quarta-feira, 2 de março de 2011

Guerras no mercado

Quem leu este título julgou que vinha aí alguma coisa sobre questiúnculas do sector de Conselho em Comunicação. Desta vez não é, mas é sobre uma guerra noutro mercado.

Quando no nosso sector por vezes acontecem algumas guerras naturais, há quem surja a torcer o nariz a afirmações e posts de alguns protagonistas do nosso mercado dizendo que isso dá uma má imagem do sector e quebra a nossa imagem junto das empresas e de jornalistas.

Pois bem, tenho acompanhado o que se está a passar quanto aos números apresentados pela APCT sobre a venda de jornais económicos. E vejo dois excelentes contendores o meu amigo Pedro Santos Guerreiro e o António Costa a defenderem as suas damas e de maneira bem forte.

Os que criticam algumas trocas de palavras entre protagonistas do nosso sector o que diriam desta guerra? Que ofende leitores, que dá má imagem dos jornais junto de quem confia neles e nos seus anunciantes e patrocinadores?

Por vezes há excessos, é um facto. E por vezes há ataques no mínimo questionáveis de pessoas que já ninguém leva a sério e a que nem devemos responder por uma questão de respeito connosco próprios.

Mas as trocas de galhardetes devem ser encaradas com normalidade e como fruto de um jogo de mercado, mas reconheço que o mundo era perfeito se tudo fosse paz e amor. Felizmente ou infelizmente vivemos neste mundo. Deixo o texto do Pedro Santos Guerreiro sobre este assunto.

Uma saudação à Parceiros de Comunicação

Por acaso já sabia desta notícia, só aguardava a sua confirmação.

Dar os parabéns à Susana Monteiro e sua equipa por esta boa contratação pois o Miguel Albano é do melhor que temos na comunicação digital. Desejo felicidades.

A queda de John Galliano

Este post é sobre marcas e as caras que as representam. Na moda, há sempre mulheres ou homens conhecidos que dão a sua visibilidade às marcas. São modelos ou actores famosos.

Mas quem está à frente de uma casa de alta costura é o costureiro. É ele com as suas criações ou a sua personalidade dão o cunho definitivo a essa marca.

Em 1996, a Dior substitui o genial Gianfranco Ferré pelo também genial, excêntrico, às vezes bizarro John Galliano.

Sempre foi polémico, ao contrário, por exemplo, da classe sempre contida de Tom Ford. Galliano gosta de história mas também das luzes da ribalta, com uma vida de excessos já se adivinhava que um dia destes algo aconteceria.

As suas declarações a louvar Hitler só ajudaram a Dior a tomar a decisão de o substituir. Por isso, fica bem claro que quem dá nome a uma marca tem de ter coerência no seu próprio brand para assim estar em comunhão com a marca que representa e a sua comunicação. Aqui, o brand de Galliano deixou de estar em comunhão com a Dior.

Oráculo (235)

«Para ser insubstituível, tem de ser diferente»

Coco Chanel

terça-feira, 1 de março de 2011

Para quem gosta de séries as novidades da HBO

Para quem gosta de séries como eu e não acha que é perder tempo vê-las e que sabe que têm vindo da televisão as grandes histórias da actualidade, aqui ficam as novidades da HBO, um dos canais mais inovadores da televisão americana.

Com o seu selo já saíram Sopranos, The Wire, Roma ou Deadwood, todas fantásticas. E ainda continuam em exibição True Blood e a que me suscita enorme expectativa e ainda não passou por cá Boardwalk Empire, produzida por Martin Scorses e que realizou o seu primeiro episódio.

Pois bem, virá Mildred Pierce, com Kate Winslet e Guy Pearce, baseada no filme que deu Óscar à grande Joan Crawford, lá pelos anos 50; telefilmes de Curtis Hanson, que fez o L.A. Confidential e se chamará Too big too fail, baseado na crise financeira americana; Tommy Lee Jones dirigirá um filme com ele e Samuel L. jackson baseado numa obra de Cormac McCarthy; Treme, de david Simon, criador de The Wire.

E para 2012 estão já anunciadas Luck, de David Milch, criador de Deadwood e Balada de Nova Iorque, que terá Michael Mann a realizar o episódio-piloto, e que se passará em hipódromos e em torno de apostas de corridas de cavalos; e o regresso de Aaron Sorkin, o criador de West Wing e vencedor do Óscar de argumento deste ano com a Rede Social, que se passará na televisão.

Fora a HBO, deixo também a novidade que o mesmo Aaron Sorkin se estreará na realização com um filme sobre john Edwards o político que foi candidato democrata à Casa Branca e que abandonou a corrida por infidelidade conjugal. Isto promete.

«O melhor de todos nós»

Esta frase é Nicolas Sarkozy referindo-se a Alain Juppé, que escolheu para Ministro dos Negócios Estrangeiros substituindo Michélle Alliot-Marie.

Registo esta frase pela importância da Justiça. É que Juppé foi investigado e teve processo que o atacou fortemente na sua honorabilidade, mas a Justiça agiu depressa e vê agora reabilitado o seu nome, ele que é um dos mais brilhantes políticos franceses.

Em Portugal faz-se política com a justiça, arrastam-se processos por tempo indefinido manchando a reputação de várias pessoas. A justiça deve ser célere e, sobretudo, justa.

Há gestos que fazem bom marketing

É o caso deste gesto da nossa Nelly Furtado. É que a revolução líbia é «uma força que ninguém pode parar».