quinta-feira, 7 de julho de 2011
quarta-feira, 6 de julho de 2011
Sobre os tablóides em Inglaterra
Prosa do Fernando Gabeira sobre uma das questões do momento na Grâ-Bretanha.
A diferença entre Berlusconi e Strauss-Kahn
«A diferença entre Berlusconi e Strauss-Kahn é a diferença ideológica entre os dois. A direita respeita a propriedade privada e paga. A esquerda quer sempre de borla».
Anedota do dia recebida por sms enviada por uma pessoa amiga muito conhecida da política.
Anedota do dia recebida por sms enviada por uma pessoa amiga muito conhecida da política.
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Comentário brutal logo pela fresca
«Esses Moody`s são uns cabrões»
Palavras violentas mas sábias saídas de um taxista de Lisboa
Palavras violentas mas sábias saídas de um taxista de Lisboa
terça-feira, 5 de julho de 2011
Cabíria e as redes sociais
Cabíria dá nome a uma prostituta nas "Noites de Cabiria", filme de Fellini que deu à sua companheira Giulietta Masina o prémio de melhor interpretação feminina no festival de Cannes, lá pelo final dos anos 50.
Adoro Fellini, quase todos os seus filmes, neste, que me vem muitas vezes à memória, sente-se a solidão de uma mulher que só pretende ser integrada, que lhe tenham uma palavra meiga e que se entrega com ingenuidade e esperança ao primeiro que lhe oferece ligeiros sonhos de se sentir alguém.
O filme arranca com Cabíria sorridente e feliz com um homem que a conduz por um campo até ao atravessar de um rio. Ele, empurra-a para o rio e fica-lhe com a mala e o dinheiro, ela volta, só, para a sua casa. A sua casa de que tanto orgulho tem.
Pelo meio conhece um milionário do cinema, que se cativa com ela, que lhe dá lagosta e caviar, que é sincero com ela. Mas como gato escaldado de água fria tem medo, é mais evasiva do que devia e perde-o.
No final, vive uma paixão, levanta todo o seu dinheiro do banco acreditando num grande amor, mais de 700 mil liras, na altura, se a memória não me falha. Vão passear pela floresta até estarem á beira de um penhasco. Cabíria vê a morte nos olhos do actor François Périer, pressente-a, mas mais do que a morte é a desilusão por se sentir só, uma vez mais. Ele foge com o dinheiro.
Mas na esperança e última chance para a alegria de viver, de que tantas vezes trata Fellini, a cena final do filme tem Cabíria a andar numa floresta onde surgem jovens que cantam e dançam. E a integram. E as lágrimas dão lugar a um novo sorriso de esperança, pois a vida continua.
O que hoje se vê nas redes sociais, onde se partilham notícias, músicas, estados de alma, protestos, é essa mesma vontade de Cabíria. A de muita gente se tentar integrar, fugindo à solidão. "Noites de Cabíria" é apenas a antevisão das sociedades modernas, poderosas nos meios e na capacidade de comunicação, mas onde cada vez mais gente se sente só.
Adoro Fellini, quase todos os seus filmes, neste, que me vem muitas vezes à memória, sente-se a solidão de uma mulher que só pretende ser integrada, que lhe tenham uma palavra meiga e que se entrega com ingenuidade e esperança ao primeiro que lhe oferece ligeiros sonhos de se sentir alguém.
O filme arranca com Cabíria sorridente e feliz com um homem que a conduz por um campo até ao atravessar de um rio. Ele, empurra-a para o rio e fica-lhe com a mala e o dinheiro, ela volta, só, para a sua casa. A sua casa de que tanto orgulho tem.
Pelo meio conhece um milionário do cinema, que se cativa com ela, que lhe dá lagosta e caviar, que é sincero com ela. Mas como gato escaldado de água fria tem medo, é mais evasiva do que devia e perde-o.
No final, vive uma paixão, levanta todo o seu dinheiro do banco acreditando num grande amor, mais de 700 mil liras, na altura, se a memória não me falha. Vão passear pela floresta até estarem á beira de um penhasco. Cabíria vê a morte nos olhos do actor François Périer, pressente-a, mas mais do que a morte é a desilusão por se sentir só, uma vez mais. Ele foge com o dinheiro.
Mas na esperança e última chance para a alegria de viver, de que tantas vezes trata Fellini, a cena final do filme tem Cabíria a andar numa floresta onde surgem jovens que cantam e dançam. E a integram. E as lágrimas dão lugar a um novo sorriso de esperança, pois a vida continua.
O que hoje se vê nas redes sociais, onde se partilham notícias, músicas, estados de alma, protestos, é essa mesma vontade de Cabíria. A de muita gente se tentar integrar, fugindo à solidão. "Noites de Cabíria" é apenas a antevisão das sociedades modernas, poderosas nos meios e na capacidade de comunicação, mas onde cada vez mais gente se sente só.
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Falar Verdade no Sporting
Aqui deixo a minha estreia no blog Leão da Estrela. É sobre este início de temporada no Sporting.
Oráculo (285)
«O silêncio é a ausência de qualquer ligação»
Scott Turow - Inocente, a sequela de "Presumível Inocente", livro que recomendo
Scott Turow - Inocente, a sequela de "Presumível Inocente", livro que recomendo
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