segunda-feira, 30 de abril de 2012

O resto é ruído

O título deste post é o título do livro de Alex Ross. Foi finalista do Pullitzer e considerado um dos melhores livros do ano pelo New York Times em 2008.

É editado pela Casa das Letras e é um livro que recomendo para quem gosta de música, pois é a história dessa arte no século XX e é, provavelmente, um dos melhores livros que já se escreveu sobre música.

Vai aos seus primórdios, dos clássicos como Strauss e Mahler até aos Sex Pistols, por exemplo. E faz a evolução da música face aos acontecimentos do século passado. Capítulos como a Arte do medo: a música na Rússia de Estaline; Música para todos: a música na América de Franklin D. Roosevelt; Fuga da morte: a música na Alemanha de Hitler são demonstrativos dessa história comparativa.

Deixo como sugestão para descobrirem e tentarem comprar a bom preço na Feira do Livro.

domingo, 29 de abril de 2012

Séries de tv: Blue Bloods

Não tem o raciocínio nem a figura de Columbo, não tem a marca de ter sido a primeira grande série policial, como Hill Street Blues. Também não é a genial Balada de Nova Iorque, nem tem o carismático Denis Franz no seu elenco. E não tem o realismo da melhor policial dos últimos tempos: Southland.

Blue Bloods passa na Fox Crime, é uma série de policias, uma família de polícias. Tom Selleck - que sempre foi um canastrão, melhorou com os anos - nesta série é o chefe da polícia de Nova Iorque. O seu pai já tinha sido e os três filhos são polícias (um deles já morto e sobre a sua investigação é um dos focos da primeira temporada).

É uma boa série policial, excelentes diálogos, que termina quase sempre com toda a família à mesa. Mistura drama com o dia a dia dos polícias e depois com a ida aos tribunais, mas sem a estrutura fixa de Lei & Ordem. Uma série que se torna mais doce do que violenta e a que recomendo esta semana, já vai na segunda temporada por cá.

sábado, 28 de abril de 2012

Obama na Rolling Stone: o candidato mais "cool"

Depois de se ter entrado na luta pelo eleitorado feminino, com erros de uma consultora Democrata, e com a mulher de Mitt Romney a marcar pontos porque não teve profissão pois dedicou-se à família, um valor fundamental na comunicação política, entramos na juventude.

Num episódio de "The Good Wife", um estratega político dizia que era importante para um candidato ser "cool". Romney em que muitos enxergam um robot, tem pouco desta valência, Obama já tem esse lastro de "cool" desde 2008.

Agora, dá entrevista à "Rolling Stone", relembra as vezes que cantou (mas não encantou) e começa a ganhar onda no eleitorado mais jovem. Bill Clinton tocava saxofone, Obama só entoa o "sweet home Chicago", mas é capaz de chegar.

Oráculo (381)

«Um Governo deve ser optimista»

West Wing

quarta-feira, 25 de abril de 2012

25 de Abril sempre!

Agradeço aos militares a forma como gizaram uma revolução sem sangue e que nos libertou de mais de 40 anos do garrote de uma ditadura provinciana, de lápis azul afiado.

Não agradeço o tempo que os militares demoraram a sair da vida política e isso só aconteceu com a extinção do Conselho da Revolução. Não agradeço as tentativas de desvios comunistas, sobretudo com Vasco Gonçalves, nem agradeço o terror das FP 25, que teve em Otelo o seu ideólogo.

É bom respirar em democracia, poder ter liberdade de expressão, poder ter os costumes que bem entendemos. É bom que o ideário de Abril esteja sempre presente e é bom que a classe politica não se preocupe com negócios e com aquelas organizações pseudo-secretas e que minam e corroem a nobreza da política.

Abril foi a libertação da sociedade civil e ela só é forte quando tem capacidade de livre opinião e é respeitada por quem a governa. A democracia é dos cidadãos e são eles que devem estar na primeira linha das preocupações de quem governa. Só assim haverá Abril sempre!

terça-feira, 24 de abril de 2012

O mito da governação de Cavaco

Nunca gostei de Cavaco Silva, considero-o o pai da crise que atravessamos, pois quando tivemos uma enxurrada de fundos comunitários, esta esfinge, por falta de visão e cultura, decidiu-se por semear alcatrão pelo País, deixou crescer como cogumelos cursos de papel e lápis, matou a economia real, a indústria, a agricultura e não tinha nenhum modelo de desenvolvimento.

Tenho escrito várias vezes sobre o embuste que é a esfinge de Belém, agrada-me quando outros vão também contribuindo para que se faça justiça e se contribua para a demolição de uma imagem falsa que construiu ao longo dos anos. Desta feita, o texto é do Luis Paulo Rodrigues.

Oráculo (380)

«É na espera que você começa a trocar ideias com o diabo»

Patricia Melo, "Ladrão de Cadáveres»