quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Helena Roseta refém do seu "power-point" e não anda nada em Lisboa

António Costa está há quatro anos em Lisboa, mas a vereadora Helena Roseta continua a apresentar planos, diagnósticos, ideias, em morosos "power-points" e nada anda na reabilitação e habitação social.

Hoje, mais meia-hora, a apresentar um plano, uma hipótese. Pois, por exemplo, se não houver 13 milhões, todo o plano já não é bem assim e lá vem mais um "power-point" com mais um plano e um dignóstico e nada anda outra vez. É cansativo.

Por sinal, juntamente com a limpeza, a habitação (e reabilitação) e o trânsito são as faces visíveis do caos que se instalou na cidade. Provavelmente, Roseta e Nunes da Silva, por falta de confiança política do presidente, são os responsáveies destes pelouros. Não há acasos em política.

Roseta sempre foi uma protegida e ungida pelos jornalistas, mas foi um falhanço em Cascais e tem sido ZERO em Lisboa. Há um enorme desfazamento entre o que Roseta propõe, os serviços fazem, o que os cidadãos querem e o que Lisboa necessita.

Hoje, apresentou o tal "power-point" e em papel deu uma caixa, que muitos julgaram ser um bolo-rei. Mas era um plano, mais um plano. Nada concertado, meramente no campo das hipóteses, a 2 dias da apresentação do Orçamento para a cidade.

Mas o que salta a olhos vistos é a desagregação diária da coligação, um saco de gatos, que governa Lisboa. Onde Roseta e Nunes da Silva não têm força nem confiança política para realizar o que quer que seja.

Engraçado é ver Manuel Salgado, o homem com mais poder em Lisboa hoje em dia, a assumir-se como neófito na política (não é, já frequenta os seus corredores há muito tempo) e a tentar explicar que «o papel da oposição é dividir o executivo, e o objectivo de quem governa, unir o executivo».

Muito difícil e algo que roça o ridículo. É que foi o próprio António Costa a desconsiderar publicamente, de maneira veemente, o membro da sua equipa, Nunes da Silva, na última reunião pública de câmara. Não é preciso oposição, a desagregação é interna no executivo e está a levar Lisboa para muito maus caminhos. Assim vai sobrevivendo Lisboa.

7 comentários:

  1. ...do que Lisboa necessita?

    além de um 2º terramoto o que Lisboa necessita pouco tem a ver com o que os lisboetas querem

    até porque 50% dos lisboetas deixou de poder viver dentro de Lisboa

    espalham-se pela margem sul e pela dita megalisboa inexistente

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  2. Habitação social, ou seja novos guetos para os desempregados de facto e de direito?

    Sendo a câmara o maior senhorio da cidade poderia distribuir os seus súbditos funcionalistas e os seus vassalos subsidiados por habitações com maior diversidade económica

    é que reabilitação do que abana mas não cai
    e habitação social são coisas que se auto-excluem pelo menos nos últimos 37 anos

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  3. viva o Marquês do social efter god kendelse.

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  4. Não foi o Jean François Champollion que descodificou a pedra da Roseta?
    Chiiiii.....há que tempos...lololo

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  5. Muito atento meu Caro Rui, este executivo não faz mais porque acabou os euros, e para demonstrar serviço pendura-se nos projectos e obras de mandatos anteriores, que a oposição não irá contestar.
    Quando não podem comprar o carro individando-se esta gente gosta de andar à boleia.
    Falta de ideias e de um executivo coeso.

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  6. Tomei a liberdade de divulgar no Pensar Lisboa.
    Obrigado

    http://pensarlisboa.blogspot.com/2011/12/leitura-obrigatoria.html

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  7. Quem passa por Chelas, no troço de avenida que vai do Pingo Doce às Olaias, pode constatar a pujante plantação de barracas no espaço que há uns anos estava limpo.

    Daqui a pouco deve estar a dar colheita de "habitação social".

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