domingo, 14 de outubro de 2012

Godinho Lopes devia ler António Oliveira e mais duas notas

António Oliveira foi um grande jogador, um bom treinador e um magnífico observador do futebol. Nunca esquecerei, ao serviço do Sporting, o trio fenomenal de ataque do tempo de Malcolm Allison com ele, Manuel Fernandes e Jordão,os seus três golos ao Dínamo de Zagreb e a sua frase: «porque cada leão que cair, outro se levantará».

Hoje numa grande entrevista a A Bola diz tudo sobre o Sporting e era bom que Godinho Lopes, em vez de andar a dar alvíssaras a Pinto da Costa, como antes do jogo das Antas, lesse estas palavras que vou passar;

António Oliveira (AO): Diga-me quantas vezes nos últimos tempos, a não ser agora, autorizado pelo presidente ou em substituição dele, um dirigente do FC Porto falou ou deu entrevistas?

Jornalista: Raramente.

AO: Diga-me quantas vezes no Sporting, por exemplo, algum dirigente que não o presidente fala ou dá entrevistas?

Jornalista: Imensas

AO: Diga-me quantas vezes o FC Porto deixa passar uma notícia antes de haver a certeza daquilo que foi a decisão dos seus dirigentes?

Jornalista: Raramente.

AO: Diga-me quantas vezes o Sporting deixa passar uma notícia antes de haver a certeza daquilo que foi a decisão dos seus dirigentes?

Jornalista: Imensas

AO: Li que o presidente do Sporting estava com dúvidas em impor o nome do seu treinador. Mas então quem é o responsável máximo pelo clube? É Godinho Lopes ou é o conjunto de pessoas que pode pôr em causa o nome do treinador que o presidente quer? Há aqui uma falta de liderança enorme.

E noutra parte da entrevista António Oliveira diz o seguinte:

´«Porque é que, por exemplo, os treinadores nunca têm sucesso no Sporting, depois saem e têm sucesso? Então e a culpa é só dos treinadores? Ninguém mais tem culpa? Escolhe-se um treinador, diz-se que é o melhor do mundo no presente e no futuro, tem um mau resultado e é despedido? E a cena repete-se ano após anos. No modelo do FC Porto o presidente é a equipa, o dirigente é a equipa e a equipa é o dirigente e o presidente. Noutros clubes dá-me a sensação que há uma equipa de futebol e que depois os dirigentes são outra equipa. E que às vezes, se calhar sem querer, são quase adversários»

Da minha parte concluo que são correctíssimas e justas as afirmações de António Oliveira. E dou dois exemplos: 1- Godinho Lopes foi para a Rússia, enquanto lá esteve aparece um vice, joão pedro varandas, a falar. O presidente sabia? Um dos vices que mais fala e conta o que se passa dentro do clube segue o seu tutor, Rogério Alves, vê um microfone, excita-se e fala?
2-O Sporting pelas fontes oficiais do costume anunciou novo treinador até sexta-feira. Na quinta, mudaram de opinião e as mesmas fontes já colocaram nos jornais que a estrutura do futebol ia ser repensada. No sábado, as mesmas fontes já avançam que Oceano pode ficar até ao final da época.
Pois é meus amigos, um clube sem rei nem roque, sem liderança é assim. Que saudades de João Rocha.


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