terça-feira, 3 de agosto de 2010

O Bem Amado

Já sabia da rodagem de uma nova versão do Bem Amado, agora em cinema.

Tem Marco Nannini no papel magistral e muito difícil de ultrapassar de Paulo Gracindo, de Odorico Paraguaçu.

O prefeito de Sucupira, o homem que não parava de citar Ruy Barbosa (algumas frases era ele que as criava), que prometia como obra do seu mandato a construção de um cemitério.

A piada era que, por trás dos disparates, corrupção, falta de ética e decência, o cemitério depois de construído nunca mais era inaugurado.

Para quem se lembra, seria o próprio Odorico a morrer para depois ressuscitar para uma nova temporada, no seriado de Dias Gomes.

Neste discurso, em que Gracindo se inspirou no próprio pai, que tinha sido político, vemos o respeito pelos mortos. «Uma cidade que não respeita os mortos não sabe cuidar dos vivos».

Faço sempre esse apelo aos que vivem bem, têm alegria em viver e que, naturalmente, não têm insónias. Que saibam respeitar os mortos.

Oráculo (74)

«Amar é saborear, nos braços de um ente querido, o pedaço de céu que Deus depôs na carne»

Victor Hugo

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Os heróis não fogem

Gosto do combate. Do combate limpo, com galhardia, com argumentos inteligentes e sem pingo de mentira.

Gosto de lutadores. Gosto de heróis. Gosto de inspiradores. Gosto de quem nada teme, não por se ser maluco, mas por se saber controlar o medo. Gosto de quem não foge.

Na 4a temporada do Polvo, que já sabem, muito gosto, o "herói" Corrado Cattani fala com um jornalista em fim de carreira.

Este, tinha como principal referência um juíz que combatia a Mafia. Porém, quando um bando de assassinos lhe apareceu à frente, o juíz gritou, esbracejou, pediu clemência, começou a fugir. Morreu como um cobarde.

Esse jornalista pede a Cattani, no momento em que lhe apareçam os seus torcionários: «quando vierem ter contigo não fujas. Os heróis não devem morrer assim».

Nessa temporada do Polvo, a cena final, pico de audiências nesta série que foi grande sucesso na Europa e em Portugal, é a morte de um herói. Que conhece há muito o seu destino, que o combateu, mas está preparado para ele. São pouco mais de dois minutos fantásticos, aqui.

Deixo este texto para todos os meus heróis, os vivos que continuem muitos anos. E com uma palavra para o combate do António Feyo e do Mário Bettencourt Resendes, que não eram meus heróis, apenas os respeitava, mas morreram como heróis.

Um minuto de silêncio

Eu respeitava o Mário Bettencourt Resendes, um grande senhor do jornalismo. Paz à sua alma.

Oráculo (73)

«Todo o momento de perfeição contém em si mesmo a palavra fim»

Marguerite Yourcenar

domingo, 1 de agosto de 2010

A paz no sector da comunicação

Com a excepção de uma criatura, agora que nasce uma nova "rádio", era bonito haver paz no sector do Conselho em Comunicação.

Aqui deixo humilde sugestão para todos os players. Depois de Jimy Hendrix, sugestão para segunda música da playlist. Uma bela letra...

Nasce uma nova rádio...

Em tempos de fecho de órgãos de comunicação social, lembro-me do 24 horas e do RCP, é sempre bom assistir a novos projectos.

Segundo o PiaR, blog importante do sector da comunicação, escrito por pessoas de pensamento livre, e livres, naturalmente também, de terem os seus amigos e a sua família, vejo algo que me agrada.

Vai nascer uma nova rádio. Começou com Jimmy Hendrix. Um grande regresso em perspectiva, uma sabática que durou um ano e nove meses e meio e que muitos não desejavam que acontecesse.

Se o Verão está quentinho, imaginem o Outono...