Costa Gavras é um realizador que sempre adorei. É dos poucos que tem uma obra consistente sobre os mecanismos do poder nas suas variantes formas. Fez o prodigioso "Z- A orgia do poder" ou "Missing".
O seu último filme é sobre o dinheiro, chama-se "O Capital". Não o vi no cinema, só ontem em dvd. Abre quase de forma brutal com a ascensão de um novo presidente de um banco que cita o antecessor: «o dinheiro é um cão que não pede mimos, só quer que lhe atirem a bola cada vez mais longe para a poder ir buscar indefinidamente».
A reflexão de Costa Gavras é sobre como se domina e explora o mundo para satisfazer uma série de pessoas sem rosto que têm apenas um afrodisíaco: o dinheiro. E assim termina a falar para o espectador: «são crianças. Estão contentes até rebentar a próxima bolha».
Vemos a ganância que mata países, segurança social, pessoas. «Nós caçamos em matilha», diz um banqueiro. E sobre as agências de rating registo um diálogo: «tivemos de tomar em consideração as agências de rating»; «Estou-me nas tintas para esses mafiosos», responde o presidente do banco.
O cinema poucas vezes faz exercícios notáveis sobre os mecanismos obscuros do poder. Costa Gavras consegue-o. E recomendo vivamente que o vejam.
quinta-feira, 8 de agosto de 2013
quarta-feira, 7 de agosto de 2013
No novo ciclo do Governo continua o caos
Um secretário de Estado sai e já devia ter saído há dias. As Finanças criam uma manobra de diversão com um dito documento forjado, mas o que é certo é que esse secretário de estado que protegeram durante uma semana caiu.
Da "silly season" passámos para a "swap season" e julgo que irá continuar. A ministra, contra todos os sinais, manteve a confiança em Pais Jorge, foi ela que o escolheu, mas continua calada. Do lado dela vão continuar a surgir problemas e quando comunicar as medidas para o próximo Orçamento de Estado ainda cairá mais o Carmo e a Trindade.
Falou-se num novo ciclo, mas o caos continua.
Da "silly season" passámos para a "swap season" e julgo que irá continuar. A ministra, contra todos os sinais, manteve a confiança em Pais Jorge, foi ela que o escolheu, mas continua calada. Do lado dela vão continuar a surgir problemas e quando comunicar as medidas para o próximo Orçamento de Estado ainda cairá mais o Carmo e a Trindade.
Falou-se num novo ciclo, mas o caos continua.
terça-feira, 6 de agosto de 2013
Mais grave Pais Jorge é um "lobbista" e comercial apenas
O Governo contratou um "lobista" um comercial de swaps para sec Estado do Tesouro. É o que leio na explicação de Pais Jorge ao Expresso: «explicou ao Expresso Pais Jorge, na defesa da tese de que o seu papel no banco era de um "facilitador" ou "intermediário».
Mas que Governo é este que come estas criaturas e lhes dá cargos de tamanha responsabilidade. Agora um "comercial", um "lobbista", é competente para estas funções. Mas que Governo é este? Mas que ministra das Finanças é esta?
Mas que Governo é este que come estas criaturas e lhes dá cargos de tamanha responsabilidade. Agora um "comercial", um "lobbista", é competente para estas funções. Mas que Governo é este? Mas que ministra das Finanças é esta?
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Um mundo perverso de "likes"
Ao ler esta notícia não fiquei surpreendido. A ânsia de numa sociedade mais vivida nas redes sociais ter muitos seguidores e "likes" é uma obsessão para muita gente.
Na comunicação política, para alguns amadores, até se acha que é importante haver uma espécie de campeonato de "likes", algo que como deparamos pela notícia é totalmente artificial e desajustado.
O mais grave é que se viva da exploração humana para estas actividades. Saber-se isto é um rude golpe na credibilidade das redes sociais.
Na comunicação política, para alguns amadores, até se acha que é importante haver uma espécie de campeonato de "likes", algo que como deparamos pela notícia é totalmente artificial e desajustado.
O mais grave é que se viva da exploração humana para estas actividades. Saber-se isto é um rude golpe na credibilidade das redes sociais.
segunda-feira, 5 de agosto de 2013
Viagens da nossa vida
«A viagem atinge o auge da recompensa quando deixa de se tratar de atingir um destino e se torna indistinguível de viver a nossa vida»
Paul Theroux, "Comboio Fantasma para o Oriente"
Paul Theroux, "Comboio Fantasma para o Oriente"
terça-feira, 23 de julho de 2013
Os 5 livros que levo para férias
"Comboio Fantasma para o Oriente", Paul Theroux, Quetzal.
"Chet Baker Pensa na sua Arte", Enrique Villa-Matas, Teodolito
"A Sombra da Sereia", Camilla Lackberg, D. Quixote
"Viagens", Paul Bowles, Quetzal
"Ternos Guerreiros", Agustina, Guimarães editores
Dois romances, dois romances de viagens e um policial são as minhas companhias para férias que começam amanhã à noite.
"Chet Baker Pensa na sua Arte", Enrique Villa-Matas, Teodolito
"A Sombra da Sereia", Camilla Lackberg, D. Quixote
"Viagens", Paul Bowles, Quetzal
"Ternos Guerreiros", Agustina, Guimarães editores
Dois romances, dois romances de viagens e um policial são as minhas companhias para férias que começam amanhã à noite.
O bom e o mau de Lisboa
Ontem fui jantar cedo ao Bairro Alto e ali foram evidentes o mau e o bom de Lisboa nos dias de hoje:
O bom- Lisboa está na moda e, por isso, cheia de turistas. Para lá da beleza da cidade e da sua boa gastronomia, realço o trabalho do Turismo de Lisboa - cada vez mais autónomo da câmara - na promoção da capital. É o turismo o nosso petróleo, é nele que temos de investir. Os restaurantes estavam cheios...de estrangeiros. Se não fossem os turistas como estaria a hotelaria e a restauração? Por isso quando o Governo mexe no IVA deste sector é não ter a noção da realidade.
O mau- Eram 20 horas quando fui jantar, ainda era de dia, não era uma hora tardia. Pois nessa altura já havia ilhas de lixo espalhadas pelo Bairro, as ruas e os passeios continuam miseravelmente sujos e pouco cuidados. Com uma cidade tão bonita, é degradante que não haja atenção redobrada da CML nesta área. Lisboa nunca esteve tão suja como actualmente. E não é só ali, é em vários pontos da cidade.
O bom- Lisboa está na moda e, por isso, cheia de turistas. Para lá da beleza da cidade e da sua boa gastronomia, realço o trabalho do Turismo de Lisboa - cada vez mais autónomo da câmara - na promoção da capital. É o turismo o nosso petróleo, é nele que temos de investir. Os restaurantes estavam cheios...de estrangeiros. Se não fossem os turistas como estaria a hotelaria e a restauração? Por isso quando o Governo mexe no IVA deste sector é não ter a noção da realidade.
O mau- Eram 20 horas quando fui jantar, ainda era de dia, não era uma hora tardia. Pois nessa altura já havia ilhas de lixo espalhadas pelo Bairro, as ruas e os passeios continuam miseravelmente sujos e pouco cuidados. Com uma cidade tão bonita, é degradante que não haja atenção redobrada da CML nesta área. Lisboa nunca esteve tão suja como actualmente. E não é só ali, é em vários pontos da cidade.
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