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quinta-feira, 25 de outubro de 2012
A saída da AR de Francisco Louçã
Só uma nota: eu não tenho especial simpatia por Francisco Louçã e por vezes tornava-se um cansativo pregador. Mas era um parlamentar importante e criativo, significativo para a democraticidade do nosso parlamento. Por isso, é a nossa política que perde com o seu abandono.
sábado, 18 de agosto de 2012
A saída de Louçã
Francisco Louçã abandona a liderança do Bloco de Esquerda. E faz bem. Estava a tornar-se um pregador cansativo e sem retornos para o seu partido.
Ele teve um mérito, diga-se: conseguiu liderar um aglomerado de pequenos partidos de esquerda sem relevância, tornando-o, até às últimas eleições, uma força que cresceu sempre e com imagem de modernidade que conseguiu entrar no eleitorado jovem e urbano.
À custa de causas fracturantes foi semeando votos, mas a reputação do BE estava a sofrer a corrosão da perda de reputação do próprio Louçã. Agora optam pela bicefalia na liderança, não sei o que dará. Louçã, agora, poderá, à vontade, fazer a vida burguesa da ida ao Holmes Place sem que as pessoas fiquem a olhar para ele. Voltou a ser um homem normal.
Ele teve um mérito, diga-se: conseguiu liderar um aglomerado de pequenos partidos de esquerda sem relevância, tornando-o, até às últimas eleições, uma força que cresceu sempre e com imagem de modernidade que conseguiu entrar no eleitorado jovem e urbano.
À custa de causas fracturantes foi semeando votos, mas a reputação do BE estava a sofrer a corrosão da perda de reputação do próprio Louçã. Agora optam pela bicefalia na liderança, não sei o que dará. Louçã, agora, poderá, à vontade, fazer a vida burguesa da ida ao Holmes Place sem que as pessoas fiquem a olhar para ele. Voltou a ser um homem normal.
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terça-feira, 13 de março de 2012
É a segunda vez na vida que concordo com Louçã
O que aqui diz está correcto. Tem sido sempre assim com Cavaco em Belém e não deve ser assim. Um Presidente da República tem o dever de maior recato.
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domingo, 4 de setembro de 2011
A mim parece-me é que o Bloco de Esquerda precisa de um 25 de Abril
Antes de ler esta notícia, estava-me a lembrar dos últimos registos do Bloco de Esquerda e de Francisco Louçã e a pensar como este partido em queda precisaria de um 25 de Abril interno.
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segunda-feira, 29 de agosto de 2011
PSD está contra a coligação Cavaco/Louçã
A notícia que eu aguardava com expectativa e que aplaudo. O lado mau da coisa é que vamos ver como fica o jogo Belém/S. Bento.
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sexta-feira, 26 de agosto de 2011
Adoro a coligação Cavaco/Louçã...
Francisco Louçã pediu impostos para os mais ricos, leio aqui que Cavaco concorda. O mundo está perigoso.
domingo, 19 de junho de 2011
O terramoto no Bloco de Esquerda
Os resultados foram medíocres nas legislativas e o culpado é Francisco Louçã, tal como também o foi no apagamento do Bloco de Esquerda nas últimas autárquicas em Lisboa e na estratégia suicida de colagem ao PS nas presidenciais, com o apoio a Alegre.
Mas ao contrário de Sócrates que soube sair bem, Louçã está com o manifesto desejo de se perpetuar, como naqueles regimes revolucionários que ele sempre abraçou e admirou. O BE não está bem e o clima é turbulento.
Hoje, Rui Tavares, deputado europeu eleito pelo BE, exige desculpas de Louçã por declarações alegadamente por ele produzidas. É o sintoma desse clima que se vive.
Mas ao contrário de Sócrates que soube sair bem, Louçã está com o manifesto desejo de se perpetuar, como naqueles regimes revolucionários que ele sempre abraçou e admirou. O BE não está bem e o clima é turbulento.
Hoje, Rui Tavares, deputado europeu eleito pelo BE, exige desculpas de Louçã por declarações alegadamente por ele produzidas. É o sintoma desse clima que se vive.
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segunda-feira, 6 de junho de 2011
Última análise sobre eleições de ontem
O PSD ganhou como se esperava. Há uns tempos atrás nas eleições do Sporting, Luís Duque disse que bastava «um cheque e uma vassoura» para limpar o plantel.
Se quanto aos cheques a coisa é mais difícil para os portugueses, já na vassoura sempre fomos fortes. A vitória do PSD foi uma vassourada em Sócrates, mais do que um voto convicto na mudança.
Em qualquer eleição, é muito raro o candidato com a maior taxa de rejeição ganhar. Se isso acontecesse, cairia o Carmo e a Trindade. Sócrates tinha índices de rejeição estratosféricos, o PSD só tinha de fazer uma campanha que os mantivesse, como oportunamente tive ocasião de dizer a quem de direito.
E acrescentar menos erros, como nas primeiras semanas cometeu, afastar todos os egos de iluminados e desajeitados, chamar os ex-líderes e personalizar a campanha no Pedro, como também tive ocasião de dizer a quem de direito. Agora vem a prova que conta: a governação. (já escreverei sobre o novo dia para Portugal, a seguir).
Sócrates fez uma campanha em esforço, mas em que deu tudo. Lembram-se que eu fiz aqui um apontamento de memória sobre a rouquidão? Relembrei Nogueira e Santana, assinalando um mau presságio para a perda de voz de Sócrates. O resultado foi mau, mas honesto. O PS ainda tem 28% de convictos.
Sócrates fez uma brilhante peça de oratória na despedida. Sem ser sentimental, não foi animal feroz. Foi o tom certo, que talvez tenha faltado na campanha. Disse tudo, especialmente que não teme o «julgamento do tempo». E eu que gosto de oráculos, aqui deixo a sentença que a História dirá que o seu 1º Governo foi dos melhores do pós-25 de Abril, mas depois veio a hecatombe.
No CDS, quando se anunciaram os resultados, o Caldas estava em silêncio. Portas esperava e merecia mais, pela campanha realizada. Quase 12% foi o efeito visível do voto útil e de uma campanha que, como assinalei na semana passada, senti derrapar para o tal voto útil para o PSD. Mas o CDS cresceu e é um parceiro sério e credível para o PSD.
PCP está sólido como uma rocha. Não cresce, mas não perde. Jerónimo é um líder simpático para todos e o mérito é dele neste resultado, num partido envelhecido e sem ideias.
Louçã devia ter apresentado a demissão. O seu resultado é catastrófico e é fruto da união com o PS nas presidenciais. O Bloco perdeu sobretudo entre os mais jovens e vai ter de repensar o seu discurso.
Se quanto aos cheques a coisa é mais difícil para os portugueses, já na vassoura sempre fomos fortes. A vitória do PSD foi uma vassourada em Sócrates, mais do que um voto convicto na mudança.
Em qualquer eleição, é muito raro o candidato com a maior taxa de rejeição ganhar. Se isso acontecesse, cairia o Carmo e a Trindade. Sócrates tinha índices de rejeição estratosféricos, o PSD só tinha de fazer uma campanha que os mantivesse, como oportunamente tive ocasião de dizer a quem de direito.
E acrescentar menos erros, como nas primeiras semanas cometeu, afastar todos os egos de iluminados e desajeitados, chamar os ex-líderes e personalizar a campanha no Pedro, como também tive ocasião de dizer a quem de direito. Agora vem a prova que conta: a governação. (já escreverei sobre o novo dia para Portugal, a seguir).
Sócrates fez uma campanha em esforço, mas em que deu tudo. Lembram-se que eu fiz aqui um apontamento de memória sobre a rouquidão? Relembrei Nogueira e Santana, assinalando um mau presságio para a perda de voz de Sócrates. O resultado foi mau, mas honesto. O PS ainda tem 28% de convictos.
Sócrates fez uma brilhante peça de oratória na despedida. Sem ser sentimental, não foi animal feroz. Foi o tom certo, que talvez tenha faltado na campanha. Disse tudo, especialmente que não teme o «julgamento do tempo». E eu que gosto de oráculos, aqui deixo a sentença que a História dirá que o seu 1º Governo foi dos melhores do pós-25 de Abril, mas depois veio a hecatombe.
No CDS, quando se anunciaram os resultados, o Caldas estava em silêncio. Portas esperava e merecia mais, pela campanha realizada. Quase 12% foi o efeito visível do voto útil e de uma campanha que, como assinalei na semana passada, senti derrapar para o tal voto útil para o PSD. Mas o CDS cresceu e é um parceiro sério e credível para o PSD.
PCP está sólido como uma rocha. Não cresce, mas não perde. Jerónimo é um líder simpático para todos e o mérito é dele neste resultado, num partido envelhecido e sem ideias.
Louçã devia ter apresentado a demissão. O seu resultado é catastrófico e é fruto da união com o PS nas presidenciais. O Bloco perdeu sobretudo entre os mais jovens e vai ter de repensar o seu discurso.
domingo, 5 de junho de 2011
Sócrates e Louçã só têm um caminho
Acertei, arriscando, que o PS ficava abaixo dos 30% na 5a feira. Esperava um resultado mau do BE, mas não tão mau.
O povo não quer ver Sócrates à frente e Louçã, como disse no Económico TV, é um pregador fora de moda.
Numa altura de troika, de sacrifícios, de contestação social, o país vira à direita. E a esquerda vai virar a política para a contestação de rua.
O povo não quer ver Sócrates à frente e Louçã, como disse no Económico TV, é um pregador fora de moda.
Numa altura de troika, de sacrifícios, de contestação social, o país vira à direita. E a esquerda vai virar a política para a contestação de rua.
sexta-feira, 3 de junho de 2011
Conclusões de campanha
Como já escrevi ontem é óbvio que o PSD vai ganhar e vai haver uma maioria de direita. Tenho a convicção que o PS poderá ficar abaixo dos 30%. Mas falta o dia de reflexão. Faço um balanço geral:
José Sócrates - usou como música o "Gladiador" e foi isso que ele foi nesta campanha. Batalhador, tentando fazer das fraquezas, forças, lutando contra o cansaço dos portugueses com a sua imagem. No início deu indicações que podia estar taco-a-taco, no entanto, esta última semana tem sido um esforço penoso e a máquina já não é a mesma de outros tempos.
Pedro Passos Coelho- Começou muito mal, mas nesta última semana a máquina laranja tem-lhe proporcionado boas organizações, melhorou no contacto de rua, não cometeu erros. O PSD fez aquilo que sempre devia ter feito e não fez no começo: centralizar a campanha no líder, na sua racionalidade e bom senso, afastar catrogas, Carrapatosos e outros da campanha, e conseguir a união dos notáveis. Passos vai ter uma boa vitória num momento muito difícil para Portugal.
Paulo Portas- Esteve sempre magnífico, conseguiu transformar um partido de "one man show" numa equipa capaz. Arrancou fortíssimo, mas sinto que em termos de votos o CDS tem derrapado esta semana por causa do voto útil, mas continuo a acreditar que vai ter um excelente resultado. Teve tiradas brilhantes e é neste momento o melhor "campaigner" português.
Jerónimo de Sousa - simpatia e proximidade, manutenção do espaço de intervenção da CDU. É uma personalidade cativante num partido que está envelhecido e muito pouco criativo numa campanha eleitoral. terá resultado satisfatório.
Francisco Louçã - Suspeito que as coisas vão mudar no Bloco. Se ficar em último dos 5 partidos com assento parlamentar, o BE terá que tirar lições de duas derrotas e de algum cansaço com Louçã, que apesar disso melhorou desempenho nesta semana final.
José Sócrates - usou como música o "Gladiador" e foi isso que ele foi nesta campanha. Batalhador, tentando fazer das fraquezas, forças, lutando contra o cansaço dos portugueses com a sua imagem. No início deu indicações que podia estar taco-a-taco, no entanto, esta última semana tem sido um esforço penoso e a máquina já não é a mesma de outros tempos.
Pedro Passos Coelho- Começou muito mal, mas nesta última semana a máquina laranja tem-lhe proporcionado boas organizações, melhorou no contacto de rua, não cometeu erros. O PSD fez aquilo que sempre devia ter feito e não fez no começo: centralizar a campanha no líder, na sua racionalidade e bom senso, afastar catrogas, Carrapatosos e outros da campanha, e conseguir a união dos notáveis. Passos vai ter uma boa vitória num momento muito difícil para Portugal.
Paulo Portas- Esteve sempre magnífico, conseguiu transformar um partido de "one man show" numa equipa capaz. Arrancou fortíssimo, mas sinto que em termos de votos o CDS tem derrapado esta semana por causa do voto útil, mas continuo a acreditar que vai ter um excelente resultado. Teve tiradas brilhantes e é neste momento o melhor "campaigner" português.
Jerónimo de Sousa - simpatia e proximidade, manutenção do espaço de intervenção da CDU. É uma personalidade cativante num partido que está envelhecido e muito pouco criativo numa campanha eleitoral. terá resultado satisfatório.
Francisco Louçã - Suspeito que as coisas vão mudar no Bloco. Se ficar em último dos 5 partidos com assento parlamentar, o BE terá que tirar lições de duas derrotas e de algum cansaço com Louçã, que apesar disso melhorou desempenho nesta semana final.
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