quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

I, Daniel Blake

Uma mulher que come uma maçã para disfarçar a fome porque o pouco que tem é para pôr no prato dos filhos. Um homem idoso mas honesto que quer trabalhar e o Estado bloqueia por todos os meios.

As pessoas não são números nem pontos no computador. São gente. O mundo promove o sucesso, a abundância, mas a grande realidade é a dos esquecidos, dos que vivem com dificuldades.

Ver um homem com 80 anos fazer um filme genial, com toda a sensibilidade em cada "frame" que é um autêntico murro no estômago para muitas consciências é de uma pessoa passar a sentir o mundo de outra maneira. Vejam o "I, Daniel Blake" do Ken Loach, um dos filmes do ano. Fabuloso, tocante.

domingo, 4 de dezembro de 2016

Um ano de Governo e da geringonça PSD

O meu artigo no Eco que pode ler aqui.

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Cristiano Ronaldo não é deste planeta

O meu artigo desta semana no ECO.

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Sugestões para a semana

Livros

"Washington D.C.", Gore Vidal, Casa das Letras,  406 páginas. Decidi, no momento em que se continua a debater a América, sugerir-lhes um clássico de um dos grandes intelectuais "liberais" americanos, Gore Vidal. Está lá tudo sobre o pântano que é a capital dos EUA. Não é uma nova edição, é uma revisitação que aconselho a quem nunca o leu.

"As Ilhas Gregas", Lawrence Durrell, Relógio d`Agua, 327 pág. Para quem conhece, como eu, várias delas é mais um olhar sobre a sua história, os seus mitos, as suas paisagens, o Mar Egeu com aquele azul como não há noutro lugar do mundo. Para quem não conhece, deixe-se levar e sonhe, que às vezes também é muito bom sonhar bem.

"Polícia", Jo Nesbo, D. Quixote, 583 pág. Do já mítico policial nórdico, que se tornou um estilo de «per si», para mim, o norueguês é neste momento o melhor. Já li os 10 livros dele editados em Portugal e este volume volta a ser de eleição. Para quem gosta de policiais, não conhecer o seu personagem Harry Hole é um crime.

Cinema

Em casa, deixo o convite para entrarem num dos mais curiosos exercícios do ano passado. "Coração de Cão", da Laurie Anderson, com fotografia, música, a decorarem os seus pensamentos sobre o amor e a morte, depois da morte da sua mãe e do seu companheiro, Lou Reed. É de uma sensibilidade, de um bom gosto que faz bem à alma. TVC2, terça, 22h.
Em sala, vi o excepcional "Ela", de Paul Verhoeven, com a superlativa Isabelle Huppert em mais um recital e recomendo também o muito bom "O Primeiro Encontro", de Dennis Villeneuve, do qual podem ver também nos TVCines o muito interessante "Sicário", realizado por ele no ano passado.

Séries

Eu ando vidrado no "The Young Pope", do Paolo Sorrentino. Volto a recomendar uma das melhores séries do ano, dá TVSéries, domingos 23h.

Documentário

Para quem tem Vodafone tem agora na posição 137 um canal chamado Docubox em HD. Há natureza, gastronomia, viagens, mas também Mao, Sarkozy, Berlusconi. Vi vários documentários neste fim-de-semana. Dêem uma vista de olhos que não perdem tempo

Restaurante

Não é barato, mas tem óptimo ambiente, cozinha boa e serviço simpático. "Duplex" no Cais do Sodré. jantei lá no sábado e gostei.  

Um mundo de Pinóquios

Eu sugeria que as sondagens políticas se passassem a chamar análises Pinóquio. Porque não acertam uma. Agora foi em França nas primárias do centro-direita.

Os senhores que as fazem erram quase sempre em todo o mundo. São incompetentes ou mal formados e pretendem enganar as pessoas. E pedia às pessoas, para não se deixarem enganar, que não acreditem em nenhuma sondagem.

É todo o mundo com poder a querer enganar o povo: políticos, técnicos de sondagens, comentadores sem talento; comentadores das suas negociatas como Marques Mendes e outros. O povo está farto de Pinóquios. Mas eles ainda não perceberam isto.

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

As empresas não são nossas amigas

Sobre como a relação entre empresas e marcas tem de melhorar com consumidores e clientes. O meu artigo desta semana no ECO que pode ler aqui.

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Atenção srs. jornalistas

Há três dias que qualquer pessoa racional e de bom senso, mesmo sem estar interessada no assunto como é o meu caso, está a ser bombardeada com imagens de um túnel.

Queria perguntar quanto tempo, e com que empenhamento, as nossas televisões e a nossa imprensa dedicaram a Zeinal Bava que matou a maior empresa portuguesa; aos corruptos do BPN quantas imagens em câmara lenta mostraram dos seus focinhos responsáveis pela austeridade que nos impuseram para pagar as suas vigarices; quantas horas deram para investigação de outros tantos casos que minaram a confiança dos portugueses nos políticos, na justiça e numa série de empresários que ganharam gamando o Estado.

Quantas horas meus senhores? Mas que País querem construir? É hora do jornalismo português parar para pensar.