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quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Governo apoia Bárbara Guimarães

O título deste post é uma acusação de Manuel Maria Carrilho. Que se deu ao trabalho de fazer uma conferência de imprensa para cair no burlesco de dizer este disparate. Já escrevi que esta guerra na praça pública é quase uma insanidade, uma falta de escrúpulos para dizimar a mãe dos seus filhos e, acima de tudo, uma tragédia para as crianças.

Crianças, essas, que crescerão com este trauma de guerra aberta, de polícias, de acusações de uma mulher que até perseguiu Carrilho com uma vara na escola (isto divulgado por ele) e um sem número de acontecimentos que não beneficiam a imagem de ninguém.

Para lá das crianças, as que mais sofrem, até a crueldade de outras crianças na escola, há familiares, que naturalmente estão a ser massacrados com este filme de terror. E muita gente já esqueceu que Carrilho foi ministro da Cultura, candidato a Lisboa, comentador em televisão e jornais, embaixador de Portugal na Unesco. Em suma, uma triste figura. Eu e muita gente gostaríamos de nunca mais escrever sobre este assunto. Para bem das crianças.

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

O que Carrilho deveria ter feito

Como tive o cuidado de escrever aqui no blog sobre este mediático divórcio à vista de todos, «nem Bárbara Guimarães é a Madre Teresa de Calcutá, nem Manuel Maria Carrilho é Gandhi».

Não os conheço pessoalmente, mas confesso que não tenho nenhuma simpatia por Carrilho e considero-o um pusilânime. Passado este registo de interesses, fica a minha visão de como o ex-ministro da Cultura podia ganhar este caso em termos comunicacionais.

Em primeiro lugar, era difícil ganhar. Pois Carrilho não é uma personalidade simpática e gera bastantes anticorpos, logo, o resultado deste embate é que ele foi vítima de uma vingança da sociedade contra ele.

Bárbara Guimarães geriu bem a crise, emitiu um comunicado oficial e depois remeteu-se ao silêncio. Por seu lado, Carrilho num estado quase tresloucado foi vítima da sua incontinência verbal que o levou a dar entrevistas e a fazer declarações todos os dias e a todos os meios. Foi violenta a forma como expôs a mãe dos seus filhos e os avós deles.

Podia ter toda a razão do seu lado, pode ter perdido a calma por ter sido afastado do contacto com as crianças e também por outros factores que ainda não são conhecidos, mas irão ser, porém, a forma como se expôs e ligou a ventoinha fez com que toda a face negativa deste mediático divórcio fosse ele. Como é que ele podia ter ganho mediaticamente este combate?

Bastava ter negociado com os meios que falaria, mas sempre sem ser citado, aparecendo como "fonte próxima" ou "amigo de carrilho". Contaria possíveis problemas da ex-companheira, contaria o défice de atenção com os filhos, abordaria o tema de uma terceira pessoa (se for o caso) e relembrava como Bárbara robusteceu o seu perfil ao casar com ele, passando de cara bonita a mulher com interesses culturais.

Passaria a imagem de fragilizado, triste, indo à porta de sua casa para ver os filhos (como o fez) e uma semana depois dava uma entrevista emocional e emocionada ao CMTV a chorar, como deu. Seria o marido fragilizado, ultrapassado, bom pai, de quem as pessoas poderiam ter pena. Porque "everyone loves a scrappy underdog».

Carrilho perdeu o controlo emocional, não se aconselhou, limitou-se a ligar a ventoinha e mediaticamente foi aniquilado. Nas conversas que manteve com vários amigos do PS, e a quem contou as suas mágoas, contou toda a verdade. Parte dela ainda não é sabida, mas o tempo irá fazer as pessoas conhecerem o filme todo. Nem Bárbara Guimarães é a Madre Teresa de Calcutá e muito menos Carrilho é Gandhi. Mas ele perdeu esta batalha na comunicação.



segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Para encerrar o assunto Bárbara Guimarães/Carrilho

Nem a Bárbara Guimarães é a Madre Teresa de Calcutá nem Manuel Maria Carrilho é Gandhi. Estão a ser vítimas da exposição mediática em que transformaram a vida deles em que até para irem votar, como vi eu, no liceu Filipa de Lencastre, organizavam as coisas para que alguém os fotografasse.

Tem sido um espectáculo deprimente, do mais baixo e vil que tenho assistido em Portugal, particularmente, da parte de Manuel Maria Carrilho que parece sofrer de incontinência verbal, esquecendo que tem dois filhos pequenos, que vão sofrer por tudo o que se está a passar.

Aliás, Carrilho ao tentar à força entrar em casa, acompanhado de seguranças como foi exibido, sob o pretexto de ver as crianças às 23h, tendo uma delas 3 anos, só as assustou.

Carrilho hoje ataca de novo, Bárbara põe um processo de difamação por uma entrevista que o marido concedeu ontem ao DN. Como passou quase despercebida, escrevo aqui o que ele disse, que é de uma gravidade sem defesa possível:

- «A meu ver a origem desta loucura toda é o álcool»
-«Acha que aquilo é que é vida, aquilo é que é a alegria da vida, que a casa devia ser garrafas de uma ponta à outra, cheia de gente a entrar e a sair»
-«Há um ano que a única coisa em que a Bárbara pensa são os 40 anos. Ela não conseguiu suportar a idade. Foi por um lado a parte da depressão com o álcool e o resto com silicones, botoxs, estrias e 50 comprimidos, para aí, que ela toma por dia»
- «Deixou de comer e passou a beber»
- «Quando fui para Paris tínhamos combinado passar fim-de-semana romântico no Hotel Design. E ela disse-me: `só tens que me prometer uma coisa. É que te emborrachas comigo»
- «A Bárbara alcoolizada chocava com paredes, caiu na minha quinta, numa sebe de 5 metros. Há muitas auto-agressões de uma bêbeda»

Isto foi dito por Carrilho, ontem, ao DN. É do mais baixo que já vi na minha vida. E este cavalheiro foi promovido como o Jack Lang português, foi ministro da Cultura e embaixador na UNESCO. É a todos os títulos deplorável o afã com que fala para a imprensa sobre a mãe dos seus filhos.

E na mesma entrevista afirma: «tão reservado fui como agora serei locuaz». Pois, Manuel Maria Carrilho ligou a ventoinha, mas se tivesse um pingo de vergonha e se se preocupasse com os seus filhos resolvia as coisas em silêncio, em bastidores, em tribunal e não na praça pública.

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sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Carrilho é um erro de Seguro

Leio esta notícia e não posso deixar de dizer que pensar em Manuel Maria Carrilho para o que quer que seja é um erro. È que nem no bairro dele (eu moro no mesmo bairro) é popular. O que ainda lhe vale é a Bábá.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Cunha Vaz deve recorrer e APECOM deve apoiar

Julgo que o António Cunha Vaz fez bem em recorrer desta sentença sem sentido. Não se pode acusar sem provas e o apêndice de Bárbara Guimarães, desculpem eu tratá-lo assim, mas tenho direito à minha liberdade de expressão, como o cavalheiro referiu à saída do tribunal.

Carrilho faz acusações graves e não provadas e, neste caso, e dou de boa fé a sugestão ao Alexandre Cordeiro, presidente da APECOM, a associação mais representativa das empresas de Conselho em Comunicação deve tomar uma posição pública em defesa de um seu associado.

Neste caso é assim: quem se mete com as agências de comunicação, leva.

PS: Fica bem explícito que o António Cunha Vaz tem de mim todo o meu modesto apoio de que necessite. Gosto de causas justas.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Cunha Vaz vs. Carrilho

Tenho acompanhado a guerra de tribunal entre António Cunha Vaz e Manuel Maria Carrilho.

O socialista é uma criatura ridícula, um pavão que quando mostra as suas penas demonstra a fragilidade de que pouco sabe.

Nesta guerra, penso que o sector de Conselho em Comunicação deve estar ao lado do seu colega. Mais até do que pelo António, pelos disparates que o filósofo proferiu sobre quem trabalha em Conselho em Comunicação e não devemos aceitar.

Nota de humor: se António Cunha Vaz ganhar o processo, a indemnização reverterá para as vítimas de violência doméstica.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

O caso Carrilho

Ainda não tinha escrito sobre este caso de Manuel Maria Carrilho, a sua saída da UNESCO.

Logo de início afirmo que abomino esta figurinha. E tenho a certeza que em termos de popularidade junto dos portugueses ela deve ser residual.

É um pavão, uma espécie de Rei-Sol do Arco Cego, bairro onde ele vive. Na sua passagem pela Cultura e depois por uma candidatura fraquíssima à Câmara de Lisboa nunca soube granjear simpatias, e isso num político é mortal.

Com os media, apesar de ter uma belíssima mulher, a sua relação sempre foi péssima. E também na política a comunicação é fundamental. A sua imagem de pedante não passa junto das pessoas.

É um homem com uma perspectiva solipsista da sua figura e agora parece que quer passar esta ideia. Se me perguntarem quem é que eu acho que mente neste processo, Amado ou Carrilho, naturalmente acho que é o segundo.

Ao ver este fim-de-semana Carrilho e a sua família a passear lembrei-me de uma história: eu também vivo no bairro do Arco Cego, um dos mais tranquilos e familiares de Lisboa. Na altura da sua candidatura à capital contavam-me aqui as forças vivas: «ninguém gosta dele. Nem no café onde vai o suportam. Abre o jornal no balcão, ocupa espaço e fica ali a pastar para ser visto».

Quando o povo tem esta opinião, já sabemos que é muito difícil a sua sobrevivência no universo mediático. O povo habitualmente não se deixa enganar.