domingo, 22 de setembro de 2013

O azar de António Mexia

Eu tenho simpatia por António Mexia, mas isso não quer dizer que não me chateiem algumas vezes as suas intervenções. Já disse mais do que uma vez que tem condições inatas de liderança e se me perguntassem, como já me perguntaram, quem é que eu via como bom candidato à câmara de Lisboa, apontava o seu nome, como disse quando me perguntaram.

O problema de António Mexia é que nas coisas que se referem a política e a outros assuntos da sociedade civil está mal aconselhado e não basta ter um batalhão de ex-jornalistas à sua volta, pois como já expliquei nem todos os ex-jornalistas dão especialistas em comunicação e nem todos os especialistas em comunicação dariam bons jornalistas.

Depois tem outro problema: rdeia-se de uma elite pseudo intelectual que devia aproveitar agora para ir ao Nimas conhecer o Yasujiro Ozu, pois não conheceu antes, tal como não conhece Antonioni, Mizoguchi, Tarkovski, no cinema, e na literatura não sabe quem é Pamuk, Hesse, Broch, entre outros.

Apesar da entrevista que ontem deu ao Dinheiro Vivo do DN, onde tentou aligeirar as coisas, de há uns tempos para cá, Mexia tem tido algum azar nas suas intervenções que provam a falta de especialistas em comunicação a trabalhar com ele. Quando falou do PIB sobre a colectividade da qual é adepto, irritou o universo sportinguista e o portista. Depois a notícia do JNegócios sobre a fábrica que não vem, que ele ontem classificou que era um "best-effort" e hoje vejo aqui Jerónimo de Sousa a malhar nele.

O que eu aconselho é que em tempos de nuvens negras, devemos sair debaixo delas. Algum recato em vez de se tentarem aligeirar as intervenções anteriores. E como já expliquei uma vez: às vezes é melhor pedir desculpa pelo erro. Isso em comunicação é positivo e ninguém ainda lhe disse isso.

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