Mostrar mensagens com a etiqueta Orhan Pamuk. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Orhan Pamuk. Mostrar todas as mensagens

domingo, 25 de setembro de 2016

Sugestões para a semana

Livros

"Uma Estranheza em Mim", Orhan Pamuk, Presença, 633 páginas. Ainda nenhum suplemento especializado nem jornal deram destaque ao lançamento do novo livro do Nobel turco, um dos meus escritores preferidos, que tem obra excepcional como "Istambul", "Neve", "My name is Red", "O Museu da Inocência" e que aqui volta ao seu território de eleição, ao cenário que melhor conhece, a sua Istambul, e as mudanças e evoluções que ali aconteceram entre 1969 e 2012.

"A Vida Como Ela É", Nelson Rodrigues, Tinta da China, 372 pág. Era para mim absolutamente incompreensível como nenhuma editora portuguesa dava à estampa a fascinante obra deste brasileiro que conhecia as ridicularias da natureza humana, os adultérios e os cornos sem complexos, construía uma galeria de personagens que podíamos identificar no nosso bairro (basta ver os nomes dos personagens para sorrir). Eu tenho a colecção toda dele (e até do que editou sob o pseudónimo Suzana flag), editada pela brasileira Companhia das Letras, e comprei este da Tinta da China porque é marcante e a edição é magnífica.

"O Silêncio do Mar", Yrsa Sigurdaddotir, Quetzal. Há umas semanas sugeri um policial, género que gosto, e salientei que este ano não tinha havido excepcionais livros lançados nesta área em Portugal e disse que indicaria um que me surpreendeu. Este de uma das escritoras islandesas que mais vende, tem o condão da acção ter como cenário um barco que sai de Lisboa com 6 pessoas e entra no porto de Reiquejavique sem ninguém. Um mistério envolvente e bem contado.

Cinema

Em casa, actual, aconselho "O Abraço da Serpente", de Ciro Guerra, nomeado para óscar de melhor filme estrangeiro e que há pouco andava em sala, dá TVC2 na quinta, 22h.
Recomendo na terça de madrugada, 1.50h e 7.15h, "Cativos do Mal" (The Bad and the beautiful) e "Duas Semanas noutra Cidade", o primeiro é genial, e recomendo-os porque fizeram parte de um ciclo integral de homenagem ao grande Vincente Minnelli que a Cinemateca organizou em Maio e Junho.
Em sala, Pedro Almodôvar é Pedro Almodôvar, passados dois filmes medíocres e que nada lhe acrescentam na sua brilhante filmografia, agora está "Julieta", a ver sem hesitações.

Séries

Ainda não começaram as grandes estreias nos nossos canais de séries, hoje arranca a segunda temporada da série de acção Blindspot no TVC Séries e recomendo, ainda esta semana escrevi sobre as 4 séries que a RTP lançou, a melhor delas, "Dentro", drama prisional que vale a pena ver.

Documentário

Já tinha recomendado no Netflix o sensacional "Chef`s Table" que mais do que uma série de culinária é sobre histórias de vida e cultura de diversos países. É um regalo para os olhos, vejam ambas as temporadas.

Restaurante

Cada vez mais valorizo restaurantes de comida portuguesa, onde me sinta bem tratado e que não me passe pela cabeça que esteja a ser vítima de um assalto à mão armada com a relação qualidade-preço que é praticada. O Entre Copos, na rua de Entrecampos é assim, ainda por cima como lá vou bastantes vezes, já conheço o senhor que grelha o peixe e já vou vendo o que vale mais a pena. Ao almoço tem dias que só marcando mesa.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Oráculo (272)

«Ninguém reconhece o momento mais feliz da sua vida quando o está a viver»

Orhan Pamuk, O Museu da Inocência

domingo, 25 de julho de 2010

O museu da inocência

Olhem este começo...

«Foi o momento mais feliz da minha vida, embora então eu não tivesse consciência disso. Se o tivesse sabido, se tivesse apreciado essa dádiva, teriam as coisas terminado de outra forma? Sim, se eu tivesse reconhecido esse instante de felicidade perfeita, tê-lo ia conservado sem nunca o deixar escapar».

Adoro Orhan Pamuk, já lhe conhecia a riqueza da escrita de "Istambul" e a "Neve", agora delicio-me com o "Museu da Inocência", de que tiro este arranque fantástico.

Há quem diga que Kemal, a personagem principal, entrará na galeria das personagens da história da literatura.

Eu tenho a certeza que a paixão dele, que o leva a recolher coisas que o façam lembrar a mulher de classe mais baixa com quem ele não casa, até fazer um museu, é de uma intensidade bela e uma das companhias óptimas para o Verão.

Não para ler na praia, que este livro é rico demais para ser invadido por grãos de areia. Para ser lido em ambiente propício, mais tranquilo, para que se absorvam as palavras de Pamuk. E os seus sentimentos.