Um dia a HBO anunciou a realização de um documentário sobre Bill Clinton. Ao leme do projecto, Martin Scorsese. Na altura, o ex-presidente declarou que a sua alegria por ter despertado o interesse de «um realizador mítico». O grande mestre respondeu que o seu trabalho iria trazer «um conhecimento mais amplo desta figura transcendente».
Dois anos depois, decidiram cancelar o documentário. Os motivos sussurrados vêm do facto de Clinton querer interferir no produto final. Scorsese não teve pachorra para o aturar, sobretudo numa altura em que a sua mulher, Hillary, é a melhor posicionada para suceder a Obama.
Os políticos têm passado, presente e futuro. Apesar de se preocuparem com o dia-a-dia, têm uma enorme preocupação com o seu legado, porque o dia seguinte ao exercício do poder pode torná-los mais populares. Assim é com Bill Clinton.
Ter um génio criativo a escrever as páginas do passado para o futuro é um risco enorme que Clinton correu. Perdemos um documentário.
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segunda-feira, 26 de janeiro de 2015
terça-feira, 15 de julho de 2014
O musical de Clinton e a política como inspiração
Li ontem no jornal espanhol ABC que se estreia dia 18, no Festival de Teatro Musical de Nova York um espectáculo sobre Bill Clinton. Em breve também um outro musical sobre Hillary Clinton, «A Woman on top» se estreará.
Hoje a América olha para o casal Clinton de maneira positiva. Ele é o ex-presidente com uma taxa de popularidade e simpatia altíssima. Ela, é a mais aguardada candidata presidencial e em quem todos põem as fichas para suceder a Obama.
Mas o que importa realçar é que a indústria de conteúdos culturais americana continua a encarar a política e os seus protagonistas como uma fonte de inspiração. Grandes séries têm o seu dedo: "West Wing", "Boss", "House of Cards". Vários telefilmes da HBO também, como um notável de Jay Roach sobre Sarah Palin, papel interpretado por Julianne Moore.
A política é um exercício importante para a sociedade. Os seus protagonistas podem ser fascinantes. Tem faltado o carisma dos Clinton noutras latitudes para que a política seja mais atractiva e menos repugnante.
Hoje a América olha para o casal Clinton de maneira positiva. Ele é o ex-presidente com uma taxa de popularidade e simpatia altíssima. Ela, é a mais aguardada candidata presidencial e em quem todos põem as fichas para suceder a Obama.
Mas o que importa realçar é que a indústria de conteúdos culturais americana continua a encarar a política e os seus protagonistas como uma fonte de inspiração. Grandes séries têm o seu dedo: "West Wing", "Boss", "House of Cards". Vários telefilmes da HBO também, como um notável de Jay Roach sobre Sarah Palin, papel interpretado por Julianne Moore.
A política é um exercício importante para a sociedade. Os seus protagonistas podem ser fascinantes. Tem faltado o carisma dos Clinton noutras latitudes para que a política seja mais atractiva e menos repugnante.
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Rui Calafate
terça-feira, 18 de dezembro de 2012
Scorsese realiza documentário sobre Bill Clinton
Por sugestão do Eduardo Cintra Torres deparei com esta notícia do Guardian. Martin Scorsese vai produzir e realizar um documentário, para a HBO, sobre Bill Clinton.
Martin Scorsese é um génio do cinema, tem amor pela 7ª arte e já produziu documentários fantásticos como o dos Rolling Stones, ou meteu o seu dedo em documentários sobre o cinema americano e italiano.
Bill Clinton foi um grande presidente que ficou manchado por uma "mancha" num vestido azul. Mas continua a ser um dos mais populares presidentes americanos, com uma notável ligação com as pessoas e com uma oratória ao nível de Cícero ou Demóstenes, os maiores oradores da antiguidade.
Já uma vez contei que tive a possibilidade de o ver ao vivo, em Portugal, numa conferência exclusiva no Pestana Palace e é de facto um personagem electrizante. Juntando Scorsese, a máquina criativa da HBO e o trajecto de um grande político, será, quase de certeza, um documentário indispensável.
Martin Scorsese é um génio do cinema, tem amor pela 7ª arte e já produziu documentários fantásticos como o dos Rolling Stones, ou meteu o seu dedo em documentários sobre o cinema americano e italiano.
Bill Clinton foi um grande presidente que ficou manchado por uma "mancha" num vestido azul. Mas continua a ser um dos mais populares presidentes americanos, com uma notável ligação com as pessoas e com uma oratória ao nível de Cícero ou Demóstenes, os maiores oradores da antiguidade.
Já uma vez contei que tive a possibilidade de o ver ao vivo, em Portugal, numa conferência exclusiva no Pestana Palace e é de facto um personagem electrizante. Juntando Scorsese, a máquina criativa da HBO e o trajecto de um grande político, será, quase de certeza, um documentário indispensável.
quinta-feira, 6 de setembro de 2012
O espectáculo de Bill Clinton, um grande comunicador
Bill Clinton é o ex-presidente vivo com maior taxa de aprovação, cerca de 66 por cento de popularidade. Foi um grande presidente, apesar do famoso vestido azul manchado.
Obama precisava dele para que os americanos recordassem uma fase de prosperidade a que ele ficou ligado. Foi quase uma hora, ontem na Convenção Democrata, de um discurso arrebatador e que mostrou a sua força comunicacional face às propostas dos Republicanos.
Tive o privilégio de ver ao vivo Bill Clinton, numa conferência muito restrita que ele deu no Pestana Palace há uns anos atrás. Nunca vi um show de carisma e de comunicação como ele proporcionou. Bill Clinton fica na história como presidente americano, mas na galeria dos maiores comunicadores políticos. Se os Republicanos tinham Ronald Reagan, os Democratas têm Clinton.
Obama precisava dele para que os americanos recordassem uma fase de prosperidade a que ele ficou ligado. Foi quase uma hora, ontem na Convenção Democrata, de um discurso arrebatador e que mostrou a sua força comunicacional face às propostas dos Republicanos.
Tive o privilégio de ver ao vivo Bill Clinton, numa conferência muito restrita que ele deu no Pestana Palace há uns anos atrás. Nunca vi um show de carisma e de comunicação como ele proporcionou. Bill Clinton fica na história como presidente americano, mas na galeria dos maiores comunicadores políticos. Se os Republicanos tinham Ronald Reagan, os Democratas têm Clinton.
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