De quatro em quatro anos, quem gosta de desporto tem o pratinho cheio durante os Jogos Olímpicos. São heróis nacionais todos os que representam os seus países, mas só chegam ao Olimpo se obtiverem as medalhas que todos desejam.
Aqui é uma representação nacional mas é um facto que o Sporting lidera em presenças e medalhas. Desde 1976, com duas medalhas de prata, de Armando Marques no Tiro e Carlos Lopes no Atletismo, o Sporting tem sido um contribuinte para a representação portuguesa.
Nos Olímpicos torço pelos atletas que representam a Nação, mas gostava que todos tivessem presente que em 2012 são já 128 atletas olímpicos, em 16 modalidades, os que são do Sporting. O que mostra a força de um clube e o seu eclectismo.
terça-feira, 31 de julho de 2012
quarta-feira, 25 de julho de 2012
Soares dos Santos é o Robin dos Bosques dele próprio
Li aqui que o Pingo Doce perdeu 10 milhões com aquela famosa operação que abriu telejornais. O povo agradece. Soares dos Santos é um Robin dos Bosques que rouba a ele próprio. Quem o tem é que o gasta
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Vergonha das suas profissões
Eu e muitos outros somos, efectivamente, consultores de comunicação. Fazemos assessoria, planeamento estratégico, gestão de reputação. Julgo que quem faz isto que eu faço, gosta do que faz e por isso não tem vergonha em dizer a sua profissão.
Mas uma das coisas que mais me dá vontade de rir na sociedade portuguesa é a profusão de consultores. Agora há consultores de tudo, parece que têm vergonha do que fazem e tentam esconder com uma expressão mais apetecível.
Consultor de contabilidade era um contabilista, consultor de negócios era um intermediário, consultor de talho era um talhante, consultor de canalizações era um canalizador, consultor de compras era um merceeiro. Exagero nos exemplos finais, mas têm vergonha do que fazem?
Mas uma das coisas que mais me dá vontade de rir na sociedade portuguesa é a profusão de consultores. Agora há consultores de tudo, parece que têm vergonha do que fazem e tentam esconder com uma expressão mais apetecível.
Consultor de contabilidade era um contabilista, consultor de negócios era um intermediário, consultor de talho era um talhante, consultor de canalizações era um canalizador, consultor de compras era um merceeiro. Exagero nos exemplos finais, mas têm vergonha do que fazem?
terça-feira, 24 de julho de 2012
5 livros para o Verão
Eu espero a partir de quinta-feira ter pelo menos quatro dias de descanso total. Habitualmente repouso na praia, em Sesimbra, com livros. Deixo 5 sugestões de leitura para quem gosta também deste exercício:
. O Vendedor de Passados, José Eduardo Agualusa, D. Quixote, 225 páginas. Ainda há pouco tempo o Ricardo Costa o mencionou no Expresso. Félix Ventura é um homem que vende passados falsos à emergente sociedade angolana. Até memórias felizes e sorrisos consegue construir apesar do passado de guerra daquele País. Uma sátira corrosiva`ao que se passa naquele País irmão.
. Pena Capital, Robert Wilson, D. Quixote, 472 pág. O regresso de um grande autor de policiais agora sem o seu inspector Javier Falcon que protagonizou dois grandes livros: Último Acto em lisboa e o Cego de Sevilha. Nesta obra mete mafiosos indianos, fanáticos hindus e homens de honra britãnicos.
. Ela Cantava Fados, Fernando Sobral, Quetzal, 268 pág. Já tinha colocado como destaque uma vez. É um livro tão bem escrito passado em Lisboa, com o fado como fundo, brilhantes diálogos e tem política, poder, dinheiro e mulheres fatais.
. Índia (uma biografia íntima), Patrick French, Temas e debates, 461 pág. Recomendo este ensaio para quem tem algum fascínio pela Índia e para os que procuram conhecer melhor a sociedade país emergente. Aborda a religião, a evolução política (esta parte é magnífica) e a evolução de um país que é um sub-continente com disparidades enormes. A pobreza convive com a tecnologia de ponta e os novos milionários.
. Desde que o samba é samba, Paulo Lins, Caminho, 356 pág. O autor criou a Cidade de Deus, um livro que deu um filme brilhante do Fernando Meirelles e ainda escreveu outros argumentos premiados. É um livro de prosa escorreita com a pequena bandidagem do Rio de Janeiro no início do século. Prostitutas, proxenetas, a primeira escola de samba do brasil e as visitas de Carmen Miranda e Mário de Andrade, entre outros. Divertidíssimo, é mesmo de levar para a praia.
. O Vendedor de Passados, José Eduardo Agualusa, D. Quixote, 225 páginas. Ainda há pouco tempo o Ricardo Costa o mencionou no Expresso. Félix Ventura é um homem que vende passados falsos à emergente sociedade angolana. Até memórias felizes e sorrisos consegue construir apesar do passado de guerra daquele País. Uma sátira corrosiva`ao que se passa naquele País irmão.
. Pena Capital, Robert Wilson, D. Quixote, 472 pág. O regresso de um grande autor de policiais agora sem o seu inspector Javier Falcon que protagonizou dois grandes livros: Último Acto em lisboa e o Cego de Sevilha. Nesta obra mete mafiosos indianos, fanáticos hindus e homens de honra britãnicos.
. Ela Cantava Fados, Fernando Sobral, Quetzal, 268 pág. Já tinha colocado como destaque uma vez. É um livro tão bem escrito passado em Lisboa, com o fado como fundo, brilhantes diálogos e tem política, poder, dinheiro e mulheres fatais.
. Índia (uma biografia íntima), Patrick French, Temas e debates, 461 pág. Recomendo este ensaio para quem tem algum fascínio pela Índia e para os que procuram conhecer melhor a sociedade país emergente. Aborda a religião, a evolução política (esta parte é magnífica) e a evolução de um país que é um sub-continente com disparidades enormes. A pobreza convive com a tecnologia de ponta e os novos milionários.
. Desde que o samba é samba, Paulo Lins, Caminho, 356 pág. O autor criou a Cidade de Deus, um livro que deu um filme brilhante do Fernando Meirelles e ainda escreveu outros argumentos premiados. É um livro de prosa escorreita com a pequena bandidagem do Rio de Janeiro no início do século. Prostitutas, proxenetas, a primeira escola de samba do brasil e as visitas de Carmen Miranda e Mário de Andrade, entre outros. Divertidíssimo, é mesmo de levar para a praia.
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Um conselho de comunicação a Godinho Lopes
Godinho Lopes não é especialista em comunicação e não é um grande comunicador. É uma verdade irrefutável. Mas também sabemos que como presidente tem tido disponibilidade para falar com os adeptos e é uma pessoa educada e que ouve.
Hoje leio que disse «Rojo não foi uma vitória sobre o Benfica» e que «as nossas vitórias são dentro de campo». A segunda afirmação é correctíssima, só se festejam campeonatos no Marquês e não compra de passes de jogadores e devia só ter dito isto.
A primeira frase não a devia ter dito. Explico porquê. Um dos fundamentos da comunicação é o seu lado subliminar. Se há coisa que o universo sportinguista adora, para lá das suas cores, é dar bicadas no rival. E este ano arrancamos com duas bicadas: Labyad e Rojo. Não foram ditas, mas estão implícitas em ambas as contratações, como já tive oportunidade de explicar noutro post.
Com a primeira afirmação reduz-se o impactos das contratações na moral do adversário e nos meios de comunicação, que sobre Labyad deram gás à ofensiva do Benfica e sobre Rojo até primeiras páginas fizeram como sendo reforço do rival.
O futebol é festa para os adeptos, mas é uma guerra psicológica no campo e fora do campo. E não basta ser melhores e ganhar. Há componentes subliminares, psicológicas e comunicacionais, sem falar as questões dos poderes do futebol, que não podem ser esquecidas pois ajudam à vitória.
De resto, como já escrevi, julgo estarmos pelo menos bem armados, em termos de plantel, para o arranque do campeonato.
Hoje leio que disse «Rojo não foi uma vitória sobre o Benfica» e que «as nossas vitórias são dentro de campo». A segunda afirmação é correctíssima, só se festejam campeonatos no Marquês e não compra de passes de jogadores e devia só ter dito isto.
A primeira frase não a devia ter dito. Explico porquê. Um dos fundamentos da comunicação é o seu lado subliminar. Se há coisa que o universo sportinguista adora, para lá das suas cores, é dar bicadas no rival. E este ano arrancamos com duas bicadas: Labyad e Rojo. Não foram ditas, mas estão implícitas em ambas as contratações, como já tive oportunidade de explicar noutro post.
Com a primeira afirmação reduz-se o impactos das contratações na moral do adversário e nos meios de comunicação, que sobre Labyad deram gás à ofensiva do Benfica e sobre Rojo até primeiras páginas fizeram como sendo reforço do rival.
O futebol é festa para os adeptos, mas é uma guerra psicológica no campo e fora do campo. E não basta ser melhores e ganhar. Há componentes subliminares, psicológicas e comunicacionais, sem falar as questões dos poderes do futebol, que não podem ser esquecidas pois ajudam à vitória.
De resto, como já escrevi, julgo estarmos pelo menos bem armados, em termos de plantel, para o arranque do campeonato.
«Que se lixem as eleições, o que interessa é Portugal»
Isto terá sido dito ontem por Pedro Passos Coelho num jantar do grupo parlamentar do PSD que incluiu diversos membros do Governo.. Em termos de comunicação política é um bom "soundbyte" e fica bem neste momento de dificuldades e reforça o seu perfil de liderança com um rumo bem definido.
Mas mais do que uma técnica de comunicação política, por o conhecer e ser amigo dele, até creio ser sincero o que diz o Primeiro-Ministro. E isso é muito mais importante.
Mas mais do que uma técnica de comunicação política, por o conhecer e ser amigo dele, até creio ser sincero o que diz o Primeiro-Ministro. E isso é muito mais importante.
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segunda-feira, 23 de julho de 2012
Tall Ship Races em Lisboa
Um espectáculo bonito que visitou Lisboa, a regata Tall Ship Races. Tenho uma história particular com este evento.
Foi por causa dele, em 2006, que entrei no mundo das agências de comunicação. Naquela altura fui contactado pelo João Oliveira e Costa, da Addmore, para comandar a comunicação deste evento. Correu tão bem que a organização nos convidou para ir à Polónia, à sua conferência internacional, para explicar porque tinha sido em Lisboa um sucesso em termos de público, comunicação e patrocínios.
Seis anos depois, Lisboa viu com bons olhos o regresso deste bonito espectáculo e também julgo que correu bem. Fico satisfeito por isso.
Foi por causa dele, em 2006, que entrei no mundo das agências de comunicação. Naquela altura fui contactado pelo João Oliveira e Costa, da Addmore, para comandar a comunicação deste evento. Correu tão bem que a organização nos convidou para ir à Polónia, à sua conferência internacional, para explicar porque tinha sido em Lisboa um sucesso em termos de público, comunicação e patrocínios.
Seis anos depois, Lisboa viu com bons olhos o regresso deste bonito espectáculo e também julgo que correu bem. Fico satisfeito por isso.
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