sexta-feira, 30 de novembro de 2012

As nossas viagens

«A mestria das grandes coisas alcança-se com a realização de coisas insignificantes. A viagem pequena é para a alma tímida tão formidável como a grande viagem para a alma grandiosa. As viagens realizam-se interiormente, e as mais arriscadas, escusado será dizê-lo, fazem-se sem sair do mesmo lugar»

Henry Miller, "O colosso de Maroussi", edição Tinta da China

New York Times mostra um País desolador: Portugal

Depois do New York Times ter contribuído para pôr Lisboa na moda, com diversas reportagens sobre a nossa cidade, agora vem a fase da desolação, como se vê por aqui.

«Um país em que 21 por cento dos idosos vive na pobreza, em que dos 1,4 milhões de desempregados apenas 370 mil recebem apoios mensais do Estado», e assim se abate a reputação de um País. Mas estavam os jornalistas e fotógrafos a fazer o seu trabalho. Nós é que não temos feito o nosso, ao nível do combate à crise.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Messi ganha em humildade, Ronaldo em comunicação

«Messi supera a Cristiano en "inteligencia emocional" y "humildad", mientras que el portugués demuestra más "sentido del humor", "carisma" y "habilidades comunicativas"», diz um estudo que o AS deu à estampa.

Qualquer leigo poderia chegar a essa conclusão, mas ainda diria que em, comunicação, Cristiano Ronaldo teria de melhorar bastante. Porém, CR tem imagem mais impactante exactamente pela ausência de humildade que às vezes ostenta.

Ambos são ambiciosos, despertam paixões e ódios, mas são duas poderosas marcas globais e qualquer aparição ou declaração tem repecussão comunicacional.

Duas regras essenciais da comunicação política

«Em política temos de dizer as coisas com tacto e delicadeza. E saber quando estar calado»

Yes Minister, série de tv

Anderson Cooper na Nazaré

Uma das estrelas da CNN, Anderson Cooper, está na Nazaré para reportagem com o surfista Garrett McNamara que no ano passado ali surfou uma onda de 30 metros.

Para Portugal é fantástica esta reportagem. E coloca-nos pela via da comunicação como um dos spots de atracção para quem pratica esta modalidade. Devemos, na nossa promoção turística, procurar nichos que façam a nossa diferenciação pela qualidade. Os desportos de mar são um deles.

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Paulo Ferreira novo director de informação da RTP

Aos amigos deseja-se o melhor, uma amizade que vem desde a nossa viagem em trabalho, para os jornais em que estávamos na altura, a acompanhar António Guterres a Paris, acho que foi lá para 1996. O Paulo Ferreira é um bom jornalista, sério, honesto e independente. Terá uma difícil tarefa na RTP, mas desejo-lhe as maiores felicidades

Como se cozinha o funeral de Mourinho

José Mourinho é um treinador genial, um líder com uma capacidade de comunicação fora-de-série, bateu todos os recordes aos serviço do Real Madrid, pode bater todos os recordes a nível mundial, mas mesmo assim, por algum provincianismo castelhano nunca caiu no goto da imprensa espanhola.

Este ano, está já há muitos pontos do Barcelona, os jornais espanhois diariamente atacam-no, a UEFA faz tudo para o torpedear e tentaram que o balneário implodisse.

Quando eu vejo Xabi Alonso a defendê-lo, Casillas, hoje, a fazer o mesmo, só me lembro de Júlio César a ser esfaqueado: «Até tu, Brutus?». Quando estes jogadores, do núcleo duro que nunca esteve com ele, aparecem a dar a cara em sua defesa é porque já estão a cozinhar a sua demissão.

Papa Bento XVI abre conta no Twitter

Todos os meios são importantes para passar a mensagem, mesmo pelas pessoas que nem são utilizadores da internet.

É o caso do Papa Bento XVI que não é grande fâ das novas tecnologias, mas que, via o Luis Paulo Rodrigues e esta notícia, vejo que vai abrir conta no twitter.

Duvido que consiga meter orações em 140 caracteres, duvido que seja ele a escrever o que quer que seja, duvido que ande de telemóvel a disparar impressões para o twitter. Mas é um canal de comunicação que tem com os fieis, vamos ver como o utilizará.

Um paradoxo da política e da sua comunicação

«Ironia do momento: quanto mais os nossos representantes se aplicam a ser simples, directos, próximos das pessoas, "comunicantes", mais os seus discursos se tornam inaudíveis, enfadonhos, desmobilizadores»

Gilles Lipovetsky, A Sociedade da Decepção, Edições 70

A sociedade da decepção

«A civilização do bem-estar colectivo fez desaparecer a miséria absoluta, mas fez aumentar a miséria interior, o sentimento de viver uma "subexistência" por todos aqules que não participam na "festa" consumista que fora prometida a todos»

Gilles Lipovetsky, A Sociedade da Decepção, Edições 70

terça-feira, 27 de novembro de 2012

A direita mais estúpida do mundo

Era uma máxima habitual para falar da direita francesa, que ela era a mais estúpida do mundo. As eleições para a liderança da UMP, num processo pós-Sarkozy, vieram provar essa máxima.

Os dois candidatos chamaram tudo um ao outro, ainda tornaram a política mais repelente para os cidadãos e agora o ex-primeiro-ministro Fillon, faz um grupo parlamentar autónomo.

Enquanto isto, Hollande afunda-se na popularidade, sem oposição, os franceses cada vez mais odeiam os políticos e naturalmente os partidos dos extremos agradecem.

Eduardo Barroso deixa presidência da AG do Sporting

Segundo o Jogo, citando declarações ditas pelo próprio no programa da TVI24 onde é comentador residente, Eduardo Barroso deixará em breve as funções de presidente da Assembleia Geral do Sporting.

Respeito-o como sportinguista, sei que tem muitas vezes o coração ao pé da boca, mas julgo, como escrevi no passado, que enquanto desempenhasse um importante cargo na família verde e branca não deveria estar como comentador num programa televisivo e num jornal, pois muitas coisas que disse deram notícia e agitaram o clube sem necessidade.

Cometeu erros, mas não deixa de ser sportinguista. Mas não esqueço, e ninguém esquece, que foi eleito por uma lista que não foi a declarada vencedora após um processo de afinações que fica na história negra do Sporting. Muitos dos votos que teve, não foi por ele próprio, ao contrário do que pensa. Muitos votos se devem a ser candidato na lista de Bruno Carvalho, algo que ele rapidamente esqueceu, aceitando  o cargo e sendo conivente em muitos momentos com a actual direcção.

Confesso que tenho mais simpatia, bastante até, pelo adepto Eduardo Barroso, do que pelo presidente da AG.`Às vezes, os bons sportinguistas como ele é, são mais úteis na bancada do que nos camarotes do poder. Foi uma experiência que viveu e houve momentos em que apertou a direcção também (também não esqueço) e no actual momento, devia apertar mais. Vivemos uma das páginas mais negras da nossa história centenária, Eduardo Barroso ainda vai a tempo de a ajudar a ultrapassar. Só depende dele, mas deixo-lhe os meus cumprimentos pela tarefa que cumprirá até ao momento em que decidir abandonar o cargo.

O futebol não pode ser um mundo à parte

Vejo, por aqui, que o presidente da Federação Portuguesa de Futebol se queixa que os clubes pagam 100 milhões de impostos. Meu caro senhor, o futebol não pode ser um mundo à parte.

O futebol tem receitas televisivas e de patrocínios astronómicos, paga salários galácticos e tem de pagar os impostos que são devidos. As empresas portuguesas estão asfixiadas com impostos, há casos diários de insolvência e o que é que o futebol quer? Regimes de excepção?

Pois, nem pensar. Os clubes que aprendam a ser bem geridos e que se responsabilizem e punam os gestores danosos. O futebol não pode viver no mundo das maravilhas com gestores irresponsáveis.

Rodrigo Saraiva à frente Parceiros de Comunicação

O meu amigo Rodrigo Saraiva assume a direcção da Parceiros de Comunicação, onde estão vários bons consultores de comunicação que respeito.

É uma nova etapa, um grande desafio, na vida do Rodrigo a quem, como amigo, só posso desejar as maiores felicidades e que desenvolva um bom trabalho de promoção dos seus clientes.

Na hora de saída deste projecto, e outros se seguirão por certo, deixo as minhas homenagens à antiga directora da Parceiros, a Susana Monteiro, pessoa que muito estimo também.

Welcome à "Welcome"

A Enzima Amarela, depois do Briefing, Advocatus, Fibra e Store, lança a Welcome. Um novo agregador sobre a área de Turismo e Lazer, um dos sectores onde Portugal tem fortes possibilidades de crescimento. À administração e ao director, Hermínio Santos, os votos das maiores felicidades.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

4 coisas que a internet veio potenciar e o desafio que falta fazer

A partilha
A conversa
A colaboração
A acção colectiva

«O grande desafio é a passagem da conversa à acção colectiva, ou como diz Clay Shirky, mudar de "concordamos ou ou discordamos" para "vamo-nos juntar e fazer qualquer coisa em relação a isto"».

Lido ontem no Público e concordo que o desafio é o que falta para potenciar a internet.

"Amazon" é do Brasil ou do Perú?

Uma querela cibernáutica afecta uma das mais conhecidas marcas de compras on-line: a Amazon. Brasil e o Perú reclamam o domínio porque dizem que o interesse público é maior do que uma entidade comercial explorar um nome ligado à natureza e ao equilíbrio da Terra. Esta é daquelas polémicas que não sei o que darão, pelo menos dão para entreter.

Processo aos utilizadores do Twitter

O senhor Alistair McAlpine, antigo tesoureiro do partido Conservador britãnico, foi envolvido num escândalo de pedofilia denunciado pela BBC. Era mentira. Como seria natural, processou a conhecida estação pública por ofensa ao seu bom nome e reputação, ganhou o processo e arrecadou mais de 200 mil euros.

A novidade, e que poderá fazer escola para os maus utilizadores das redes sociais, é que decidiu processar todos os que no twitter fizeram eco das acusações infundadas. Disse o Público que «é um passo disciplinador inédito».

É um facto e julgo que positivo. Há muita gente que usa as redes sociais, e muitas vezes escondidos na cobardia do anonimato, que se dedica a inventar e a escrever falsidades manchando a reputação de várias pessoas.

Um dia, os maus utilizadores das redes sociais vão dar-se conta que não podem impunemente escrever o que bem lhes apetece, sem sofrer as consequências.

A Marca Portugal é melhor lá fora que cá dentro

Li esta notícia do Expresso sobre a reputação da Marca Portugal. Naturalmente, é possível que seja melhor lá fora do que cá dentro. Lisboa, por exemplo, está na moda em diversos media internacionais, fruto de campanhas bem gizadas pelo Turismo de Lisboa, algo sobre o qual já dei nota noutro post.

Também temos dois ícones do desporto-rei todos os dias nas páginas dos jornais, logo, o nome de Portugal vale muito mais do que há dez anos atrás. Mas são os portugueses, cá dentro, que vivem o País. As suas fragilidades, a crise endémica, uma Justiça que não funciona, empresários, na maior parte dos casos, vivendo do investimento público e pouco empreendedores, elites incultas e débeis.

Portugal, cá dentro, tem uma reputação mais frágil por culpa dos decisores. Lá fora a imagem é diferente, não vivem os nossos problemas diários.

domingo, 25 de novembro de 2012

Sporting um clube grande, com grande coração

Os grandes clubes, para lá dos títulos, dos adeptos, dos atletas que fazem a sua história, têm responsabilidades sociais com a comunidade.

É de saudar a atitude do Sporting Clube de Portugal que disponibilizou a sua equipa principal de futebol para disputar, no estádio municipal de Portimão, um jogo com uma selecção do Algarve, revertendo as receitas para as vítimas do tornado que assolou aquela região.

Podemos ter muitos problemas, mas continuamos com grande coração, como só os grandes o têm.

O que cria o humor, segundo Charles Schulz (pai dos Peanuts)

«A felicidade não cria humor. Ser alegre não tem piada. A tristeza é que cria o humor»

Charles Schulz (pai dos Peanuts)

sábado, 24 de novembro de 2012

Marcelo Rebelo de Sousa e os amúos dos políticos

«O homem português amua, o que é uma coisa rara. Os políticos amuam imenso. As pequenas coisas passam à frente das grandes coisas. Perde-se um tempo infindo a gerir pessoas e pequenas questões»

Marcelo Rebelo de Sousa

Nós e os bancos

«Se tu roubas um banco, és preso. Mas se o banco te rouba, não te resgatam a ti, resgatam o banco»

Brad Pitt, hoje na revista do Expresso

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Portugal deixa de ir ao Festival Eurovisão da canção

O festival da canção revelou muitos novos talentos da música portuguesa e consagrou outros grandes nomes. Nos seus tempos áureos, anos 70 e 80, fazia parar o País, havia forte luta entre as canções e os que as apoiavam, tinha enorme sucesso de audiências e era um fenómeno, também, de comunicação.

Com o tempo foi perdendo fulgor, banalizou-se e mostrou apenas o pior e o nacional-pirosismo. Em termos de Eurovisão, Portugal nunca ganhou e com a nova decisão por voto telefónico, na maior parte das vezes, ganharam países de leste.

Por esta notícia, leio que Portugal vai deixar de estar presente. Os últimos certames têm sido medíocres, nada temos a ganhar com isso. A RTP dá razões financeiras como justificação. Poupam umas coroas, mas era mais honesto se dissessem que deixavam de ir lá porque aquilo não presta para nada.

"Information is power" da VILT - resumo do Pedro Reis e Luis Paixão Martins

Realizou-se ontem no CCB a conferência "information is Power", organizada pela VILT. Para lá das apresentações da empresa, ouviram-se também intervenções da Open Text, do Banco de Espanha e Loterias y Apuestas de Espanha que versaram sobre as soluções e a inovação que a VILT, uma PME portuguesa, tem implementado com sucesso. Mas a abrir a mesma esteve o Pedro Reis, presidente da AICEP, e Luis Paixão Martins, fundador da LPM.

Pedro Reis - falou sobre a importãncia da internacionalização da economia portuguesa e sobretudo das PME`s e do seu trabalho de empreendedorismo que leva a que procurem novos mercado para mostrar as suas soluções e competências.
Valorizou o reconhecimento da qualidade dos quadros técnicos portugueses e como isso é reconhecido fora de portas. Fez um discurso optimista, de esperança, reconhecendo que não importa apenas às empresas portuguesas lutarem na base dos preços, mas sim na sua qualidade e a nível interno o sector público deve estar ao serviço das empresas, pois é nelas que se criam riqueza e postos de trabalho.
Mostrou a importãncia de focalizar a nossa oferta, escolher bem os mercados, falando da capacidade da VILT ter já excelentes clientes em Espanha e Brasil, dois mercados preferenciais.

Luis Paixão Martins - foi um momento de comunicação, como ele abriu a brincar, na conferência falou-se de prosa e ele ia falar de poesia. Chamou a atenção para o facto de haver menos audiências e menos leitores, menos jornalistas e mais consultores de comunicação.
Exibiu a falência do modelo do "gate-keeper, a partir do momento em que se democratizaram as plataformas que permitem a cada indivíduo estabelecer a comunicação, havendo nos actuais tempos uma autonomia comunicacional dos cidadãos, algo que não sucedia no passado.
Falou sobre os pais da disciplina de Relações Públicas e Conselho em Comunicação, Ivy Lee e Edward Bernays, com a preponderãncia actual da escola do segundo.
«O ciclo da notícia é cada vez mais curto e a vida é feita de episódios», disse.

Aaron Sorkin escreve argumento sobre Steve Jobs

Aaron Sorkin é um argumentista que é uma estrela como um qualquer actor de Hollywood. "West Wing" deu-lhe a aura de genialidade que continuou em "Newsroom" ou no cinema em "A Rede Social".

Sorkin vai escrever agora um filme sobre Steve Jobs. Conta-se que Jobs lhe pediu uma vez um argumento para a produtora Pixar, que criou "Toy Story" e "Cars". Sorkin disse-lhe que gostava da Pixar, mas que não se via capaz de pôr a falar um objecto inanimado. Ao que Jobs lhe retorquiu: «da primeira vez que os faças falar, nunca mais serão inanimados».

O que motiva Sorkin a escrever sobre Steve Jobs, é que ele representa o sonho americano e como um projecto nascido numa garagem se pode tornar um êxito mundial e chegar a todo o lado. Dois génios, vamos ver o que uma película fará da escrita e de uma vida para a história.

Duas notas sobre Godinho Lopes para os sportinguistas mais "desatentos"

Depois do que vi ontem, que nos entristeceu a todos, é tempo de dizer, honestamente e com verdade, que este ano e meio temos vivido das páginas mais negras do Sporting. Não sei para onde caminhamos. Parece que falta tudo: liderança, gestão desportiva e financeira.

Julgo que a maior parte das pessoas deu o benefício da dúvida, nos tempos iniciais, a este presidente. É assim que deve ser. Estar atento, ver as medidas tomadas e depois analisar, elogiando o que é bom, criticando o que é errado. Um ano e meio depois, o balanço só pode ser negativo. Nem os mais "talibans" de Godinho Lopes podem dizer o contrário. E há duas notas que têm de ser bem claras: a falta de liderança e a responsabilização.

1- Nenhum presidente joga em campo, é um facto que todos sabem. Onde ele joga é na liderança que impõe ao clube. Godinho Lopes demorou ano e meio a descobrir o modelo «presidencialista à Pinto da Costa», como disse na RTP-Informação. Algo que eu sempre disse que o Sporting precisava, mas de um modelo presidencialista à João Rocha e não como o das antas. O problema é que eu não conheço o sucesso de nenhuma empresa ou instituição sem um bom líder. E Godinho Lopes não é um líder. Por isso, sem liderança, é impossível vencer.

2- Godinho Lopes é presidente também da SAD. E sabendo as dificuldades financeiras do clube, a que ele não soube dar a volta nem apresentar os investidores que anunciou na entrevista ao Expresso de Dezembro de 2012, investiu 60 milhões de euros em jogadores, dos quais já alienou muitas percentagens de passes. Ano e meio depois "descobre" que o ADN do Sporting é a formação. Ano e meio para descobrir sr. engenheiro? Então e quem se responsabiliza com o aumento do passivo para cerca de 120 milhões de euros e 60 milhões no futebol para vermos a desgraças que temos assistido em campo? Quem se responsabiliza por esta gestão ruinosa da SAD? Quem? Pois eu digo: Godinho Lopes, Castro Guedes e Luis Duque, que eram os seus administradores têm de ser responsabilizados.

Godinho Lopes é presidente do Sporting. Legalmente deve continuar, mas há uma altura na vida em que o presidente tem de parar e fazer uma auto-reflexão: «terei eu jeito para ser presidente do Sporting?». Eu acho que ele não tem jeito.

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

As certezas que os políticos têm

Leio por aqui que Almeida Santos «acredita que Armando Vara será absolvido». São as certezas dos políticos habituados a que a culpa morre solteira e nunca nenhum é condenado.

O que é que se ganha em eleger com votos um presidente europeu?

Reza esta notícia que o sucessor de Durão Barroso será escolhido através de voto popular de todos os europeus. O que é que se ganha com isto?

1-O espectáculo de virem a Portugal uns senhores estrangeiros fazerem campanha, mas que ninguém conhece de lado nenhum

2- Por questões de bairrismo, os maiores países, com maior população, estarão mais bem colocados para ganhar a eleição.

3- Vamos ter uma espécie de Festival da Eurovisão da canção. Se se juntar o bloco de Leste. ganha sempre.

4- Vão os europeus sentirem-se mais europeus por escolherem um presidente? Não. Pois não há uma identidade europeia, mas sim nacional.

Logo, pouco se ganha com isto.

A demissão de Nuno Santos da RTP

Não o conheço pessoalmente, mas sempre o tive em conta de pessoa competente e séria. A sua saída da RTP é fruto de desconfiança por causa de imagens da última manifestação e respectiva carga policial. É um motivo estranho, mas parece ser o único. Julgo que estava a fazer bom trabalho no canal público, nomeadamente, na modernização e dinamização da RTP-Informação, por isso, é uma perda. E mais uma vez a RTP é notícia negativa, o que não é bom.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Cavaco perdeu a memória e é uma vergonha

«O Presidente da República afirmou hoje que o país precisa de “ultrapassar estigmas” e voltar a olhar para os sectores que esqueceu nas últimas décadas: o mar, a agricultura e a indústria». A memória está má, a hipocrisia é um pecado e Cavaco devia ter vergonha, pois foi ele com a sua governação de betão que enterrou o mar, a agricultura e a indústria.

Marcelo Caetano queria assessoria de comunicação e não censura

Uma tese premiada que merecerá leitura e que reforça a ideia da "Primavera marcelista". Uma historiadora, Susana Cavaco, apresenta essa novidade. Que Marcelo Caetano queria substituir a censura, acabando com ela, e introduzindo a assessoria de comunicação.

Faria por certo bem. O que é estranho é que 40 anos depois, um Governo ainda não tenha percebido isso, trabalhando com profissionais competentes (havendo, naturalmente, honrosas excepções). Pode-se governar mal por incompetência, mas nunca se governará bem sem boa comunicação.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Não sei como será o futuro do Estoril Open

Perdendo o seu mais antigo e maior patrocinador, fica muito difícil para João Lagos manter um torneio que dava notoriedade a Portugal e à região. E para algumas figuras ditas do jet-set ficam com menos um sítio para ir almoçar de borla.

O problema de comunicação da RTP

O Governo tem falhado na comunicação já o disse e é um facto indesmentível. Mas há dossiers em que, por culpa própria, tem errado.

Um deles é a RTP. Já vi diversas opinões e proto-decisões divergentes. Agora o novo presidente da RTP, Alberto da Ponte, volta a ser notícia por dizer que o serviço público só pode ser plenamente realizado com os dois canais de televisão, como se pode ler por aqui.

É caso para dizer, organizem-se. Porque esta coisa de fazer constar um horizonte de extinção da 2 e passagem a privados da 1, desmentido ontem pelo homem que o Governo nomeou é inacreditável. Se o Governo é medíocre na comunicação, tem de se dizer, honestamente, que tem tratado com os pés os media e particularmente a RTP.

Deve um CEO ter uma conta de twitter?

Isto a propósito de Rupert Murdoch que tem uma conta activa de twitter. Julgo que deve, se souber trabalhar com ela, até porque o seu nome foi visado em variados processos sobre os seus jornais e as redes sociais são uma possível linha de defesa e de passar a sua mensagem.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Parabéns ao Marco Chagas

Faz hoje 56 anos uma das pessoas que mais respeito no desporto português. Marco Chagas foi um enorme atleta, de uma modalidade que muito gosto mas que atravessa uma fase difícil, sendo o português que mais vezes ganhou a Volta a Portugal em Bicicleta.

Acima dele, para mim, só o deus Joaquim Agostinho que tanto orgulho, vitórias e adeptos trouxe para o Sporting Clube de Portugal. Marco Chagas é também um grande sportinguista e hoje segue o caminho de comentador televisivo da modalidade, ele, que juntamente com Luis Lopes (no atletismo), é o comentador mais sabedor daquilo que narra com sabedoria, categoria, simplicidade e bom humor. Os meus parabéns e desejo de muitos anos de vida e que continue a promover o ciclismo que tanto precisa.

A gravata de Hollande e a Sarkomania

O novo presidente francês desbaratou, em menos de um mês, o seu estado de graça, tendo níveis de popularidade bastante baixos. Para lá disso, na tradicional conferência de imprensa alargada o que marcou a sua imagem foi a gravata.

É que por um qualquer motivo inexplicável, a gravata fugia sempre para a direita algo que marcou as redes sociais e depois saltou para os media tradicionais. Para acentuar esta "fuga para a direita", cresce a Sarkomania.

Isto é, camisolas, chávenas e outras peças recordando Nicolas Sarkozy que, em pouco tempo, sai do limbo e já começa a ser recordado, falando-se já do seu regresso. Moral da história: em política a memória é curta, mas ainda mais curtos são os estados de graça.

domingo, 18 de novembro de 2012

Dinheiro português nas ilhas Caimão

«Investimentos nacionais neste paraíso fiscal, o mais usado pelos portugueses, recuaram para 6,9 mil milhões de euros no ano passado». Leio esta notícia e vejo também que, no dito ano passado, os investimentos eram de 12,2 mil milhões. Como dizia um anúncio, há coisas fantásticas não há?        

sábado, 17 de novembro de 2012

TV Rural

Leio no I que o PSD e o CDS pediram para que regressasse à RTP um programa parecido com o mítico TV Rural, apresentado por Sousa Veloso.

Ele acabou nos anos de Cavaco, quando o fervor do novo-riquismo e do dinheiro fácil levou tudo para o êxtase de uma economia de serviços e se perdeu agricultura, pescas e indústria.

Nos dias de hoje regressa-se à lavoura e deseja-se mais indústria. O pedido dos dois partidos é interessante, até porque o TV Rural ficou na história da nossa televisão. Mas não deixa de ser ainda mais interessante como os dois partidos do Governo põem em causa a má governação e falta de visão de Cavaco Silva.

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Uma boa questão do Renato Póvoas

Aqui no post dele, colocada ao Álvaro.

Pinto da Costa perito em manobras de "distracção"

Pinto da Costa sabe tudo sobre futebol, são muitos anos de experiência de comunicação e controlo dos poderes ocultos do futebol.

Ontem criticou asperamente a deslocação da selecção nacional ao Gabão (nisso até concordo com ele. Ganhar 800 mil euros à conta dos jogadores dos clubes pondo a sua integridade em risco num batatal e com uma atitude miserável no jogo não prestigia a nossa bandeira), mas bem sabemos que no que lhe interessa está resguardado.

O ataque feroz à federação do ex-administrador portista Fernando Gomes, é pura distracção, porque no que lhe interessa a faderação e a arbitragem não lhe vão falhar. Com o Sporting, a quem nos últims tempos elogia o presidente porque lhe dá jeito pois é um presidente fraco e sem influência, tem os probemas resolvidos, como vimos com a marcação das penalidades inexistentes no seu estádio. Com o Braga trata mais sorrateiramente e com a outra colectividade de Lisboa trata em breve do assunto.

São 30 anos de manipulação do poder oculto, as palavras sobre Paulo Bento, que ele aprecia, e os ataques à federação são meras cortinas de fumo.

O que veio verdadeiramente Merkel cá fazer...

...não sei porquê mas, ao ler isto, cheira-me que o consórcio alemão vai ficar com a ANA.

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

O patrão e o psiquiatra podem achar estranho não ter perfil no Facebook

Leio por aqui, no Dinheiro Vivo, e também acho estranho quem hoje não anda pelo facebook.

Gesto feio de quem perdeu eleições limpas

Mitt Romney foi um contendor que fez o melhor possível. Perdeu, sendo o candidato que mais dinheiro gastou na campanha presidencial americana, agora diz isto. É feio e reforça a sua condição de perdedor.

Responsabilizar e criminalizar a má gestão nos clubes de futebol

Falo em termos genéricos, mas podia aplicar directamente ao meu clube, para quando a responsabilização e criminalização pessoal da má gestão em clubes de futebol?

Quem vive acima das suas possibilidades, aumentando o risco futuro de existência dessas instituições e SAD`s, deve ser claramente responsabilizado. As gestões têm rosto, têm pessoas que tomam decisões. São elas as culpadas de maus negócios e da insustentabilidade das instituições que dirigem, por isso a Justiça movida por um qualquer adepto ou accionista da SAD deve ser um caminho a ser movido no futuro e que tornará muito mais limpo e transparente o futebol português.

Uma greve geral sem efeito

Doze rapazolas, que julgo não pertencerem à CGTP, com os seus desacatos, apagaram comunicacionalmente a greve geral que mobilizou milhares de pessoas que tinham todo o direito de protestar contra as medidas de austeridade impostas pelo Governo.

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Cavaco calado

A esfinge de Belém voltou ao seu estado natural: o silêncio.

A responsabilidade social dos actores

Vejam este video com actores da Globo contra a construção de uma barragem na Amazónia. Por cá julgo que não vi nada disto. Com honrosas excepções, as nossas actrizes posam semi-nuas para capas de revistas, fazem presenças e discotecas ou estão-se marimbando para a responsabilidade social. Por isso, também, é que a Globo é um modelo de profissionalismo, uma escola de actores e se sabe envolver com a comunidade.

Oráculo (398)

«O tempo de enganar os homens está a acabar»

D. Pedro. Em "D.Pedro - O Rei Imperador", de Javier Moro, editora Planeta.

terça-feira, 13 de novembro de 2012

A prisão de Vale e Azevedo

Era uma ofensa para qualquer português informado, assistir a reportagens de Vale e Azevedo com vida de luxo em Londres quando por cá decorriam vários processos contra ele.

A sua prisão, muitos anos depois das acções interpostas pela Justiça, é importante pois não podem famosos e poderosos continuar sem condenação a circular à vontade por´onde lhes apetece. A credibilidade da Justiça assim o exige.

A prisão de Vale e Azevedo é também um sinal sobre a irracionalidade, tradicional, do mundo do futebol. Onde os adeptos ligam pouco a quem comanda os seus clubes, desde que ganhem troféus ou façam determinado tipo de discursos. O mundo do futebol também precisa de ser honesto e credível.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Guerra «do poder ao mais alto nível» em Portugal contra Angola

O «Jornal de Angola único diário angolano e jornal oficial do regime», como diz esta notícia do Público, faz um editorial contra as investigações noticiadas pelo Expresso a «heróis nacionais» desse País dizendo que é um ataque do «poder ao mais alto nível em Portugal».

Pois bem, não sinto nada do «poder ao mais alto nível em Portugal» contra o capital angolano, bem pelo contrário. Esses empresários para lá das compras que fazem para o seu património e usufruto pessoal, estão a comprar tudo o que querem em Portugal, detendo participações significativas em áreas como telecomunicações, banca, energia e media.

Logo, o editorial desse jornal devia centrar-se apenas no contra-ataque aos mecanismos da Justiça, que decidiu investigar essas pessoas. De resto, «o poder ao mais alto nível em Portugal» come à mesa de Angola.

O factor Franky Vercauteren

Nenhum sportinguista gosta de viver os problemas que o clube enfrenta actualmente. Gosta de vitórias, de títulos, de estar com a alma alegre.

A vitória de ontem não apaga os problemas existentes, eles continuam lá, mas dá uma injecção de moral aos adeptos que se encontravam à beira da depressão.

Vencer o Braga, para mim, é natural e uma obrigação, não é motivo de festejo sensacional. É assim a ordem natural das coisas quando um Grande, muito Grande, como o Sporting é, enfrenta uma colectividade mais pequena.

Aliás, foi de mestre terem levado o sr. António Salvador, antes do jogo, ao Museu do Sporting para o empreiteiro, que é um bom presidente, diga-se, mas deslumbrado como um novo-rico, ficar a conhecer bem o que é a grandeza e a história de um clube Grande.

E deixo nota positiva a Franky Vercauteren. As melhorias que se sentem são trabalho dele. A equipa estava um caos e mal preparada, mas as suas mudanças cirúrgicas (sem receio de apostar na equipa B, como no caso de Eric Dier e Esgaio no banco) e o seu discurso racional e tranquilo de quem é uma raposa no futebol podem ajudar a que se atinja o objectivo da Champions. Ontem, foi um momento de optimismo, esperemos que assim continue.

Tudo dito sobre o caso Isabel Jonet

Basta ler aqui o que a Alda Telles escreveu e subscrevo.

domingo, 11 de novembro de 2012

As camas que desfazem carreiras

Nos Estados Unidos foram muitas carreiras políticas que já terminaram por adultério. O carácter e a honra são algo que os eleitores gostam de ver impolutos. Se há uma imagem familiar construída - sempre um alicerce importante na comunicação política como se pôde ver com as mulheres de Obama e Romney muito recentemente - o adultério mancha inapelavelmente essa personagem.

Por vezes há excessos e fundamentalismos a mais, mas as camas continuam a desfazer carreiras. Agora foi David Petraeus, o general mais unânime após Eisenhower. Mantém a relação extra-conjugal desde 2006, mas só agora se soube. Talvez porque nunca desmentiu uma possível corrida presidencial em 2016.

sábado, 10 de novembro de 2012

O video do prof. Marcelo

Leio esta notícia e, sinceramente, estou-me marimbando para mais esta enorme e gravíssima crise nacional e nefasta para o orgulho patrioteiro de um bando de marialvas nas redes sociais.

O filme do prof. Marcelo é mais um episódio ridículo de quem se tornou um bobo da corte e é pena. Como candidato a Lisboa foi uma nódoa, como líder do PSD foi uma desgraça. Marcelo faz as suas mariolices de politiquinha na tv para gáudio de um País inculto e que lê pouco.

O que desejo ao prof. Marcelo é que vá entreter apenas a família e que não me chateie.

Já não há pedófilos no caso Casa Pia

Foram milhares de páginas de processo, milhares de horas de inquirição, milhares de páginas de jornais, milhares de horas de televisão e afinal agora chega-se à conclusão, ou não, que leio por aqui, que não havia pedófilos. Isto tudo é uma vergonha nacional.

Como se faz um ícone pop

Qualquer ícone pop é um fenómeno de comunicação, espreite por aqui os passos para a criação de uma estrela.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Shakespeare escreveria hoje para a HBO?

Uma interrogação engraçada colocada aqui pelo El Pais no sábado passado. O mundo das séries continua a ser, actualmente, muito mais interessante em termos narrativos do que o cinema.

«Cada plano de Mad Men é uma fotografia de capa», diz Jorge Carrion, autor de um livro que recomendo "Teleshakespeare", para os apreciadores de séries de tv.

As lágrimas de Barack Obama

Comunicação política é saber relacionar um candidato com os seus eleitores e jogar com as suas emoções. Depois do abraço a Michelle, agora vêm as lágrimas de Barack Obama. Em termos imagéticos Obama é poderoso, falta mostrar resultados a uma presidência pífia.

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

James Bond - Skyfall

Sou fanático do agente mais conhecido e menos secreto do mundo. Já vi todos os seus filmes mais de uma vez e tenho-os todos. Ontem, fui ver o último e que comemora os 50 anos da série.

Começo pelo mau. Javier Bardem exagera um bocadinho como vilão, tornando-se quase grotesco, e faltam "bond girls" no filme, que trazem sempre charme. As de Skyfall não ficam minimamente na "memorabilia" de Bond.

Daniel Craig faz o seu terceiro filme e dois deles são dos melhores de todo o universo Bond. "Casino Royale" e "Skyfall". Neste celebram-se, como já disse, os seus 50 anos. E regressam duas figuras lendárias: Miss Moneypenny e Q. E assistimos a um novo M, Ralph Fiennes, que mostram que as aventuras de Bond estão aí para muitos anos.

Sam Mendes é um grande realizador e trouxe para este filme um dos seus companheiros habituais: Thomas Newman, um dos maiores e melhores autores de bandas sonoras de Hollywood, como o provam "American beauty", "Road to Perdition" e "Revolutionary Road", por exemplo, todos filmes com carimbo de Mendes.

Este é um Bond com outra profundidade dramática, já assim o é desde "Casino Royale", onde temos uma das melhores "Bond girls" de sempre, Eva Green, no papel da mulher por quem Bond se apaixona, Vesper Lynd. Bond evoluiu da "macheza" de Sean Connery e do charme de Roger Moore, para uma personagem complexa que Daniel Craig, excelente actor, interpreta bem.

Este é o filme onde regressamos às origens de Bond, à sua família (imagens fantásticas da Escócia) e onde o agente perde na casa da família a sua segunda  mãe, M (Judi Dench). Bond é um homem solitário, quase normal. E todo o filme é isso, um bom trabalho de actores.

Depois está lá tudo o que importa de Bond: uma das melhores perseguições da história da saga, a das motas nos telhados de Istambul, o combate em cima do comboio, um genérico e uma música de Adele fabulosos.

E Bond, para lá daquelas imagens de Xangai e de barco no mar, à noite, em Macau, geniais, volta a Londres. Mas não a magia actual da cidade, mas a cidade dos subterrâneos, obscura como o novo Bond é. E voltam as bandeiras da Grâ-Bretanha, tantas como nunca se viram em anteriores filmes. Bond regressou às suas origens, num mundo onde já não são outras nações os inimigos, mas apenas homens. 007 volta ao serviço e tem muito para fazer. Mais 50 anos de trabalho pela frente, como os fâs desejam.


A imagem mais popular no Facebook

É esta. Apenas um abraço.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Rescaldo das eleições americanas

Seria histórico se Mitt Romney ganhasse, pois são poucos os presidentes que não conseguem a reeleição. Obama tinha as eleições ganhas até ao momento do primeiro debate. Aí, num dia mau, abriu a porta a um ressurgimento de um candidato que estava a marcar a campanha com diversas "gaffes!.

Depois, o furacão Sandy ajudou, pois num momento de crise ressalta a imagem presidencial e Romney ficou sem campanha durante três dias. Nenhum dos dois candidatos me encheu as medidas, considero fracos.

Mas a vitória de Obama prova, mais uma vez, que os americanos preferem a simpatia à eficácia, pois Romney nunca conseguiu passar a imagem de ser um tipo com quem jogamos basquetebol ou bebemos uma cerveja. Karl Rove tentou "recentrar" o discurso de Romney, mas como vimos nos "swing states" não conseguiu dar a volta.

Não sei como serão os próximos quatro anos de Obama, mas no debate sobre política internacional nunca se falou da NATO e muito menos de política europeia. Sendo assim, a América fica centrada em si e não ajudará a reerguer uma Europa em crise. Isso é mau para Portugal.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

A cultura e a religião na actualidade

«A cultura deveria preencher o vazio que a religião ocupava outrora. Mas é impossível que isso aconteça se a cultura, atraiçoando essa responsabilidade, se orienta decididamente para a facilidade, evita os problemas mais urgentes e se torna mero entretenimento»

Mario Vargas Llosa, " A Civilização do Espectáculo", Quetzal

O intelectual na civilização do espectáculo

«Na civilização do espectáculo, o intelectual só interessa se seguir o jogo na moda e se se tornar um bobo da corte»

Mario Vargas Llosa, "A civilização do espectáculo", Quetzal

domingo, 4 de novembro de 2012

Furacão Sandy e as alterações climáticas

Recomendo leitura deste artigo onde se fala do perigo do Homem continuar alheio às alterações climáticas.

A ditadura de Manuela Ferreira Leite

Já foi infeliz uma vez, volta a sê-lo com estas declarações. Manuela Ferreira Leite fala das dificuldades da democracia, mas apesar dos seus problemas é o regime da liberdade. Ditadura nunca mais.

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

O cinema e os presidentes da América

Um texto e galeria interessante, do El Pais, sobre alguns dos presidentes americanos no cinema.