Foi momento triste ontem em Alvalade. Foi numa marisqueira, sem som, que vi aquelas imagens arrepiantes de homens e mulheres sportinguistas a chorar a saída de Liedson.
Estou grato por ele ter sido o melhor artilheiro dos últimos 20 anos, mas não me esqueço que todos os anos houve um caso Liedson e algumas coisas ainda estão por contar.
Em termos pessoais, a mim Acosta - que grande e matreiro avançado - marca-me mais do que Liedson. Acosta -e De Franceschi e césar Prates, que davam muito jeito - ainda hoje têm o Sporting no coração e colaboram com o clube. Vamos ver Liedson.
Mas a tristeza era também pelo momento do clube. Defendi sempre Paulo sérgio, que não é tão mau treinador assim e tem carácter, que tem a pior equipa de futebol que eu vi jogar com este símbolo ao peito.
Quem tomar o rumo do clube vai ter logo de dispensar Costinha que é uma enorme desilusão e que terá de explicar muito bem o negócio Valdez, eu já o sei. E Paulo Sérgio neste momento também já não tem condições para continuar.
A Couceiro ainda sobra capital de simpatia, mas neste mercado de Inverno não conseguiu substituir Liedson e foi buscar um jogador mediano que causou muitos problemas em Paços de Ferreira.
O momento é de pesar, o Sporting precisa de nova esperança.
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sábado, 5 de fevereiro de 2011
quarta-feira, 21 de abril de 2010
A comunicação de Paulo Sérgio
Hoje, estive atento à maneira como Paulo Sérgio, o novo treinador do Sporting, fez as primeiras declarações e o que se escreve sobre ele.
Primeiro ponto: gosto de Paulo Sérgio. Considero-o um discípulo de Jesus, duro e próximo dos seus jogadores, com uma polivalência táctica que lhe permite mexer durante o jogo usando vários sistemas. Joga futebol de ataque e vistoso e isso é que me interessa. E tem a ambição dos jovens lobos.
É muito melhor treinador que Domingos (trabalhinho herdado de Jesus), Villas-Boas (uma incógnita)e Jorge Costa (uma nulidade). Mas se viesse Manuel José, Cajuda (mais pelo personagem), José Peseiro (o melhor treinador do Sporting nos últimos anos), Adriaanse, Spalletti ou Guidolin também ficava satisfeito.
Segundo ponto: o discurso tranquilizador de motivação e vitória é um bom sinal. Com confiança nas suas capacidades em que a frase «nunca precisei de um empresário enquanto jogador e treinador» é muito significativa. Discurso positivo.
Terceiro ponto: a imagem de toureiro/forcado. Solidário, sem medo, confiança, ele que, segundo o "Jogo" é amigo de um dos melhores forcados que vi pegar: Carlos Teles. E que cuidava do físico com os atletas do Vilafranquense, onde conheceu Paulo Sérgio. E uma costela ribatejana, o que é sempre bom (descontando os ribatejanos vigaristas).
Quarto ponto: a minha memória ajuda-me a recordar a primeira entrevista que deu enquanto treinador do Guimarães. Disse: «não é preciso vestir Prada para se ser um bom treinador». Mas reparei que desde que trocou o Paços pela cidade-berço abandonou os bonés, aparou o cabelo, rendeu-se a fatos. Enfim, como Jesus começou a fazer em Braga.
Duas notas finais: eu acredito em Paulo Sérgio e ele não se pode esquecer que o director-desportivo veste Prada.
Primeiro ponto: gosto de Paulo Sérgio. Considero-o um discípulo de Jesus, duro e próximo dos seus jogadores, com uma polivalência táctica que lhe permite mexer durante o jogo usando vários sistemas. Joga futebol de ataque e vistoso e isso é que me interessa. E tem a ambição dos jovens lobos.
É muito melhor treinador que Domingos (trabalhinho herdado de Jesus), Villas-Boas (uma incógnita)e Jorge Costa (uma nulidade). Mas se viesse Manuel José, Cajuda (mais pelo personagem), José Peseiro (o melhor treinador do Sporting nos últimos anos), Adriaanse, Spalletti ou Guidolin também ficava satisfeito.
Segundo ponto: o discurso tranquilizador de motivação e vitória é um bom sinal. Com confiança nas suas capacidades em que a frase «nunca precisei de um empresário enquanto jogador e treinador» é muito significativa. Discurso positivo.
Terceiro ponto: a imagem de toureiro/forcado. Solidário, sem medo, confiança, ele que, segundo o "Jogo" é amigo de um dos melhores forcados que vi pegar: Carlos Teles. E que cuidava do físico com os atletas do Vilafranquense, onde conheceu Paulo Sérgio. E uma costela ribatejana, o que é sempre bom (descontando os ribatejanos vigaristas).
Quarto ponto: a minha memória ajuda-me a recordar a primeira entrevista que deu enquanto treinador do Guimarães. Disse: «não é preciso vestir Prada para se ser um bom treinador». Mas reparei que desde que trocou o Paços pela cidade-berço abandonou os bonés, aparou o cabelo, rendeu-se a fatos. Enfim, como Jesus começou a fazer em Braga.
Duas notas finais: eu acredito em Paulo Sérgio e ele não se pode esquecer que o director-desportivo veste Prada.
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