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terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

O objectivo central da comunicação e relações públicas

«O objectivo central das RP é criar e desenvolver palcos (mediáticos ou não), isto é, locais, momentos, conceitos, oportunidades que nos ajudem a transformar a ignorância em conhecimento, a apatia em interesse, o preconceito em aceitação, a hostilidade em compreensão»

Luis Paixão Martins, no prefácio de «A Queda da Publicidade e a Ascensão das Relações Públicas» de Al Ries e Laura Ries

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Eu não sou a Maya, Helga ou Martas

Em Dezembro de 2009 escrevi esta pequena nota. Vi que o Miguel Albano, um bom valor ao serviço da GCI, sugeriu a leitura deste artigo do Público. Tinha-o lido ontem em papel e já estava à espera pelo título do Paulo Moura de algo assim.

Acho muito respeitável o que a Maya, Helga Barroso, Marta Aragão Pinto ou Marta Whannon fazem mas não é o trabalho que nós que trabalhamos em PR/Conselho em Comunicação fazemos. Mas compreendo o Miguel Albano.

Hoje, qualquer donzela que se despe numa revista, passados uns tempos, para lá das presenças, já é Relações Públicas. Habitualmente de um espaço nocturno ou de algum evento. Alguns tentam fazer trabalhos de comunicação associados.

E que trabalhos são esses? Simples, eu explico. Muitas destas senhoras gostam de expor a sua vida, vender fotos a paparazzis e serem fontes de revistas "del corazón". Depois convidam uns amigos colunáveis ou com "fama" (alguns com a fama apenas de não fazerem nada) para essa festa ou evento e chama-se os mesmos fotógrafos a quem venderam o seu exclusivo da sua vida privada e geram-se umas fotos desse evento em revistas.

Estas pessoas que são "relações públicas" não são especialistas em consultoria estratégica de comunicação nem assessoria mediática, mas podem ser úteis num trabalho de comunicação. Podem ser parceiras da nossa actividade, nunca consultoras.

Podemos ser excelentes relações públicas na nossa actividade, simpáticos, educados, afáveis, respeitadores. Mas, sinceramente, eu não faço o trabalho destas senhoras e não pretendo ser capa da Maxmen ou afins. Sou Consultor de Comunicação.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Disparates de Adriano

O título não é nenhuma nova versão das "Memórias de Adriano", de Marguerite Yourcenar.

É apenas sobre os disparates e a imbecilidade de um professor, com obra publicada, na área da comunicação e que pretende formar profissionais de comunicação.

Leio, através do PiaR, o artigo de José Nuno Martins sobre as considerações desta criatura sobre as relações Públicas.

Já uma vez que escrevi que é em muitos casos total o desconhecimento do trabalho dos profissionais de Public relations e Conselho em Comunicação. Noutro texto alertei sobre a confusão entre a nossa actividade profissional e a de uns meninos e meninas que se dizem relações públicas de espaços nocturnos e que pontualmente se despem em revistas da especialidade.

Agora ver Adriano Duarte Rodrigues tecer considerações estúpidas sobre o que fazemos é que já se torna demasiado grave.

Também já tinha escrito que os jovens que frequentam universidades no campo da comunicação não têm preparação suficiente para trabalhar na nossa área. Temos muitos teóricos que nunca trabalharam nos media nem em agências de comunicação. Geralmente, diga-se, são os professores mais criticados pelos alunos.

Agora uma dúvida: onde andam as Associações do nosso mercado? Já reagiram? Não, claro. Estão entretidas com diversas coisas.

Se isto se passasse com os jornalistas, o sindicato já teria reagido. Se houvesse uma Ordem dos Consultores de Comunicação tenho a certeza que o Bastonário já teria reagido.