Livros
"Uma Estranheza em Mim", Orhan Pamuk, Presença, 633 páginas. Ainda nenhum suplemento especializado nem jornal deram destaque ao lançamento do novo livro do Nobel turco, um dos meus escritores preferidos, que tem obra excepcional como "Istambul", "Neve", "My name is Red", "O Museu da Inocência" e que aqui volta ao seu território de eleição, ao cenário que melhor conhece, a sua Istambul, e as mudanças e evoluções que ali aconteceram entre 1969 e 2012.
"A Vida Como Ela É", Nelson Rodrigues, Tinta da China, 372 pág. Era para mim absolutamente incompreensível como nenhuma editora portuguesa dava à estampa a fascinante obra deste brasileiro que conhecia as ridicularias da natureza humana, os adultérios e os cornos sem complexos, construía uma galeria de personagens que podíamos identificar no nosso bairro (basta ver os nomes dos personagens para sorrir). Eu tenho a colecção toda dele (e até do que editou sob o pseudónimo Suzana flag), editada pela brasileira Companhia das Letras, e comprei este da Tinta da China porque é marcante e a edição é magnífica.
"O Silêncio do Mar", Yrsa Sigurdaddotir, Quetzal. Há umas semanas sugeri um policial, género que gosto, e salientei que este ano não tinha havido excepcionais livros lançados nesta área em Portugal e disse que indicaria um que me surpreendeu. Este de uma das escritoras islandesas que mais vende, tem o condão da acção ter como cenário um barco que sai de Lisboa com 6 pessoas e entra no porto de Reiquejavique sem ninguém. Um mistério envolvente e bem contado.
Cinema
Em casa, actual, aconselho "O Abraço da Serpente", de Ciro Guerra, nomeado para óscar de melhor filme estrangeiro e que há pouco andava em sala, dá TVC2 na quinta, 22h.
Recomendo na terça de madrugada, 1.50h e 7.15h, "Cativos do Mal" (The Bad and the beautiful) e "Duas Semanas noutra Cidade", o primeiro é genial, e recomendo-os porque fizeram parte de um ciclo integral de homenagem ao grande Vincente Minnelli que a Cinemateca organizou em Maio e Junho.
Em sala, Pedro Almodôvar é Pedro Almodôvar, passados dois filmes medíocres e que nada lhe acrescentam na sua brilhante filmografia, agora está "Julieta", a ver sem hesitações.
Séries
Ainda não começaram as grandes estreias nos nossos canais de séries, hoje arranca a segunda temporada da série de acção Blindspot no TVC Séries e recomendo, ainda esta semana escrevi sobre as 4 séries que a RTP lançou, a melhor delas, "Dentro", drama prisional que vale a pena ver.
Documentário
Já tinha recomendado no Netflix o sensacional "Chef`s Table" que mais do que uma série de culinária é sobre histórias de vida e cultura de diversos países. É um regalo para os olhos, vejam ambas as temporadas.
Restaurante
Cada vez mais valorizo restaurantes de comida portuguesa, onde me sinta bem tratado e que não me passe pela cabeça que esteja a ser vítima de um assalto à mão armada com a relação qualidade-preço que é praticada. O Entre Copos, na rua de Entrecampos é assim, ainda por cima como lá vou bastantes vezes, já conheço o senhor que grelha o peixe e já vou vendo o que vale mais a pena. Ao almoço tem dias que só marcando mesa.
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domingo, 25 de setembro de 2016
terça-feira, 28 de agosto de 2012
quinta-feira, 23 de agosto de 2012
100 anos de Nelson Rodrigues
É uma pena os portugueses conhecerem-no tão pouco. A sua frieza na análise da natureza humana é uma arte que poucos conseguiram reproduzir.
«Só o inimigo não trai nunca»
«O dinheiro compra até o amor verdadeiro»
«Subdesenvolvimento não se improvisa - é obra de séculos».
«Só o inimigo não trai nunca»
«O dinheiro compra até o amor verdadeiro»
«Subdesenvolvimento não se improvisa - é obra de séculos».
domingo, 19 de agosto de 2012
O casamento segundo Nelson Rodrigues
«Só um débil mental pode casar-se na presunção de que o casamento é divertido, variado ou simplesmente tolerável. É divertido como um túmulo»
Nelson Rodrigues
Nelson Rodrigues
sexta-feira, 17 de agosto de 2012
quarta-feira, 23 de maio de 2012
100 anos de Nelson Rodrigues
Tenho pena que os portugueses conheçam mal a obra de Nelson Rodrigues. Há pouco tempo vi um ex-ministro, Campos e Cunha, a perguntar numa livraria se «não tinham nada do Nelson Rodrigues». Nunca é tarde para o conhecer. Deixo a prosa do Arnaldo Jabor.
terça-feira, 8 de novembro de 2011
100 anos de Nelson Rodrigues
Analista da sociedade como poucos, a sua prosa inspirou diversos autores em diversas áreas. Faz 100 anos que nasceu, no ano que vem e já se prepara o centenário do homem que dizia que «a unanimidade é burra». Para ler por aqui.
domingo, 9 de outubro de 2011
Toda a nudez será castigada
O título do post é o mesmo de uma peça de teatro do grande Nelson Rodrigues, depois mais trade transposta para o cinema por Arnaldo Jabor.
Lembrei-me deste título e destas duas obras depois de ler isto. Uma concorrente de um programa de danças, na Argentina, decidiu fazer dança ultra-sensual e despir-se totalmente. Vamos ver se será castigada.
Lembrei-me deste título e destas duas obras depois de ler isto. Uma concorrente de um programa de danças, na Argentina, decidiu fazer dança ultra-sensual e despir-se totalmente. Vamos ver se será castigada.
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terça-feira, 10 de maio de 2011
Bin Laden está no céu
Arnaldo Jabor não queria escrever sobre Bin Laden, mas decidiu-se a telefonar para o Céu para falar com Nélson Rodrigues. Sai esta prosa imperdível.
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terça-feira, 25 de janeiro de 2011
Oráculo (206)
«A única ilusão que realmente curtimos na vida reaparece uma vez por semana: é o sábado»
Nelson Rodrigues
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