O Expresso anuncia hoje que Durão Barroso não é candidato presidencial. O presidente da Comissão Europeia não é um homem brilhante, mas também não é pouco inteligente. Ele sabe perfeitamente que, em Portugal, jamais ganhará uma eleição, nem para administrador do seu condomínio.
Os portugueses sabem que ele fugiu, em 2004, à contestação crescente quando era Primeiro-Ministro e depois do pior resultado de sempre do PSD coligado com o CDS nas eleições europeias em Junho. Durão nunca será um cavalo ganhador por cá, mas lá fora, com ajuda americana, poderá almejar outros lugares de prestígio.
E tenho assistido a muita conversa sobre presidenciais. Não é o tempo certo para isso, é cedo demais. Depois do segundo semestre falamos.
sábado, 25 de janeiro de 2014
sexta-feira, 24 de janeiro de 2014
quinta-feira, 23 de janeiro de 2014
Uma máxima para líderes
«O marketing é demasiado importante para ser deixado ao departamento de marketing»
David Packard
David Packard
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Rui Calafate
O que deve ser um director de jornal
Quando uma administração escolhe um director de imprensa, deve ter várias condições.
- Deve ser um bom jornalista com provas dadas que dê garantias de respeitabilidade à sua equipa e para quem compra o jornal.
- Deve ter boas fontes que lhe possibilitem acompanhar e confirmar as melhores histórias.
- Deve ser um líder e com conhecimentos da natureza humana, comandar homens e apreender os seus sinais é difícil.
- Deve conhecer o mercado, as suas variáveis, saber o que se faz noutras coordenadas geográficas, antever movimentos e ser criativo.
- Deve ser racional e pouco emocional. Não seguir o seu coração, mas sim conhecer o coração dos leitores.
- Deve ser um embaixador da marca que comanda, um diplomata, manter boas relações com um amplo leque de protagonistas, deve sair do centro da polémica, para polémicas tem os seus colunistas.
- Deve ser um bom jornalista com provas dadas que dê garantias de respeitabilidade à sua equipa e para quem compra o jornal.
- Deve ter boas fontes que lhe possibilitem acompanhar e confirmar as melhores histórias.
- Deve ser um líder e com conhecimentos da natureza humana, comandar homens e apreender os seus sinais é difícil.
- Deve conhecer o mercado, as suas variáveis, saber o que se faz noutras coordenadas geográficas, antever movimentos e ser criativo.
- Deve ser racional e pouco emocional. Não seguir o seu coração, mas sim conhecer o coração dos leitores.
- Deve ser um embaixador da marca que comanda, um diplomata, manter boas relações com um amplo leque de protagonistas, deve sair do centro da polémica, para polémicas tem os seus colunistas.
quarta-feira, 22 de janeiro de 2014
A mini-saia da nossa pequenez
Uma assessora de Cavaco Silva, bonita, decide ir de mini-saia (nem tão mini assim) para o evento da condecoração de Cristiano Ronaldo. Fez notícia e apareceram uns cavalheiros a botar opinião na imprensa. Um assunto de lana.caprina que pôs um pobre País a mostrar a sua pequenez, o seu conservadorismo bacoco. É ridículo como se perde tempo com assuntos que não servem para nada.
O Lobo e o Escravo
Falar de Martin Scorsese é falar de um monstro da Sétima Arte, um homem que adora cinema e que o estuda e recupera. A ele agradeço, assim de memória, "O Rei da Comédia", "Casino", "Taxi Driver", "Touro Enraivecido", "Idade da Inocência", "Tudo Bons Rapazes" ou o mais injustiçado "Bringing out the dead" que é prodigioso.
Mesmo alguns filmes menores são melhores do que a média de Hollywood. Depois da sua deliciosa e ternurenta homenagem ao cinema com "A Invenção de Hugo", Scorsese regressa com o "Lobo de Wall Street". Parece enérgico, mas é a pura ilusão da droga consumida por Jordan Bellfort, a personagem real do filme.
Scorsese, apesar da excelência da sua obra, foi apenas reconhecido com Óscares por uma sua obra menor "Departed", que se baseava na trilogia "Infiltrados", made in Hong Kong. Este "Lobo" é um filme bom para os patamares actuais da indústria de Hollywood, teria 3 estrelas se eu fizesse crítica de cinema.
Momentos hilariantes, diverti-me na primeira hora e meia, mas é um filme desequilibrado. Fez-me lembrar as mesmas sensações que tive com "O Aviador", sobre Howard Hughes, também uma parceria Scorsese/Di Caprio. Podia ser um grande filme mas falta profundidade no argumento e nos desempenhos.
Houve quem o comparasse a "Wall Street", de Oliver Stone, mas não tem nada a ver. A personagem Jordan é um comercial que entra numa vida de deboche sem muita explicação. Gordon Gekko tem o cinismo e a perfídia do poder oculto do dinheiro. Onde o primeiro é consumido pelas drogas que toma, o outro naufraga no seu "killer-instinct" sem emoções.
Sobre "12 anos escravo", o terceiro filme do realizador inglês Steve McQueen, tem muito dos seus dois filmes anteriores de que gostei: "Hunger" e "Shame", nomeadamente o seu magistral actor-fétiche Michael Fassbender, novamente em grande "performance". Também é um filme razoável, bom para os parâmetros da actual indústria.
Como em determinada época pessoas tinham de apagar os seus traços de personalidade para sobreviver. A violência dessa diluição e subtracção em cada plano do protagonista, Chiwetel Ejiofor, actor de uma magnífica série britânica "Na Sombra da Dúvida" (que passou no TVSéries).
Como sugestão, e passam nos TVfilmes, deixo os dois melhores filmes de 2013 para verem: "A Caça", de Thomas Vinterberg (que está nomeado para o Óscar de melhor filme estrangeiro deste ano, com um genial Mads Mikkelsen) e "Lore", de Cate Shortland.
Mesmo alguns filmes menores são melhores do que a média de Hollywood. Depois da sua deliciosa e ternurenta homenagem ao cinema com "A Invenção de Hugo", Scorsese regressa com o "Lobo de Wall Street". Parece enérgico, mas é a pura ilusão da droga consumida por Jordan Bellfort, a personagem real do filme.
Scorsese, apesar da excelência da sua obra, foi apenas reconhecido com Óscares por uma sua obra menor "Departed", que se baseava na trilogia "Infiltrados", made in Hong Kong. Este "Lobo" é um filme bom para os patamares actuais da indústria de Hollywood, teria 3 estrelas se eu fizesse crítica de cinema.
Momentos hilariantes, diverti-me na primeira hora e meia, mas é um filme desequilibrado. Fez-me lembrar as mesmas sensações que tive com "O Aviador", sobre Howard Hughes, também uma parceria Scorsese/Di Caprio. Podia ser um grande filme mas falta profundidade no argumento e nos desempenhos.
Houve quem o comparasse a "Wall Street", de Oliver Stone, mas não tem nada a ver. A personagem Jordan é um comercial que entra numa vida de deboche sem muita explicação. Gordon Gekko tem o cinismo e a perfídia do poder oculto do dinheiro. Onde o primeiro é consumido pelas drogas que toma, o outro naufraga no seu "killer-instinct" sem emoções.
Sobre "12 anos escravo", o terceiro filme do realizador inglês Steve McQueen, tem muito dos seus dois filmes anteriores de que gostei: "Hunger" e "Shame", nomeadamente o seu magistral actor-fétiche Michael Fassbender, novamente em grande "performance". Também é um filme razoável, bom para os parâmetros da actual indústria.
Como em determinada época pessoas tinham de apagar os seus traços de personalidade para sobreviver. A violência dessa diluição e subtracção em cada plano do protagonista, Chiwetel Ejiofor, actor de uma magnífica série britânica "Na Sombra da Dúvida" (que passou no TVSéries).
Como sugestão, e passam nos TVfilmes, deixo os dois melhores filmes de 2013 para verem: "A Caça", de Thomas Vinterberg (que está nomeado para o Óscar de melhor filme estrangeiro deste ano, com um genial Mads Mikkelsen) e "Lore", de Cate Shortland.
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terça-feira, 21 de janeiro de 2014
Regra fundamental para consultores de comunicação
Os consultores de comunicação não posam para fotografias em eventos onde estão a trabalhar com as pessoas que aconselham. A figura é o cliente, o consultor é o apoio, fundamental por vezes, mas discreto. O trabalho dos consultores de comunicação é no campo das sombras, não no terreno do "flash" do fotógrafo.
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