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segunda-feira, 9 de abril de 2012

Marinho Pinto "abandalhou" os advogados

Marinho Pinto tem muito mais ambições do que ser Bastonário da Ordem dos Advogados. Usou uma classe, que também se está, estranhamente, a deixar usar, como trampolim para outros voos.

É um Bastonário sem classe, com linguagem de troglodita, e que mistura o bom e o mau, afirmando que «as universidades abandalharam o ensino de Direito». Um tipo sem critérios é um tipo perigoso.

domingo, 17 de abril de 2011

Marinho e Pinto: um tipo perigoso

Se até Otelo já sonha com a democracia directa, se mais não sei quantas pessoas do passado deram opiniões sobre a crise económica e de valores do País, achava estranho que um dos seus maiores demagogos e populistas ainda não tivesse dito nada.

Marinho e Pinto é um tipo perigoso, ambicioso, com uma agenda própria com objectivos mais ou menos secretos. De banal advogado e truculento comentador, utilizou o cargo de Bastonário da Ordem dos Advogados para fazer política e se projectar numa sociedade onde declarações bombásticas costumam marcar pontos.

Fala em «greve à democracia», de «refundação da República, sem velhos recursos a estereótipos revolucionários». E naturalmente, esqueceram-se de perguntar isso - os jornalistas às vezes têm outras coisas em que pensar - considera-se a si próprio o Pai da nova Pátria a refundar.

Uma espécie de Antonio di Pietro com operação Mãos Limpas que depois fundaria o seu partido, como o juíz italiano. A Ordem dos Advogados é uma vetusta e credível instituição, mas teve o condão de eleger nos últimos anos duas picaretas falantes que a usaram como trampolim para os seus objectivos pessoais. Refiro-me naturalmente ao actual cavalheiro e a Rogério Alves.

Marinho e Pinto com esta declaração irresponsável mete lenha na fogueira de um país que desconfia dos políticos e não se sente representado por eles. Nas próximas eleições a seguir a estas, querem apostar comigo como Marinho e Pinto será candidato a deputado? Só que se Fernando Nobre não tem jeito para a coisa, este é muito mais perigoso e ambicioso.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Consultor: um advogado pago pelos Conselhos

Através do PiaR podemos ler esta reflexão da Catarina Vasconcelos, directora-geral da LPM.

Seguindo a sua tese, todas as pessoas têm direito à defesa da sua imagem e reputação no universo mediático. Quem faz Conselho em Comunicação deve zelar por esse direito inalienável, contribuindo com o seu trabalho, a sua especialidade e os seus conselhos.

Lembrei-me deste post do Luís Paixão Martins que falou das 3 escolas de PR, baseado num artigo da revista Economist. Na altura chamei a essas três faces o angelical, o dark side e o advogado.

Exactamente. O advogado. O Consultor de Comunicação é um parceiro, um advogado dos interesses da sua empresa, mas também das empresas, instituições, marcas e pessoas que representa.

Mas é aí que eu quero chegar. Falta o reconhecimento à nossa profissão, à sua força e importância. Querem um exemplo?

Qualquer pessoa sabe que quando se senta com um advogado já sabe que vai ser onerada pelo tempo que este lhe dispensou. É normal e estabelecido que qualquer empresa paga o aconselhamento jurídico desde que o solicite. Quem almoça com um advogado para ouvir as suas opiniões já sabe que mais tarde lhe virá a factura.

E o que se passa com Conselho em Comunicação? Excluindo os clientes que já pagam o "fee" mensal, é normal uma pessoa gostar de ouvir um consultor de comunicação que tenha visão global das coisas. Mas acha ainda normal ser apenas um encontro de amigos para um aconselhamento informal.

No dia em que a força da nossa actividade for reconhecida, uma das maiores justificações para a criação de uma Ordem dos Consultores de Comunicação, já sabemos que poderemos enviar a factura depois do almoço.

sábado, 27 de novembro de 2010

Marinho Pinto reeleito Bastonário dos Advogados

Vejo através da Advocatus que o actual Bastonário se reelegeu. Os outros candidatos eram fraquíssimos. Luis Filipe Carvalho é uma figura perfeitamente irritante e Fragoso Marques não existe.

Mas Marinho Pinto é muito mau. É um advogado de pequena dimensão que se mediatizou e que fundamentalmente é do agrado dos mais jovens.

A imagem da Ordem degradou-se com a sua liderança tornando-se basicamente um sindicato. Marinho é um troglodita, um tipo que dispara sobre tudo o que mexe, nervoso e ambicioso, logo, perigoso.

Foi o primeiro Bastonário a dar um salário a si próprio, possivelmente acima dos rendimentos que obtinha enquanto advogado. E é uma figura que não honra a classe. mas registo que teve mais de 20 mil votos o que de facto diz muito sobre os concorrentes que teve.

PS: Agora que acaba a corrida ali para a cadeira próxima do Coliseu, voltam-se as atenções para os Médicos. Ali, o que está a correr na frente é José Manuel Silva, que é presidente da secção centro desta Ordem. Uma figura polémica com um discurso muito parecido ao de Marinho Pinto e que também quer dar um salário a si próprio e, dizem-me, que patrocinado pela indústria. A sua principal concorrente é Isabel Caixeiro, a presidente da secção sul, uma moderada, que com a experiência da continuidade quer fazer a mudança que é o regresso da participação dos médicos nas lutas da sua classe.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Marketing dos Advogados e lição de comunicação

Só li a Advocatus, em papel, deste mês, ontem. E mantenho tudo o que escrevi de bem anteriormente sobre a revista.

Pedro Rebelo de Sousa é um homem que vive bem a vida e a sua entrevista, capa da mesma, é muito interessante. Mais para os advogados, mas também os que trabalham em comunicação podem tirar alguns ensinamentos.

Ele explica o papel do advogado face ao cliente assim: «o advogado é quem seduz a mulher, quem a leva a jantar, ao cinema, quem conversa, quem passa noites a namorar. Quem a leva para o quarto é o advogado. Mas quem, na verdade, passa a noite é o cliente - e o advogado que não percebe isso é um mau advogado».

E acrescenta: «aquilo que o cliente está a pagar é exactamente isso, são as suas ideias, a capacidade de negociar e a de fazer acontecer». Já repararam que um bom consultor de comunicação, se sabe trabalhar, é exactamente esse o seu papel?

Sobre o marketing dos advogados, Pedro Rebelo de Sousa também é muito esclarecedor: «salvo raras excepções, o advogado não tem no seu ADN a perspectiva do marketing. Acho que isso tem a ver com a posição defensiva e conservadora que é passada pelas faculdades».

Aqui diria, ainda bem. É o espaço que os consultores de comunicação têm para se ligar a este mercado. Porque cada vez mais um consultor deve ser um técnico de marketing. Em primeiro lugar de marketing pessoal (coisa ainda rara e pouco compreensível), depois um técnico ao serviço dos seus clientes.

Costumo dizer, como outra pessoa de que gosto muito também diz, que «do meu `brand` trato eu». Um consultor será melhor quanto maior for a influência sobre o «brand» dos seus clientes.

PS: Há uma frase que criei há muito tempo que é «estou no lago dos tubarões mas não sou peixinho». Pois bem, noutra entrevista da Advocatus, Jorge Brito Pereira, da PLMJ, afirma: «não me acho um tubarão mas também não sou golfinho».

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Marinho Pinto

António Marinho Pinto anunciou hoje a sua recandidatura a bastonário da Ordem dos Advogados, li no Público.

É uma decisão que só encontra paralelo na recandidatura de Júlio Castro Caldas, em 1995 (então contra o malogrado Carlos Olavo). Pois não há a tradição dos Bastonários prolongarem o seu mandato.

E é uma péssima decisão. Marinho Pinto tem sido um Bastonário medíocre, trauliteiro, acintoso. É um líder sindical e não é disso que os advogados precisam.

Esta classe que já conta com mais de 27 mil profissionais exige discrição, tranquilidade e influência. Marinho Pinto de tudo isto tem ZERO.

Depois, ninguém esquece que todos os líderes dos conselhos distritais da Ordem estão contra ele, não é que tenham um candidato melhor, mas é um sinal.

E ninguém esquece que este é o primeiro Bastonário a atribuir um salário a si próprio e que, com certeza, lhe dará muito jeito. Aliás, face á modéstia do seu escritório não tenho dúvidas em que lhe dá mesmo muito jeito.

Marinho tem deixado a reputação e a influência dos advogados de rastos porque ele é apenas um justiceiro dos descamisados, uma Evita Péron made in Coimbra que decidiu ganhar projecção por este lado.