Uma das coisas que me tem divertido nos últimos tempos é a questão das presidenciais. Gosto do jogo do gato e do rato, gosto da marcação cerrada entre homens, gosto de ver o nervosismo a aumentar.
Santana miou condicionando os outros, Marcelo uivou nervoso e dormindo mal à noite com os nervos, Rio também ladrou, mas é um ladrar ainda sem objectivo. E Guterres também vai realizando ruídos, estes mais certos, pois a sua pretensa candidatura a secretário-geral da ONU é apenas uma daquelas conversas, bem conhecidas dos que têm memória, de mais tarde fazer constar que recusou um alto cargo internacional por um imperativo de consciência nacional. Para quem não percebeu, mas bastou na semana passada o desmentido da manchete do Sol - que o retirava da corrida - com uma declaração ao Expresso, Guterres é o candidato da esquerda e é um bom candidato.
À direita há algo que me faz rir na memória selectiva de Marcelo e na má memória de alguns jornalistas que publicam a sua tese. E qual é a tese dele? É que muitos candidatos à direita pulverizam a hipótese da mesma vencer as presidências.
Mas Marcelo tem memória só para o que lhe interessa, que é que tudo se una em torno da sua candidatura porque a sua cobardia habitual só lhe permite avançar pela certa e sem adversários. E não tem vergonha de se esquecer que, em 1985/86, a direita era unânime no apoio a freitas do Amaral. E a esquerda estava ultra-pulverizada com três pesos-pesados: Salgado Zenha, Maria de Lurdes Pintasilgo e Mário Soares. E, por sinal, a tal esquerda com muitos candidatos ganhou. E até ganhou o candidato que partia atrás nas sondagens.
Marcelo tem de compreender que uma eleição presidencial resulta da vontade de um homem. Do seu afã em se candidatar e não de unanimismos ou escolhas partidárias. É uma prova de coragem e mentalmente dura. Marcelo é medroso e frágil psicologicamente, sempre assim foi para seu mal. E ele até tem medo que o talhante do meu bairro tenha vontade de ser candidato presidencial. É que ele ainda não decidiu, mas pode. Basta recolher assinaturas.
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terça-feira, 13 de janeiro de 2015
quinta-feira, 8 de janeiro de 2015
As doenças das mulheres dos Primeiros-Ministros
Menciono apenas dois casos de mulheres de Primeiros-Ministros portugueses que, infelizmente, foram atingidas por doenças graves. As de António Guterres e de Pedro Passos Coelho, e que consequências podem ter para a acção governativa dos maridos.
Em termos puramente comunicacionais, a imagem sai reforçada. Porque a consternação pública face à doença leva a que as pessoas aumentem a consideração por quem caminha junto com a dor. Ninguém gosta, por muito adversário que seja, que alguém passe por uma tormenta do destino.
Mas tal como se diz que por detrás de um grande homem está sempre uma grande mulher, este é um momento em que o homem tem de ser forte, física e mentalmente, para resistir às tarefas diárias da governação e assistir ao sofrimento da sua mulher. Lembramo-nos que houve um momento em que António Guterres foi, naturalmente, bastante afectado e mesmo aquela imagem que muitos recordam das contas de cabeça do PIB foram num momento logo após o conhecimento da doença que viria a vitimar a sua companheira.
Como disse muito bem Passos Coelho na nota enviada para as redacções, este é um tempo de reserva e de intimidade do casal. Não é espaço para "voyeurismos" mórbidos. Restando às pessoas desejar as melhoras e que a sua mulher vença o combate.
Em termos puramente comunicacionais, a imagem sai reforçada. Porque a consternação pública face à doença leva a que as pessoas aumentem a consideração por quem caminha junto com a dor. Ninguém gosta, por muito adversário que seja, que alguém passe por uma tormenta do destino.
Mas tal como se diz que por detrás de um grande homem está sempre uma grande mulher, este é um momento em que o homem tem de ser forte, física e mentalmente, para resistir às tarefas diárias da governação e assistir ao sofrimento da sua mulher. Lembramo-nos que houve um momento em que António Guterres foi, naturalmente, bastante afectado e mesmo aquela imagem que muitos recordam das contas de cabeça do PIB foram num momento logo após o conhecimento da doença que viria a vitimar a sua companheira.
Como disse muito bem Passos Coelho na nota enviada para as redacções, este é um tempo de reserva e de intimidade do casal. Não é espaço para "voyeurismos" mórbidos. Restando às pessoas desejar as melhoras e que a sua mulher vença o combate.
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segunda-feira, 5 de janeiro de 2015
Marcelo, Guterres, Lula e a ONU
Marcelo de semana para semana mantém os seus transtornos, sente-se que está mais nervoso por poder perder uma vez mais uma etapa da vida, a sua grande ambição de chegar a Belém pela qual manipula há anos a cabeça de muitos portugueses aos domingos nas suas prédicas.
Treme todo com António Guterres e pelo que me contaram esse tremor leva-o a dizer disparates que ele próprio devia ter vergonha depois de os dizer. Ontem, parece que inventou que Dilma quer enviar Lula para secretário-geral (SG) da ONU.
Devia saber que o Brasil é na América do Sul e que por um sistema que existe há muitos anos na ONU, o próximo SG será europeu e numa primeira opção poderia vir da Europa de Leste mas que por causa do cargo de Donald Tusk (polaco) na Europa, poderá ser um candidato da Europa Ocidental e aí se encaixa e está e bem encaminhado o nome de António Guterres se ele assim o desejar.
Espero que Marcelo na próxima semana se penitencie por mais um erro. Erros que se agravarão até tomar a sua última decisão e Marcelo nunca teve como característica marcante tomar decisões.
Treme todo com António Guterres e pelo que me contaram esse tremor leva-o a dizer disparates que ele próprio devia ter vergonha depois de os dizer. Ontem, parece que inventou que Dilma quer enviar Lula para secretário-geral (SG) da ONU.
Devia saber que o Brasil é na América do Sul e que por um sistema que existe há muitos anos na ONU, o próximo SG será europeu e numa primeira opção poderia vir da Europa de Leste mas que por causa do cargo de Donald Tusk (polaco) na Europa, poderá ser um candidato da Europa Ocidental e aí se encaixa e está e bem encaminhado o nome de António Guterres se ele assim o desejar.
Espero que Marcelo na próxima semana se penitencie por mais um erro. Erros que se agravarão até tomar a sua última decisão e Marcelo nunca teve como característica marcante tomar decisões.
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terça-feira, 25 de novembro de 2014
Os 3 activos Antónios do PS
Para lá da sua história na democracia, para lá do passado que nunca deve ser apagado, o PS tem hoje três activos que valem votos:
- António Costa. Um bom político, com críticas naturais em Lisboa, que é uma esperança para o partido e que é uma pessoa séria. Há quatro dias, todos jogavam o pleno que seria o próximo primeiro-ministro. Hoje, tem de ser muito melhor e mostrar inequivocamente que ele e a sua equipa serão os melhores para Portugal.
- António Guterres. Como Primeiro-Ministro não deixou grandes saudades, mas é um homem inteligente, culto, sério. Um bom ser humano. Só Marcelo o pode derrotar no caminho para Belém, apesar de lhe apetecer mais ser Secretário-Geral da ONU.
- António José Seguro. Nunca renegou o passado, mas nunca se colou ao passado mais próximo. Os media nunca gostaram muito dele, mas a ética na política sempre se mostrou a sua matriz. É uma boa pessoa, séria e honesta. E tem ainda muito a dar ao PS.
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- António Costa. Um bom político, com críticas naturais em Lisboa, que é uma esperança para o partido e que é uma pessoa séria. Há quatro dias, todos jogavam o pleno que seria o próximo primeiro-ministro. Hoje, tem de ser muito melhor e mostrar inequivocamente que ele e a sua equipa serão os melhores para Portugal.
- António Guterres. Como Primeiro-Ministro não deixou grandes saudades, mas é um homem inteligente, culto, sério. Um bom ser humano. Só Marcelo o pode derrotar no caminho para Belém, apesar de lhe apetecer mais ser Secretário-Geral da ONU.
- António José Seguro. Nunca renegou o passado, mas nunca se colou ao passado mais próximo. Os media nunca gostaram muito dele, mas a ética na política sempre se mostrou a sua matriz. É uma boa pessoa, séria e honesta. E tem ainda muito a dar ao PS.
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quinta-feira, 14 de novembro de 2013
António Guterres
Por causa de um livro sobre António Guterres, do meu amigo Adelino Cunha, muitos observadores entenderam que se podiam ver sinais de uma possível candidatura presidencial do ex-líder do PS.
Desde que abandonou o "pântano", sinto que Guterres está feliz na sua missão humanitária internacional. Julgo que estará bem posicionado em termos europeus para a liderança da ONU e seria um cargo de muito prestígio que ele mereceria por inteiro. ´Belém não está nos seus horizontes.
Mas quero deixar bem expresso que, apesar de muitos erros cometidos enquanto foi primeiro-ministro, tenho muita simpatia por ele. É um homem de grande categoria pessoal e intelectual. Do melhor que passou pela política portuguesa.
Desde que abandonou o "pântano", sinto que Guterres está feliz na sua missão humanitária internacional. Julgo que estará bem posicionado em termos europeus para a liderança da ONU e seria um cargo de muito prestígio que ele mereceria por inteiro. ´Belém não está nos seus horizontes.
Mas quero deixar bem expresso que, apesar de muitos erros cometidos enquanto foi primeiro-ministro, tenho muita simpatia por ele. É um homem de grande categoria pessoal e intelectual. Do melhor que passou pela política portuguesa.
sábado, 15 de dezembro de 2012
Durão e Guterres querem a ONU
Dá o Expresso à estampa que António Guterres e Durão Barroso estão de olhos postos e com vontade para serem os maiorais da ONU. Vamos por partes:
1- António Guterres, é um homem estimável, honesto, tenho estima por ele, muito inteligente e culto. Não foi um bom Primeiro-Ministro e quando viu a «lama» no seu caminho foi-se embora.
2- Durão Barroso é uma daquelas personagens criadas pelos media que pouco deixa de memória. É ambicioso, tem sido um medíocre presidente da Comissão Europeia, um fraco Primeiro-Ministro e à primeira oportunidade foi-se embora, marimbando-se para a coligação que tinha.
Conclusão: Têm ambos fugas no seu historial. Que rico curriculum para senhor do mundo...
1- António Guterres, é um homem estimável, honesto, tenho estima por ele, muito inteligente e culto. Não foi um bom Primeiro-Ministro e quando viu a «lama» no seu caminho foi-se embora.
2- Durão Barroso é uma daquelas personagens criadas pelos media que pouco deixa de memória. É ambicioso, tem sido um medíocre presidente da Comissão Europeia, um fraco Primeiro-Ministro e à primeira oportunidade foi-se embora, marimbando-se para a coligação que tinha.
Conclusão: Têm ambos fugas no seu historial. Que rico curriculum para senhor do mundo...
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