sábado, 22 de setembro de 2012

A situação de Sá Pinto

Todos respeitamos e gostamos muito do Ricardo Sá Pinto, mas a situação dele, hoje, é muito difícil. Os resultados não estão a aparecer e com a matéria-prima que tem à mão exigia-se que, pelo menos, as exibições e a qualidade de jogo fossem melhores.

Depois, as suas declarações e o seu discurso fazem lembrar as do ministro da propaganda do Iraque, que com os americanos às portas de Bagdad ainda vociferava que estavam a destruir o inimigo. Isto é, não estamos «fortíssimos», não jogamos bem e parece que`Sá Pinto está desligado da realidade que acontece dentro de campo.

Ainda penso, como escrevi por alturas do jogo com o Rio Ave, que o balneário não está todo com ele. A sua opção de humilhar Onyewu e de relegar no início da temporada Schaars e Rinaudo para segundas opções não caiu nada bem, pois estes três elementos eram os líderes reais do balneário. E a impensável não utilização de Insua é algo de inexplicável.

Já todos percebemos que tanto a direcção como a SAD, não acreditam no futuro de Sá Pinto a liderar o Sporting. No entanto, aguardam que seja o leão a sair pelo seu próprio pé, pois não sabem quais as consequências que aconteceriam se fosse Godinho ou Duque a demiti-lo.

Mas quero chamar a atenção que não devemos crucificar apenas Sá Pinto pelo mau momento do Sporting. Tantos anos, tantos treinadores, sempre a crucificar-se o elo mais fraco. O real problema do Sporting é um vácuo de liderança desde João Rocha. Depois dele, tem sido a continuidade para o abismo. Em Alvalade deve haver indignação, mas não apenas só por culpa do treinador, há muitos outros responsáveis.

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