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quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Braz da Silva sai da corrida ao Sporting

Esta é a notícia mais importante do dia. O empresário Braz da Silva abandona corrida ao Sporting.

Arrancou muito bem, ganhando notoriedade e ocupando bem os espaço mediático, mas agora parece que vai sair de cena. Os motivos, no meu entender como sócio do Sporting, é que são preocupantes.

Uma pressão do status quo que pretende controlar a sucessão e o seguimento das coisas como elas estão. Isso é grave. Braz da Silva, por nada ter a ver o passado recente, podia ser um bom sinal de ruptura.

O Sporting, aristocrata falido, continua a ser um ninho de egos, de notáveis com pouca responsabilidade em que a sua personalidade se substitui à importãncia e à dimensão do clube. É uma tristeza.

PS: a demissão de Costinha, que tem de se referir disse algumas verdades, foi um bom acto de gestão da direcção demissionária.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Sporting à Braz e os Bastonários

Tenho seguido com atenção José Braz da Silva, que hoje assumiu a candidatura à presidência do Sporting.

Aguardo as suas ideias e programa e também a sua equipa. Mas há algo que já caiu bem no universo leonino: O ter dito que não aceita remuneração enquanto presidente do Sporting.

Não me choca que um Presidente seja remunerado ou receba prémios de gestão. Aliás, outras duas respeitáveis instituições, Benfica e Porto, seguem modelos distintos nesse capítulo. Luis Filipe Vieira nada aufere, Pinto da Costa tem salário e prémios.

Mas algo que chocava os adeptos leoninos era o salário de Bettencourt com tão parcos resultados. O empresário segue pois outra via, mas mantendo que em determinadas áreas deve haver profissionais bem recompensados pelo seu trabalho em prol de uma tão grande instituição e marca como é o Sporting.

Noutro campo, uma palavra sobre os Bastonários dos advogados e médicos. Marinho Pinto e José Manuel Silva, oriundos da mesma região, a primeira preocupação que tiveram foi atribuir um salário a si próprios sendo os primeiros nessas instituições a fazê-los. são caminhos.

sábado, 29 de janeiro de 2011

Os dois caminhos para o Sporting: os candidatos

Gosto muito de tertúlias sportinguistas, tenho muio gosto em promover movimentos de sócios e adeptos que amam o meu clube, porque sabemos que o nosso Sporting atravessa momentos difíceis.

Para estas eleições vamos ter dois candidatos e duas maneiras de encarar o clube. É quase certo que teremos o empresário José Braz da Silva e Godinho Lopes.

O empresário é descrito pelo credível Agostinho Abade como um novo João Rocha, o melhor presidente do Sporting de que tenho memória. Apresenta-se com sportinguismo, capacidade de liderança, bons contactos e mais importante de que tudo: dinheiro, muito dinheiro.

Sabendo nós que as receitas do clube estão cativas para pagar o serviço da dívida à banca, só alguém com capacidade de injecção de capital ali pode fazer alguma coisa. Senão, arriscamo-nos a ser um novo Belenenses (digo-o com tristeza pois é um clube pelo qual tenho muita simpatia), perdendo força desportiva e de marca e sobrevivendo com o pouco que resta.

José Braz da Silva terá de ser uma liderança carismática, popular, empolgante e galvanizadora. Atento aos poderes do futebol, mas marcando uma linha própria de intervenção, com uma equipa credível, bons valores no futebol e nunca descuidando a Marca Sporting Clube de Portugal.

Por seu lado, Godinho Lopes marca um traço de continuidade na aristocracia que governou mal o clube desde o projecto Roquette, com parcos resultados desportivos e depauperando gravemente a imagem do clube que foi perdendo influência e níveis de afluência aos jogos.

Godinho Lopes é um homem reservado e discreto, competente mas pouco carismático, mas dificilmente capaz de dar alegria à família leonina. Mas tem um trunfo forte: Luís Duque, que caíu no coração dos sócios pela conquista do campeonato, mas não teve a coragem de enfrentar segmentos do clube para contratar José Mourinho, sem esquecer que endividou fortemente o clube com as suas contratações.

Aqui neste plano, sem querer influenciar o empresário José Braz da Silva, ele pode jogar um trunfo forte e popular junto da massa associativa: dizer que conta com José Couceiro e que no final da época avaliará os até agora fracos desempenhos de Costinha e Paulo Sérgio para tranquilizar o plantel.

Teremos carisma contra discrição, sócios contra a aristocracia que conduz o actual Sporting, dinheiro vs. a triste modorra do colete de forças imposto pela banca pela má gestão do clube durante os últimos anos. Queremos um Sporting campeão ou apenas um Sporting cumpridor das suas obrigações bancárias?

Não conheço pessoalmente os dois candidatos e naturalmente que aguardo como sócio 6095 programas e listas. Mas a base do que quero para o futuro tenho em mim há muito decidido.