A Inglaterra é um espaço de liberdade, multiétnica, cada vez mais um enorme caldo de culturas. Apesar do crescimento eleitoral dos nacionalistas, a democracia é algo que ali nunca deixará de acontecer.
No mesmo dia desta semana, a Câmara dos Comuns celebrou 750 anos e uma "instituição" nacional, a página 3 do "The Sun" que apresentava sempre uma mulher despida, acabou. O Parlamento dos homens livres e aberto a todos é eterno, o sexismo, segundo os críticos, do tabloide acaba o que é um sinal de modernidade. Mas ambos um espelho da liberdade de opinião. A dos "Charlies".
sexta-feira, 23 de janeiro de 2015
domingo, 18 de janeiro de 2015
O fetichismo imagético de CR7
O título deste post é uma passagem deste notável artigo sobre Cristiano Ronaldo publicado pelo Estado de São Paulo que aconselho leitura.
terça-feira, 13 de janeiro de 2015
Presidenciais: a memória selectiva de Marcelo e a má memória do jornalismo
Uma das coisas que me tem divertido nos últimos tempos é a questão das presidenciais. Gosto do jogo do gato e do rato, gosto da marcação cerrada entre homens, gosto de ver o nervosismo a aumentar.
Santana miou condicionando os outros, Marcelo uivou nervoso e dormindo mal à noite com os nervos, Rio também ladrou, mas é um ladrar ainda sem objectivo. E Guterres também vai realizando ruídos, estes mais certos, pois a sua pretensa candidatura a secretário-geral da ONU é apenas uma daquelas conversas, bem conhecidas dos que têm memória, de mais tarde fazer constar que recusou um alto cargo internacional por um imperativo de consciência nacional. Para quem não percebeu, mas bastou na semana passada o desmentido da manchete do Sol - que o retirava da corrida - com uma declaração ao Expresso, Guterres é o candidato da esquerda e é um bom candidato.
À direita há algo que me faz rir na memória selectiva de Marcelo e na má memória de alguns jornalistas que publicam a sua tese. E qual é a tese dele? É que muitos candidatos à direita pulverizam a hipótese da mesma vencer as presidências.
Mas Marcelo tem memória só para o que lhe interessa, que é que tudo se una em torno da sua candidatura porque a sua cobardia habitual só lhe permite avançar pela certa e sem adversários. E não tem vergonha de se esquecer que, em 1985/86, a direita era unânime no apoio a freitas do Amaral. E a esquerda estava ultra-pulverizada com três pesos-pesados: Salgado Zenha, Maria de Lurdes Pintasilgo e Mário Soares. E, por sinal, a tal esquerda com muitos candidatos ganhou. E até ganhou o candidato que partia atrás nas sondagens.
Marcelo tem de compreender que uma eleição presidencial resulta da vontade de um homem. Do seu afã em se candidatar e não de unanimismos ou escolhas partidárias. É uma prova de coragem e mentalmente dura. Marcelo é medroso e frágil psicologicamente, sempre assim foi para seu mal. E ele até tem medo que o talhante do meu bairro tenha vontade de ser candidato presidencial. É que ele ainda não decidiu, mas pode. Basta recolher assinaturas.
Santana miou condicionando os outros, Marcelo uivou nervoso e dormindo mal à noite com os nervos, Rio também ladrou, mas é um ladrar ainda sem objectivo. E Guterres também vai realizando ruídos, estes mais certos, pois a sua pretensa candidatura a secretário-geral da ONU é apenas uma daquelas conversas, bem conhecidas dos que têm memória, de mais tarde fazer constar que recusou um alto cargo internacional por um imperativo de consciência nacional. Para quem não percebeu, mas bastou na semana passada o desmentido da manchete do Sol - que o retirava da corrida - com uma declaração ao Expresso, Guterres é o candidato da esquerda e é um bom candidato.
À direita há algo que me faz rir na memória selectiva de Marcelo e na má memória de alguns jornalistas que publicam a sua tese. E qual é a tese dele? É que muitos candidatos à direita pulverizam a hipótese da mesma vencer as presidências.
Mas Marcelo tem memória só para o que lhe interessa, que é que tudo se una em torno da sua candidatura porque a sua cobardia habitual só lhe permite avançar pela certa e sem adversários. E não tem vergonha de se esquecer que, em 1985/86, a direita era unânime no apoio a freitas do Amaral. E a esquerda estava ultra-pulverizada com três pesos-pesados: Salgado Zenha, Maria de Lurdes Pintasilgo e Mário Soares. E, por sinal, a tal esquerda com muitos candidatos ganhou. E até ganhou o candidato que partia atrás nas sondagens.
Marcelo tem de compreender que uma eleição presidencial resulta da vontade de um homem. Do seu afã em se candidatar e não de unanimismos ou escolhas partidárias. É uma prova de coragem e mentalmente dura. Marcelo é medroso e frágil psicologicamente, sempre assim foi para seu mal. E ele até tem medo que o talhante do meu bairro tenha vontade de ser candidato presidencial. É que ele ainda não decidiu, mas pode. Basta recolher assinaturas.
domingo, 11 de janeiro de 2015
Sugestões para a semana
Livros
História da Expansão do Império Português, João Paulo Oliveira e Costa (coordenador), Esfera dos Livros, 678 páginas. Um bom trabalho sobre o crescimento e sustentação do império colonial português. Bom para vermos a estratégia que presidiu a esta gesta.
A Casa Negra, Peter May, Marcador, 445 pág. Este livro foi-me sugerido por um amigo. Estou a lê-lo neste momento, é sombrio, é retirado da alma, é um grande policial.
Cinema
Na televisão o destaque vai para o próximo sábado com "Lágrimas e Suspiros", na RTP2, às 22.40h, mais um grande filme do mestre Ingmar Bergman que o canal transmite num ciclo durante o mês de Janeiro.
A comprar "Getúlio", um quase documentário de João jardim, sobre um dos mitos da história política brasileira: Getúlio Vargas, interpretado por Tony Ramos. É interessante, não é sensacional.
Uma caixa de David Cronenberg que destaco com três películas, mas sobretudo por "Irmãos Inseparáveis", que não se encontrava em edição dvd recente, e é um dos mais geniais do realizador canadiano. Ainda tem lá "Spider" e "Zona de perigo".
Séries
Espero que estejam a acompanhar uma das mais importantes séries europeias de sempre. "Borgen", dinamarquesa (onde aparecem muitos rostos que já vimos em The Killing, também da mesma proveniência), um soberbo tratado sobre o poder e os spin doctors que passa todos os dias da semana na RTP2. Mas na terça teremos o regresso de The Good Wife na sexta temporada e gostei na semana passada da estreia de "Tyrant".
Documentários
Terça, 2.50h, no Arte, "Mosfilm". Um retrato sobre a Hollywood russa por onde os grandes génios Eisenstein e Tarkovski passaram.
Amanhã, no TV5, às 13h, "Planeta Yoga" sobre o crescimento desta corrente de ascese oriental em todo o mundo.
Restaurante
"Antónia". Um muito simpático restaurante no Bairro Alto de petiscos portugueses. Jantei lá em Dezembro, adorei e volto em breve. Preços em conta e destaco a farinheira à Braz e os pratos de polvo.
História da Expansão do Império Português, João Paulo Oliveira e Costa (coordenador), Esfera dos Livros, 678 páginas. Um bom trabalho sobre o crescimento e sustentação do império colonial português. Bom para vermos a estratégia que presidiu a esta gesta.
A Casa Negra, Peter May, Marcador, 445 pág. Este livro foi-me sugerido por um amigo. Estou a lê-lo neste momento, é sombrio, é retirado da alma, é um grande policial.
Cinema
Na televisão o destaque vai para o próximo sábado com "Lágrimas e Suspiros", na RTP2, às 22.40h, mais um grande filme do mestre Ingmar Bergman que o canal transmite num ciclo durante o mês de Janeiro.
A comprar "Getúlio", um quase documentário de João jardim, sobre um dos mitos da história política brasileira: Getúlio Vargas, interpretado por Tony Ramos. É interessante, não é sensacional.
Uma caixa de David Cronenberg que destaco com três películas, mas sobretudo por "Irmãos Inseparáveis", que não se encontrava em edição dvd recente, e é um dos mais geniais do realizador canadiano. Ainda tem lá "Spider" e "Zona de perigo".
Séries
Espero que estejam a acompanhar uma das mais importantes séries europeias de sempre. "Borgen", dinamarquesa (onde aparecem muitos rostos que já vimos em The Killing, também da mesma proveniência), um soberbo tratado sobre o poder e os spin doctors que passa todos os dias da semana na RTP2. Mas na terça teremos o regresso de The Good Wife na sexta temporada e gostei na semana passada da estreia de "Tyrant".
Documentários
Terça, 2.50h, no Arte, "Mosfilm". Um retrato sobre a Hollywood russa por onde os grandes génios Eisenstein e Tarkovski passaram.
Amanhã, no TV5, às 13h, "Planeta Yoga" sobre o crescimento desta corrente de ascese oriental em todo o mundo.
Restaurante
"Antónia". Um muito simpático restaurante no Bairro Alto de petiscos portugueses. Jantei lá em Dezembro, adorei e volto em breve. Preços em conta e destaco a farinheira à Braz e os pratos de polvo.
quinta-feira, 8 de janeiro de 2015
As doenças das mulheres dos Primeiros-Ministros
Menciono apenas dois casos de mulheres de Primeiros-Ministros portugueses que, infelizmente, foram atingidas por doenças graves. As de António Guterres e de Pedro Passos Coelho, e que consequências podem ter para a acção governativa dos maridos.
Em termos puramente comunicacionais, a imagem sai reforçada. Porque a consternação pública face à doença leva a que as pessoas aumentem a consideração por quem caminha junto com a dor. Ninguém gosta, por muito adversário que seja, que alguém passe por uma tormenta do destino.
Mas tal como se diz que por detrás de um grande homem está sempre uma grande mulher, este é um momento em que o homem tem de ser forte, física e mentalmente, para resistir às tarefas diárias da governação e assistir ao sofrimento da sua mulher. Lembramo-nos que houve um momento em que António Guterres foi, naturalmente, bastante afectado e mesmo aquela imagem que muitos recordam das contas de cabeça do PIB foram num momento logo após o conhecimento da doença que viria a vitimar a sua companheira.
Como disse muito bem Passos Coelho na nota enviada para as redacções, este é um tempo de reserva e de intimidade do casal. Não é espaço para "voyeurismos" mórbidos. Restando às pessoas desejar as melhoras e que a sua mulher vença o combate.
Em termos puramente comunicacionais, a imagem sai reforçada. Porque a consternação pública face à doença leva a que as pessoas aumentem a consideração por quem caminha junto com a dor. Ninguém gosta, por muito adversário que seja, que alguém passe por uma tormenta do destino.
Mas tal como se diz que por detrás de um grande homem está sempre uma grande mulher, este é um momento em que o homem tem de ser forte, física e mentalmente, para resistir às tarefas diárias da governação e assistir ao sofrimento da sua mulher. Lembramo-nos que houve um momento em que António Guterres foi, naturalmente, bastante afectado e mesmo aquela imagem que muitos recordam das contas de cabeça do PIB foram num momento logo após o conhecimento da doença que viria a vitimar a sua companheira.
Como disse muito bem Passos Coelho na nota enviada para as redacções, este é um tempo de reserva e de intimidade do casal. Não é espaço para "voyeurismos" mórbidos. Restando às pessoas desejar as melhoras e que a sua mulher vença o combate.
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Rui Calafate
terça-feira, 6 de janeiro de 2015
Nós e os nossos espectadores
«Agora dá a impressão de que não se passa nada sem que as pessoas contem com espectadores e espelhos de todas as suas actividades, até as mais vulgares. (...) Às vezes perguntamo-nos se ainda há muitos indivíduos capazes de desfrutar de algo sem ser contemplados no seu desfrute»
Javier Marias, em crónica na revista do El Pais
Javier Marias, em crónica na revista do El Pais
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Rui Calafate
segunda-feira, 5 de janeiro de 2015
Marcelo, Guterres, Lula e a ONU
Marcelo de semana para semana mantém os seus transtornos, sente-se que está mais nervoso por poder perder uma vez mais uma etapa da vida, a sua grande ambição de chegar a Belém pela qual manipula há anos a cabeça de muitos portugueses aos domingos nas suas prédicas.
Treme todo com António Guterres e pelo que me contaram esse tremor leva-o a dizer disparates que ele próprio devia ter vergonha depois de os dizer. Ontem, parece que inventou que Dilma quer enviar Lula para secretário-geral (SG) da ONU.
Devia saber que o Brasil é na América do Sul e que por um sistema que existe há muitos anos na ONU, o próximo SG será europeu e numa primeira opção poderia vir da Europa de Leste mas que por causa do cargo de Donald Tusk (polaco) na Europa, poderá ser um candidato da Europa Ocidental e aí se encaixa e está e bem encaminhado o nome de António Guterres se ele assim o desejar.
Espero que Marcelo na próxima semana se penitencie por mais um erro. Erros que se agravarão até tomar a sua última decisão e Marcelo nunca teve como característica marcante tomar decisões.
Treme todo com António Guterres e pelo que me contaram esse tremor leva-o a dizer disparates que ele próprio devia ter vergonha depois de os dizer. Ontem, parece que inventou que Dilma quer enviar Lula para secretário-geral (SG) da ONU.
Devia saber que o Brasil é na América do Sul e que por um sistema que existe há muitos anos na ONU, o próximo SG será europeu e numa primeira opção poderia vir da Europa de Leste mas que por causa do cargo de Donald Tusk (polaco) na Europa, poderá ser um candidato da Europa Ocidental e aí se encaixa e está e bem encaminhado o nome de António Guterres se ele assim o desejar.
Espero que Marcelo na próxima semana se penitencie por mais um erro. Erros que se agravarão até tomar a sua última decisão e Marcelo nunca teve como característica marcante tomar decisões.
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