Ontem fui comentando no meu mural as incidências autárquicas, mas agora estamos em melhores condições de ver o filme de uma maneira global.
- Maior vitória de sempre do PS em autárquicas, vitória inquestionável de António José Seguro.
- Maior derrota e muito mais grave que a de Guterres em 2001, que o levou a abandonar o Governo, do PSD.
- PCP cresce e merece crescer ganhando Loures, Beja e Évora, e CDS também. O Bloco prova que é um partido de forte implantação nas redacções de jornais, mas ao qual os portugueses não atribuem qualquer credibilidade e foi dizimado.
-Rui Moreira foi um dos ganhadores da noite porque ganhou a segunda cidade mais importante e é um verdadeiro independente e não um daqueles trânsfugas de partidos, ressabiados por não terem sido escolhidos pelas direcções nacionais. E é importante que haja mais independentes como ele daqui a 4 anos.
-Depois registo uma derrota total dos directórios partidários, daquela gente que vive da política e não conhece o país real que escolhe o candidato que mais gosta e não o que é imposto pelos partidos.
-Grande contestação nos centros urbanos ao PSD. Dizimado em Lisboa, Porto, Oeiras, Gaia, Matosinhos, Gondomar, Loures, Amadora, mantendo vitórias em bastiões normais. E sem as grandes cidades e centros urbanos não há reformas, não há força para governar.
-No PSD dou o mérito a 4 homens: Ricardo Gonçalves (Santarém), Álvaro Amaro (Guarda), Ribau Esteves (Aveiro) e especialmente ao Ricardo Rio, com grande vitória em Braga.
-Na Madeira é claro o fim de ciclo de Alberto João Jardim, com o seu pior resultado de sempre.
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segunda-feira, 30 de setembro de 2013
segunda-feira, 16 de setembro de 2013
As "injustiças" da lei de limitação de mandatos
É claro como a água que há um enorme descrédito da classe política, uma falta de confiança dos cidadãos com aqueles que os representam. É um fenómeno que ainda mais se acentua em tempos de crise.
A lei de limitação de mandatos que marcou esta campanha autárquica é positiva ou negativa? Julgo que os legisladores a têm de tornar mais exacta para evitar estas guerrilhas com a justiça no futuro, mas entendo que é positiva.
Pela transparência, para evitar vícios e rotinas, para renovar em todos os concelhos as caras que os governam. Mas também se deve fazer notar que nem todos os autarcas são maus, bem pelo contrário, e muitos deles saem com popularidade elevada, com muito trabalho realizado e mais por fazer.
Dou dois casos exemplares, e de diferentes partidos, fora das disputas mediáticas, e outros haveria, mas estes conheço melhor. Armindo Costa, em Vila Nova de Famalicão, e Jorge Martins, em Gavião, são dois casos como referi. No caso deles, se perguntassem aos seus conterrâneos, provavelmente, gostaria a maioria que eles continuassem. São as "injustiças" da limitação de mandatos.
A lei de limitação de mandatos que marcou esta campanha autárquica é positiva ou negativa? Julgo que os legisladores a têm de tornar mais exacta para evitar estas guerrilhas com a justiça no futuro, mas entendo que é positiva.
Pela transparência, para evitar vícios e rotinas, para renovar em todos os concelhos as caras que os governam. Mas também se deve fazer notar que nem todos os autarcas são maus, bem pelo contrário, e muitos deles saem com popularidade elevada, com muito trabalho realizado e mais por fazer.
Dou dois casos exemplares, e de diferentes partidos, fora das disputas mediáticas, e outros haveria, mas estes conheço melhor. Armindo Costa, em Vila Nova de Famalicão, e Jorge Martins, em Gavião, são dois casos como referi. No caso deles, se perguntassem aos seus conterrâneos, provavelmente, gostaria a maioria que eles continuassem. São as "injustiças" da limitação de mandatos.
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sexta-feira, 13 de setembro de 2013
O défice do PS nas autárquicas
Em 2001, o PSD venceu as eleições autárquicas conquistando uma série de câmaras de uma maneira inesperada. Nessa noite, falando no «pântano», António Guterres deixou de ser Primeiro-Ministro.
Em 2013, há uns meses atrás, a maior parte dos observadores entendia que era possível ao PS ter uma noite épica no dia 29 e o PSD uma hecatombe. Porque a contestação social era imensa, a crise agudizava-se e Pedro Passos Coelho, Paulo Portas e Vitor Gaspar eram os rostos de todo o descontentamento que provocaria um voto de protesto massificado contra PSD/CDS nas eleições. Aliás, nunca Guterres, em 2001, teve contestação semelhante e manifestações públicas como o actual Governo viveu.
Neste mês, as percepções mudaram e até de muitos candidatos do PSD que andaram meses a esconder o símbolo do seu partido, a evitar serem vistos com Passos e que agora já o convidam para acções de campanha. Do lado do PS, a sensação que se baixaram expectativas e que a maré de contestação nacional não está, neste momento, tão agudizada.
O actual défice de confiança do PS deve-se a um factor: em 2001, a percepção das pessoas já dizia que Durão Barroso seria Primeiro-Ministro a seguir. Hoje, ainda não foi criada a percepção de que António José Seguro se seguirá a Passos e os estudos de opinião demonstram-no. Para uma viragem a nível nacional, o PS e o seu líder precisavam de estar mais fortes. E neste momento não estão.
Em 2013, há uns meses atrás, a maior parte dos observadores entendia que era possível ao PS ter uma noite épica no dia 29 e o PSD uma hecatombe. Porque a contestação social era imensa, a crise agudizava-se e Pedro Passos Coelho, Paulo Portas e Vitor Gaspar eram os rostos de todo o descontentamento que provocaria um voto de protesto massificado contra PSD/CDS nas eleições. Aliás, nunca Guterres, em 2001, teve contestação semelhante e manifestações públicas como o actual Governo viveu.
Neste mês, as percepções mudaram e até de muitos candidatos do PSD que andaram meses a esconder o símbolo do seu partido, a evitar serem vistos com Passos e que agora já o convidam para acções de campanha. Do lado do PS, a sensação que se baixaram expectativas e que a maré de contestação nacional não está, neste momento, tão agudizada.
O actual défice de confiança do PS deve-se a um factor: em 2001, a percepção das pessoas já dizia que Durão Barroso seria Primeiro-Ministro a seguir. Hoje, ainda não foi criada a percepção de que António José Seguro se seguirá a Passos e os estudos de opinião demonstram-no. Para uma viragem a nível nacional, o PS e o seu líder precisavam de estar mais fortes. E neste momento não estão.
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terça-feira, 10 de setembro de 2013
Umas autárquicas nacionais e sem interesse local
A imprensa nunca ligou muito e leio por aqui que as televisões não vão fazer cobertura da campanha autárquica, acompanhando apenas os líderes partidários.
Para lá das limitações da própria lei eleitoral, que é demasiado restritiva, o que se sente é que a leitura e os resultados vão resultar de factores nacionais e pouco do trabalho de campanha local, algo que sempre o disse desde o início.
Tudo resultará dos factores de contestação, ou não, ao Governo. Em 2001, o PSD virou o País com uma vitória autárquica que afastou Guterres. Mas nessa altura, a crise portuguesa não era a que vivemos e a contestação não era tão elevada.
Se assim é, o PS tem obrigação de obter um mesmo resultado como o que o PSD alcançou em 2001. Se assim não for, é porque afinal os portugueses não estavam tão descontentes com o Governo como se pensava. E não podemos esquecer a abstenção, que será o verdadeiro sinal de contestação, neste caso, mais aos políticos do que ao Governo.
Para lá das limitações da própria lei eleitoral, que é demasiado restritiva, o que se sente é que a leitura e os resultados vão resultar de factores nacionais e pouco do trabalho de campanha local, algo que sempre o disse desde o início.
Tudo resultará dos factores de contestação, ou não, ao Governo. Em 2001, o PSD virou o País com uma vitória autárquica que afastou Guterres. Mas nessa altura, a crise portuguesa não era a que vivemos e a contestação não era tão elevada.
Se assim é, o PS tem obrigação de obter um mesmo resultado como o que o PSD alcançou em 2001. Se assim não for, é porque afinal os portugueses não estavam tão descontentes com o Governo como se pensava. E não podemos esquecer a abstenção, que será o verdadeiro sinal de contestação, neste caso, mais aos políticos do que ao Governo.
sexta-feira, 10 de maio de 2013
Autárquicas serão manifestação forte de desagrado ao Governo
As eleições autárquicas serão o teste ao descontentamento dos portugueses. Em 2001 uma grande vitória do PSD e conquista de várias cidades e subsequente abandono de António Guterres.
O problema é que em 2013 o descontentamento com o actual Governo é muito superior e mais grave que ao de então. Por isso, para lá da abstenção, o voto de protesto marcará esse acto eleitoral. E surge hoje a primeira sondagem, pode ver por aqui, que dá ao PS mais preferências do que PSD e CDS juntos, é sintomático nesta fase.
O problema é que em 2013 o descontentamento com o actual Governo é muito superior e mais grave que ao de então. Por isso, para lá da abstenção, o voto de protesto marcará esse acto eleitoral. E surge hoje a primeira sondagem, pode ver por aqui, que dá ao PS mais preferências do que PSD e CDS juntos, é sintomático nesta fase.
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terça-feira, 16 de abril de 2013
PSD em maus lençois nas autárquicas
Não sei como vão ser os resultados dos recursos que os diversos candidatos do PSD interpuseram contra a decisão de serem salta-pocinhas e candidatarem-se a outros municípios.
O que sei é se o cenário para o PSD nestas autárquicas é negro, como o próprio partido antevê, agora em Porto e Lisboa terem os seus candidatos oficiais fora de cena a pouco tempo de ir a jogo é um rombo de todo o tamanho.
Uma nota positiva para o PS e António José Seguro que evitou entrar neste filme de autarcas saltarem para outros municípios depois de atingirem o tempo máximo de mandatos. Foi um sinal de bom senso que o PSD não teve.
O que sei é se o cenário para o PSD nestas autárquicas é negro, como o próprio partido antevê, agora em Porto e Lisboa terem os seus candidatos oficiais fora de cena a pouco tempo de ir a jogo é um rombo de todo o tamanho.
Uma nota positiva para o PS e António José Seguro que evitou entrar neste filme de autarcas saltarem para outros municípios depois de atingirem o tempo máximo de mandatos. Foi um sinal de bom senso que o PSD não teve.
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