domingo, 27 de março de 2011

Um Sporting balcanizado

Fui votar pela manhã, vi pessoas de quem gosto, vi filas de gente anónima de quem sentia esperança para um futuro mais radioso.

Já se sabia que qualquer que fosse o vencedor, a sua vitória seria por pouco mais de 30%, que significaria a vitória mais fraca de sempre de um Presidente do Sporting. Qualquer que fosse o vencedor, sabia desde manhã que haveria problemas.

As televisões baseadas numa sondagem do Record deram a vitória a Bruno de Carvalho, depois corriam rumores de vitória da lista C por 600 votos, depois Rogério Alves (um dos maiores derrotados e com declarações perfeitamente ridículas) reconheceu a vitória de Bruno Carvalho, depois o volte-face e o espectáculo triste a que milhares de pessoas assistiram.

Uma nota: em termos simples de percentagem de votos BC ganhou 41% a 30 a GL, mas o universo eleitoral leonino não é um homem-um voto, Hoje, o Sporting é um clube totalmente dividido.

Vi o discurso de vitória de Godinho Lopes e foi pífio, profundamente marcado pelos acontecimentos e com a consciência de que a qualquer bola na trave vai sofrer forte contestação.

Fui apoiante de Pedro Baltazar (voltarei a sê-lo, pois o seu caminho era o melhor para o Sporting), o candidato que mais sofreu, como sei de diversas pessoas, com a bipolarização. Os que fugiram para GL com medo de BC, os que foram para BC para fugir à continuidade. À noite, quando se supunha a vitória de BC, emitiu nota para a Lusa dizendo: «sinto que em breve voltarei a falar com os sportinguistas». Prudente não se deslocou ao estádio e sábio nas suas proféticas palavras para o que estava para acontecer.

O Sporting é um grande clube e uma grande instituição, mas o processo eleitoral está ferido de morte e a sucessão peca pelo mesmo pecado.

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