terça-feira, 1 de junho de 2010

Queiroz, a comunicação e o medo

Confesso que nunca gostei de Carlos Queiroz. Deu vitórias nos juniores, mas não me lembro de nada nos seniores a não ser apanhar 6 a 3 do Benfica em Alvalade e vê-lo muitas vezes ao lado do vitorioso Alex Ferguson.

Escrevi em 1996, e depois doze anos depois noutro local, que para mim Queiroz só há um...o Eça.

Diz-me quem conviveu com ele em trabalho que era um chato nas palestras e habitualmente medroso. Sente-se má energia, de perdedor, quando se está ao pé dele.

Aliás, as suas exibições no banco da selecção nesta qualificação provam-no. Era o primeiro sofredor, o que parecia acreditar que os deuses estavam contra ele, o pé frio principal.

Com dificuldade lá conseguiu o apuramento e agora rodeia-se de um punhado de defesas na convocatória. Desejo o melhor mas temo o pior.

Mas na comunicação, apesar de uns momentos divertidos, Queiroz mantém-se prisioneiro das declarações de Mourinho que também não acredita em Portugal.

Depois, e é já a primeira derrota, Queiroz perdeu a batalha da comunicação. Não gostava do provincianismo intelectual e táctico de Scolari, mas deu uma vitalidade e uniu os portugueses que aprenderam a ter confiança em 11 pessoas.

Queiroz perdeu esse espírito, tomou más decisões no estágio e está refém dos seus medos.

Ontem por sinal, Mourinho só falou em ganhar e proibiu a palavra medo. É a diferença entre um ganhador e um perdedor.

1 comentário:

  1. Queiroz é parecido com Jesualdo Ferreira. São ambos dois professores que privilegiam a ciência e o racional em detrimento da arte e da emoção (como o fazia Scolari).

    Mourinho é o Special One porque é dos raros que consegue juntar os dois a perfeição.

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