quarta-feira, 24 de abril de 2013

Sobre as rescisões com funcionários no Sporting e Jesualdo

Para quem não se lembra ou não me acompanhava, há um ano atrás propus que Godinho Lopes reduzisse 20 por cento dos salários dos funcionários do Sporting que auferissem verbas acima de 1500 euros líquidos. Falava só dos funcionários e não de atletas.

O universo salarial do Sporting era uma vergonha, com gente a ganhar o que o mercado não paga e sabendo nós das dificuldades financeiras do nosso clube. Logo, por coerência, estou bastante solidário com as reduções salariais que Bruno de Carvalho venha a fazer.

O Sporting não pode pagar salários estratosféricos, deve ter bons profissionais, de preferência sportinguistas, mas recebendo aquilo que o mercado paga. Não faço comentários sobre nomes até porque aguardo confirmação das rescisões anunciadas e outras que não vêm nos jornais.

E há outro aspecto. Cada presidente tem o direito de escolher a sua equipa, respeitando, naturalmente, as leis do trabalho se não conta com alguns elementos. Mas se escolhe a sua equipa, depois, teremos de saber quem coloca nesses postos e que salários irâo auferir para comparar com as rescisões efectuadas.

Na SAD o princípio é o mesmo. Racionalização salarial e equipa de confiança do novo presidente, que terá de explicar os critérios pelos quais rescinde com alguns e contrata outros. Parece-me normal a racionalização salarial que é uma questão estratégica para a viabilização do Sporting no futuro.

Mas há um nome incontornável para o futuro do Sporting, até exactamente por essa questão de racionalização e desinvestimento no futebol profissional, que terá de explorar as pérolas da nossa formação em vez de se gastarem dezenas de milhões em jogadores estrangeiros sem futuro: Jesualdo Ferreira. Aqui terá de ser feito um esforço para ele ficar, pois julgo que os sportinguistas estão satisfeitos com as melhorias introduzidas e com a aposta nos jovens. Perder agora Jesualdo seria dar um tiro no escuro para a nova época.

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