quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Figuras da Comunicação 2013: Paulo Padrão e Paulo Campos Costa

O Paulo Padrão porque apesar de ter um ano ultra-conturbado com guerras internas no BES, processos judiciais das suas principais figuras, mantém a aura do poder do banco do qual comanda a sua comunicação.

Mesmo quando criticam o silenciamento de algumas notícias internacionais sobre o BES ou quando é pouco conhecida a actividade da entidade supervisora sobre o banco, isso revela bem o seu poder e da sua equipa e de quem com ele colabora

Este 2014 será um ano em que o BES continuará na berlinda, cabe-lhe a ele fazer a gestão cuidada da imagem e reputação da entidade em que trabalha. O BES precisa de sair do tsunami noticioso, necessita de tranquilidade para manter a confiança dos seus clientes e a força da sua marca.

O Paulo Campos Costa escolho porque tenho também estima por ele e pelas suas qualidades profissionais. Sabemos todos que pagamos mais na nossa conta de electricidade do que devemos, logo, a EDP é uma empresa que suscita críticas.

Ao longo do tempo, primeiro com um fantástico trabalho de rebranding, depois com a activação de marca e eventos que patrocina tem mantido a EDP com uma das marcas mais poderosas de Portugal e o Paulo tem bastante poder.

Este ano critiquei bastante António Mexia. Não por falta de qualidades de liderança, que as tem, mas por um excesso de voluntarismo em intervenções que marcaram negativamente a imagem da empresa. Primeiro na área política, onde não se deve expor pois tem accionistas chineses, depois no futebol onde teve a infelicidade de associar um crescimento do PIB a uma vitória do Benfica no campeonato, tendo com isso despertado o ódio dos adeptos do Sporting e, sobretudo, do Porto.

O Paulo Campos Costa, em magnífica entrevista à Briefing, disse uma das frases do ano e que representa muito do que se passa em Portugal: «falta quem diga, sai da frente que eu faço». Para o ano tem muito que fazer e sugeria que aconselhasse António Mexia a pedir desculpa pela infeliz frase que teve. Pois é bom em comunicação pedir desculpa quando se comete um erro. 

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