O título deste post é uma acusação de Manuel Maria Carrilho. Que se deu ao trabalho de fazer uma conferência de imprensa para cair no burlesco de dizer este disparate. Já escrevi que esta guerra na praça pública é quase uma insanidade, uma falta de escrúpulos para dizimar a mãe dos seus filhos e, acima de tudo, uma tragédia para as crianças.
Crianças, essas, que crescerão com este trauma de guerra aberta, de polícias, de acusações de uma mulher que até perseguiu Carrilho com uma vara na escola (isto divulgado por ele) e um sem número de acontecimentos que não beneficiam a imagem de ninguém.
Para lá das crianças, as que mais sofrem, até a crueldade de outras crianças na escola, há familiares, que naturalmente estão a ser massacrados com este filme de terror. E muita gente já esqueceu que Carrilho foi ministro da Cultura, candidato a Lisboa, comentador em televisão e jornais, embaixador de Portugal na Unesco. Em suma, uma triste figura. Eu e muita gente gostaríamos de nunca mais escrever sobre este assunto. Para bem das crianças.
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quarta-feira, 12 de novembro de 2014
sexta-feira, 15 de novembro de 2013
O valor da marca Bárbara Guimarães
Todas as estações têm uma imagem mais forte no entretenimento, um rosto mais conhecido e que tem um enorme valor de marca. Na RTP é a Catarina Furtado, na SIC é a Bárbara Guimarães, na TVI é hoje Cristina Ferreira.
Com essa visibilidade, muitas marcas se querem associar a essas figuras valendo-se da sua reputação, do seu valor, da sua beleza, da sua popularidade. A marca Bárbara Guimarães foi afectada pelo divórcio público e por uma série de temas polémicos que foram lançados pelo seu ex-marido.
Por certo que as marcas que a ela se associaram fizeram o seu diagnóstico e prepararam um dossier de crise, pois é de uma crise reputacional que falamos.
Devem as marcas abandonar os seus contratos com ela? Bárbara, pessoalmente, geriu bem a crise. Emitiu um comunicado oficial e remeteu-se ao silêncio, evitando a exposição que a iria desgastar.
Neste momento, e ainda nem tudo foi contado, as marcas não devem cortar os seus contratos. A sua imagem continua boa e nos próximos tempos vai ter uma bateria de comunicação positiva da qual a SIC se irá encarregar.
Bárbara, está escudada pelo seu canal e será a cara das galas do programa que domina o "prime-time" de domingo, as horas que valem ouro, e será bem promovida. Logo, as marcas ganharão com esta associação. A reputação dela foi abalada, mas para já com esta manobra comunicacional irá ultrapassar o problema.
Com essa visibilidade, muitas marcas se querem associar a essas figuras valendo-se da sua reputação, do seu valor, da sua beleza, da sua popularidade. A marca Bárbara Guimarães foi afectada pelo divórcio público e por uma série de temas polémicos que foram lançados pelo seu ex-marido.
Por certo que as marcas que a ela se associaram fizeram o seu diagnóstico e prepararam um dossier de crise, pois é de uma crise reputacional que falamos.
Devem as marcas abandonar os seus contratos com ela? Bárbara, pessoalmente, geriu bem a crise. Emitiu um comunicado oficial e remeteu-se ao silêncio, evitando a exposição que a iria desgastar.
Neste momento, e ainda nem tudo foi contado, as marcas não devem cortar os seus contratos. A sua imagem continua boa e nos próximos tempos vai ter uma bateria de comunicação positiva da qual a SIC se irá encarregar.
Bárbara, está escudada pelo seu canal e será a cara das galas do programa que domina o "prime-time" de domingo, as horas que valem ouro, e será bem promovida. Logo, as marcas ganharão com esta associação. A reputação dela foi abalada, mas para já com esta manobra comunicacional irá ultrapassar o problema.
quinta-feira, 14 de novembro de 2013
O que Carrilho deveria ter feito
Como tive o cuidado de escrever aqui no blog sobre este mediático divórcio à vista de todos, «nem Bárbara Guimarães é a Madre Teresa de Calcutá, nem Manuel Maria Carrilho é Gandhi».
Não os conheço pessoalmente, mas confesso que não tenho nenhuma simpatia por Carrilho e considero-o um pusilânime. Passado este registo de interesses, fica a minha visão de como o ex-ministro da Cultura podia ganhar este caso em termos comunicacionais.
Em primeiro lugar, era difícil ganhar. Pois Carrilho não é uma personalidade simpática e gera bastantes anticorpos, logo, o resultado deste embate é que ele foi vítima de uma vingança da sociedade contra ele.
Bárbara Guimarães geriu bem a crise, emitiu um comunicado oficial e depois remeteu-se ao silêncio. Por seu lado, Carrilho num estado quase tresloucado foi vítima da sua incontinência verbal que o levou a dar entrevistas e a fazer declarações todos os dias e a todos os meios. Foi violenta a forma como expôs a mãe dos seus filhos e os avós deles.
Podia ter toda a razão do seu lado, pode ter perdido a calma por ter sido afastado do contacto com as crianças e também por outros factores que ainda não são conhecidos, mas irão ser, porém, a forma como se expôs e ligou a ventoinha fez com que toda a face negativa deste mediático divórcio fosse ele. Como é que ele podia ter ganho mediaticamente este combate?
Bastava ter negociado com os meios que falaria, mas sempre sem ser citado, aparecendo como "fonte próxima" ou "amigo de carrilho". Contaria possíveis problemas da ex-companheira, contaria o défice de atenção com os filhos, abordaria o tema de uma terceira pessoa (se for o caso) e relembrava como Bárbara robusteceu o seu perfil ao casar com ele, passando de cara bonita a mulher com interesses culturais.
Passaria a imagem de fragilizado, triste, indo à porta de sua casa para ver os filhos (como o fez) e uma semana depois dava uma entrevista emocional e emocionada ao CMTV a chorar, como deu. Seria o marido fragilizado, ultrapassado, bom pai, de quem as pessoas poderiam ter pena. Porque "everyone loves a scrappy underdog».
Carrilho perdeu o controlo emocional, não se aconselhou, limitou-se a ligar a ventoinha e mediaticamente foi aniquilado. Nas conversas que manteve com vários amigos do PS, e a quem contou as suas mágoas, contou toda a verdade. Parte dela ainda não é sabida, mas o tempo irá fazer as pessoas conhecerem o filme todo. Nem Bárbara Guimarães é a Madre Teresa de Calcutá e muito menos Carrilho é Gandhi. Mas ele perdeu esta batalha na comunicação.
Não os conheço pessoalmente, mas confesso que não tenho nenhuma simpatia por Carrilho e considero-o um pusilânime. Passado este registo de interesses, fica a minha visão de como o ex-ministro da Cultura podia ganhar este caso em termos comunicacionais.
Em primeiro lugar, era difícil ganhar. Pois Carrilho não é uma personalidade simpática e gera bastantes anticorpos, logo, o resultado deste embate é que ele foi vítima de uma vingança da sociedade contra ele.
Bárbara Guimarães geriu bem a crise, emitiu um comunicado oficial e depois remeteu-se ao silêncio. Por seu lado, Carrilho num estado quase tresloucado foi vítima da sua incontinência verbal que o levou a dar entrevistas e a fazer declarações todos os dias e a todos os meios. Foi violenta a forma como expôs a mãe dos seus filhos e os avós deles.
Podia ter toda a razão do seu lado, pode ter perdido a calma por ter sido afastado do contacto com as crianças e também por outros factores que ainda não são conhecidos, mas irão ser, porém, a forma como se expôs e ligou a ventoinha fez com que toda a face negativa deste mediático divórcio fosse ele. Como é que ele podia ter ganho mediaticamente este combate?
Bastava ter negociado com os meios que falaria, mas sempre sem ser citado, aparecendo como "fonte próxima" ou "amigo de carrilho". Contaria possíveis problemas da ex-companheira, contaria o défice de atenção com os filhos, abordaria o tema de uma terceira pessoa (se for o caso) e relembrava como Bárbara robusteceu o seu perfil ao casar com ele, passando de cara bonita a mulher com interesses culturais.
Passaria a imagem de fragilizado, triste, indo à porta de sua casa para ver os filhos (como o fez) e uma semana depois dava uma entrevista emocional e emocionada ao CMTV a chorar, como deu. Seria o marido fragilizado, ultrapassado, bom pai, de quem as pessoas poderiam ter pena. Porque "everyone loves a scrappy underdog».
Carrilho perdeu o controlo emocional, não se aconselhou, limitou-se a ligar a ventoinha e mediaticamente foi aniquilado. Nas conversas que manteve com vários amigos do PS, e a quem contou as suas mágoas, contou toda a verdade. Parte dela ainda não é sabida, mas o tempo irá fazer as pessoas conhecerem o filme todo. Nem Bárbara Guimarães é a Madre Teresa de Calcutá e muito menos Carrilho é Gandhi. Mas ele perdeu esta batalha na comunicação.
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segunda-feira, 28 de outubro de 2013
Para encerrar o assunto Bárbara Guimarães/Carrilho
Nem a Bárbara Guimarães é a Madre Teresa de Calcutá nem Manuel Maria Carrilho é Gandhi. Estão a ser vítimas da exposição mediática em que transformaram a vida deles em que até para irem votar, como vi eu, no liceu Filipa de Lencastre, organizavam as coisas para que alguém os fotografasse.
Tem sido um espectáculo deprimente, do mais baixo e vil que tenho assistido em Portugal, particularmente, da parte de Manuel Maria Carrilho que parece sofrer de incontinência verbal, esquecendo que tem dois filhos pequenos, que vão sofrer por tudo o que se está a passar.
Aliás, Carrilho ao tentar à força entrar em casa, acompanhado de seguranças como foi exibido, sob o pretexto de ver as crianças às 23h, tendo uma delas 3 anos, só as assustou.
Carrilho hoje ataca de novo, Bárbara põe um processo de difamação por uma entrevista que o marido concedeu ontem ao DN. Como passou quase despercebida, escrevo aqui o que ele disse, que é de uma gravidade sem defesa possível:
- «A meu ver a origem desta loucura toda é o álcool»
-«Acha que aquilo é que é vida, aquilo é que é a alegria da vida, que a casa devia ser garrafas de uma ponta à outra, cheia de gente a entrar e a sair»
-«Há um ano que a única coisa em que a Bárbara pensa são os 40 anos. Ela não conseguiu suportar a idade. Foi por um lado a parte da depressão com o álcool e o resto com silicones, botoxs, estrias e 50 comprimidos, para aí, que ela toma por dia»
- «Deixou de comer e passou a beber»
- «Quando fui para Paris tínhamos combinado passar fim-de-semana romântico no Hotel Design. E ela disse-me: `só tens que me prometer uma coisa. É que te emborrachas comigo»
- «A Bárbara alcoolizada chocava com paredes, caiu na minha quinta, numa sebe de 5 metros. Há muitas auto-agressões de uma bêbeda»
Isto foi dito por Carrilho, ontem, ao DN. É do mais baixo que já vi na minha vida. E este cavalheiro foi promovido como o Jack Lang português, foi ministro da Cultura e embaixador na UNESCO. É a todos os títulos deplorável o afã com que fala para a imprensa sobre a mãe dos seus filhos.
E na mesma entrevista afirma: «tão reservado fui como agora serei locuaz». Pois, Manuel Maria Carrilho ligou a ventoinha, mas se tivesse um pingo de vergonha e se se preocupasse com os seus filhos resolvia as coisas em silêncio, em bastidores, em tribunal e não na praça pública.
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Tem sido um espectáculo deprimente, do mais baixo e vil que tenho assistido em Portugal, particularmente, da parte de Manuel Maria Carrilho que parece sofrer de incontinência verbal, esquecendo que tem dois filhos pequenos, que vão sofrer por tudo o que se está a passar.
Aliás, Carrilho ao tentar à força entrar em casa, acompanhado de seguranças como foi exibido, sob o pretexto de ver as crianças às 23h, tendo uma delas 3 anos, só as assustou.
Carrilho hoje ataca de novo, Bárbara põe um processo de difamação por uma entrevista que o marido concedeu ontem ao DN. Como passou quase despercebida, escrevo aqui o que ele disse, que é de uma gravidade sem defesa possível:
- «A meu ver a origem desta loucura toda é o álcool»
-«Acha que aquilo é que é vida, aquilo é que é a alegria da vida, que a casa devia ser garrafas de uma ponta à outra, cheia de gente a entrar e a sair»
-«Há um ano que a única coisa em que a Bárbara pensa são os 40 anos. Ela não conseguiu suportar a idade. Foi por um lado a parte da depressão com o álcool e o resto com silicones, botoxs, estrias e 50 comprimidos, para aí, que ela toma por dia»
- «Deixou de comer e passou a beber»
- «Quando fui para Paris tínhamos combinado passar fim-de-semana romântico no Hotel Design. E ela disse-me: `só tens que me prometer uma coisa. É que te emborrachas comigo»
- «A Bárbara alcoolizada chocava com paredes, caiu na minha quinta, numa sebe de 5 metros. Há muitas auto-agressões de uma bêbeda»
Isto foi dito por Carrilho, ontem, ao DN. É do mais baixo que já vi na minha vida. E este cavalheiro foi promovido como o Jack Lang português, foi ministro da Cultura e embaixador na UNESCO. É a todos os títulos deplorável o afã com que fala para a imprensa sobre a mãe dos seus filhos.
E na mesma entrevista afirma: «tão reservado fui como agora serei locuaz». Pois, Manuel Maria Carrilho ligou a ventoinha, mas se tivesse um pingo de vergonha e se se preocupasse com os seus filhos resolvia as coisas em silêncio, em bastidores, em tribunal e não na praça pública.
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segunda-feira, 30 de maio de 2011
Globos de Ouro
Confesso que só vi a partir do fim da série Spartacus, mas a SIC está de parabéns por esta gala que consegue ter classe e alguma sofisticação.
Esteve bem em homenagear Simone de Oliveira, uma mulher que as gerações actuais conhecem mal, uma mulher de garra e de armas que agora aparecia apenas em alguns papeis secundários em novelas.
Houve uma década em que ela era um furacão e que marcou a sociedade portuguesa, bastava ouvi-la cantar nos tempos áureos para se sentir a sua força. Às vezes faz-se bem às pessoas reconhecendo-lhes o mérito, por isso a SIC e a Caras estiveram bem.
PS: Bárbara Guimarães é uma mulher linda mas continuo a achar que tem pouco jeito para aquilo.
Esteve bem em homenagear Simone de Oliveira, uma mulher que as gerações actuais conhecem mal, uma mulher de garra e de armas que agora aparecia apenas em alguns papeis secundários em novelas.
Houve uma década em que ela era um furacão e que marcou a sociedade portuguesa, bastava ouvi-la cantar nos tempos áureos para se sentir a sua força. Às vezes faz-se bem às pessoas reconhecendo-lhes o mérito, por isso a SIC e a Caras estiveram bem.
PS: Bárbara Guimarães é uma mulher linda mas continuo a achar que tem pouco jeito para aquilo.
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