quarta-feira, 10 de setembro de 2014

O duelo Costa vs. Seguro na TVI

A minha análise ao primeiro debate para a liderança do PS na TVI é muito simples:

António Costa foi para a Quadratura do Círculo. António José Seguro foi para um duelo. O primeiro foi para dizer umas coisas, o segundo para matar. E num duelo ganha quem mata.

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Os programas da manhã na TV

Qualquer pessoa de bom gosto se sente deprimida a ver os programas da manhã da televisão portuguesa. São praticamente iguais, depois têm umas rubricas populistas, umas histórias dramáticas para se chorar, tentam ter humor de simples compreensão para domésticas. Em comum na RTP, SIC e TVI repara-se na pouca capacidade de reinvenção de formatos pouco originais.

Ali ao lado na vizinha Espanha - e a televisão espanhola não é melhor que a portuguesa - a batalha das manhãs também é feroz, mas tem variáveis mais interessantes. "La 1" (TVE) aposta na actualidade, investigação, crónica social, saúde e cozinha. A Telecinco, com Ana Rosa Quintana (escreve na revista do El Pais aos domingos), que lidera o segmento, este ano arrancou a sua temporada na Palestina e recebe políticos a quem deixa que as pessoas interpelem. Primeiro convdado, o novo líder do PSOE, Pedro Sanchez. A Antena 3 tem também a actualidade como marca, dão palco à política e seguem assuntos sociais.

Às vezes é bom que se olhe para o que os outros fazem para podermos evoluir. Em Portugal parece que as manhãs se copiam apenas umas às outras, num exercício de parolice que afasta outros públicos que não têm pachorra para piadas fáceis nem berrarias.

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

As duas Rússias de Putin

«Vejo dois Putins distintos. O primeiro era um reformista que teve de trabalhar em prol do seu país multinacional e queria mudar a imagem da Rússia. O outro é um individualista que não encaixa com o presente e deseja que a sua nação seja percebida como se fosse um poderoso império com os czares a mandar. O mais recente é um homem do antigo regime. Desgraçadamente parece que a última versão é a mais popular entre os seus compatriotas e dentro da sua órbita de influência nos países ex-soviéticos».

Lech Walesa, ontem em entrevista à revista do El Pais

A relação de Paulo Bento com os portugueses

A miserável derrota de Portugal contra a Albânia, selecção que muito poucas vezes tinha conseguido vitórias fora do seu território, veio expor muitas coisas, algumas delas que qualquer pessoa com bom senso já tinha visto.

Sem Cristiano Ronaldo somos uma equipa banal; as gerações Queiroz já acabaram; o campo de recrutamento está limitado; as expectativas sobre os objectivos da selecção têm de ser realistas; a renovação de jogadores já devia ter sido iniciada; o futebol português precisa de limites à importação de estrangeiros.

E sobre Paulo Bento é simples de avaliar. Ele perdeu o mais importante: perdeu a confiança de todos os portugueses. E isso é irrecuperável. E perdeu-a dentro e fora de campo, na vertente técnica e na vertente de gestão de recursos que tem ao seu dispor com escolhas muito questionáveis. Parece que só nos gabinetes da FPF ainda acreditam nele.

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Duas notas sobre Hélder Rosalino na administração do Banco de Portugal

1- Mais um caso exemplar em como dá imenso jeito passar pelo Governo, obter informação valiosa, ganhar notoriedade e a seguir já se tem a vidinha tratada.

2- O que me deixou surpreendido na notícia, foi o facto de não ter sido Marques Mendes a dar a "cacha". Ele que se tornou a Maya da política e oráculo do regime.

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

A quem interessam as notícias negativas sobre a TAP?

Durante este Verão tornaram-se cansativas as notícias quase diárias sobre problemas na TAP. A nossa companhia de bandeira é uma boa companhia. Tem problemas às vezes? Tem. Como tantas outras por esse mundo fora.

Mas nos últimos tempos é quase abusivo o número de notícias negativas que afectam a credibilidade e reputação da TAP. Qual o objectivo? Simples. Quanto menor o valor de mercado da companhia, menor será o preço para aqueles que a querem comprar no seu processo de privatização.

Assustar pessoas, afastar potenciais passageiros, criar a imagem que a TAP tem problemas técnicos quando Portugal e a empresa tem dos melhores técnicos de manutenção e reparação de aviões do mundo, está nos manuais que toda esta operação tem fins ínvios.

terça-feira, 2 de setembro de 2014

A reinvenção de Kate Moss

Kate Moss é um dos maiores rostos do mundo da moda. Uma modelo que passou de rebelde com contratos cancelados com diversas marcas, em virtude dos seus vícios a que nenhuma delas queria estar ligada, para uma diva de 40 anos que ultrapassou problemas e se mantém como ícone deste universo.
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Tem uma longevidade de 25 anos no seu mercado. Coisa rara, pois esta máquina da moda tritura rapidamente as suas caras e procura renovar-se quase diariamente. O seu magnetismo é eterno e assim o seu potencial de atractividade das grandes marcas renasceu.

Hoje, a sua imagem é disputada para os produtos para mulheres de mais de 40 anos, logo aquelas que têm maior capacidade financeira para cuidarem de si próprias. Kate Moss soube reinventar-se a tempo e preservou o seu mito. Ela que, como Marc Jacobs dizia, «é a rapariga mais perfeitamente imperfeita».