quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Um País que não investe na ciência e na cultura

Leio aqui no Público a queda do investimento português na Ciência. E já sabemos do desinvestimento na Cultura. É um erro crasso, estratégico, pois estes são dois pilares que podem ser diferenciadores de Portugal e do nosso talento. São sinais mais confrangedores e preocupantes do que qualquer vinda cá do careca da troika.

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

O problema do Benfica é Vieira e não Jesus

Sou sportinguista como todos sabem, mas acompanho a realidade do desporto no geral. Respeito todos os adeptos, sejam quais forem as suas preferências clubísticas, pois são eles que pagam salários dos jogadores, são eles que são determinantes para as Marcas patrocinarem os clubes, são eles que vivem com paixão os bons e os maus momentos das suas agremiações.

No Sporting, felizmente, este ano estamos mais unidos, com esperança, mas sem euforias, e com um discurso de racionalidade que é importante no futebol. No Norte, assistimos ao pior Porto dos últimos anos e Paulo Fonseca, de dia para dia, faz ver que a opção de Antero Henrique, que queria Leonardo Jardim no Dragão, era a mais certa (também felizmente está em Alvalade).

No Benfica assiste-se a algo de curioso: Jorge Jesus é um grande treinador, mas tem um feitio complicado e perdeu a autoridade com o que se passou com Cardozo. É contra ele que se manifestam os adeptos, pois são muitas temporadas sentadas naquele banco e com poucos títulos e este ano com um futebol também sofrível e a qualidade do seu futebol era um dos seus trunfos que restava.

Mas será que é Jesus o principal responsável? Deixo uma reflexão: O Benfica precisa de Luis Filipe Vieira ou será antes Luis Filipe Vieira que, neste momento, precisa mais do Benfica? Onde estaria Luis Filipe Vieira se não fosse presidente do Benfica?

Vieira está há muitos anos à frente do Benfica. Teve um importante papel na ressureição do clube e da Marca, mas o tempo vai provando que o seu tempo já passou. tantos anos e ainda não percebeu o futebol e são labirínticas ou inexistentes as suas estruturas de apoio ao futebol. Bateu o record de endividamento dos clubes, bateu também o record de Taças Lucílio Baptista (e mais nada) e na semana passada surgiu num lamentável processo de 17 milhões do BPN que são todos os portugueses que vão pagar.

Jorge Jesus pode fazer mais. Luis Filipe Vieira não pode fazer mais, simplesmente, porque não sabe.

Do "You tube" para a televisão

Em Espanha o canal 2 da TVE vai lançar hoje um programa chamado "Festa Suprema". Será diário e trará «o humor e a cultura alternativa« do "you tube" para a televisão. O objectivo é captar o público mais jovem.

Aquele que foge dos canais generalistas e se refugia no cabo ou em outras plataformas, especialmente, as redes sociais. Algo que em Portugal ainda não se percebeu e os canais generalistas estão sem criatividade para inovar.

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

A crise reputacional da Pepsi

Já vários colegas do meu sector se solidarizaram com os profissionais que em Portugal estão a gerir esta crise da Pepsi e a sua reputação, também o faço pois será muito difícil dar a volta.

O seu único aliado será o tempo, o esquecimento. Pois a voracidade do tempo mediático actual, a rapidez com que circulam notícias e desaparecem no horizonte é muito maior que em tempos idos.

Todo o mal do mundo nestes dias é da Pepsi. Como brinquei ontem «Rui Machete, Margarida Rebelo Pinto e João César das Neves bebem Pepsi». mas também o Governo, Mário Soares e outras figuras bebem Pepsi e até o Zé Castelo Branco caiu quando era pequeno num caldeirão de Pepsi.

Mas, efectivamente, só assim é porque a Pepsi fez uma campanha ridícula pela qual pediu desculpas. É a tal coisa: não se pedem desculpas, evitam-se.

JFK

Foi há 50 anos em Dallas. Alguém, ninguém sabe ainda muito bem quem, apesar das inúmeras especulações e teorias da conspiração, disparou sobre o maior ícone que habitou a Casa Branca.

Tantas décadas passadas e tanto fascínio continua a despertar. A sua imagem marcou a comunicação política, a sua família marcou gerações nas revistas sociais. Fez discursos brilhantes e tinha um carisma impressionante.

Mas o que é certo é que tinha um lado obscuro e que durante a sua presidência permaneceu ocultado. Da sua liderança, que foi curta, o legado em termos políticos é um vácuo, mas deixou uma galeria fantástica de palavras ditas (como diria Mário Viegas) e de fotos inolvidáveis.

John Kennedy perdurará na história como um mito. Ficando a aura, e a dúvida, do que poderia ter feito. Como dizia Pessoa na "Mensagem": «O mito é o nada que é tudo».

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

O Deus Cristiano Ronaldo e a boa gestão da FPF

Quem tem Cristiano Ronaldo tem tudo. Foi graças a ele que estamos no Brasil. Sem ele, éramos vulgares. Paulo Bento nunca foi, para mim, um grande treinador mas tenho respeito pelo seu carácter e merece ser feliz.

À portuguesa, é o nosso fado lusitano, só no último jogo, depois de algum sofrimento, conseguimos o apuramento. Cristiano Ronaldo é o melhor jogador português de todos os tempos. É atleta excepcional, um talento único, um profissional exemplar, de entrega total nos jogos e nos treinos, e um ícone universal. É um Deus.

A Bola de Ouro este ano tem de ser dele, a FPF tem de se movimentar e acompanhar o movimento que o Real Madrid já está a fazer, basta ver a "Marca" nos últimos tempos. Mas a FPF já o está a fazer e tudo se iniciou com aquele magnífico vídeo a preto e branco, mostrando o lado humano de CR7 enquanto se ouviam os dislates de Blatter.

E quero dar outra nota: apesar de algum descontentamento popular com as escolhas do seleccionador e com a preponderância de Jorge Mendes, o que é um facto é que as organizações da FPF com a selecção têm sido um sucesso, basta ver os estádios cheios, com muito público que habitualmente não vai aos estádios ver a equipa A ou B.

E nestas duas finais houve preparação cirúrgica, poucos repararam que nenhum jogador falou entre os dois jogos com a Suécia e Paulo Bento tinha a lição estudada nas conferências de imprensa. E com a ida ao Brasil, naturalmente, os cofres enchem-se mais.

É tempo da FPF passar a sabedoria com que tem gerido a selecção para outras vertentes do futebol nativo. E, face ao desastre da gestão da Liga, de Mário Figueiredo, ter um papel mais activo no espectáculo do futebol que bem precisa pois é uma vergonha ter estádios às moscas, ter clubes sem receitas a alterarem a verdade desportiva e uma arbitragem degradante. É tempo de outra intervenção da FPF não só na selecção, mas também no futebol português.

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

O valor da marca Bárbara Guimarães

Todas as estações têm uma imagem mais forte no entretenimento, um rosto mais conhecido e que tem um enorme valor de marca. Na RTP é a Catarina Furtado, na SIC é a Bárbara Guimarães, na TVI é hoje Cristina Ferreira.

Com essa visibilidade, muitas marcas se querem associar a essas figuras valendo-se da sua reputação, do seu valor, da sua beleza, da sua popularidade. A marca Bárbara Guimarães foi afectada pelo divórcio público e por uma série de temas polémicos que foram lançados pelo seu ex-marido.

Por certo que as marcas que a ela se associaram fizeram o seu diagnóstico e prepararam um dossier de crise, pois é de uma crise reputacional que falamos.

Devem as marcas abandonar os seus contratos com ela? Bárbara, pessoalmente, geriu bem a crise. Emitiu um comunicado oficial e remeteu-se ao silêncio, evitando a exposição que a iria desgastar.

Neste momento, e ainda nem tudo foi contado, as marcas não devem cortar os seus contratos. A sua imagem continua boa e nos próximos tempos vai ter uma bateria de comunicação positiva da qual a SIC se irá encarregar.

Bárbara, está escudada pelo seu canal e será a cara das galas do programa que domina o "prime-time" de domingo, as horas que valem ouro, e será bem promovida. Logo, as marcas ganharão com esta associação. A reputação dela foi abalada, mas para já com esta manobra comunicacional irá ultrapassar o problema.

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

O que Carrilho deveria ter feito

Como tive o cuidado de escrever aqui no blog sobre este mediático divórcio à vista de todos, «nem Bárbara Guimarães é a Madre Teresa de Calcutá, nem Manuel Maria Carrilho é Gandhi».

Não os conheço pessoalmente, mas confesso que não tenho nenhuma simpatia por Carrilho e considero-o um pusilânime. Passado este registo de interesses, fica a minha visão de como o ex-ministro da Cultura podia ganhar este caso em termos comunicacionais.

Em primeiro lugar, era difícil ganhar. Pois Carrilho não é uma personalidade simpática e gera bastantes anticorpos, logo, o resultado deste embate é que ele foi vítima de uma vingança da sociedade contra ele.

Bárbara Guimarães geriu bem a crise, emitiu um comunicado oficial e depois remeteu-se ao silêncio. Por seu lado, Carrilho num estado quase tresloucado foi vítima da sua incontinência verbal que o levou a dar entrevistas e a fazer declarações todos os dias e a todos os meios. Foi violenta a forma como expôs a mãe dos seus filhos e os avós deles.

Podia ter toda a razão do seu lado, pode ter perdido a calma por ter sido afastado do contacto com as crianças e também por outros factores que ainda não são conhecidos, mas irão ser, porém, a forma como se expôs e ligou a ventoinha fez com que toda a face negativa deste mediático divórcio fosse ele. Como é que ele podia ter ganho mediaticamente este combate?

Bastava ter negociado com os meios que falaria, mas sempre sem ser citado, aparecendo como "fonte próxima" ou "amigo de carrilho". Contaria possíveis problemas da ex-companheira, contaria o défice de atenção com os filhos, abordaria o tema de uma terceira pessoa (se for o caso) e relembrava como Bárbara robusteceu o seu perfil ao casar com ele, passando de cara bonita a mulher com interesses culturais.

Passaria a imagem de fragilizado, triste, indo à porta de sua casa para ver os filhos (como o fez) e uma semana depois dava uma entrevista emocional e emocionada ao CMTV a chorar, como deu. Seria o marido fragilizado, ultrapassado, bom pai, de quem as pessoas poderiam ter pena. Porque "everyone loves a scrappy underdog».

Carrilho perdeu o controlo emocional, não se aconselhou, limitou-se a ligar a ventoinha e mediaticamente foi aniquilado. Nas conversas que manteve com vários amigos do PS, e a quem contou as suas mágoas, contou toda a verdade. Parte dela ainda não é sabida, mas o tempo irá fazer as pessoas conhecerem o filme todo. Nem Bárbara Guimarães é a Madre Teresa de Calcutá e muito menos Carrilho é Gandhi. Mas ele perdeu esta batalha na comunicação.



António Guterres

Por causa de um livro sobre António Guterres, do meu amigo Adelino Cunha, muitos observadores entenderam que se podiam ver sinais de uma possível candidatura presidencial do ex-líder do PS.

Desde que abandonou o "pântano", sinto que Guterres está feliz na sua missão humanitária internacional. Julgo que estará bem posicionado em termos europeus para a liderança da ONU e seria um cargo de muito prestígio que ele mereceria por inteiro. ´Belém não está nos seus horizontes.

Mas quero deixar bem expresso que, apesar de muitos erros cometidos enquanto foi primeiro-ministro, tenho muita simpatia por ele. É um homem de grande categoria pessoal e intelectual. Do melhor que passou pela política portuguesa.

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Atenção ao que se passa em França

François Hollande foi eleito como um político anti-espectáculo. Um homem comum face ao histrionismo patenteado por Nicolas Sarkozy. O seu cinzentismo já dava sinais de que a França não voltaria a ter a liderança de outrora.

O problema é que a impopularidade de Hollande atingiu níveis históricos, é vaiado, o país não ata nem desata, a sua liderança é inexistente, fala-se de remodelação urgente para alterar o rumo, tem contestação nas ruas com o movimento dos "barretes vermelhos" e a ameaça da extrema-direita cresce diariamente.

A França é fundamental para uma Europa forte. O problema é que esta Europa tem muita Alemanha e pouca França. A crise endémica que assola a alma dos franceses está à beira do abismo e de uma ruptura grave. É preciso dar atenção ao que ali se passa.

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Rui Machete é um burro

Quando Rui Machete foi nomeado ministro, critiquei fortemente a escolha. Mas ainda houve quem o defendesse. A cada dia que passa, aos olhos de toda a gente, esta indigente criatura prova que é um burro. E ainda é mais burro por não ter a vergonha e a dignidade de pedir a exoneração do cargo.

Machete é o exemplo do Bloco Central dos interesses que nos desnorteou durante anos. É uma daquelas carreiras feitas nos silêncios que, quando são obrigados a abrir a boca, nada têm a dizer a não ser o vácuo ou a estupidez.

Para lá das mentiras, repito, mentiras, e esquecimentos com o BPN, para lá da sua presidência da FLAD medíocre e onde arranjou empregos para amigos, filhos e genros de amigos, e que a própria embaixada americana denunciou, Machete é uma daquelas "sumidades" portuguesas que é um zero à esquerda.

Pobre País com criaturas destas a julgarem que são elites e a ocuparem cargos de serviço público. Se não sai pelo seu pé, que haja coragem e liderança para correr com ele do Governo.

A imagem do BES

O BES é o meu primeiro banco e continua a ser. Um banco deve ser uma instituição sólida, segura, de confiança, porque é uma estrutura fiduciária e a fidúcia vem do latim "fidere" que significa confiar.

Muito trabalho tem tido o Paulo Padrão e as equipas que o acompanham, tanto no marketing como na comunicação. E tem sido um bom trabalho, pois apesar das inúmeras histórias, casos, "golpes de Estado" (nos termos citados pelo Jornal de Negócios) e quezílias familiares, a imagem da instituição continua forte.

Costumo dizer que há 3 coisas que não têm preço: a nossa saúde, o nosso tempo e a nossa reputação. No caso de um banco, a sua reputação é o seu maior bem, o seu maior valor. A reputação do BES é simples de descrever: é a instituição mais poderosa do País.

Uma reputação que durou anos a tecer, na sombra, onde o verdadeiro poder e influência se movimentam. Apesar de inúmeros ataques, a sua marca é essa: BES é poder.

O desafio para a sua marca, nos próximos tempos, será combater os que se movimentam na arena mediática com ambições de sucessão a Ricardo Salgado (que desde uma entrevista a Miguel Sousa Tavares no programa "20 anos, 20 nomes", criou a imagem de solidez, recato e confiança que deve ter um banqueiro - nota, deviam recuperar essa entrevista) e trazer o BES para as águas tranquilas sem notícias negativas. Eu, como cliente, agradeço.

domingo, 10 de novembro de 2013

Sugestões para a semana

Livros

"O amor de uma boa mulher", Alice Munro, Relógio D`Água, 256 páginas. Nunca tinha lido nada da última vencedora do prémio Nobel. Era uma extraordinária contista afirmaram. Neste livro comprovei como pequenas histórias, passadas no Canadá, sobre mulheres a fizeram merecer o prémio.

"O ecrã global", Gilles Lipovetsky, Jean Serroy, Edições 70, 304 pág. Edição velhinha mas sempre actual sobre como a presença global de ecrãs não deve perturbar mas sim abrir novos caminhos para a cultura.

Cinema

Recomendo visionamento no Sundance Channel de um filme pouco conhecido, de James Foley, " Glengarry Glen Ross", com Al Pacino e Jack Lemmon. Um extraordinário filme sobre a ganância do capitalismo. passa na sexta-feira às 22 horas.

Séries

Quem ainda não viu "The Americans", não sabe o que está a perder. É do pequeno ecrã que saem as obras-primas da produção americana. Do cinema já não espero nada que me encante vindo de Hollywood.

Documentários

Hoje à noite, no National Geographic, "Sete dias que criaram um presidente", documentário sobre 7 momentos que marcaram a liderança e a imagem de JFK.

Terça-feira, 2.35, no Sundance Channel "Biggie and Tupac". Sobre as figuras de Notorius Big e Tupac, a rivalidade entre o Hip-hop e o rap.

Restaurante

Café Central na Golegã. Bifes à Central, com molho de mostarda, uma pena que ninguém os faça assim em Lisboa.

Magnífica campanha contra o cancro

A ideia de numa campanha contra o cancro apresentar uma Mona Lisa careca é genial. «Uma fundação italiana lançou uma campanha com o slogan: "Um tumor muda a sua vida, não o seu valor». A notícia e imagem são do DN, pode ver aqui.

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Álvaro Covões volta a animar Museu de Arte Antiga

«A Primeira Exposição do Museu do Prado em Portugal. “RUBENS, BRUEGHEL, LORRAIN. A PAISAGEM NÓRDICA DO MUSEU DO PRADO” estará patente no Museu Nacional de Arte Antiga de 3 de dezembro de 2013 a 30 de março de 2014, e irá expor 57 pinturas dos grandes mestres da paisagem do século XVII».

É assim que a empresa Everything is New, de Álvaro Covões, anuncia mais um evento marcante para a cultura em Portugal, depois do sucesso que foi a exposição de Joana Vasconcelos. A cultura é uma das maiores alavancas do turismo e prova de uma sociedade civilizada.

É bom que promotores independentes façam aquilo em que o Governo está a desinvestir por falta de visão e por falta de cultura. O Álvaro está de parabéns.

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

A moradia de Maria Luis Albuquerque e como iludiu os portugueses

Há um pecado mortal que eu não tenho: é o da inveja. Que todos façam a vida que desejam, que ganhem o dinheiro que quiserem, desde que não me chateiem e não sejam mentirosos.

Esta introdução vem a propósito desta notícia de hoje no Diário Económico que revela os investimentos e património dos ministros deste Governo.

Como estarão lembrados, a miss Swap, Maria Luis Albuquerque, deu uma entrevista para melhorar a sua imagem a José Gomes Ferreira. Nela, revelou que não tinha poupanças (algo que já era sabido, pois era o que estava na sua declaração de rendimentos). Até aqui, parece, tudo bem.

O mais grave foi ela vitimizar-se e assumir que era uma portuguesa que também estava a ser afectada pela crise como todos os outros portugueses, vestindo uma veste de "coitadinha" que nada tem a ver com ela e criando a ilusão que a crise toca a todos.

Nessa altura disse que era uma hipocrisia, porque uma coisa é receber 500 euros por mês e sofrer com a crise e tentar sobreviver como acontece a tantas famílias portuguesas, outra é não ter poupanças porque não quer e tem outra opção de vida como é o caso da ministra.

Nessa altura também, no meu mural no facebook, desafiei os jornalistas para irem fotografar a casa da ministra. Como revela a notícia do DE e cito-a: «Não mentiu quando disse que não tinha poupanças. Na declaração ao Constitucional há apenas registo de uma moradia em São Pedro do Estoril e um empréstimo para construção, contraído na CGD, no valor de 440 mil euros a abater até 2047. Em 2012, o último ano fora do Executivo, ganhou 64 mil euros».

A ilusão e a hipocrisia têm perna curta. Tenho pena que os jornalistas não tivessem feito o seu trabalho e desmascarassem a hipocrisia de uma ministra que não tem nada de "coitadinha".

domingo, 3 de novembro de 2013

A meditação e a ambição

«Os homens verdadeiramente grandes da história universal, ou souberam meditar, ou encontraram, sem se dar conta, a via que leva aonde nos conduz a meditação. Os outros, mesmo os mais dotados e vigorosos, acabaram por soçobrar e ser vencidos porque a sua tarefa ou os seus sonhos ambiciosos se apoderaram deles e os possuíram a tal ponto que perderam a capacidade de se desprenderem da actualidade e dela se distanciarem»

Hermann Hesse, "O Jogo das Contas de Vidro"