terça-feira, 25 de setembro de 2012

Vitória da alma sportinguista

Foi uma prova superada, a de ontem, depois de uma semana de enorme tensão que deixou Sá Pinto sem qualquer apoio da direcção e da estrutura.

Uma vitória a ferros, arrancada com a alma leonina. A tal que parecia arredada da equipa nos primeiros jogos do campeonato. A equipa jogou com garra, muito assente no talento individual dos jogadores e a enorme capacidade de combate agradou a todos.

Ainda não é uma equipa organizada com estrutura de campeão. Foi alma e isso não basta para uma prova de regularidade. Mas pelo menos deu a alegria de uma primeira vitória aos adeptos na Liga.

Mas há algumas coisas que não convém esquecer: Elias custou mais de 8 milhões de euros e nem no banco estava. E num clube débil financeiramente como o nosso, investimentos destes têm de ser rentabilizados; algém explica aos adeptos por que é que o Insua não é titular indiscutível? É um dos melhores jogadores, é uma mola impulsionadora da equipa e é um activo com mercado; Labyad é grande jogador, tem de jogar mais; Rinaudo é um jogador fabuloso, de entrega e de raça, tem de ser sempre titular.

E não é por estarmos ébrios com uma vitória que devemos perder a lucidez. Ontem ganhámos ao Gil Vicente, clube com o qual nem devemos sequer pensar em não ganhar. Há muita coisa pela frente e a equipa tem de ser mais bem montada e a qualidade de jogo tem de fluir com segurança e não baseada apenas na excitação da raça.

Como tenho sempre escrito, devemos preservar o homem e sportinguista Ricardo Sá Pinto, sabendo que o treinador depende dos resultados. Como ficou provado pela solidão que viveu na última semana, o problema do Sporting é de falta de liderança. Os problemas do Sporting arrastam-se há 20 anos e não são culpa de qualquer treinador.

PS1: Aquele abraço de Sá Pinto e Luis Duque teria muito a dizer. O Ricardo não esquecerá a fonte das 3 capas de jornais desportivos no sábado, quando ele a descobrir.

PS2: Ó meu lugar no estádio é atrás do banco leonino. Que grande vibração de Marcelo Boeck e de Gelson. Até cansava vê-los a apoiar os companheiros e a pedir o apoio dos adeptos. Grandes leões.


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