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sexta-feira, 3 de outubro de 2014

A corrupção é o óleo da política

«A grande estrada do crime é a legalidade»

«Você não é de confiança, ainda acredita na honestidade, um conceito abstracto que só encontra nas gramáticas»

«Sabes o que pensam da política? Que é um pouco como as moscas: uma coisa suja, feia, inútil e dispendiosa»

«Para a democracia, a corrupção é exactamente como o óleo para o motor. Tem um cheiro nauseabundo e suja mas não se pode passar sem isso»

Todas estas citações são da série "O Polvo - 4a temporada".

terça-feira, 12 de junho de 2012

Sobre arraiais e festas populares...

«Advogado Terrasini: São belas as festas populares...

Barão Antinari: Sim, mas têm um pequeno problema...

Advogado Terrasini: Qual?...

Barão Antinari: ...o povo»

O Polvo (La Piovra) 2a temporada.

sábado, 14 de maio de 2011

Oráculo (264)

«Adoro frases lapidares. Têm uma vibração misteriosa. Pense na mais conhecida de todas: Deus existe. Subllime»

Dr Rasi, Polvo IV

terça-feira, 20 de julho de 2010

Oráculo (61)

Diálogo entre o advogado Terrasini e o Barão Antinari, um banqueiro poderoso e mestre de Tano, em o Polvo 2a temporada, durante um jantar num terraço, em Trapani, com o fundo audível de uma festa popular:

Terrasini: «são belas as festas populares...»

Antinari: «Sim»

Terrasini: «gosta delas?»

Antinari: «são muito belas as festas populares, mas têm um problema...o povo»

terça-feira, 13 de julho de 2010

Oráculos, Frases do dia e Postais do MEC

O António Marques Mendes, no seu blog On Prosperity, considera que «as frases do dia do Pedro Reis, os Oráculos do Rui Calafate e os postais do Miguel Esteves Cardoso são três bons momentos quotidianos».

Agradeço as suas palavras e a companhia em que me mete. Com as suas palavras, alguns, agora, lá vão também a correr já meter umas frases nos seus blogs para ver se também são citados pelo António.

E como presente deixo um diálogo de que gosto de uma das minhas séries preferidas de sempre: O Polvo (5a temporada). É que eu não preciso de ir ao Google para sacar frases. Aliás a internet dá informação não dá conhecimento.

Andrea Linori para Tano Cariddi: «o seu lugar é no inferno»

Tano responde: «este mundo é o inferno»

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

O cinismo do Polvo

Para quem viu as 10 temporadas do Polvo, série italiana da RAI em co-produção com várias outras televisões, sabe que é um autêntico tratado sobre o poder, nomeadamente o oculto, a corrupção, a mafia e o combate da justiça.

É um compêndio extraordinário de personagens fascinantes e de diálogos bem construídos. Na temporada 4, uma das melhores para mim, com o assalto ao poder financeiro de uma das mais carismáticas personagens em televisão, Tano Cariddi (o actor Remo Girone) assistem-se a diversas pérolas para quem gosta de determinados movimentos.

Numa conversa numa sauna, Spinoza - o detentor do poder oculto - fala com Salimbeni o senador que representa o poder corrompido: «para quê servir-se de um soldado gasto quando se tem um jovem Napoleão?»; «o ataque serve para surpreender o adversário, surpreendê-lo, desorientá-lo. Mas depois, para ganhar realmente, é preciso ter o controlo do céu e do mar».

Já no final da série, o mesmo Spinoza (o actor Bruno Cremer) destila todo o cinismo que vigora nesta série: «para a democracia, a corrupção é exactamente o óleo para um motor. Tem um cheiro nauseabundo e suja, mas não se pode passar sem isso».

PS: os mesmos cretinos de sempre, que só me fazem rir, pois para quem não sabe eu adoro que me venham chatear, lá voltaram ontem por via anónima - como sempre - a mandar dois comentários para o meu blog. O ressentido e o que vive à conta do Estado, pois já lhes conheço o estilo, ainda não perceberam que neste blog eu publico o que eu quero e me apetece porque é meu. Há uma regra muito simples na vida - e ontem até era um post bem tranquilo e mais existencialista - quem não gosta não compra. Quem não gosta para que é que se vem aqui martirizar com as minhas palavras? Falta do que fazer, pobreza de espírito e pouca inteligência, diria eu.