É a primeira vez que escrevo este ano sobre a selecção. Desejo o melhor, mas temo o pior (preferia enganar-me) no próximo Europeu.
Os jogadores de futebol ganham muito dinheiro muito depressa, tornam-se estrelas rapidamente e, na maior parte das vezes, sem qualquer preparação para a fama.
Portugal tem habitualmente grandes talentos futebolísticos que se esquecem que têm responsabilidades com a comunidade que gosta deles e os apoia. O futebol não é só meter golos, a fama não é só ter penteados arrojados nem tatuagens exuberantes.
Os grandes jogadores tornam-se ícones e referências para os mais jovens, mas falta ainda um grande trabalho a realizar com o lado humano dos jogadores. Por esse seu enriquecimento súbito, às vezes consideram um frete uma série de deveres de atenção e simpatia com as crianças e outros compromissos.
A última semana de estágio da selecção foi um bom exemplo disso. Os jogares pareciam "starlets", pareciam alheados das pessoas, desmotivados para darem um sorriso ou falarem com os fâs.
Os jogadores não são culpados totalmente, pois nunca tiveram essa preparação, que deve começar o mais cedo possível nas suas carreiras. Os jogadores deviam ter preparação, não cansativa e não demasiado intensiva, de comunicação e marketing. Algo que os ajudaria na sua carreira e na construção da sua reputação, que é o maior activo de uma pessoa.
Com boa reputação, o valor de um jogador para o mercado publicitário cresce exponencialmente. Um jogador que tem gosto na responsabilidade social e estar junto de boas causas tem boa media. Um jogador mais simpático e sem medo da proximidade dos adeptos ganha popularidade e ganha valor. Falta essa formação ao futebolista português.
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segunda-feira, 4 de junho de 2012
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
Selecção perdeu o norte e um patrocínio
Foi uma lástima, já habitual com Carlos Queiroz, o que se passou na Noruega. Lá voltamos às contas com a calculadora na mão em fases de qualificação.
A nossa selecção perdeu a alma e liderança. perdeu apoio popular e naturalmente muitos patrocinadores estudam se vale a pena continuar ligados a este drama diário de que madaíl tem muita culpa por não ter demitido de imediato o treinador após a África do Sul.
Vejo a notícia do Briefing e com mágoa vejo a Samsung a abandonar o barco. É um sinal. E o sinal mais evidente foram as, apenas, 9 mil pessoas que estiveram em Guimarães com Chipre.
Um problema grave de comunicação para a Federação que a empresa ligada a Madaíl que cuida dela tem de resolver. Empresa da Federação ligada a madaíl, repito para não haver dúvidas.
A nossa selecção perdeu a alma e liderança. perdeu apoio popular e naturalmente muitos patrocinadores estudam se vale a pena continuar ligados a este drama diário de que madaíl tem muita culpa por não ter demitido de imediato o treinador após a África do Sul.
Vejo a notícia do Briefing e com mágoa vejo a Samsung a abandonar o barco. É um sinal. E o sinal mais evidente foram as, apenas, 9 mil pessoas que estiveram em Guimarães com Chipre.
Um problema grave de comunicação para a Federação que a empresa ligada a Madaíl que cuida dela tem de resolver. Empresa da Federação ligada a madaíl, repito para não haver dúvidas.
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quinta-feira, 1 de julho de 2010
Comunicação da Selecção
Já tinha escrito que somos um país bipolar. Depressivo depois da Costa do Marfim, eufórico depois de goleada a um bando de desgraçados que vai parar a minas de carvão na Coreia do Norte.
Desta selecção não esperava nada. Não acredito em Queiroz e achei um erro o BES centralizar o seu feeling na figura de um homem que não agrada ao povo português.
Queiroz é um homem prisioneiro dos seus medos, muito bom a planear e a trabalhar com jovens, mas nunca ganhou nada enquanto treinador sénior. Por isso, previa termos uma campanha pífia. É um "looser" e isso é tão fácil detectar na cara das pessoas.
Cristiano Ronaldo falou a quente. E em comunicação nada pior do que falar a quente. É um jogador fenomenal, bom rapaz, mas não gosto, naturalmente, de por cada jogada feita se olhar aos ecrãs. Sabemos que adora espelhos e adora mirar-se.
Mas é um jogador de futebol não é um modelo. O que disse sobre Queiroz é correcto, mas não o podia dizer ali nem naquele momento.
Mourinho, ontem, defendeu-o. Dizendo que não deixará sobre a responsabilidade de um jogador os resultados de uma equipa. «Quando ganhamos ganham todos, quando perdemos, perco eu».
Jesus hoje afirma: «tínhamos equipa para ganhar o mundial». Se era assim, só se esqueceu de apontar o responsável pelo fracasso.
O problema é que o responsável pelo fracasso vai continuar mais dois anos. Os portugueses que passaram a confiar na selecção com Scolari, agora, já perderam essa confiança.
Entraremos para os jogos com moral em baixa. Só por isso, o trabalho de Queiroz foi um desastre. O futebol péssimo e a ambição nula para acrescentar ao caldo. E a comunicação foi sempre medíocre.
Desta selecção não esperava nada. Não acredito em Queiroz e achei um erro o BES centralizar o seu feeling na figura de um homem que não agrada ao povo português.
Queiroz é um homem prisioneiro dos seus medos, muito bom a planear e a trabalhar com jovens, mas nunca ganhou nada enquanto treinador sénior. Por isso, previa termos uma campanha pífia. É um "looser" e isso é tão fácil detectar na cara das pessoas.
Cristiano Ronaldo falou a quente. E em comunicação nada pior do que falar a quente. É um jogador fenomenal, bom rapaz, mas não gosto, naturalmente, de por cada jogada feita se olhar aos ecrãs. Sabemos que adora espelhos e adora mirar-se.
Mas é um jogador de futebol não é um modelo. O que disse sobre Queiroz é correcto, mas não o podia dizer ali nem naquele momento.
Mourinho, ontem, defendeu-o. Dizendo que não deixará sobre a responsabilidade de um jogador os resultados de uma equipa. «Quando ganhamos ganham todos, quando perdemos, perco eu».
Jesus hoje afirma: «tínhamos equipa para ganhar o mundial». Se era assim, só se esqueceu de apontar o responsável pelo fracasso.
O problema é que o responsável pelo fracasso vai continuar mais dois anos. Os portugueses que passaram a confiar na selecção com Scolari, agora, já perderam essa confiança.
Entraremos para os jogos com moral em baixa. Só por isso, o trabalho de Queiroz foi um desastre. O futebol péssimo e a ambição nula para acrescentar ao caldo. E a comunicação foi sempre medíocre.
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terça-feira, 1 de junho de 2010
Queiroz, a comunicação e o medo
Confesso que nunca gostei de Carlos Queiroz. Deu vitórias nos juniores, mas não me lembro de nada nos seniores a não ser apanhar 6 a 3 do Benfica em Alvalade e vê-lo muitas vezes ao lado do vitorioso Alex Ferguson.
Escrevi em 1996, e depois doze anos depois noutro local, que para mim Queiroz só há um...o Eça.
Diz-me quem conviveu com ele em trabalho que era um chato nas palestras e habitualmente medroso. Sente-se má energia, de perdedor, quando se está ao pé dele.
Aliás, as suas exibições no banco da selecção nesta qualificação provam-no. Era o primeiro sofredor, o que parecia acreditar que os deuses estavam contra ele, o pé frio principal.
Com dificuldade lá conseguiu o apuramento e agora rodeia-se de um punhado de defesas na convocatória. Desejo o melhor mas temo o pior.
Mas na comunicação, apesar de uns momentos divertidos, Queiroz mantém-se prisioneiro das declarações de Mourinho que também não acredita em Portugal.
Depois, e é já a primeira derrota, Queiroz perdeu a batalha da comunicação. Não gostava do provincianismo intelectual e táctico de Scolari, mas deu uma vitalidade e uniu os portugueses que aprenderam a ter confiança em 11 pessoas.
Queiroz perdeu esse espírito, tomou más decisões no estágio e está refém dos seus medos.
Ontem por sinal, Mourinho só falou em ganhar e proibiu a palavra medo. É a diferença entre um ganhador e um perdedor.
Escrevi em 1996, e depois doze anos depois noutro local, que para mim Queiroz só há um...o Eça.
Diz-me quem conviveu com ele em trabalho que era um chato nas palestras e habitualmente medroso. Sente-se má energia, de perdedor, quando se está ao pé dele.
Aliás, as suas exibições no banco da selecção nesta qualificação provam-no. Era o primeiro sofredor, o que parecia acreditar que os deuses estavam contra ele, o pé frio principal.
Com dificuldade lá conseguiu o apuramento e agora rodeia-se de um punhado de defesas na convocatória. Desejo o melhor mas temo o pior.
Mas na comunicação, apesar de uns momentos divertidos, Queiroz mantém-se prisioneiro das declarações de Mourinho que também não acredita em Portugal.
Depois, e é já a primeira derrota, Queiroz perdeu a batalha da comunicação. Não gostava do provincianismo intelectual e táctico de Scolari, mas deu uma vitalidade e uniu os portugueses que aprenderam a ter confiança em 11 pessoas.
Queiroz perdeu esse espírito, tomou más decisões no estágio e está refém dos seus medos.
Ontem por sinal, Mourinho só falou em ganhar e proibiu a palavra medo. É a diferença entre um ganhador e um perdedor.
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