«Os nossos líderes não andam a liderar nada, e muito menos a contar-nos o que está a acontecer. É aí que eu entro. Conto às pessoas o que está a acontecer. O importante na nossa sociedade não é o que acontece mas quem conta o que acontece. Vamos deixar que sejam só os políticos a contá-lo? Seria um suicídio, um suicídio nacional. Não, não podemos confiar neles, não podemos ficar-nos pela sua versão»
Juan Gabriel Vásquez, "As Reputações", edição Alfaguara
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terça-feira, 12 de janeiro de 2016
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015
Jon Stewart e Brian Williams: duas faces da informação
Causou impacto a saída de Jon Stewart da apresentação do Daily Show. Dezasseis anos a apresentar a sátira política e social que nunca cansaram.
Recordo que ele não era um jornalista, mas um comediante que fazia reflectir com o seu humor genial, independente, sem balizar os assuntos entre esquerda e direita, entre Republicanos e Democratas, apenas usava a notícia para criar entretenimento.
Porém, essa sua independência tornou-o um líder de opinião respeitável e credível. Ganhou aquilo que muitos jornalistas lutam toda uma vida: uma reputação sólida e sem mentiras.
Por outro lado, Brian Williams era um respeitável jornalista, escolhido pela NBC para substituir uma das suas míticas "âncoras", Tom Brokaw.
«Em 2003, Williams deslocou-se ao Iraque com as tropas norte-americanas, tendo relatado, após o seu regresso, que o helicóptero onde viajava esteve debaixo de fogo. Num comunicado, a presidente da NBC, Deborah Turness, afirmou que esta descrição foi "errada e completamente inapropriada para alguém na posição de Brian"» (retirei esta passagem da notícia do DN).
Caiu assim na esparrela de transformar a sua vida em notícia, foi seduzido pelo lado do entretenimento, tentando gerar uma proximidade emocional com os espectadores. E mentiu. A sua reputação de solidez e a confiança de verdade que um jornalista tem de dar à notícia ficou fatalmente beliscada. E a credibilidade é como a virgindade, quando se perde nunca se recupera.
Jon e Brian são duas faces da notícia. Mas o comediante nunca mentiu, o jornalista tornou-se algo que nunca devia acontecer. A verdade vale muito mais do que o entretenimento, essa é a verdade indissociável da boa reputação.
Recordo que ele não era um jornalista, mas um comediante que fazia reflectir com o seu humor genial, independente, sem balizar os assuntos entre esquerda e direita, entre Republicanos e Democratas, apenas usava a notícia para criar entretenimento.
Porém, essa sua independência tornou-o um líder de opinião respeitável e credível. Ganhou aquilo que muitos jornalistas lutam toda uma vida: uma reputação sólida e sem mentiras.
Por outro lado, Brian Williams era um respeitável jornalista, escolhido pela NBC para substituir uma das suas míticas "âncoras", Tom Brokaw.
«Em 2003, Williams deslocou-se ao Iraque com as tropas norte-americanas, tendo relatado, após o seu regresso, que o helicóptero onde viajava esteve debaixo de fogo. Num comunicado, a presidente da NBC, Deborah Turness, afirmou que esta descrição foi "errada e completamente inapropriada para alguém na posição de Brian"» (retirei esta passagem da notícia do DN).
Caiu assim na esparrela de transformar a sua vida em notícia, foi seduzido pelo lado do entretenimento, tentando gerar uma proximidade emocional com os espectadores. E mentiu. A sua reputação de solidez e a confiança de verdade que um jornalista tem de dar à notícia ficou fatalmente beliscada. E a credibilidade é como a virgindade, quando se perde nunca se recupera.
Jon e Brian são duas faces da notícia. Mas o comediante nunca mentiu, o jornalista tornou-se algo que nunca devia acontecer. A verdade vale muito mais do que o entretenimento, essa é a verdade indissociável da boa reputação.
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sábado, 14 de abril de 2012
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
Oráculo (161)
«Em tempo de mentira universal, dizer a verdade tornou-se um acto revolucionário»
George Orwell
George Orwell
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
Mais um blog que se saúda
Saúdo a entrada do Fernando Fonseca com este novo blog. E começa logo bem, sobre ética e verdade no mercado de comunicação.
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quinta-feira, 30 de setembro de 2010
A falta de verdade
A falta da verdade, ou a mentira para ser mais agressivo, foi sempre algo que me irritou.
Acho demencial os que teimam em mentir, os que teimam em disfarçar o insucesso no seu dia-a-dia.
No desporto a mesma coisa. Gosto de quem fala verdade, de quem ganha com verdade e sem batota.
Gosto de ciclismo, uma luta estóica, um esforço fora do comum para chegar a uma meta. Todos os anos acontecem casos, mas quando isso se passa com um vencedor da Volta a França a modalidade entra em colapso e novas suspeições retiram-lhe credibilidade.
Alberto Contador, que apontavam como sucessor de Lance Armstrong, depois de ter vencido 3 vezes o Tour é apanhado num controlo anti-doping. Até o El País, aqui, não pode fugir a esta verdade, ou mentira.
Acho demencial os que teimam em mentir, os que teimam em disfarçar o insucesso no seu dia-a-dia.
No desporto a mesma coisa. Gosto de quem fala verdade, de quem ganha com verdade e sem batota.
Gosto de ciclismo, uma luta estóica, um esforço fora do comum para chegar a uma meta. Todos os anos acontecem casos, mas quando isso se passa com um vencedor da Volta a França a modalidade entra em colapso e novas suspeições retiram-lhe credibilidade.
Alberto Contador, que apontavam como sucessor de Lance Armstrong, depois de ter vencido 3 vezes o Tour é apanhado num controlo anti-doping. Até o El País, aqui, não pode fugir a esta verdade, ou mentira.
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quinta-feira, 16 de setembro de 2010
Oráculo (105)
«A verdade não é a verdade, a verdade é como as pessoas percebem que é a verdade»
Felipe González
Felipe González
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
Carta a Jovens Consultores (1) - A Verdade
Para quem está na actividade de Consultor de Comunicação o primeiro conselho é simples: VERDADE.
Falar Verdade é uma das principais condições de sucesso na vida. Quem mente, mancha a reputação e perde a credibilidade. O povo português tem ditados muito sábios, aquele que diz que a mentira tem perna curta é certo como a morte e os impostos.
Dizer a verdade pode ter custos, mas um dos benefícios é não ficar com o rótulo de mentiroso, vigarista e aldrabão.
Há quem não tenha vergonha nem formação (falo de formação humana)e prefira não dormir tranquilo. As insónias atacam os mentirosos, alguns mentem para sobreviver, outros porque lhes está na alma e outros ainda porque querem sobreviver a todo o custo e a má formação pessoal, genética, os leva a cometer erros grosseiros.
A VERDADE é difícil, muito difícil, mas falar verdade com as pessoas, com os colegas, com os clientes, com o mercado é uma forma de estar tranquilo, progressão mais calma, mas muito mais séria.
PS: Inicio com este texto, como anteriormente tinha anunciado, esta secção que servirá para teorizar um pouco mas também reflectir conjuntamente e responder a todas as perguntas que me façam. Tentarei responder aqui a todas.
Falar Verdade é uma das principais condições de sucesso na vida. Quem mente, mancha a reputação e perde a credibilidade. O povo português tem ditados muito sábios, aquele que diz que a mentira tem perna curta é certo como a morte e os impostos.
Dizer a verdade pode ter custos, mas um dos benefícios é não ficar com o rótulo de mentiroso, vigarista e aldrabão.
Há quem não tenha vergonha nem formação (falo de formação humana)e prefira não dormir tranquilo. As insónias atacam os mentirosos, alguns mentem para sobreviver, outros porque lhes está na alma e outros ainda porque querem sobreviver a todo o custo e a má formação pessoal, genética, os leva a cometer erros grosseiros.
A VERDADE é difícil, muito difícil, mas falar verdade com as pessoas, com os colegas, com os clientes, com o mercado é uma forma de estar tranquilo, progressão mais calma, mas muito mais séria.
PS: Inicio com este texto, como anteriormente tinha anunciado, esta secção que servirá para teorizar um pouco mas também reflectir conjuntamente e responder a todas as perguntas que me façam. Tentarei responder aqui a todas.
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