quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
Governo altera Acordo Ortográfico
Cada um escreve como quer, e eu escrevo à antiga, pois é essa a maneira correcta oa língua portuguesa. Resto da notícia da alteração do Acordo Ortográfico aqui.
Uma história das Public Relations
Roubado à Alda Telles.
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Conselho em comunicação,
Public Relations,
Rui Calafate
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
A realidade do Facebook e a vida real
A realidade do Facebook é fantástica. Pessoas felizes, famílias felizes, piadas engraçadas. O Facebook é o campo virtual, onde se conversa com centenas de pessoas, muitas que não conhecemos pessoalmente. De maneira amigável, descontraída, cool.
Mas a vida real é diferente. Hoje, é maior o cenário das pessoas que tentam sobreviver, do que as tentam viver. O mundo está perigoso, diria Vasco Pulido Valente, eu só diria que está difícil.
As pessoas estão muito mais sós, não falo apenas da solidão propriamente dita, pois em alguns casos é uma opção. Falo da solidão por falta de solidariedade, por falta de valores de amizade, de compaixão, de interesse pelo "outro".
O mundo em que vivemos é perigosamente do "salve-se quem puder", de atropelos e de falta de escrúpulos. Ao contrário do Facebook, a realidade não é bonita, por isso muita gente gosta do Facebook.
Mas a vida real é diferente. Hoje, é maior o cenário das pessoas que tentam sobreviver, do que as tentam viver. O mundo está perigoso, diria Vasco Pulido Valente, eu só diria que está difícil.
As pessoas estão muito mais sós, não falo apenas da solidão propriamente dita, pois em alguns casos é uma opção. Falo da solidão por falta de solidariedade, por falta de valores de amizade, de compaixão, de interesse pelo "outro".
O mundo em que vivemos é perigosamente do "salve-se quem puder", de atropelos e de falta de escrúpulos. Ao contrário do Facebook, a realidade não é bonita, por isso muita gente gosta do Facebook.
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
A comunicação de Sá Pinto
Uma nota introdutória: não me dá prazer nenhum criticar o meu clube, mas quando o faço é porque entendo que algo está mal. Vivemos desde os tempos de Roquette no sortilégio de um silêncio que, para bem do clube no futuro, tem de acabar. Por isso, quando elogio o meu clube - e gostava que fosse sempre assim - me dá o dobro da satisfação.
Não vou falar da competência técnico-táctica de Sá Pinto, isso só o tempo o dirá, vou abordar os seus primeiros tempos de comunicação, os segmentos de público para quem fala e depois a sua acção no banco e fora dele.
É nos primeiros passos, no início de uma longa jornada que eu desejo longa, duradoura e de sucesso - que se constrói um perfil comunicacional. Na entrevista que dei ao Notícias do Futebol, ainda não sendo ele treinador, já o mencionava. E porquê?
Nos tempos modernos, um treinador não pode ser só um tipo que deu uns pontapés numa bola e que conhece o cheiro da relva e do balneário, ou um professor de educação física. Um treinador, para lá dos conhecimentos do futebol, tem de ter preparação em comunicação, marketing, liderança e dinâmica e organização de grupos.
Sá Pinto estudou outras valências da área desportiva, com o curso que tirou, e isso é de valorizar pois foram outras noções mais alargadas que adquiriu e lhe trazem benefícios para a profissão que decidiu abraçar.
Um treinador, nas suas intervenções no espaço mediático, fala para diversos públicos e cada segmento tem as suas "nuances". Reparem, um treinador fala para jogadores, direcção, adeptos, jornalistas e adversários. No meu entender, bem, Sá Pinto tem sido assim:
Para os jogadores: como um irmão mais velho, sempre a aplaudir, a dar indicações e no final do jogo a dar-lhes, individualmente, um abraço para agradecer o esforço que tiveram.
Para a direcção: sem mensagens, nem directas nem subliminares, pois a sua personalidade neste momento é a mais forte e mais respeitada do Sporting e apaga qualquer outra figura.
Para os adeptos: a passagem diária dos valores do leão, esforço, dedicação, devoção e glória. Pedindo apoio, mas nunca regateando uma palavra ou um gesto de agradecimento pelo apoio que todos os adeptos lhe dão e aos seus "irmãos mais novos", os jogadores.
Para os jornalistas: abertura e simpatia, pois o treinador deve ser um bom relações públicas. E sobretudo uma educação impecável que contrasta com aquela imagem belicosa que o marcou no passado. Um treinador não deve armar guerras com os jornalistas - isso é para a estrutura e comunicação - deve respeitá-los e trabalhar com eles. Se alguém pisar o risco, também sabe com o que conta.
Para os adversários: joga com a sua imagem de guerreiro em campo e fala sempre nos jogadores que «foram guerreiros» no final dos jogos. É uma mensagem subliminar de força, de que os seus homens deixam tudo em campo e estão sempre disponíveis para a batalha e para conquistas. O adversário não encara o Sporting, a priori, como um clube timorato e fácil.
No relvado, se assistirem aos jogos em Alvalade, Sá Pinto é um espectáculo no banco. E isso é comunicação com a equipa. Sá Pinto vive o jogo, motiva, bate palmas. Nota-se garra, protege e acarinha os jogadores. Tem aura, tem energia positiva, contrastando com o ex-treinador que bastava olhar para ele para se sentir o pânico e percebendo-se que não sabia o que devia fazer dava cabeçadas no banco.
Fora do relvado, Sá Pinto tem sido impecável, calmo e simpático. O melhor momento foi na flash-interview de ontem que vi gravada. O jornalista fala de bom futebol na 1a parte, Sá Pinto, quase emocionado, agradece: «muito obrigado pelo que diz pois os jogadores merecem». Isto, meus amigos, é 5 estrelas.
Sá Pinto está no coração dos adeptos, mas mostra que já ganhou os jogadores. Hoje li Capel: «estamos com ele até à morte». E li de Marcelo Boeck: «agora todos correm». Para se ser um grande treinador tem de se conquistar o grupo e saber comunicar. Até agora, Sá Pinto tem nota máxima em comunicação.
Não vou falar da competência técnico-táctica de Sá Pinto, isso só o tempo o dirá, vou abordar os seus primeiros tempos de comunicação, os segmentos de público para quem fala e depois a sua acção no banco e fora dele.
É nos primeiros passos, no início de uma longa jornada que eu desejo longa, duradoura e de sucesso - que se constrói um perfil comunicacional. Na entrevista que dei ao Notícias do Futebol, ainda não sendo ele treinador, já o mencionava. E porquê?
Nos tempos modernos, um treinador não pode ser só um tipo que deu uns pontapés numa bola e que conhece o cheiro da relva e do balneário, ou um professor de educação física. Um treinador, para lá dos conhecimentos do futebol, tem de ter preparação em comunicação, marketing, liderança e dinâmica e organização de grupos.
Sá Pinto estudou outras valências da área desportiva, com o curso que tirou, e isso é de valorizar pois foram outras noções mais alargadas que adquiriu e lhe trazem benefícios para a profissão que decidiu abraçar.
Um treinador, nas suas intervenções no espaço mediático, fala para diversos públicos e cada segmento tem as suas "nuances". Reparem, um treinador fala para jogadores, direcção, adeptos, jornalistas e adversários. No meu entender, bem, Sá Pinto tem sido assim:
Para os jogadores: como um irmão mais velho, sempre a aplaudir, a dar indicações e no final do jogo a dar-lhes, individualmente, um abraço para agradecer o esforço que tiveram.
Para a direcção: sem mensagens, nem directas nem subliminares, pois a sua personalidade neste momento é a mais forte e mais respeitada do Sporting e apaga qualquer outra figura.
Para os adeptos: a passagem diária dos valores do leão, esforço, dedicação, devoção e glória. Pedindo apoio, mas nunca regateando uma palavra ou um gesto de agradecimento pelo apoio que todos os adeptos lhe dão e aos seus "irmãos mais novos", os jogadores.
Para os jornalistas: abertura e simpatia, pois o treinador deve ser um bom relações públicas. E sobretudo uma educação impecável que contrasta com aquela imagem belicosa que o marcou no passado. Um treinador não deve armar guerras com os jornalistas - isso é para a estrutura e comunicação - deve respeitá-los e trabalhar com eles. Se alguém pisar o risco, também sabe com o que conta.
Para os adversários: joga com a sua imagem de guerreiro em campo e fala sempre nos jogadores que «foram guerreiros» no final dos jogos. É uma mensagem subliminar de força, de que os seus homens deixam tudo em campo e estão sempre disponíveis para a batalha e para conquistas. O adversário não encara o Sporting, a priori, como um clube timorato e fácil.
No relvado, se assistirem aos jogos em Alvalade, Sá Pinto é um espectáculo no banco. E isso é comunicação com a equipa. Sá Pinto vive o jogo, motiva, bate palmas. Nota-se garra, protege e acarinha os jogadores. Tem aura, tem energia positiva, contrastando com o ex-treinador que bastava olhar para ele para se sentir o pânico e percebendo-se que não sabia o que devia fazer dava cabeçadas no banco.
Fora do relvado, Sá Pinto tem sido impecável, calmo e simpático. O melhor momento foi na flash-interview de ontem que vi gravada. O jornalista fala de bom futebol na 1a parte, Sá Pinto, quase emocionado, agradece: «muito obrigado pelo que diz pois os jogadores merecem». Isto, meus amigos, é 5 estrelas.
Sá Pinto está no coração dos adeptos, mas mostra que já ganhou os jogadores. Hoje li Capel: «estamos com ele até à morte». E li de Marcelo Boeck: «agora todos correm». Para se ser um grande treinador tem de se conquistar o grupo e saber comunicar. Até agora, Sá Pinto tem nota máxima em comunicação.
Oráculo (370)
«És uma consultora política. Não tens de terminar uma luta, mas ganhá-la»
West Wing, série de tv
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domingo, 26 de fevereiro de 2012
A estratégia mais à direita de Sarkozy
Sarkozy é um político hábil e não se dá por vencido, apesar de ter arrancado muito atrás de Hollande.
Ao ler o El Pais, nota-se como a sua estratégia é a única que lhe permitirá ser reeleito.
Vai pescar ao eleitorado da Frente Nacional e da sua candidata e líder, Marine Le Pen, mostra ser duro ao contrário da imagem tecnocrata de Hollande, algo que nestes dias cai bem aos franceses, que têm sintomas de xenofobia a crescer diariamente.
Sarkozy como presidente tem sido fraco, mas como estratega político continua a ser brilhante.
Ao ler o El Pais, nota-se como a sua estratégia é a única que lhe permitirá ser reeleito.
Vai pescar ao eleitorado da Frente Nacional e da sua candidata e líder, Marine Le Pen, mostra ser duro ao contrário da imagem tecnocrata de Hollande, algo que nestes dias cai bem aos franceses, que têm sintomas de xenofobia a crescer diariamente.
Sarkozy como presidente tem sido fraco, mas como estratega político continua a ser brilhante.
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