Mostrar mensagens com a etiqueta Paulo Macedo. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Paulo Macedo. Mostrar todas as mensagens

domingo, 19 de março de 2017

5 histórias de pessoas que precisam de silêncio

Paulo Macedo – tem o trabalho da sua vida. Pacificar uma marca, dar tranquilidade aos milhares de funcionários, tirar a Caixa Geral de Depósitos do abismo negro (2 mil milhões de prejuízos) em que quase durante um ano esteve ingovernável, enquanto fazia manchetes e gerava histórias que nada têm que ver com a sua actividade que é essencial para o desenvolvimento da economia. Pede-se silêncio para que tudo volte aos eixos.
Carlos Costa – teve de dar explicações, notas e entrevistas para “damage control” dos danos reputacionais que a instituição que tutela sofreu após a excepcional reportagem da SIC. O Banco de Portugal (BdP) e o seu Governador foram completamente chacinados mediaticamente após todos os portugueses terem percebido que as estações mudam, o sol volta a qualquer momento, os dias nascem, mas só no BdP nada muda. Costa, o Carlos, sentiu a pressão da opinião pública e decidiu falar durante uma semana. Já chega, o silêncio é uma imagem de marca do BdP. E ser mais assertivo no combate às disrupções do sistema financeiro também devia ser. Não é,
Marcelo Rebelo de Sousa – Um ano do Presidente que é a «princesa do povo, como a princesa Diana», como vi numa reportagem do Expresso. É certo que, para mim, Belém ganhou com este ano de magistério de afectos, ternura e simpatia em comparação com a Presidência de museu de cera do seu antecessor. Porém, mais de 976 mil selfies e um excesso de declarações, a torto e a direito, muitas sem sentido e sem sentido de Estado, levam a pedir mais contenção a Marcelo. Pois já todos percebemos que o seu pecado original é a falta de momentos para respirar silêncio.
Jaime Nogueira Pinto – tornou-se notícia esta semana por patetice de umas criancinhas e cobardia de um Caramelo. O comentador estava num limbo de inexistência, do qual já ninguém se lembrava muito bem, a publicar uns livros que ninguém lê e a ser consultor de uns negócios relacionados com África. Causou ruído porque não o deixaram falar e o seu caso é uma evidência da classe com que um elefante atravessa uma loja de porcelanas. O “elefante” desta história ridícula não é o Jaime, mas sim o bando de criaturas da associação de estudantes que devia estar quieta. Sim, é tempo dos patetas se dedicarem a cultivar o silêncio.
Marques Mendes – os seus comentários não me interessam rigorosamente nada e têm para mim a credibilidade de uma ervilha. Este senhor tem um espaço que mais ninguém tem em nenhuma televisão generalista no mundo inteiro. Dizem que tem um milhão de audiências, mas, nas sondagens internas do seu partido realizadas com o seu nome para Lisboa, é barbaramente sovado por Medina e Cristas, o que prova que as pessoas não gostam dele e até o Rato Mickey teria um milhão de espectadores para o verem comentar os seus interesses pessoais. Esta semana, mais uma vez, os espectadores aguardam que ele preste esclarecimentos, e que a jornalista lhe faça perguntas, sobre o papel que teve nos vistos Gold (será ouvido por testemunho escrito em tribunal) e em empresas das quais era sócio com Miguel Macedo e outro indivíduo e que até serviços prestava a empresas de jardinagem. Se não esclarecer nada, que tenha a vergonha de se calar.

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Um Governo de um ministro

Este Governo comete demasiados erros. Ainda ontem falava da irritação de Paulo Portas que esteve bem no domingo a explicar uma medida que a equipa das Finanças tinha passado estupidamente para os jornais, por vingançazinha mas, sobretudo, com inépcia e incompetência.

Todos os ministros já erraram. Por exemplo, Miguel Macedo tem passado entre os pingos da chuva sem se pronunciar sobre a agressão de um treinador a um elemento da PSP, força policial que tutela. Será que é aceitável para um ministro que se agrida, como a queixa da PSP reconhece, um polícia?

Mas passando à frente, de todo o elenco governativo destaco um ministro, Paulo Macedo. O que tem actuado melhor, o que tem neste momento a melhor reputação junto dos portugueses - e gerindo um sector muito difícil - e que como leio hoje no CM não teve pejo em arrasar a equipa das Finanças. É nele que o Governo tem de apostar para ser a sua cara e mais nada.