É a primeira vez que escrevo este ano sobre a selecção. Desejo o melhor, mas temo o pior (preferia enganar-me) no próximo Europeu.
Os jogadores de futebol ganham muito dinheiro muito depressa, tornam-se estrelas rapidamente e, na maior parte das vezes, sem qualquer preparação para a fama.
Portugal tem habitualmente grandes talentos futebolísticos que se esquecem que têm responsabilidades com a comunidade que gosta deles e os apoia. O futebol não é só meter golos, a fama não é só ter penteados arrojados nem tatuagens exuberantes.
Os grandes jogadores tornam-se ícones e referências para os mais jovens, mas falta ainda um grande trabalho a realizar com o lado humano dos jogadores. Por esse seu enriquecimento súbito, às vezes consideram um frete uma série de deveres de atenção e simpatia com as crianças e outros compromissos.
A última semana de estágio da selecção foi um bom exemplo disso. Os jogares pareciam "starlets", pareciam alheados das pessoas, desmotivados para darem um sorriso ou falarem com os fâs.
Os jogadores não são culpados totalmente, pois nunca tiveram essa preparação, que deve começar o mais cedo possível nas suas carreiras. Os jogadores deviam ter preparação, não cansativa e não demasiado intensiva, de comunicação e marketing. Algo que os ajudaria na sua carreira e na construção da sua reputação, que é o maior activo de uma pessoa.
Com boa reputação, o valor de um jogador para o mercado publicitário cresce exponencialmente. Um jogador que tem gosto na responsabilidade social e estar junto de boas causas tem boa media. Um jogador mais simpático e sem medo da proximidade dos adeptos ganha popularidade e ganha valor. Falta essa formação ao futebolista português.
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segunda-feira, 4 de junho de 2012
sexta-feira, 9 de julho de 2010
A «porcaria» de Queiroz
Quem hoje vê a primeira página do SOL sente algo de estranho com o ataque de Carlos Queiroz a Gilberto Madaíl e à Federação.
Faz lembrar o famoso discurso da «porcaria» que um dia proferiu quando falhou uma qualificação.
O mundo da comunicação às vezes tem coisas estranhas. No jornal lê-se que ele atacou os «amadores da federação» e só depois das férias decidirá se mudará a equipa técnica.
Assim sendo, tínhamos de volta o discurso da «porcaria» de volta e o próprio reconhecimento de que Queiroz se achava num pedestal. Pois os amadores eram da Federação e da sua equipa técnica.
Porém, Queiroz já se defendeu dizendo que nunca disse aquilo e atacando violentamente o jornalista que dá estampa ás declarações inexistentes.
Não há duas verdades. A verdade é só uma. Quando se fala em versões da verdade é porque alguém é mentiroso.
O certo é que no campo da comunicação Queiroz é uma desgraça. Nunca percebeu bem a pressão e o mundo mediático que acompanha as coisas da bola.
A outra certeza é que o povo português, no geral, não o suporta. Só alguns comentadores que pouco percebem de futebol, mas que falam nas tribunas televisivas, é que o defendem.
A última certeza é que Queiroz já devia ter posto o lugar à disposição. E não o fez.
Faz lembrar o famoso discurso da «porcaria» que um dia proferiu quando falhou uma qualificação.
O mundo da comunicação às vezes tem coisas estranhas. No jornal lê-se que ele atacou os «amadores da federação» e só depois das férias decidirá se mudará a equipa técnica.
Assim sendo, tínhamos de volta o discurso da «porcaria» de volta e o próprio reconhecimento de que Queiroz se achava num pedestal. Pois os amadores eram da Federação e da sua equipa técnica.
Porém, Queiroz já se defendeu dizendo que nunca disse aquilo e atacando violentamente o jornalista que dá estampa ás declarações inexistentes.
Não há duas verdades. A verdade é só uma. Quando se fala em versões da verdade é porque alguém é mentiroso.
O certo é que no campo da comunicação Queiroz é uma desgraça. Nunca percebeu bem a pressão e o mundo mediático que acompanha as coisas da bola.
A outra certeza é que o povo português, no geral, não o suporta. Só alguns comentadores que pouco percebem de futebol, mas que falam nas tribunas televisivas, é que o defendem.
A última certeza é que Queiroz já devia ter posto o lugar à disposição. E não o fez.
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