Para a Páscoa deixo aqui várias sugestões de lazer.
Livros
Ladrão de Cadáveres, Patrícia Melo, Editora Quetzal, 201 páginas. Este é o último livro saído por cá, desta escritora brasileira pródiga numa escrita dura e que mistura vários ingredientes de acção. Desta vez deixa a selva urbana e a acção decorre no Pantanal.
Maya, Alastair Campbell, Bizâncio, 304 pág. O autor foi o spin doctor de Tony Blair, especialista em comunicação, mas já com dois romances publicados. Este é sobre o mundo da fama, a fama que varre muitos conceitos morais e é o foco da sociedade actual.
Nº 44, Um Estranho Misterioso, Mark Twain, Quidnovi. É o último romance de um clássico da escritura norte-americana e foi publicado pela primeira vez após a sua morte. O seu livro é um tratado sobre a natureza humana, todas as suas zonas de penumbra a partir da intromissão de um estranho numa comunidade fechada.
Filmes
O Anjo Exterminador - um pequeno e genial filme de Luis Buñuel, de marca da sua fase do surrealismo. Um grupo que se encontra numa sala de jantar e não cosegue, inexplicavelmente, sair dela...
Uma Separação - Para mim, juntamente com a "Árvore da Vida", de Terence Mallick, é o grande filme de 2011. É ofilme iraniano que venceu o Óscar para melhor filme estrangeiro. Uma pérola para quem ainda não o descobriu.
Revistas
Lire- com um especial sobre os 30 principais autores de romances de amor e a biblioteca ideal. daquelas edições para guardar
Géo (edição original francesa), para planos de férias, uma magnífica reportagem sobre a costa sul italiana ou uma digressão pelo País Basco.
Música
Em destaque nos expositores da Fnac, na área de jazz, recomendo "the very best of Jean-Luc Ponty, um violinista que navega pelas sonoridades do jazz de fusão.
Restaurante
Jockey Clube, no Hipódromo do Campo Grande. Continua um espaço muito agradável, de boa cozinha portuguesa e com simpático atendimento.
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sábado, 7 de abril de 2012
sábado, 3 de março de 2012
Sugestões de fim-de-semana
Já não fazia isto há algum tempo e hoje apeteceu-me.
Livros: A Cidade dos prodígios, de Eduardo Mendoza, editora Sextante. Li quando saiu cá numa primeira edição, há muitos anos. Mendoza é um dos melhores escritores espanhóis, mas tem-se perdido em obras menores com a excepção do magnífico "Rixa de gatos", também da Sextante e que ganhou o prémio Planeta em 2010. Mas esta é a sua obra-prima, com um protagonista Onofre y Bouvila inesquecível, um criminoso que se torna um dos motores da moderna Barcelona, a não perder.
Limite, de Frank Schatzing, editora Dom Quixote. São mais de mil páginas e tem sido o meu companheiro fiel nos últimos tempos, provavelmente um dos melhores romances de ficção científica editados nos últimos tempos. É na Lua, mas passa pela China, Guiné Equatorial, Berlim ou Londres, mete crime e thriller, mas também petróleo e energias alternativas em 2025.
Pan, de Knut Hamson, editora Cavalo de Ferro; um pequeno mas genial livro, de um escritor norueguês do início do século XX e que era um dos mais marcantes da altura e ganhou o Nobel da Literatura. Uma paixão avassaladora que mistura os meios híbridos da mente com os factores da natureza.
Cinema:
Hugo - tenho ido pouco ao cinema, mas não podia perder Martin Scorsese em 3D. Não é nenhum grande filme, mas é comovente e para quem é cinéfilo como eu é uma homenagem aos pais fundadores da 7ª arte. Belo, simples, tecnicamente perfeito. Bom tempo perdido, ou ganho.
O Agiota - está à venda a 8 euros na Fnac um filme do mestre Sidney Lumet, com um papel genial do Rod Steiger que lhe proporcionou várias candidaturas a quase todos os prémios de melhor actor. Sobre um homem solitário dono de uma casa de penhores em Nova iorque, até que aparece uma senhora...
Revistas:
Sugiro a Sight & Sound deste mês, com David Cronemberg na capa, com um artigo grande sobre Mulholland Drive do David Lynch e uma homenagem a uma das minhas musas do cinema clássico, Gene Tierney, a mulher que personificou "Laura" de Otto Preminger.
Restaurante:
Sushi Fashion, para quem gosta de sushi, recomendo ali ao pé do Governo Civil este restaurante do meu amigo Luis Ferlov, que tem mais dois o Riviera e o sushi fashion do Mirage, em Cascais. Bom japonês, com qualidade.
Livros: A Cidade dos prodígios, de Eduardo Mendoza, editora Sextante. Li quando saiu cá numa primeira edição, há muitos anos. Mendoza é um dos melhores escritores espanhóis, mas tem-se perdido em obras menores com a excepção do magnífico "Rixa de gatos", também da Sextante e que ganhou o prémio Planeta em 2010. Mas esta é a sua obra-prima, com um protagonista Onofre y Bouvila inesquecível, um criminoso que se torna um dos motores da moderna Barcelona, a não perder.
Limite, de Frank Schatzing, editora Dom Quixote. São mais de mil páginas e tem sido o meu companheiro fiel nos últimos tempos, provavelmente um dos melhores romances de ficção científica editados nos últimos tempos. É na Lua, mas passa pela China, Guiné Equatorial, Berlim ou Londres, mete crime e thriller, mas também petróleo e energias alternativas em 2025.
Pan, de Knut Hamson, editora Cavalo de Ferro; um pequeno mas genial livro, de um escritor norueguês do início do século XX e que era um dos mais marcantes da altura e ganhou o Nobel da Literatura. Uma paixão avassaladora que mistura os meios híbridos da mente com os factores da natureza.
Cinema:
Hugo - tenho ido pouco ao cinema, mas não podia perder Martin Scorsese em 3D. Não é nenhum grande filme, mas é comovente e para quem é cinéfilo como eu é uma homenagem aos pais fundadores da 7ª arte. Belo, simples, tecnicamente perfeito. Bom tempo perdido, ou ganho.
O Agiota - está à venda a 8 euros na Fnac um filme do mestre Sidney Lumet, com um papel genial do Rod Steiger que lhe proporcionou várias candidaturas a quase todos os prémios de melhor actor. Sobre um homem solitário dono de uma casa de penhores em Nova iorque, até que aparece uma senhora...
Revistas:
Sugiro a Sight & Sound deste mês, com David Cronemberg na capa, com um artigo grande sobre Mulholland Drive do David Lynch e uma homenagem a uma das minhas musas do cinema clássico, Gene Tierney, a mulher que personificou "Laura" de Otto Preminger.
Restaurante:
Sushi Fashion, para quem gosta de sushi, recomendo ali ao pé do Governo Civil este restaurante do meu amigo Luis Ferlov, que tem mais dois o Riviera e o sushi fashion do Mirage, em Cascais. Bom japonês, com qualidade.
sábado, 5 de novembro de 2011
Sugestões de fim-de-semana (2)
Mais um fim-de-semana desagradável, mais tempo para o lazer em casa.
Livros
O Último Homem na Torre, Aravind Adiga, Presença, 467 páginas. Já li os três livros deste escritor, que já foi galardoado com o Booker Prize. «O Tigre Branco», «Entre Assassinatos» e o agora citado. Passados na Índia, terra de contratses, de arreigadas tradições, fracturada por classes sociais distintas mas um dos BRIC e um dos maiores focos de desenvolvimento económico e tecnológico. Neste livro tudo se passa em duas torres habitacionais, quando um prospector imobiliário as tenta comprar - para fazer um novo complexo residencial de luxo - exigindo a saída das famílias que ali moravam. Um retrato de Bombaim e da resistência do antigo ao moderno, com uma escrita brilhante.
A Onda que se Ergueu no Mar (Novos mergulhos na Bossa Nova), Ruy Castro, Companhia das Letras, 301 pág. Ruy Castro é um analista da sociedade brasileira, da sua história e dos seus heróis e sempre tocante quando fala no Rio de Janeiro. Já escreveu sobre Garrincha e Nelson Rodrigues, por exemplo. Aqui é uma história da Bossa Nova, de como nasceu, associada à análise (breve) do que acontecia no Brasil em termos sociológicos e políticos, mas sobretudo um breve retrato dos diversos criadores dessa música que se tornou um hino do Brasil e um seu forte veículo promocional. Por estas páginas passam muitos desconhecidos, mas está Tom Jobim, Nara Leão e a parte final com as extravagãncias de João Gilberto é muito engraçada.
O Caso Rembrandt, Daniel Silva, Bertrand, 444 pág. Foi uma das minhas companhias desta semana. Recomendo sempre uma leitura de um policial ou thriller. Daniel Silva é um dos grandes campeões de vendas da actualidade com o seu brutal "anjo" de combate, mas que também é um exímio restaurador de arte, Gabriel Allon. Desta vez uma fortuna milionária que tem como origem os tesouros judeus roubados por um nazi, que guardava o registo dos mesmos numa parte escondida de uma pintura de Rembrandt. Depois entram em cena os serviços secretos de Israel, a personagem de Chamron o "pai espiritual" de Allon, a sua mulher Chiara e mais uma série de aventuras passadas em Israel, em Inglaterra, na Argentina, Holanda, França e Suiça. Daqueles thrillers para ler ao mesmo ritmo de um disparo de Gabriel Allon.
Cinema
O Criado, de Joseph Losey. Um dos filmes mais perturbantes que já vi, com um mordomo maquiavélico que toma conta da cabeça do seu patrão aproveitando-se das suas debilidades emocionais e sexuais. Com Dirk Bogarde e James Fox. Um clássico.
Inland Empire, de David Lynch. Agora que a imprensa cultural tem dedicado várias páginas ao lado musical do genial realizador e criador de "Twin Peaks", encontro a bom preço na FNAC e recomendo este filme que é um momento quase exclusivo de ligação emocional de quem vâ com a fita. Com a Laura Dern e Jeremy Irons.
Restaurante
Sushi Café - para quem gosta de japonês e vai a um shopping este fim-de-semana então que entre nas Amoreiras e vá a este restaurante que para mim é dos melhores de sushi em Lisboa.
Exposições e Retrospectivas
Esta é uma sugestão que se prolonga. De segunda-feira até dia 4 de Dezembro, o CCB vai dedicar-se ao grande realizador russo Andrei Tarkovky, que vai meter conferências, música, exposição. Chama-se «Andrei Tarkovsky-Esculpir o Tempo». Para quem não conhece a sua obra pois fica a informação que terão a oportunidade de ver alguns dos principais dilmes dele: «A Infãncia de Ivan», «Andrei Rubliov», «Solaris», «O Espelho», «Stalker», «Nostalgia» e «O Sacrifício». Os meus dois preferidos são o «Stalker» e o «Nostalgia» e o único que não vi foi o primeiro da lista dos sete que conto ir ver.
Livros
O Último Homem na Torre, Aravind Adiga, Presença, 467 páginas. Já li os três livros deste escritor, que já foi galardoado com o Booker Prize. «O Tigre Branco», «Entre Assassinatos» e o agora citado. Passados na Índia, terra de contratses, de arreigadas tradições, fracturada por classes sociais distintas mas um dos BRIC e um dos maiores focos de desenvolvimento económico e tecnológico. Neste livro tudo se passa em duas torres habitacionais, quando um prospector imobiliário as tenta comprar - para fazer um novo complexo residencial de luxo - exigindo a saída das famílias que ali moravam. Um retrato de Bombaim e da resistência do antigo ao moderno, com uma escrita brilhante.
A Onda que se Ergueu no Mar (Novos mergulhos na Bossa Nova), Ruy Castro, Companhia das Letras, 301 pág. Ruy Castro é um analista da sociedade brasileira, da sua história e dos seus heróis e sempre tocante quando fala no Rio de Janeiro. Já escreveu sobre Garrincha e Nelson Rodrigues, por exemplo. Aqui é uma história da Bossa Nova, de como nasceu, associada à análise (breve) do que acontecia no Brasil em termos sociológicos e políticos, mas sobretudo um breve retrato dos diversos criadores dessa música que se tornou um hino do Brasil e um seu forte veículo promocional. Por estas páginas passam muitos desconhecidos, mas está Tom Jobim, Nara Leão e a parte final com as extravagãncias de João Gilberto é muito engraçada.
O Caso Rembrandt, Daniel Silva, Bertrand, 444 pág. Foi uma das minhas companhias desta semana. Recomendo sempre uma leitura de um policial ou thriller. Daniel Silva é um dos grandes campeões de vendas da actualidade com o seu brutal "anjo" de combate, mas que também é um exímio restaurador de arte, Gabriel Allon. Desta vez uma fortuna milionária que tem como origem os tesouros judeus roubados por um nazi, que guardava o registo dos mesmos numa parte escondida de uma pintura de Rembrandt. Depois entram em cena os serviços secretos de Israel, a personagem de Chamron o "pai espiritual" de Allon, a sua mulher Chiara e mais uma série de aventuras passadas em Israel, em Inglaterra, na Argentina, Holanda, França e Suiça. Daqueles thrillers para ler ao mesmo ritmo de um disparo de Gabriel Allon.
Cinema
O Criado, de Joseph Losey. Um dos filmes mais perturbantes que já vi, com um mordomo maquiavélico que toma conta da cabeça do seu patrão aproveitando-se das suas debilidades emocionais e sexuais. Com Dirk Bogarde e James Fox. Um clássico.
Inland Empire, de David Lynch. Agora que a imprensa cultural tem dedicado várias páginas ao lado musical do genial realizador e criador de "Twin Peaks", encontro a bom preço na FNAC e recomendo este filme que é um momento quase exclusivo de ligação emocional de quem vâ com a fita. Com a Laura Dern e Jeremy Irons.
Restaurante
Sushi Café - para quem gosta de japonês e vai a um shopping este fim-de-semana então que entre nas Amoreiras e vá a este restaurante que para mim é dos melhores de sushi em Lisboa.
Exposições e Retrospectivas
Esta é uma sugestão que se prolonga. De segunda-feira até dia 4 de Dezembro, o CCB vai dedicar-se ao grande realizador russo Andrei Tarkovky, que vai meter conferências, música, exposição. Chama-se «Andrei Tarkovsky-Esculpir o Tempo». Para quem não conhece a sua obra pois fica a informação que terão a oportunidade de ver alguns dos principais dilmes dele: «A Infãncia de Ivan», «Andrei Rubliov», «Solaris», «O Espelho», «Stalker», «Nostalgia» e «O Sacrifício». Os meus dois preferidos são o «Stalker» e o «Nostalgia» e o único que não vi foi o primeiro da lista dos sete que conto ir ver.
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Sugestões de fim de semana
sábado, 19 de fevereiro de 2011
Sugestões de fim-de-semana (10)
Num fim-de-semana muito feio marcado pela chuva deixo diversas sugestões para quem acompanha este espaço.
Cinema
Indomável- O maior sucesso de bilheteira de sempre dos irmãos Cohen. Um remake da Velha Raposa, de Henry Hathaway. Confesso que não me encheu as medidas, é um bom filme mas falta ali algo mais, mas pode ser a surpresa dos Óscares. Jeff Bridges fantástico e a miúda é fenomenal. O regresso dos westerns a Hollywood.
A Mão esquerda de Deus - para ver em casa. Filme de Edward Dmytrik com Humphrey Bogart e Gene Tierney. Um homem vestido de padre, armado, entra numa missão católica. A partir dali tem de seguir no seu papel de padre e manter a segurança na cidade.
Livros
Um Homem Singular, de Christopher Isherwood, Quetzal, 158 páginas. Li-o esta semana, um caso onde o filme, que marcou a estreia de Tom Ford no cinema com um papel prodigioso de Colin Firth, ultrapassa largamente em tudo a simplicidade do livro. Recomendo até para valorizar o filme portentoso que Tom Ford criou e toda a sua atmosfera desde os cenários, roupas e sobretudo sentimentos.
O Tigre Branco, de Aravind Adiga, Presença, 239 páginas. Já li os dois livros editados em portugal deste jovem autor. "Entre Assassinatos" e este que ganhou o Man Booker Prize de 2008. Um livro fenomenal, que parte de uma carta de um indiano para o primeiro-ministro chinês que visita o seu país. A descrição da Índia, esse enorme país de contrastes e da sua sociedade são um regalo.
Séries
Departamento de Homicídios - recomendo a compra de ocasião no Corte Inglês das 3 temporadas desta série que tiveram o realizador Barry Levinson na sua génese. O realismo de uma brigada de homicídios com um naipe de actores de elenco fantásticos.
Restaurante
Para quem se aventurar com a chuva deixo a sugestão de um excelente restaurante de Lisboa. O Jockey Club, dentro do hipódromo do Campo Grande, aberto a todos e não só a sócios daquele magnífico espaço bem no centro de Lisboa. Para a qualidade e serviço não é caro e a cozinha é de grande qualidade.
Cinema
Indomável- O maior sucesso de bilheteira de sempre dos irmãos Cohen. Um remake da Velha Raposa, de Henry Hathaway. Confesso que não me encheu as medidas, é um bom filme mas falta ali algo mais, mas pode ser a surpresa dos Óscares. Jeff Bridges fantástico e a miúda é fenomenal. O regresso dos westerns a Hollywood.
A Mão esquerda de Deus - para ver em casa. Filme de Edward Dmytrik com Humphrey Bogart e Gene Tierney. Um homem vestido de padre, armado, entra numa missão católica. A partir dali tem de seguir no seu papel de padre e manter a segurança na cidade.
Livros
Um Homem Singular, de Christopher Isherwood, Quetzal, 158 páginas. Li-o esta semana, um caso onde o filme, que marcou a estreia de Tom Ford no cinema com um papel prodigioso de Colin Firth, ultrapassa largamente em tudo a simplicidade do livro. Recomendo até para valorizar o filme portentoso que Tom Ford criou e toda a sua atmosfera desde os cenários, roupas e sobretudo sentimentos.
O Tigre Branco, de Aravind Adiga, Presença, 239 páginas. Já li os dois livros editados em portugal deste jovem autor. "Entre Assassinatos" e este que ganhou o Man Booker Prize de 2008. Um livro fenomenal, que parte de uma carta de um indiano para o primeiro-ministro chinês que visita o seu país. A descrição da Índia, esse enorme país de contrastes e da sua sociedade são um regalo.
Séries
Departamento de Homicídios - recomendo a compra de ocasião no Corte Inglês das 3 temporadas desta série que tiveram o realizador Barry Levinson na sua génese. O realismo de uma brigada de homicídios com um naipe de actores de elenco fantásticos.
Restaurante
Para quem se aventurar com a chuva deixo a sugestão de um excelente restaurante de Lisboa. O Jockey Club, dentro do hipódromo do Campo Grande, aberto a todos e não só a sócios daquele magnífico espaço bem no centro de Lisboa. Para a qualidade e serviço não é caro e a cozinha é de grande qualidade.
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
Sugestões de fim-de-semana (9)
Fim de semana já com ambiente de Natal e sem campeonato de futebol dá tempo para algum lazer mais alargado.
Livros
Sargento Getúlio, João Ubaldo Ribeiro, Edições Nélson de Matos, 260 páginas. Gosto muito do humor deste contemporâneo brasileiro. Fez sucesso com "Viva o povo brasileiro" e "A casa dos budas ditosos". Aqui um homem rude e ignorante transporta um preso para o Sergipe e vai recordando o seu passado violento.
Roma Eterna, Robert Silverberg, Europa-América, 352 páginas. Um clássico da ficção-científica. A imaginação leva este autor para um mundo, o nosso, onde os romanos continuaram o seu império. O que caíu às mãos dos bárbaros. Como seriam os nossos tempos e o do futuro se Roma tivesse sido eterna no poder.
Blake&Mortimer-A Maldição dos 3o Denários, Van hamme, Sterne e De Spiegler. Blake & Mortimer são uma das minhas BD preferidas. E as suas aventuras estão de regresso. Não tem o mesmo fulgor da "Marca Amarela" ou a descoberta do "Enigma da Atlântida", mas é sempre boa BD.
Cinema
12 Homens em fúria, Sidney Lumet, com Henry Fonda. Um clássico com muias nomeações para Óscares, nomeadamente melhor filme. Onze jurados convictos que o réu é culpado, mas um tem dúvidas. é um aperitivo para um grande filme.
Escândalo na TV (Network), de Sidney Lumet, com um genial Peter Finch (inesquecível papel), Faye Dunaway, William holden, Robert Duvall. Para mim o melhor filme sobre o mundo da televisão e que a Academia de Hollywood soube reconhecer. O esgotamento do pivot e todo o universo á sua volta é fascinante.
A loucura do Rei George, de Nicholas hytner, com Nigel Hawthorne, Helen Mirren, Ian Holm e mais outros grandes acores ingleses. Um filme que ainda não tinha em DVD e que levou o "Sir Humphrey" do "Yes, Prime Minister" á nomeação para melhor actor. Uma intriga na côrte e um rei que diziam louco.
Revistas
Vanity Fair (espanhola)- Nunca me canso de a divulgar, uma das que me dá mais prazer ler. Este mês o grande tema é isabel preysler, a raínha "del corazón", mas tem Cary Grant e o LSD, fotos de festas diversas, Lindsey Lohan, etc
GQ (americana) - Elege "babe of the year" a deslumbrante em magníficas fotos Scarlett Johansson, mas ainda traz peças sobre michael Bloomberg, Jeff Bridges, james Franco, Joe Biden. Uma grande edição.
Música
Erykah Badu - o novo cd dela é mais uma pérola para a sua discografia. Uma voz fantástica, produção cuidada e elegante. A comprar.
Jamiroquai - o novo cd tem três músicas geniais e o resto é fraquinho. Esperemos por remixes para ver se vem algo de melhor. Mas este cd é dos mais fracos da sua carreira. Mas deixo a sugestão pois Jamiroquai tem milhares de indefecíveis, entre os quais eu.
Livros
Sargento Getúlio, João Ubaldo Ribeiro, Edições Nélson de Matos, 260 páginas. Gosto muito do humor deste contemporâneo brasileiro. Fez sucesso com "Viva o povo brasileiro" e "A casa dos budas ditosos". Aqui um homem rude e ignorante transporta um preso para o Sergipe e vai recordando o seu passado violento.
Roma Eterna, Robert Silverberg, Europa-América, 352 páginas. Um clássico da ficção-científica. A imaginação leva este autor para um mundo, o nosso, onde os romanos continuaram o seu império. O que caíu às mãos dos bárbaros. Como seriam os nossos tempos e o do futuro se Roma tivesse sido eterna no poder.
Blake&Mortimer-A Maldição dos 3o Denários, Van hamme, Sterne e De Spiegler. Blake & Mortimer são uma das minhas BD preferidas. E as suas aventuras estão de regresso. Não tem o mesmo fulgor da "Marca Amarela" ou a descoberta do "Enigma da Atlântida", mas é sempre boa BD.
Cinema
12 Homens em fúria, Sidney Lumet, com Henry Fonda. Um clássico com muias nomeações para Óscares, nomeadamente melhor filme. Onze jurados convictos que o réu é culpado, mas um tem dúvidas. é um aperitivo para um grande filme.
Escândalo na TV (Network), de Sidney Lumet, com um genial Peter Finch (inesquecível papel), Faye Dunaway, William holden, Robert Duvall. Para mim o melhor filme sobre o mundo da televisão e que a Academia de Hollywood soube reconhecer. O esgotamento do pivot e todo o universo á sua volta é fascinante.
A loucura do Rei George, de Nicholas hytner, com Nigel Hawthorne, Helen Mirren, Ian Holm e mais outros grandes acores ingleses. Um filme que ainda não tinha em DVD e que levou o "Sir Humphrey" do "Yes, Prime Minister" á nomeação para melhor actor. Uma intriga na côrte e um rei que diziam louco.
Revistas
Vanity Fair (espanhola)- Nunca me canso de a divulgar, uma das que me dá mais prazer ler. Este mês o grande tema é isabel preysler, a raínha "del corazón", mas tem Cary Grant e o LSD, fotos de festas diversas, Lindsey Lohan, etc
GQ (americana) - Elege "babe of the year" a deslumbrante em magníficas fotos Scarlett Johansson, mas ainda traz peças sobre michael Bloomberg, Jeff Bridges, james Franco, Joe Biden. Uma grande edição.
Música
Erykah Badu - o novo cd dela é mais uma pérola para a sua discografia. Uma voz fantástica, produção cuidada e elegante. A comprar.
Jamiroquai - o novo cd tem três músicas geniais e o resto é fraquinho. Esperemos por remixes para ver se vem algo de melhor. Mas este cd é dos mais fracos da sua carreira. Mas deixo a sugestão pois Jamiroquai tem milhares de indefecíveis, entre os quais eu.
sábado, 4 de dezembro de 2010
Sugestões de fim-de-semana (8)
Depois de ter apanhado um gelado sábado para ir comprar jornais e dar um salto á mercearia do sr. Alberto, simpático líder de opinião da minha zona aqui do Arco Cego, que me avisou: «vem aí neve», deixo umas sugestões para este fim-de-semana.
Livros
Um Traidor dos Nossos, john Le carré, D. Quixote,407 páginas. Adoro Le Carré, por isso é sempre uma prioridade. Li-o todo no feriado, já li melhor dele, mas a trama magnífica que envolve um "lavador" de dinheiro das mafias russas e um professor de Oxford e o regresso da espionagem ao mais alto nível é fenomenal. O melhor diálogo, o Luís Paixão Martins já se tinha antecipado a mim está aqui.
O Sonho do Celta, Mario Vargas Llosa, Quetzal, 436 páginas. Se perguntassem a algumas pessoas qual era o meu escritor contemporãneo preferido, as que me conhecem diriam sem hesitar: «vargas llosa». Já comecei a ler mas não estou entusiasmado, mas escrve como poucos o peruano. Mas recomendo sempre, ainda mais agora depois do Nobel pois as livrarias portuguesas estão com várias obras dele em destaque. Sugiro que comecem pela "Conversa na Catedral", para os que nunca leram nada dele.
Cinema
Laura, Otto Preminger. Um dos meus filmes preferidos. Com a inesquecível Gene Tierney e uma das personagens mais irritantes da história do cinema waldo Lydecker (o actor Clifton Webb, um secundário de luxo). Film Noir no seu melhor, fotografia e música fantástica. Ah! esqueci-me de avisar é a preto e branco e há alguns parolos que dizem «não vejo filmes velhos». Pois...
Pale Rider (justiceiro Solitário), Clint Eastwood. A coroação deste génio de Hollywood veio com "Imperdoável", mas regressem uns anos atrás e vejam este grande filme, um western duro, com um duro de coração sensível na arte de realizar.
Televisão
Good Wife, três episódios na Fox Life amanhã a partir das 14h. Já chamei a atenção para esta série que é das melhores que passa actualmente.
Restaurante
A Colina. Boa comida portuguesa na zona do Saldanha, na Luís Bívar, serviço à antiga com chefe de mesa. Bom arroz de marisco descascado e uns croquetes com savora para entrar.
Livros
Um Traidor dos Nossos, john Le carré, D. Quixote,407 páginas. Adoro Le Carré, por isso é sempre uma prioridade. Li-o todo no feriado, já li melhor dele, mas a trama magnífica que envolve um "lavador" de dinheiro das mafias russas e um professor de Oxford e o regresso da espionagem ao mais alto nível é fenomenal. O melhor diálogo, o Luís Paixão Martins já se tinha antecipado a mim está aqui.
O Sonho do Celta, Mario Vargas Llosa, Quetzal, 436 páginas. Se perguntassem a algumas pessoas qual era o meu escritor contemporãneo preferido, as que me conhecem diriam sem hesitar: «vargas llosa». Já comecei a ler mas não estou entusiasmado, mas escrve como poucos o peruano. Mas recomendo sempre, ainda mais agora depois do Nobel pois as livrarias portuguesas estão com várias obras dele em destaque. Sugiro que comecem pela "Conversa na Catedral", para os que nunca leram nada dele.
Cinema
Laura, Otto Preminger. Um dos meus filmes preferidos. Com a inesquecível Gene Tierney e uma das personagens mais irritantes da história do cinema waldo Lydecker (o actor Clifton Webb, um secundário de luxo). Film Noir no seu melhor, fotografia e música fantástica. Ah! esqueci-me de avisar é a preto e branco e há alguns parolos que dizem «não vejo filmes velhos». Pois...
Pale Rider (justiceiro Solitário), Clint Eastwood. A coroação deste génio de Hollywood veio com "Imperdoável", mas regressem uns anos atrás e vejam este grande filme, um western duro, com um duro de coração sensível na arte de realizar.
Televisão
Good Wife, três episódios na Fox Life amanhã a partir das 14h. Já chamei a atenção para esta série que é das melhores que passa actualmente.
Restaurante
A Colina. Boa comida portuguesa na zona do Saldanha, na Luís Bívar, serviço à antiga com chefe de mesa. Bom arroz de marisco descascado e uns croquetes com savora para entrar.
sábado, 20 de novembro de 2010
Sugestões de fim-de-semana (6)
Num fim-de-semana marcado pela Cimeira da Nato e pelo mau tempo deixo aqui sugestões:
Livros
A casa dos sete pecados, de Mari Pau Domínguez, Editorial Presença, 310 páginas. Para quem gosta de saramago, diga-se que é um livro recomendado por ele. É passado na corte de um dos homens mais poderosos do mundo do seu tempo: o Rei Filipe II de Espanha. A recriação histórica é fantástica e os diálogos muito bons
Bismarck-O homem e o estadista, A.J.P.Taylor, Edições 70, 280 páginas. Para quem gosta de grandes líderes, os primórdios e a afirmação, e a maneira de governar do líder prussiano que unificou a Alemanha.
Cinema
Caixa de André Techiné. Inclui quatro filmes: O segredo do amor, Não dou beijos, A minha estação preferida, Os Juncos silvestres. Um bom realizador francês e filmes que muitos não conhecem. Recomendo. Destes, os meus dois preferidos são o Não dou beijos e os Juncos Silvestres
Cidade Baixa, de Sérgio Machado. pequeno grande filme brasileiro com dois dos melhores actores da nova geração: wagner Moura e Lázaro Ramos. E ainda com a Alice Braga, antes de rumar a Hollywood. Filme trepidante, ritmo fenomenal, fotografia fantástica e com as emoções á flor da pele. É um filme brasileiro pouco conhecido que pode comprar na FNAC e eu adoro cinema brasileiro.
Restaurante
100 Maneiras- Bistrô, onde era o antigo Bachus, no Bairro Alto. Ontem o Manuel Falcão no Negócios Weekend falava nele. Tive de concordar com ele pois jantei lá esta semana e é óptimo: cascas de batata com ervas aromáticas de entrada, depois um risotto e umas vieiras e terminei com um delicioso bolo de chocolate com gengibre e caril. A visitar.
Livros
A casa dos sete pecados, de Mari Pau Domínguez, Editorial Presença, 310 páginas. Para quem gosta de saramago, diga-se que é um livro recomendado por ele. É passado na corte de um dos homens mais poderosos do mundo do seu tempo: o Rei Filipe II de Espanha. A recriação histórica é fantástica e os diálogos muito bons
Bismarck-O homem e o estadista, A.J.P.Taylor, Edições 70, 280 páginas. Para quem gosta de grandes líderes, os primórdios e a afirmação, e a maneira de governar do líder prussiano que unificou a Alemanha.
Cinema
Caixa de André Techiné. Inclui quatro filmes: O segredo do amor, Não dou beijos, A minha estação preferida, Os Juncos silvestres. Um bom realizador francês e filmes que muitos não conhecem. Recomendo. Destes, os meus dois preferidos são o Não dou beijos e os Juncos Silvestres
Cidade Baixa, de Sérgio Machado. pequeno grande filme brasileiro com dois dos melhores actores da nova geração: wagner Moura e Lázaro Ramos. E ainda com a Alice Braga, antes de rumar a Hollywood. Filme trepidante, ritmo fenomenal, fotografia fantástica e com as emoções á flor da pele. É um filme brasileiro pouco conhecido que pode comprar na FNAC e eu adoro cinema brasileiro.
Restaurante
100 Maneiras- Bistrô, onde era o antigo Bachus, no Bairro Alto. Ontem o Manuel Falcão no Negócios Weekend falava nele. Tive de concordar com ele pois jantei lá esta semana e é óptimo: cascas de batata com ervas aromáticas de entrada, depois um risotto e umas vieiras e terminei com um delicioso bolo de chocolate com gengibre e caril. A visitar.
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Cidade Baixa,
Filipe II,
Rui Calafate,
Sugestões de fim de semana
sábado, 13 de novembro de 2010
Sugestões de fim-de-semana (5)
Deixo para este fim-de-semana de S. Martinho as seguintes deixas:
Cinema
Double Indemnity/Pagos a Dobrar, de Billy Wilder, um dos clássicos do "film noir" com Edward G: Robinson, Barbara Stanwyck e Fred Mc Murray. Um modesto empregado de seguros que conhece uma "bombshell" loura que o leva à perdição. Grande filme.
A Imperatriz Yang Kwei Fei (Kenji Mizoguchi), Freaks (Tod Browning), Roma, Cidade Aberta (Roberto Rosselini), Verboten (Samuel Fuller), Os Ladrões (André Techiné) são alguns filmes que escolho desta semana na Cinemateca.
Livros
Considerações sobre França, de Joseph De Maistre, editora Almedina, 304 páginas. De Maistre é um conservador que leu a Revolução Francesa de outra forma. É um dos pensadores importantes da ciência política, mas estranhamente pouco lido por cá.
O Registo dos Mortos, de Patricia Cornwell, Editora Presença, 347 páginas. Para quem gosta de policiais, é o regresso da especialista em medicina legal Kay Scarpetta. Uma das personagens mais conhecidas para quem gosta de diversão com este género literário.
CD
Carlos do Carmo & Bernardo Sassetti - não é que se seja o meu estilo de música, mas o fadista tem uma das vozes mais inconfundíveis para a história da música portuguesa, o Bernardo era o meu melhor amigo da escola primária, um músico e criativo genial e como alguém escreveu neste cd o «piano escuta».
Viagem
Golegâ - Para quem gosta de cavalos, o cheiro ao campo do Ribatejo, a simpatia daquelas gentes, mas também alguma paciência para o bulício da Lisboa que ali se instala durante uma semana, dê um salto à Golegâ. E para comer opte pelo Café Central, da "menina São" que tem 85 anos mas é uma pessoa encantadora. Os meus pais estão por aquelas bandas há uma semana e dizem-me que está tudo ao rubro.
Cinema
Double Indemnity/Pagos a Dobrar, de Billy Wilder, um dos clássicos do "film noir" com Edward G: Robinson, Barbara Stanwyck e Fred Mc Murray. Um modesto empregado de seguros que conhece uma "bombshell" loura que o leva à perdição. Grande filme.
A Imperatriz Yang Kwei Fei (Kenji Mizoguchi), Freaks (Tod Browning), Roma, Cidade Aberta (Roberto Rosselini), Verboten (Samuel Fuller), Os Ladrões (André Techiné) são alguns filmes que escolho desta semana na Cinemateca.
Livros
Considerações sobre França, de Joseph De Maistre, editora Almedina, 304 páginas. De Maistre é um conservador que leu a Revolução Francesa de outra forma. É um dos pensadores importantes da ciência política, mas estranhamente pouco lido por cá.
O Registo dos Mortos, de Patricia Cornwell, Editora Presença, 347 páginas. Para quem gosta de policiais, é o regresso da especialista em medicina legal Kay Scarpetta. Uma das personagens mais conhecidas para quem gosta de diversão com este género literário.
CD
Carlos do Carmo & Bernardo Sassetti - não é que se seja o meu estilo de música, mas o fadista tem uma das vozes mais inconfundíveis para a história da música portuguesa, o Bernardo era o meu melhor amigo da escola primária, um músico e criativo genial e como alguém escreveu neste cd o «piano escuta».
Viagem
Golegâ - Para quem gosta de cavalos, o cheiro ao campo do Ribatejo, a simpatia daquelas gentes, mas também alguma paciência para o bulício da Lisboa que ali se instala durante uma semana, dê um salto à Golegâ. E para comer opte pelo Café Central, da "menina São" que tem 85 anos mas é uma pessoa encantadora. Os meus pais estão por aquelas bandas há uma semana e dizem-me que está tudo ao rubro.
sábado, 6 de novembro de 2010
Sugestões de fim-de-semana (4)
Hoje são mais curtas as minhas sugestões, pois terei também menos tempo este fim-de-semana porque hoje ainda tenho de trabalhar.
Livro
O Sari Vermelho, de Javier Moro, Editora Planeta, 549 páginas. Tenho um grande fascínio pela Índia, este é um romance histórico mas após trabalho de entrevistas com diversos protagonistas e é a história de Sonia Ghandi, a italiana que hoje é a mulher mais poderosa da maior democracia do mundo.
Neste livro muito bem escrito, traça-se a história de poder da dinastia Nehru/Ghandi e para quem gosta de política é uma história da Índia dos últimos 70 anos e tem Nehru, Indira Ghandi, Rajiv e Sonia e toda a história real desta família de poder mas sempre envolta na tragédia.
Revista
Vanity Fair espanhola, uma das revistas que mais prazer me dá ler. Histórias de sociedade bem investigadas, grandes fotos e um toque de "salero" que só por aquelas bandas se tem. Neste mês (Os 35 anos da coroação de Juan Carlos, a família colombiana Santo Domingo, Sarah Palin, Hermès e os 100 anos da Vanity Fair).
Cinema
O esplendor na relva, de Elia Kazan. O filme que projectou Warren Beatty e Natalie Wood, a história de amor de dois jovens de extractos sociais diferentes e que só a poesia e direcção de actores de Kazan conseguiria realizar com sentimento.
Livro
O Sari Vermelho, de Javier Moro, Editora Planeta, 549 páginas. Tenho um grande fascínio pela Índia, este é um romance histórico mas após trabalho de entrevistas com diversos protagonistas e é a história de Sonia Ghandi, a italiana que hoje é a mulher mais poderosa da maior democracia do mundo.
Neste livro muito bem escrito, traça-se a história de poder da dinastia Nehru/Ghandi e para quem gosta de política é uma história da Índia dos últimos 70 anos e tem Nehru, Indira Ghandi, Rajiv e Sonia e toda a história real desta família de poder mas sempre envolta na tragédia.
Revista
Vanity Fair espanhola, uma das revistas que mais prazer me dá ler. Histórias de sociedade bem investigadas, grandes fotos e um toque de "salero" que só por aquelas bandas se tem. Neste mês (Os 35 anos da coroação de Juan Carlos, a família colombiana Santo Domingo, Sarah Palin, Hermès e os 100 anos da Vanity Fair).
Cinema
O esplendor na relva, de Elia Kazan. O filme que projectou Warren Beatty e Natalie Wood, a história de amor de dois jovens de extractos sociais diferentes e que só a poesia e direcção de actores de Kazan conseguiria realizar com sentimento.
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sexta-feira, 22 de outubro de 2010
Sugestões de fim-de-semana (2)
Não sei como vai estar o tempo, mas confesso que eu espero ficar por casa.
Livros
Tony Blair - Um Percurso; Editora Bertrand, 714 páginas. Já o comecei a ler e a escrita é boa, ágil. Logo no início, Blair diz ao que vem: «o meu objectivo é escrver não como um historiador, mas antes como um líder» e deixo mais duas passagens: «eu era o eterno guerreiro contra a complacência. Falava regularmente como se podia perder a liderança nas sondagens, como nunca se devia subestimar os conservadores. Fingir que estava tudo no fio da navalha, ajudou a motivar, a galvanizar e a manter-nos na linha»; «Se tivermos a política certa e a estratégia correcta, temos sempre hipótese de ganhar. Sem elas, podemos perder, por mais certa que a vitória possa parecer».
Asa Larsson - Aurora Boreal; Editora Planeta, 321 páginas. Um bom policial em perspectiva. Os autores nórdicos, suecos, noruegueses e islandeses estão muito fortes neste género literário. E como daquelas sociedades que imaginamos frias, quase sem alma, saiem as maiores preversões e os crimes mais negros. O Hipnotista, do Kepler que anda por aí é fantástico, os livros do Henning Mankel e o seu detective Kurt wallander é prodigioso, Anne Holt (norueguesa) e Yrsa Sigurdardóttir (islandesa) são também imperdíveis.
Filmes
O ofício de Matar, de Jean-Pierre Melville, um dos grandes clássicos do cinema francês agora em edição dvd portuguesa, com o melhor Alain Delon de sempre.
Young Mr. Lincoln, de John Ford, integrado na magnífica nova colecção de grandes realizadores que o Público traz à 6a. A origem do mito Abraham Lincoln através do seu primeiro caso judicial quando ainda era jovem, com Henry Fonda em grande
TV
The Good Wife - Este sábado a Fox Life passa 3 episódios desta grande série para quem ainda não viu. Uma advogada que segue a carreira depois do marido político ser apanhado num escândalo sexual. julianna margulies e Chris Noth (o mr.Big do Sexo e a Cidade)
National Geographic Wild - confesso que gosto de ler de televisão ligada e habitualmente faço-o neste canal. Destaco dois documentários esta semana: A vida selvagem no Kamchatka (na Rússia) e uma disputa de território de tigres na Índia. A vida animal é muito educativa para as sociedades humanas.
Livros
Tony Blair - Um Percurso; Editora Bertrand, 714 páginas. Já o comecei a ler e a escrita é boa, ágil. Logo no início, Blair diz ao que vem: «o meu objectivo é escrver não como um historiador, mas antes como um líder» e deixo mais duas passagens: «eu era o eterno guerreiro contra a complacência. Falava regularmente como se podia perder a liderança nas sondagens, como nunca se devia subestimar os conservadores. Fingir que estava tudo no fio da navalha, ajudou a motivar, a galvanizar e a manter-nos na linha»; «Se tivermos a política certa e a estratégia correcta, temos sempre hipótese de ganhar. Sem elas, podemos perder, por mais certa que a vitória possa parecer».
Asa Larsson - Aurora Boreal; Editora Planeta, 321 páginas. Um bom policial em perspectiva. Os autores nórdicos, suecos, noruegueses e islandeses estão muito fortes neste género literário. E como daquelas sociedades que imaginamos frias, quase sem alma, saiem as maiores preversões e os crimes mais negros. O Hipnotista, do Kepler que anda por aí é fantástico, os livros do Henning Mankel e o seu detective Kurt wallander é prodigioso, Anne Holt (norueguesa) e Yrsa Sigurdardóttir (islandesa) são também imperdíveis.
Filmes
O ofício de Matar, de Jean-Pierre Melville, um dos grandes clássicos do cinema francês agora em edição dvd portuguesa, com o melhor Alain Delon de sempre.
Young Mr. Lincoln, de John Ford, integrado na magnífica nova colecção de grandes realizadores que o Público traz à 6a. A origem do mito Abraham Lincoln através do seu primeiro caso judicial quando ainda era jovem, com Henry Fonda em grande
TV
The Good Wife - Este sábado a Fox Life passa 3 episódios desta grande série para quem ainda não viu. Uma advogada que segue a carreira depois do marido político ser apanhado num escândalo sexual. julianna margulies e Chris Noth (o mr.Big do Sexo e a Cidade)
National Geographic Wild - confesso que gosto de ler de televisão ligada e habitualmente faço-o neste canal. Destaco dois documentários esta semana: A vida selvagem no Kamchatka (na Rússia) e uma disputa de território de tigres na Índia. A vida animal é muito educativa para as sociedades humanas.
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
Sugestões de fim-de-semana (1)
No dia em que arranca um novo blog recheado de trutas, o Lugares Comuns, inicio uma nova secção que tentarei publicar todas as 6as feiras. São sugestões de lazer que deixo para o fim-de-semana.
Livros: os dois que tenciono ler nestes dois dias
O Seminarista, o novo do Ruben Fonseca (dispenso-me de descrever, mas adoro a sua escrita forte)
Clarice Lispector, Uma Vida; de Benjamin Moser (a biografia da grande escritora que nasceu na Ucrânia mas que escreve emoções como poucos em língua portuguesa)
O Homem do Castelo Alto, de Philip K. Dick (e se o mundo depois da II Guerra estivesse dividido, mesmo em solo americano, por japoneses e alemães. E que conta com um prefácio extraordinário e cheio de referências de Nuno Rogeiro sobre o autor e a sua obra)
Cinema: mais em casa, pois tenho ido pouco a salas
Vencer, do Marco Bellochio, sobre o surgimento de Mussolini
O Polícia sem lei, de Werner Herzog, baseado na versão genial do Abel Ferrara que tinha na altura um harvey Keitel inesquecível
O Homem Tranquilo, de John Ford, finalmente em dvd John wayne a percorrer a Irlanda num filme romântico, algo que o ícone do western sempre foi pouco visto
Restaurante: um dos meus preferidos de Lisboa
Lisboa à Noite, dos amigos srs. Vitor e César. Boa cozinha portuguesa e um tratamento simpático que nos faz julgar que estamos em casa
Teatro: Vi ontem no D. Maria
Eléctrico Chamado Desejo, de Tennessee Williams, encenado pelo Diogo Infante. Quem viu o filme de Elia Kazan sabe que era Stan Kowalski (Marlon Brando) que dominava a cena, aqui é a Alexandra Lencastre que brilha a grande altura. mas com a prova de que temos bons actores: Albano Jerónimo, Lúcia Moniz, pedro Laginha vão bem.
Livros: os dois que tenciono ler nestes dois dias
O Seminarista, o novo do Ruben Fonseca (dispenso-me de descrever, mas adoro a sua escrita forte)
Clarice Lispector, Uma Vida; de Benjamin Moser (a biografia da grande escritora que nasceu na Ucrânia mas que escreve emoções como poucos em língua portuguesa)
O Homem do Castelo Alto, de Philip K. Dick (e se o mundo depois da II Guerra estivesse dividido, mesmo em solo americano, por japoneses e alemães. E que conta com um prefácio extraordinário e cheio de referências de Nuno Rogeiro sobre o autor e a sua obra)
Cinema: mais em casa, pois tenho ido pouco a salas
Vencer, do Marco Bellochio, sobre o surgimento de Mussolini
O Polícia sem lei, de Werner Herzog, baseado na versão genial do Abel Ferrara que tinha na altura um harvey Keitel inesquecível
O Homem Tranquilo, de John Ford, finalmente em dvd John wayne a percorrer a Irlanda num filme romântico, algo que o ícone do western sempre foi pouco visto
Restaurante: um dos meus preferidos de Lisboa
Lisboa à Noite, dos amigos srs. Vitor e César. Boa cozinha portuguesa e um tratamento simpático que nos faz julgar que estamos em casa
Teatro: Vi ontem no D. Maria
Eléctrico Chamado Desejo, de Tennessee Williams, encenado pelo Diogo Infante. Quem viu o filme de Elia Kazan sabe que era Stan Kowalski (Marlon Brando) que dominava a cena, aqui é a Alexandra Lencastre que brilha a grande altura. mas com a prova de que temos bons actores: Albano Jerónimo, Lúcia Moniz, pedro Laginha vão bem.
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