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terça-feira, 27 de dezembro de 2016

As 12 melhores séries de 2016

Aqui deixo, e seguir-se-ão outras listas, para mim as 12 melhores séries que estiveram no ar em 2016

- Young Pope

- Westworld

- Narcos (2a temporada)

- Guerra dos Tronos (6a temp.)


- Black Mirror (3a temp.)


- Billions


- The Crown


- Mr. Robot (2a temp.)


- House of Cards (4a temp.)


- The Night Of


- The Affair (3a temp.)


- Stranger Things

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

A "Terapia" da RTP

Tive ontem o privilégio de assistir no Teatro Tivoli à ante-estreia da nova grande aposta da RTP. Chama-se "Terapia" Mas sobretudo, para lá da qualidade da mesma, tenho de enaltecer a verdadeira grande aposta do canal público que é a virtude da criação, sem tabus, de um núcleo consistente de séries.

Escrevi assim aqui no meu blog em 21 de Abril de 2015: « Virgilio Castelo foi o homem escolhido pela nova administração da RTP para liderar o departamento de ficção e pensar o que se deve produzir. Continuo pessoalmente a entender que a RTP deve ser muito mais do que uma cópia dos privados e deve inovar, exactamente, na ficção.
Não só com séries históricas, mas imprimindo um dinamismo na produção nacional que a leve a uma consistente qualidade e conseguindo-a exportar. Por isso é no filão das séries, que hoje agarram muito mais um público esclarecido e jovem, que a RTP deve entrar». (deixo aqui o texto então escrito até porque contém uma sugestão para produção).

Enquanto espectador vejo com muita simpatia esta opção. Enquanto agente do mercado mediático que temos, e numa altura que a imprensa portuguesa vê cortes e situações dramáticas no I, Sol, Público, Diário Económico e onde as televisões também não fogem a reduções impostas pela míngua do mercado publicitário, é um farol de esperança esta aposta.

Mais uma vez a RTP pode ser a mola da indústria televisiva portuguesa, assim se mantenha esta opção pela qualidade. Um dia, há muitos anos atrás mas na nossa galáxia, ninguém acreditaria que os portugueses pudessem criar novelas de qualidade, ao nível das brasileiras. E surgiu a Vila Faia.

Algumas décadas depois, hoje temos a certeza que os portugueses fazem telenovelas de qualidade, com excelentes produções e que já as exportam. Desejo sinceramente que possamos em breve exportar as nossas séries. E estas, como ontem salientaram bem o Gonçalo Reis, o Daniel Deusdado e o Nuno Artur Silva, têm como base de sucesso o guião e os actores.

E nesta "Terapia", para lá da qualidade da produção da SP de António Parente que é cinema puro em televisão, vão ter uma grande história e grandes actores. O primeiro episódio tem Virgilio Castelo, a âncora da série, com nuances extraordinárias e a proporcionar à sua colega de cena, Soraia Chaves, um excepcional desempenho. E ainda lá anda a classe de muitos anos da Ana Zanatti. Mas todo o restante elenco que descobrirão nos episódios seguintes é do melhor que Portugal tem.

Desejo boa sorte á RTP, que não se assustem com audiências, que não se assustem com comentários de redes sociais que não interessam a ninguém. Que sigam este rumo consistente, a qualidade trará o sucesso,

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Eu não quero aqui "Gomorra"

É conhecido que muitas cidades se batem por ser o palco de telenovelas, séries e filmes, tentam sensibilizar produtores e, por vezes, chegam a pagar por isso. É uma forma das mesmas chegarem ao público, promoverem as suas mais valias, os seus monumentos e paisagens.

Curiosamente, em Itália, com um caso, sucede o contrário. "Gomorra", inspirada no livro com o mesmo nome de Roberto Saviano, é uma brilhante série de televisão - passou a primeira temporada na RTP2 - mas por ser realisticamente nua e crua, violenta e com assassinatos, com tráfico de droga, retratando a acção de grupos mafiosos na zona de Nápoles, agora, muitas cidades tentam bloquear a rodagem nas suas localidades.

Assim, os presidentes de câmara de Giugliano, Acerra e Alfragola não querem nas suas terras "Gomorra". Ser promovido pelo bem é o objectivo de todos, agora, cidades ganharem a reputação de insegurança ninguém quer. E a reputação é o mais importante numa marca.

terça-feira, 8 de setembro de 2015

"Show me a Hero"

Ao ver o primeiro episódio de "Show me a Hero", produção da HBO que passa no TVSéries, senti o regressar da grande televisão. Ou melhor, do grande cinema que passou para televisão já lá vão uns bons anos.

O criador David Simon já tinha escrito uma das melhores séries de sempre: "The Wire", depois andou pela reconstrução de New Orleans na muito musical "Treme" e, juntamente com Paul Haggis (premiado pelo razoável "Crash" quando devia ter sido premiado por "No Vale de Elah") na realização, traz agora uma mini-série de 6 horas retratando um caso real em Yonkers.

Diálogos bem urdidos, personagens bem trabalhadas, como em todas as suas séries em que cada personagem é uma história, teia política bem tecida, realização impecável, actores de luxo. Vejam e guardem na memória estas seis horas.

terça-feira, 21 de abril de 2015

Uma sugestão para a RTP e como eu a vejo

Virgilio Castelo foi o homem escolhido pela nova administração da RTP para liderar o departamento de ficção e pensar o que se deve produzir. Continuo pessoalmente a entender que a RTP deve ser muito mais do que uma cópia dos privados e deve inovar, exactamente, na ficção.

Não só com séries históricas, mas imprimindo um dinamismo na produção nacional que a leve a uma consistente qualidade e conseguindo-a exportar. Por isso é no filão das séries, que hoje agarram muito mais um público esclarecido e jovem, que a RTP deve entrar.

Li o administrador Nuno Artur Silva dizer isto ao DN: «A ambição do serviço público tem de ser fazer mais. Temos de saber pensar de uma forma diferente. Hoje, sem ferir ninguém, temos o Bem--Vindos a Beirais, que faz sentido na RTP1. Mas daqui a uns anos podemos ter séries como o Borgen».

Está a ver bem e por isso dou uma sugestão aos responsáveis da ficção da RTP. Agarrem no excelente livro do Fernando Sobral, "Ela Cantava Fados", um policial bem escrito, com diálogos geniais e que tem duas marcas que podem projectar uma série a ser produzida nos mercados internacionais: o Fado e Lisboa. Isto é serviço público e projecção de Portugal, dois objectivos indissociáveis da RTP.

segunda-feira, 9 de março de 2015

A RTP2, as séries e o "buzz" que conta

A RTP2 nos últimos tempos tem vindo a ganhar espectadores. Não é que seja novidade na sua grelha a aposta em séries, já o fez no passado e até com algumas pérolas (nomeadamente "Mad Men"), mas com menos consistência e com menos marketing.

Tudo virou com a estreia da muito comentada e excepcional série dinamarquesa Borgen. Com publicidade e marketing na imprensa e com o buzz criado por uma série de líderes de opinião nas redes sociais, a RTP2 ganhou público e criou uma fidelização, que tem vindo a crescer, para o horário das 22 horas e que se habituou a deparar com séries de qualidade de produção europeia.

Depois das três temporadas de Borgen, veio a espanhola "El Principe", também de excelente qualidade e com um tema muito actual, o terrorismo, e agora a magnífica série francesa "Os Influentes", de que também já tinha dado nota aqui neste blog.

A RTP2 ganhou assim um posicionamento de qualidade que lhe traz notoriedade e reputação. Sem esquecer que tem tido o apoio e a promoção das redes sociais., hoje em dia fundamentais na criação de um "buzz", um passa-palavra, que continua a ser a melhor arma da boa publicidade.

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

A música das séries

Cada vez melhores, como no cinema, são elas que ditam o clima que se vai seguir. Neste artigo do El Pais do qual recomendo leitura, aqui andam Hannibal, The Knick, entre outras. E estejam atentos às bandas sonoras que são também uma arma de comunicação.

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Uma pergunta com sentido à RTP

A RTP1 tem The Following (uma das melhores séries do ano passado nos EUA) e, nem anunciou, no "late-night". A RTP2 tem a 5ª temporada do Mentalista, apresentou a última de Fringe e à terça-feira passa a 6ª temporada de Mad Men. Sem marketing do que é bom, como é que querem ter audiências?