língua, colonizador e colonizado no passado, hoje, nação decadente face a uma nova potência pujante.

Nestes pequenos duelos, habitualmente amigáveis, exibe-se a alegria vibrante dos brasileiros face ao triste fado, sinal evidente de um país conservador e retrógado.

O Brasil é o país do futuro, já dizia Stefan Zweig (recomendo a Morte no Paraíso, de Alberto Dines, sobre a sua vida), e Deus é brasileiro. Por ali sempre reinou o «oxalá», a alegria e a esperança. Um país exuberante, sensual, voluptuoso, colorido, apetitoso.

Portugal é um país bipolar. Conservador e fechado, tristonho, medíocre. Onde se sobrevive calado e com pouca ambição. Mas, de repente, como num passe de mágica, os que sobreviviam com dificuldades ontem, apenas por uma pequena coisa positiva, já se acham os reis do nada.

Foi assim no Mundial. Depois da Costa do Marfim instalou-se o pânico e a depressão, após a Coreia do Norte, aí estava a bipolaridade dos altos e baixos constantes, e já ganhávamos o Mundial.

Portugal continua cativo do fado, o Brasil explode diariamente ao som do samba. Dois países amigos, irmãos, e tão diferentes. O velho aristocrata falido face ao burguês com ambição.

Portugal sobrevive, Brasil vive. É na grandeza e na miséria de dois povos, que dois países páram por causa de uma simples bolinha de futebol. Durante 90 minutos, todos esquecem os problemas. É essa a alegria do desporto-rei.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Oráculo (51)

«O contrário do amor não é o ódio, mas sim a indiferença. O amor e o ódio são o mesmo sentimento, apenas com direcções opostas»

Autor desconhecido

Marketing e publicidade no Mundial

Se há evento disputado pelas grandes marcas mundiais, esse é o Mundial de futebol.

Aqui fica a saber quanto pagam os «main-sponsors» na África do Sul e o que fazem as outras marcas para também ganhar um pouco de visibilidade.

ler aqui

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Festival de Cannes e MOP

Sobre o que representa Cannes para a publicidade, uma entrevista a ler do meu amigo Vasco Perestrelo da MOP. Aqui

Novo dono da RTP

Com PSD a caminhar a passos largos para uma vitória em próximas legislativas, preparem-se para a privatização da RTP.

Novo dono: Paulo Fernandes, Cofina.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Oráculo (50)

«Quando precisar que algo seja dito, chame um homem; quando quiser que algo seja feito, chame uma mulher»

Margaret Thatcher

Líder tem de ser arrogante

José Mourinho dixit em entrevista à revista do ABC, que por causa de uma promoção/colecção de DVD`s deixou de vir para Portugal há uns meses.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Marketing dos Advogados e lição de comunicação

Só li a Advocatus, em papel, deste mês, ontem. E mantenho tudo o que escrevi de bem anteriormente sobre a revista.

Pedro Rebelo de Sousa é um homem que vive bem a vida e a sua entrevista, capa da mesma, é muito interessante. Mais para os advogados, mas também os que trabalham em comunicação podem tirar alguns ensinamentos.

Ele explica o papel do advogado face ao cliente assim: «o advogado é quem seduz a mulher, quem a leva a jantar, ao cinema, quem conversa, quem passa noites a namorar. Quem a leva para o quarto é o advogado. Mas quem, na verdade, passa a noite é o cliente - e o advogado que não percebe isso é um mau advogado».

E acrescenta: «aquilo que o cliente está a pagar é exactamente isso, são as suas ideias, a capacidade de negociar e a de fazer acontecer». Já repararam que um bom consultor de comunicação, se sabe trabalhar, é exactamente esse o seu papel?

Sobre o marketing dos advogados, Pedro Rebelo de Sousa também é muito esclarecedor: «salvo raras excepções, o advogado não tem no seu ADN a perspectiva do marketing. Acho que isso tem a ver com a posição defensiva e conservadora que é passada pelas faculdades».

Aqui diria, ainda bem. É o espaço que os consultores de comunicação têm para se ligar a este mercado. Porque cada vez mais um consultor deve ser um técnico de marketing. Em primeiro lugar de marketing pessoal (coisa ainda rara e pouco compreensível), depois um técnico ao serviço dos seus clientes.

Costumo dizer, como outra pessoa de que gosto muito também diz, que «do meu `brand` trato eu». Um consultor será melhor quanto maior for a influência sobre o «brand» dos seus clientes.

PS: Há uma frase que criei há muito tempo que é «estou no lago dos tubarões mas não sou peixinho». Pois bem, noutra entrevista da Advocatus, Jorge Brito Pereira, da PLMJ, afirma: «não me acho um tubarão mas também não sou golfinho».

sábado, 19 de junho de 2010

Saramago

Como Saramago, vou ser polémico e politicamente incorrecto.

Aos que abandonam este mundo paz à sua alma. E como no magnífico texto de Henrique Monteiro, no Expresso, tenho a certeza que vai para o Céu. Porque Saramago disse que «Deus é um filho da puta», mas Deus, se existe, deve saber perdoar.

O «El Pais» numa página com fotos do escritor dá o título «De uma aldeia do Ribatejo à corte de Estocolmo». E isso é o pouco que tenho de simpatia por ele. A Azinhaga, concelho da Golegâ, terra da minha mãe e dos meus avós.

Nunca gostei da figura, não gosto dos seus livros e a partir de determinada altura tornou-se mais produto de marketing do que escritor. As suas quezílias sobre a religião podiam ser genuínas, mas que melhor forma de se promover, vender livros e conseguir soundbytes do que atacar Deus?

O editorial do DN de hoje é engraçadíssimo. Fala do tempo em que foi jornalista do mesmo, mas omite o saneamento de dezenas de jornalistas na redacção que dirigiu.

Adorei as prosas de Ferreira Fernandes, como sempre, e de Clara Ferreira Alves. Saramago será sempre uma referência da lusofonia, pois ganhou o Nobel negado historicamente à palavra escrita em português.

Um grande jornalista da nossa cultura, António Valdemar, diz que ele «é um escritor razoável e será lembrado por ser o primeiro Nobel da língua portuguesa. Faço parte dos que na Academia de Ciências escolheram Sofia ou Jorge Amado para o Nobel». Eu acrescentaria Lobo Antunes (como hoje relembra o próprio El País) ou a grande Agustina.

João de Melo fala que ele tem uma presença muito forte no imaginário espanhol e já vi hoje textos de Zapatero e Rajoy sobre ele. Saramago ficará em solo português, mas foi um escritor ibérico e universal, parecia muitas vezes envergonhado da Pátria que o viu nascer.

Paz á sua alma. Mas não sentirei a sua falta.

Oráculo (49)

«Repensar é confundir a intuição»

Thatá Rodrigues no Facebook

sexta-feira, 18 de junho de 2010

A comunicação de Portugal e de Sócrates

Hoje o jornal I, que eu muito aprecio, decidiu ouvir três especialistas na área da comunicação sobre o Governo e José Sócrates. Foi ouvido o Tiago Franco, da IPSIS, o Pedro Reis, da Imago, e o Rui Calafate, este vosso amigo que aqui escreve.

Pode ler aqui toda a página 21 do jornal que é interessante. E ao comentar alertei para o seguinte, lembro-me do que disse para lá do que foi reproduzido e estruturando em três focos de actuação: o País, Sócrates e o seu Governo.

O I numa das 8 partes falha das «promessas falhadas», eu comentei «quando se diz uma coisa e se faz outra não são apenas os cidadãos a ficar desconfiados. As empresas e os mercados também não ficam a salvo de futuras surpresas».

1º- Para se ter boa comunicação o Governo precisa de obter melhores resultados. Baixar o desemprego, melhorar na balança de transacções, dar confiança nos dados macro-económicos. Isso é o primeiro passo para se ter melhor comunicação.

2º - José Sócrates tem de ter uma linha de rumo que não seja flutuante. As empresas precisam de segurança e previsibilidade para fazerem investimentos. Não se pode anunciar que não vai haver aumentos de impostos e depois eles acontecerem. Não se pode anunciar investimento público e grandes obras e depois estes serem adiados. A linha de rumo, o Sócrates da primeira legislatura, desapareceu. Não sei se vai voltar.

3º Toda a gente elogiou a comunicação do Governo nos primeiros anos de Sócrates. Hoje, já não se fala a uma só voz. A orquestra está desafinada, mostram-se sinais de descontentamento interno no executivo e isso transmite uma intranquilidade que não dá garantias de bons tempos aos portugueses. Disse:quando é preciso dar a imagem de serenidade, estes sinais de perturbação no interior do Governo não ajudam».

E para terminar, Sócrates está com uma cara estranha, enfadado, transtornado: «era importante que não se mostrasse tão irritado e com a cara tão fechada. É preciso que apareça mais tranquilo se quer transmitir tranquilidade».

PR After Work e mais de 20 mil

Ontem foi muito agradável o final de tarde proporcionado pela iniciativa do Rodrigo Saraiva.

Os Meninos do Rio encheram-se com mais de 100 pessoas da área da comunicação. Foi um momento muito simpático e que saúdo.

Profissionais de muitas agências de comunicação e espero que outros se juntem no futuro noutros dias assim em que se aproveite o belo dia que estava e a paisagem do Tejo.

Por outro lado, ontem atingi as 20 mil visitas no meu blog em menos de seis meses (page views são mais de 34 mil).

Também agradeço o interesse manifestado por aquilo que escrevo e continuarei com o compromisso com a verdade e o politicamente incorrecto. Muito obrigado.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

O ódio de Cavaco e a “patetice” das presidenciais

Ouvi nos últimos tempos várias pessoas responsáveis a falarem de que seria uma “patetice” aparecerem mais candidatos presidenciais.

Esquecem-se de uma coisa, as presidenciais são eleições unipessoais. Dependem do afã, da vontade de uma pessoa e não de directórios partidários. Se dependessem destes directórios, então meus amigos sugiro que alterem o sistema de eleição e se escolha o Presidente no Parlamento.

Em Portugal, a memória é muito curta. Alguém se lembra do arranque de Mário Soares contra a vontade do PS e ainda tendo nessa área de influência Salgado Zenha e Maria de Lurdes Pintasilgo?

As candidaturas são decisão de uma só pessoa e, como já escrevi, as presidenciais devem ser utilizadas para se discutir o regime, o sistema político, questões externas e da nossa língua.

O país não pode ficar refém de um poeta nem de um contabilista. Pode ter mais gente na luta, saúde-se, aliás, o passo de Fernando Nobre, tal como saudarei qualquer outro candidato que surja.

E compreendo a decisão legítima de PS e PSD já terem anunciado os candidatos que apoiam. Alegre e Cavaco.

Mas acho estranho o povo do PSD. Cavaco odeia a política e ainda mais odeia o PSD. Deu duas maiorias absolutas, mas já prejudicou – em prol dos seus interesses pessoais – muito mais vezes o PSD.

Para Cavaco o PSD sempre foi uma barriga de aluguer. Onde pôs e dispôs o que quis. E é certo que muito PSD e muita gente o odeia como ele odeia o partido que é seu (?).
E confesso que adorava que a esfinge de Belém falasse. Não se limitasse a uma pose de soldadinho de chumbo e a frases curtas e graníticas.

Cavaco acorda de manhã a pensar que a Pátria – como Salazar – não existe sem os seus monólogos inócuos. Eu olho para a cara dele e vejo o vazio de um inculto que não sabe a diferença entre Thomas Mann e Thomas Moore.

«Patetice» haver mais candidatos? A verdadeira “patetice” é esticar a passadeira vermelha para algumas vacas sagradas. Eu não vivo na Índia, estou em Portugal.

O Governo que governe, mas vamos discutir o País.

As provocações de Maradona

Sempre adorei Diego Maradona. E há muitos que assim o continuam a idolatrar.

Quem já teve a sorte de visitar Nápoles, uma das mais belas cidades que conheço, ainda por ali pode encontrar postais, posters, todo um arsenal de comunicação em honra do deus argentino.

Maradona sempre foi um provocador e fez aquilo que lhe apeteceu. É algo que está no sangue das personalidades geniais e marcantes.

Agora comandando a selecção argentina, volta a ser a personagem mais fantástica para os jornalistas.

Nunca me esqueço da primeira polémica entre Pélé e Maradona. O brasileiro atacou: «nunca fumei droga». Dieguito ainda mais ousado triturou: «não perdi a virgindade com um homem».

À frente da sua selecção, Maradona tem reproduzido o estilo de Mourinho. Polémico, abrindo frentes de batalha, mas com isso blinda e protege o seu grupo e o seu arsenal de estrelas, principalmente Messi.

Ontem voltou a dar show. O El País dá como título «Maradona fazendo amigos». Atacou Platini, Pélé, os árbitros e pediu protecção para quem faz do futebol um espectáculo de massas e nas palavras de Luís Freitas Lobo «a segunda língua mais falada a seguir ao inglês».

A comunicação precisa de quem não é politicamente correcto. Maradona nunca o foi.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Os Calimeros e o «provocador»

O Pedro Rodrigues da Desafio Global, maior empresa de eventos do País, tem um excelente blog, que recomendo, chamado The Eventologist.

Como li na Briefing deste mês num comentário da Galeria de Honra, onde eu também constava por outros motivos que agradeço ao seu director, o seu blog diz muito sobre a sua empresa e a sua maneira de ser no trabalho e na vida pessoal.

O Pedro fez um post muito engraçado sobre a maneira de encarar a sua equipa de trabalho. E como evita os Calimeros «o que separa o sucesso do fracasso».. Leia aqui.

Eu acrescentaria mais factores: uma das coisas que mais odeio ouvir é consultores a lamentarem-se que estão cheios de trabalho. Meus amigos, é uma bênção o trabalho e auguro que gostam do que fazem, sendo assim tenham alegria no trabalho.

Para além disso, é muito importante saber gerir o tempo, repito, muito importante saber gerir o tempo. Trabalhar com profissionalismo mas usufruir dos tempos de lazer. Não digo desligar. Porque quem trabalha em comunicação deve ter antenas alerta mesmo em lazer.

É no lazer que nos inspiramos, é no lazer que sabemos quais as tendências, é no cinema, na musica, nos livros, na arte, na tauromaquia, no desporto, nos eventos que nos inspiramos, dentro dos gostos de cada um, para sermos melhores profissionais.

Quem se está sempre a queixar devia de ir para um sindicato. Nas lamúrias dos que se queixam fica bem expressa a diferença entre um consultor de comunicação e um simples operário da comunicação. Ou nas palavras do Pedro aqui aplicadas: o que separa o sucesso do fracasso.

Os Calimeros da comunicação não são consultores. São operários da comunicação.

Por outro lado, o Pedro Rodrigues, noutro post, considera o PiaR e o meu blog, este que lêem, dos mais interessantes de comunicação em Portugal. Eu agradeço.

E ele dá-me um epíteto: Rui Calafate, o «provocador». Gosto. Mas sou obrigado a citar José Mourinho: «não sou um falso modesto nem um provocador. Sou um trabalhador».

Agora não tenho pudores em escrever o que me apetece e o que aqui escrevi em seis meses tem batido certo, representando as minhas opiniões.

E há uma coisa que podem continuar a contar: inspiração, porque na vida sempre soube gerir o meu tempo e a minha carreira, porque usufruo dos tempos de lazer sem nunca deixar de estar contactável para quem precisa. E como sabem já alguns, continuarei a ajudar quem precise sempre que puder.

Quem não gosta, que continue com insónias e a ver fantasmas à noite. É o que separa um «provocador» de um Calimero. O sucesso e o fracasso. E o Pedro Rodrigues é um «provocador» de que também gosto.

Oráculo (48)

«Planejar a infelicidade dos outros é cavar com as próprias mãos um abismo para si mesmo»

Chico Xavier

terça-feira, 15 de junho de 2010

O caso Nani e a fraqueza de Queiroz

Já ouvi vários comentários do jogo de hoje, onde Portugal esteve mais preocupado em não perder.

Ainda ninguém comentou a falta que Nani fez no ataque, pela imprevisibilidade e fantasia do seu futebol. E ainda ninguém explicou bem o caso Nani.

Nani sai debaixo de muito falatório, sobretudo depois do seleccionador dizer que era a decisão mais difícil da sua vida. Se fosse o caso de uma simples lesão, Queiroz nunca diria isto nestes termos.

E para agravar o tempero amargo do caldo - apesar de Nani hoje se desculpar - Nani refere que numa semana está bom.

Algo está mal explicado e nenhum médico da selecção explicou o teor da lesão. E Queiroz não quer falar ou sente-se incomodado pela mesma.

Tivemos Saltillo, tivemos os tristes episódios da delegação portuguesa no Japão/Coreia e agora Nani. Só com Scolari se evitaram as especulações.

Nunca gostei, apesar da sua liderança evidente, da mediocridade intelectual e táctica de Scolari, mas detesto a tibieza e os sinais de fragilidade de Queiroz. A sua comunicação péssima só ajuda a criar esta imagem.

E como ficará o BES (depois de ontem ter referido o caso das Vuvuzelas da GALP) que apostou no seu marketing em Queiroz, se tudo correr mal e já se saber que a imagem dele não passa na população portuguesa?

Tenho a certeza que o BES tem um plano B para o feeling de Queiroz, Portugal, infelizmente, não tem um plano B.

Bem vindo Alex

Aqui ficam as duas notícias da Briefing e da Meios & Publicidade sobre o novo reforço da Special One.

O Alexandre Guerra é a minha nova contratação, com uma vasta experiência no jornalismo e já com a tarimba de ter trabalhado na GCI bons clientes institucionais e diversos em gestão de crise. Mas as duas notícias falam bem do seu interessante currículo.

Fica como meu braço armado para a àrea que denominei de «Perceptions Management». A Inês Saraiva, que tem feito um trabalho magnífico, fica com Life/Emotions. E continuarei a utilizar outros recursos quando for necessário, como o fiz ao longo destes 10 meses.

O Alex para lá de bom profissional, é uma excelente pessoa, valor que privilegio numa equipa de trabalho. E escreve excelentemente no PiaR, algo que pretendo que, dentro da sua inspiração, intensifique. Tal como a Inês no Buzzófias (agora vai ser difícil por causa do casamento marcado).

Eram dois dos elementos do meu "dream team", que publiquei lá para Janeiro. Adorava ir buscar mais alguns no futuro próximo. Trabalharemos para isso.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Vuvuzelas

Já tinha posto dois estados de alma sobre as Vuvuzelas no Facebook.

Tenho um amigo que tira o som da televisão durante os jogos porque não suporta o barulho. Eu, já o referi, deparei que existe um anormal no bairro onde moro que não dispensa assoprar na gaita africana. E me acordou no domingo com o som da mesma.

Mas o mais importante, e muito bem visto pelo Renato Póvoas, é o tiro pela culatra da GALP que apostou nas Vuvuzelas como sua manobra de marketing para este Mundial.

Consta que esgotaram nas estações de serviço. Ou foram mesmo retiradas pelo deboche de barulho que provocam e que nâo agrada a ninguém?

Recordo as campanhas da Galp, algumas geniais, do tempo do António Mexia. Neste mundial o sopro de génio não aconteceu. As Vuvuzelas são para esquecer. O grande Guimarães Rosa, do excelso "Grande Sertão Veredas", escreveria são um instrumento do Demo.

domingo, 13 de junho de 2010

Advocatus

Já tinha saudado a aposta da Enzima Amarela na newsletter mas ainda não tinha lido a revista Advocatus, em papel.

Em primeiro lugar, salientar que em duas das mais importantes sociedades de advogados portuguesas, na sua recepção, consta a revista.

Depois de a ler tenho a certeza que é uma publicação que agrada aos mesmos. Tecnicamente bem feita, com artigos de opinião, essencialmente técnicos, boas entrevistas e sempre um toque de vaidade que fica bem a todos.

O Direito é um grande mercado, não apenas pelas sociedades em si, mas pelo networking que pode gerar para as empresas de Conselho em Comunicação.

Claro que tudo isso depende das relações pessoais e de influência que se possam ter. Fazer a comunicação de advogados é interessante, mas o que mais lhes interessa - não apenas aquelas páginas semanais no DE e no JNegócios - é que haja mais contactos e mais negócio.

A Enzima Amarela está atenta e outros também acredito que estão. Sugiro aos meus amigos advogados que a assinem, a empresa que edita agradece e a minha amiga Maria Luís, força motriz desta Advocatus, também.

Oráculo (47)

«A política é teatro. A vitória é secundária, o que interessa é chamar as atenções. Atrair a atenção»

in Milk, de Gus van Sant

sábado, 12 de junho de 2010

A maioria absoluta do PSD

Todas as sondagens publicadas dão um crescimento do PSD e uma aproximação até à maioria absoluta do PSD.

Agora Pedro Passos Coelho vai ter de refrear as suas hostes - muitos dos seus homens nunca foram poder, daí o apetite - e não ser precipitado. Ele teria duas opções.

A primeira é dar gás às manifestações de desagrado e ao cansaço com o Governo e aproveitar já o momento, trabalhando para a antecipação de eleições com a conivência de Belém. Um risco.

A segunda, ter calma. Deixar o Governo cair de podre, quando não houver um espaço para o PS respirar. Aproveitar estes momentos para ouvir pessoas, reunir mais contributos, para chegar mais bem preparado ao poder.

A segunda opção obriga a um exercício de paciência e frieza. Conhecendo como o conheço, e sabendo que esta é a melhor opção, o Pedro vai seguir o segundo caminho.

É a diferença entre uma vitória do PSD e a maioria absoluta do PSD.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Apostas para o mundial

Agora que arrancou o Mundial de futebol deixo aqui as minhas apostas.

Todos apostam na Espanha, a equipa mais completa, também acho a principal favorita.

Mas eu tenho muita confiança nesta Holanda, quero ver a Argentina de Maradona (apesar de ser sempre muita conversa o País das Pampas) e como selecção surpresa aposto no México.

Itália e este Brasil de Dunga vão jogar na matreirice. Portugal não acredito com Queiroz.

Oráculo (46)

«Um bom pistoleiro não depende de trevos de quatro folhas»

Vienna (joan Crawford) in Johnny Guitar de Nicholas Ray

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Judas de Cascais

Acabo de receber um convite no Facebook de um clube que organiza algumas conversas interesantes.

Este clube vai receber José Luís Judas para o ouvir sobre Cascais.

Era só o que me faltava! Tenho a idade que tenho e lembro-me bem de Cascais há 30 anos e como hoje está quando entramos nela.

A bela Cascais para o subúrbio Cascais que se tornou hoje. Responsável por este crime urbanístico, de gosto, de falta de respeito por aquela terra: José Luis Judas, ex-Presidente desta autarquia.

Era o que faltava ouvir este indivíduo, um ex-comunista que se tornou burguês, o traidor, o Judas de Cascais a falar sobre Cascais. Mas o homem não tem vergonha da porcaria que deixou fazer?

Yojimbo e Wallander

Que título estranho diriam alguns. Duas coisas que gosto. Um filme (personagem Sanjuro) e uma personagem de livros.

Yojimbo, um dos melhores filmes de Akira Kurosawa, com Toshiro Mifune, que ainda não há em Portugal em DVD. Comprei-o em Madrid e não o via há uns 15 anos (ainda tinha em vhs).

Um samurai que aparece numa aldeia para colocar a ordem entre duas famílias.

«Deves matar uns quantos ou os homens não te respeitarão», diz uma mãe ambiciosa para o filho. Que lhe responde que já matou uma pessoa. A mãe preversa espicaça: «mates um ou cem só te enforcarão uma vez».

O Yojimbo, de nome Sanjuro (personagem que reaparece pois é de outro filme do mestre japonês), resolve os problemas, depois da guerra surge a paz e, olimpicamente, abandona a aldeia sem nada dizer.

Outra saída de cena, a de Kurt Wallander. Personagem, inspector sueco, criado por Henning Mankell.

O mundo ficou fascinado com a saga Millenium de Stieg Larsson, mas espreitem os livros já publicados por cá, na Presença, deste autor que vive metade do seu tempo na Suécia e outra metade em Moçambique.

Wallander é um homem triste neste seu último livro (é mesmo o último desta personagem), «O Homem Inquieto» (ainda não está cá publicado, li-o em espanhol), num país que nada tem a ver com o pensamos dele. A ele regressam memórias e a sua maior paixão do passado, que também morre, e começa a dar sinais da doença que o vai abater, «esse universo de vazio a que chamamos Alzheimer».

Mankell como qualquer grande intérprete do policial, com o passar dos anos ganha uma força e refina o seu personagem. Com este livro optou por o fazer de sair de cena.

E tanto em Yojimbo e Wallander fica retratado algo que é muito importante nas grandes personagens: a capacidade de saber quando deve sair de cena. É um atributo de reis.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Brasil: Lula outra vez

O PT sempre sonhou que Lula ousasse mudar a constituição para se candidatar pela terceira vez consecutiva.

Mas o ex-metalúrgico e provavelmente o Presidente mais popular de sempre do Brasil decidiu não abusar do poder.

A notícia foi boa e Lula deixava assim, saindo tranquilamente do Planalto, que a História fizesse o juízo sobre os seus dois mandatos. Em que o Brasil se tornou uma potência económica em democracia, apesar dos sempre ululantes e ridículos escândalos de corrupção.

Porém, o poder é um vício, uma fonte de desejos, e aí está o mais temido: Lula pode voltar outra vez em 2014. E tenho a certeza, que se assim for, a História mudará o seu juízo sobre a sua acção.

E nunca esqueço, ao contrário de muitos brasileiros que sentem a proximidade e a simpatia de Lula, que houve um homem muito mais distante, um «rei iluminado», que foi um enorme presidente do Brasil e lançou as sementes deste tempo de Lula: Fernando Henrique Cardoso.

terça-feira, 8 de junho de 2010

Media Partners do Sensation

É já dia 19 que regressa o Sensation a Lisboa.

Pavilhão Atlântico vestido de branco para um dos acontecimentos mais fantásticos do mundo.

E com magníficos media partners: na televisão, SIC e SIC-Radical, na Rádio, a RFM e a MEGA. Pode ver mais aqui, mas amanhã saem mais notícias disto noutros meios.

E não deixe de ir porque o evento é espectacular.

Marketing dos beijos

Provavelmente o marketing mais eficaz que conheço e o que menos engana.

Na MTV tem sido um sucesso, ou quem não gostaria de beijar a Sandra Bullock e a Scarlett Joahsson? As duas a beijarem-se (veja o link) como fizeram Britney Spears e Madonna tem uma força universal que a marca MTV aproveita.

Quanto ao marketing dos beijos, em si, como disse na primeira frase é o mais eficaz e o que menos engana. Ou se beija bem ou se beija mal, aqui nenhum técnico de comunicação e marketing pode fazer milagres...

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Z de Zapatero e a verdadeira face de um homem de poder

De Jose Garcia Abad acabo de ler «El Maquiavelo de Leon», ou como é realmente Jose Luis Zapatero.

Um livro sobre a verdadeira face de um homem de poder. O que a sua face de tranquilidade e bonomia pode esconder.´

Uma vida de política de um homem que só ali fez a vida. Um boy do PSOE que nunca passou por outra profissão a não ser a política.

Como dizia um amigo dele, «ele nunca se cansa da política, mas cansa-se ao descansar duas horas com a família na piscina».

Fanático com a imagem, as primeiras páginas e a comunicação. Numa tarefa messiânica a que se propôs, de se tornar mais importante que o primeiro Messias da esquerda espanhola, Felipe Gonzalez.

E com o killer instinct que separa quem gosta de política e quem é um homem de poder. «Pode-se dizer dele que é rancoroso. Não esquece nem perdoa. É um`killer`, mas não mais do que foram os outros presidentes. É um `killer`que não desperdiça uma só bala. Se não é necessário matar-te não te mata. Por prazer não o faz, mas não deixa nenhuma afronta sem castigo».

PS: uma nota a salientar das minhas passagens por Espanha: o mercado editorial espanhol é muito mais interessante que o português no campo das biografias e da comunicação política. Também comprei e já li a vida política de Adolfo Suárez de Gregorio Moran, um livro polémico sobre uma das mais queridas personagens da vida política espanhola, que comentarei também em breve.

domingo, 6 de junho de 2010

Mourinho e Portas: Dois Oráculos

«A humildade deve ser uma maneira de estar na vida. A modéstia, por regra, é falsa»

Paulo Portas

«Não sou um falso humilde nem um provocador. Sou apenas um trabalhador»

José Mourinho

sábado, 5 de junho de 2010

Demasiado sensual e a nossa imagem

Como fica uma marca perante uma notícia destas. Neste caso, esta instituição bancária ganhará ou perderá?

A ganhar será muito pouco, talvez apenas em termos de manter uma imagem interna de recato e rigor.

Externamente, para lá de ridícula a notícia, nem homens nem mulheres a vêem com bons olhos. Uns por discriminação outros por falta de gosto.

Costumo dizer que o melhor "dress code" é o bom senso. Consoante os nossos interlocutores e as nossas reuniões devemos saber adaptar-nos, tentando nunca perder a nossa personalidade.

Claro que o despudor tem custos, na hora de escolher a roupa. Em primeiro lugar, em nós próprios, depois na marca que representamos. Mas todos sabemos que, em todas as situações, os olhos comem.

É neste compromisso entre saber manter a reputação e o bom gosto que devemos agir. Mas sugiro ao Citibank que deixe as mulheres terem um toque de sensualidade.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Prémios de Eventos

Vejo esta notícia e tal como fiz por alturas dos Prémios da Meios & Publicidade, quando saudei a vitória da Lift (e do Salvador) e do António Cunha Vaz, também quero saudar uma pessoa.

Estes Prémios relacionados com Eventos deram o reconhecimento à Desafio Global, uma referência no seu sector.

Por isso dou um abraço ao Pedro Rodrigues, um nome incontornável nos Eventos e na comunicação, como eu escrevi uma vez.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Oráculo (45)

«Quando um guerreiro saca a espada, tem que usá-la. Não pode recolocá-la na baínha sem sangue»

Paulo Coelho

quarta-feira, 2 de junho de 2010

A privatização da RTP

A RTP é um mau negócio e é um foco de disputa político, logo deve ser privatizada. Concordo.

Acabam-se os disparates de gestão, acaba o compadrio político das chefias e acaba o sorvedouro de dinheiros públicos.

Acho que é das decisões menos polémicas a ser tomada por qualquer Governo. Com a nuance de que deve ser mantida a 2 para serviço público, para minorias e programas de qualidade que não sejam de grance audiência.

O PSD propôs isso logo com a vitória de Pedro Passos Coelho e hoje Mira Amaral volta a bater na mesma tecla.

O problema é que já ouvi dezenas de pessoas ao longo dos anos a defender o mesmo. Então qual o problema?

O problema é que chegar ao poder e ter uma televisão onde se pode pôr e dispor é uma tentação que ninguém resiste.

Oráculo (44)

«Gostar não se define, se se define é porque não se gosta»

Ivo Pitanguy

terça-feira, 1 de junho de 2010

Queiroz, a comunicação e o medo

Confesso que nunca gostei de Carlos Queiroz. Deu vitórias nos juniores, mas não me lembro de nada nos seniores a não ser apanhar 6 a 3 do Benfica em Alvalade e vê-lo muitas vezes ao lado do vitorioso Alex Ferguson.

Escrevi em 1996, e depois doze anos depois noutro local, que para mim Queiroz só há um...o Eça.

Diz-me quem conviveu com ele em trabalho que era um chato nas palestras e habitualmente medroso. Sente-se má energia, de perdedor, quando se está ao pé dele.

Aliás, as suas exibições no banco da selecção nesta qualificação provam-no. Era o primeiro sofredor, o que parecia acreditar que os deuses estavam contra ele, o pé frio principal.

Com dificuldade lá conseguiu o apuramento e agora rodeia-se de um punhado de defesas na convocatória. Desejo o melhor mas temo o pior.

Mas na comunicação, apesar de uns momentos divertidos, Queiroz mantém-se prisioneiro das declarações de Mourinho que também não acredita em Portugal.

Depois, e é já a primeira derrota, Queiroz perdeu a batalha da comunicação. Não gostava do provincianismo intelectual e táctico de Scolari, mas deu uma vitalidade e uniu os portugueses que aprenderam a ter confiança em 11 pessoas.

Queiroz perdeu esse espírito, tomou más decisões no estágio e está refém dos seus medos.

Ontem por sinal, Mourinho só falou em ganhar e proibiu a palavra medo. É a diferença entre um ganhador e um perdedor.