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terça-feira, 25 de novembro de 2014

Os 3 activos Antónios do PS

Para lá da sua história na democracia, para lá do passado que nunca deve ser apagado, o PS tem hoje três activos que valem votos:

- António Costa. Um bom político, com críticas naturais em Lisboa, que é uma esperança para o partido e que é uma pessoa séria. Há quatro dias, todos jogavam o pleno que seria o próximo primeiro-ministro. Hoje, tem de ser muito melhor e mostrar inequivocamente que ele e a sua equipa serão os melhores para Portugal.

- António Guterres. Como Primeiro-Ministro não deixou grandes saudades, mas é um homem inteligente, culto, sério. Um bom ser humano. Só Marcelo o pode derrotar no caminho para Belém, apesar de lhe apetecer mais ser Secretário-Geral da ONU.

- António José Seguro. Nunca renegou o passado, mas nunca se colou ao passado mais próximo. Os media nunca gostaram muito dele, mas a ética na política sempre se mostrou a sua matriz. É uma boa pessoa, séria e honesta. E tem ainda muito a dar ao PS.

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quarta-feira, 10 de setembro de 2014

O duelo Costa vs. Seguro na TVI

A minha análise ao primeiro debate para a liderança do PS na TVI é muito simples:

António Costa foi para a Quadratura do Círculo. António José Seguro foi para um duelo. O primeiro foi para dizer umas coisas, o segundo para matar. E num duelo ganha quem mata.

sábado, 12 de julho de 2014

A Volta a Portugal que os portugueses não estão a gostar

Quem lê o título do post vai achar que eu vou escrever sobre uma modalidade que gosto muito, um evento que é líder de audiências e anima vários concelhos do País: a Volta a Portugal em Bicicleta.

Mas não. Este post é sobre a volta a Portugal que os dois candidatos a Primeiro-Ministro do PS andam a realizar. Nunca vi o PS tão extremado, tão balcanizado, tão violento, tão capaz de semear o ódio em vez de conseguir cativar as pessoas cansadas com o actual Governo.

As sondagens dizem tudo: os portugueses não estão a gostar do pobre espectáculo proporcionado por Seguro e Costa, essa é que é a conclusão a tirar dos números. O PS está a descredibilizar-se e a pôr mais lume na má imagem que a classe política tem na opinião pública. Esta volta a Portugal é deprimente e não traz gente para as estradas, não tem heróis do dia.

segunda-feira, 23 de junho de 2014

O PS está no tempo de Saltillo: degradante

A guerra Costa vs. Seguro tem sido um espectáculo lamentável. Pancadaria, insultos, cartilhas antigas num partido que se deve afirmar como alternativa de Governo, com pose de Estado, e não como uma guerra de chefes índios, movidos pela ambição pessoal, em que na última linha do seu pensamento estão os portugueses.

Em época de Mundial, este PS recorda a degradação da imagem dos portugueses em Saltillo, no México 86. Eram histórias atrás de histórias, o campo era a última coisa em que se preocupavam. O PS está assim. Degradante.

sábado, 7 de junho de 2014

A guerra no PS via facebook e o Governo passa despercebido

Até Setembro a guerra no PS não vai ser fria, vai ser bastante quente. Como já escrevi, a política existe para melhorar a vida das pessoas, mas no seu centro está a ambição dos homens.

«António José Seguro utilizou a sua página no facebook para deixar um "recado" político e público a António Costa. O PS "não merece" estar em queda nas intenções de voto por causa da "irresponsabilidade" do presidente da Câmara de Lisboa», cito o Expresso que se baseou no facebook de António José Seguro. Que acrescenta: «este é o resultado da irresponsabilidade do António Costa. Os danos provocados ao PS devido à sua ambição pessoal».

Com isto tudo, o Governo, que está em polvorosa e à beira de mais uma crise na coligação, vai passando incólume pelos pingos da chuva.

quinta-feira, 29 de maio de 2014

O PS é um manicómio

O País está como está, os portugueses estão como estão, o Governo teve um resultado humilhante no domingo e o PS passa o foco da crise para dentro da sua organização.

Julgava que António José Seguro era amigo de Pedro Passos Coelho, desde há muitos anos, agora com a relação mais congelada por causa dos cargos que ocupam. Desconhecia era que o melhor amigo de Pedro Passos Coelho era António Costa.

Durante as eleições autárquicas, escrevi que em Lisboa, verdadeiramente, os candidatos a presidente eram dois fernandos: o Medina e o Seara. Aquando da acção de promoção da nossa cidade em Madrid, por causa da final da Champions e até demos as chaves da cidade a Ana Botella, escrevi no meu twitter: «uma boa acção de promoção do presidente da Câmara Municipal de Lisboa, fernando Medina».

Só quem não conhece o "killer instinct" de António Costa se surpreende com este seu avanço. Ele é um bom político, sempre apaparicado pelo universo mediático. Mas tem os seus caprichos. Estava escrito nas estrelas (como um dia esteve para Pedro Santana Lopes) que os seus movimentos não passariam apenas por Lisboa.

Nos próximos meses, a acção do Governo terá como seu melhor spin doctor a guerra no PS. A política serve para melhorar a vida das pessoas. Mas no seu núcleo central está sempre a ambição dos homens. Os portugueses, por vezes, não percebem a ambição, mas compreendem os manicómios. O PS, nos próximos tempos, será um manicómio.  

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Eleições Primárias: o tema que crescerá no PS

Muito lentamente, muito devagarinho, muito discretamente, alguém tem plantado na imprensa o tema das primárias antes de eleições legislativas e abertas não só aos militantes mas também a simpatizantes.

Ontem o Público escrevia no subtítulo da notícia: «apesar de ser uma tendência europeia, os partidos portugueses afastam, para já, qualquer discussão sobre o alargamento das eleições internas». O jornal diário vai ainda mais longe e menciona, e é verdade, que na Europa são os partidos de esquerda que têm desenvolvido essa prática.

O gato escondido com rabo de fora destas informações, é que muitos no PS ainda acreditam que, pouco tempo antes das legislativas, umas primárias possam entregar o partido a outro candidato que surja como um potencial vencedor mais substantivo.

Por isso António José Seguro, para lá do seu caminho de construção de cavalo vencedor, ainda tem de estar atento internamente a quem lhe morde os calcanhares e a quem está interessado em semear estas notícias sobre primárias.

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Passos e Seguro com os calcanhares mordidos

Já sabemos que do PS será António Costa que andará todos os dias a morder os calcanhares a António José Seguro. No PSD, a sombra negra, pelo que leio nas entrelinhas desta notícia, chama-se Rui Rio. Agora, a cada acto falhado, os microfones vão procurar estes dois protagonistas.

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

O défice do PS nas autárquicas

Em 2001, o PSD venceu as eleições autárquicas conquistando uma série de câmaras de uma maneira inesperada. Nessa noite, falando no «pântano», António Guterres deixou de ser Primeiro-Ministro.

Em 2013, há uns meses atrás, a maior parte dos observadores entendia que era possível ao PS ter uma noite épica no dia 29 e o PSD uma hecatombe. Porque a contestação social era imensa, a crise agudizava-se e Pedro Passos Coelho, Paulo Portas e Vitor Gaspar eram os rostos de todo o descontentamento que provocaria um voto de protesto massificado contra PSD/CDS nas eleições. Aliás, nunca Guterres, em 2001, teve contestação semelhante e manifestações públicas como o actual Governo viveu.

Neste mês, as percepções mudaram e até de muitos candidatos do PSD que andaram meses a esconder o símbolo do seu partido, a evitar serem vistos com Passos e que agora já o convidam para acções de campanha. Do lado do PS, a sensação que se baixaram expectativas e que a maré de contestação nacional não está, neste momento, tão agudizada.

O actual défice de confiança do PS deve-se a um factor: em 2001, a percepção das pessoas já dizia que Durão Barroso seria Primeiro-Ministro a seguir. Hoje, ainda não foi criada a percepção de que António José Seguro se seguirá a Passos e os estudos de opinião demonstram-no. Para uma viragem a nível nacional, o PS e o seu líder precisavam de estar mais fortes. E neste momento não estão.

terça-feira, 4 de junho de 2013

Seguro e Portas no Grupo Bilderberg

Uma conclusão sobre esta escolha hoje anunciada: os poderosos e influentes do mundo não julgam que o PSD seja poder em breve e por isso voltam-se para o líder do PS e para uma possível muleta do poder.

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Os fâs de Manuela Ferreira Leite e o passeio de Seguro

É muito interessante de ver como Manuela Ferreira Leite tem hoje mais fâs do que quando era líder do PSD. É normal, porque desatou a vestir a opinião do povo - nisso não faz mal nenhum - e tem arrasado semanalmente o Governo.

Não é a única, muitos outros seus companheiros de partido decidiram fazer o mesmo. Sendo assim, basta a António José Seguro ter o PS tranquilo e aparentemente unido que não precisa de se desgastar no combate político. Fará um passeio Seguro até São Bento.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

O verde no outdoor de Sócrates e no fundo de Seguro

No episódio transmitido pela Fox, esta semana, da magnífica série "The Good Wife", aconteceu um diálogo entre Eli Gold (o especialista em comunicação) com a sua ex-mulher que se candidata a um cargo político, sobre o seu material de campanha, que rezava assim:

- «Não escolhas o fundo verde», diz Eli

- «Porquê? Tem a ver com a Natureza», responde ela

- «Os eleitores não pensam na Natureza quando vêem verde, pensam em problemas de pele», conclui Eli.

Lembrei-me de um dos mais perfeitos outdoors das últimas décadas em Portugal. O "Voltar a Acreditar», de José Sócrates, quando conquistou o poder em 2005. Para lá daquele pormenor em que até os olhos dele brilhavam no outdoor, o fundo era verde. No último congresso do PS, nos dois primeiros dias o fundo foi sempre vermelho. Mas no último dia, trocou o fundo por verde.

O verde é uma cor tão boa como outra qualquer. Em termos técnicos têm características diversas, mas todas são possíveis de utilizar na comunicação política, consoante o candidato e o adversário que se tem.

Aqui, o Eli Gold não tem razão. Até porque neste caso o Don Draper, de "Mad Men", é mais sabedor. Numa das temporadas diz o seguinte: «o verde é a cor preferida das domésticas». Elas são um eleitorado muito importante.

terça-feira, 16 de abril de 2013

PSD em maus lençois nas autárquicas

Não sei como vão ser os resultados dos recursos que os diversos candidatos do PSD interpuseram contra a decisão de serem salta-pocinhas e candidatarem-se a outros municípios.

O que sei é se o cenário para o PSD nestas autárquicas é negro, como o próprio partido antevê, agora em Porto e Lisboa terem os seus candidatos oficiais fora de cena a pouco tempo de ir a jogo é um rombo de todo o tamanho.

Uma nota positiva para o PS e António José Seguro que evitou entrar neste filme de autarcas saltarem para outros municípios depois de atingirem o tempo máximo de mandatos. Foi um sinal de bom senso que o PSD não teve.

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Costa afinal não segue o caminho de Jorge Sampaio

Jogo arriscado de António Costa. Mete as fichas na liderança do PS quando tinha quase segura a reeleição em Lisboa. Numas directas não sei como vai ser.

Costa sempre teve o apoio dos media e goza de boa imagem pública. Seguro não encanta, é bom tipo, mas nunca passou a imagem de duro no combate como se impõe a um líder. Se as eleições fossem decididas pelos portugueses, Costa ganhava de caras. Mas quando se contam espingardas dentro de uma organização partidária, entram em campo os caciques locais.

Sempre se disse que Costa iria seguir o trajecto do seu ídolo político: Jorge Sampaio. Da Câmara de Lisboa para Belém. Mas, para se ser líder tem de se ter a volúpia do poder, o afâ de querer liderar. Costa mostra essas duas características. Vai ser uma batalha política interessante de seguir.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Uma noite de Passos e Seguro

António José Seguro, ontem à noite, esteve ao ataque. Pedro Passos Coelho esteve à defesa. Seguro apareceu forte, estilizado na imagem, agressivo no verbo. Apenas errou ao citar uma frase com um anúncio publicitário da ZON, construído para dar soundbyte, mas que desvia do fulcro da mensagem.

Pedro Passos Coelho parecia um homem só, com pouca força anímica, rodeado pelas mordidelas do seu próprio partido e por uma irreversível contestação social. São tempos difíceis que se avizinham. Para lá da crise em si, está em jogo uma crise política e uma crise do sistema.

sexta-feira, 30 de março de 2012

Guerra de alecrim e manjerona no PS

É certo e sabido que quando há míngua de poder nos partidos do arco governativo, há sempre quezílias internas e instabilidade. Foi assim no PSD nos tempos de Guterres e Sócrates, será durante muito tempo assim no PS, nesta estranha coreografia entre Seguro e Costa.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Carrilho é um erro de Seguro

Leio esta notícia e não posso deixar de dizer que pensar em Manuel Maria Carrilho para o que quer que seja é um erro. È que nem no bairro dele (eu moro no mesmo bairro) é popular. O que ainda lhe vale é a Bábá.

domingo, 9 de outubro de 2011

Seguro a "surfar" a má onda do "Álvaro"

Ontem li e escrevi sobre as críticas do PSD e CDS a Álvaro Santos Pereira. O PS que está um pouco inibido, por causa do acordo com a troika que assinou, a fazer oposição, soube aproveitar o momento provocado pela fragilidade de Álvaro Santos Pereira. «Portugal não tem ministro da Economia, Seguro dixit.

domingo, 11 de setembro de 2011

Seguro gosta dos jornalistas

Nada melhor para romper com o socratismo do que ensaiar uma visita acompanhada por jornalistas ao local onde eles trabalham.

Como escrevi, António José Seguro é um homem de afectos, ao contrário da distância que José Sócrates sempre tentou cultivar.

A visita aos jornalistas nos bastidores do Congresso é a prova, para quem tinha dúvidas, de que o estilo mudou.

sábado, 10 de setembro de 2011

Arranque Seguro

A primeira nota postada pela jornalista Eunice Lourenço é de herança: António José Seguro herdou o teleponto de José Sócrates.

De resto, Seguro optou pelo seu próprio caminho, o de um PS mais próximo da linha de António Guterres. Seguro, para quem o conhece, e eu sou amigo dele, é um homem sério e fraterno.

Gostei da imagem do Congresso, gostei do cenário e também achei o discurso - longo no global e nos agradecimentos iniciais, mas é assim o líder do PS - bem estruturado.

Seguro agarra na côr vermelha e no slogan «As Pessoas Primeiro» para sublinhar o lado social do PS. Foi essa a principal linha de crítica e de diferenciação ideológica face ao PSD. E apostou na luta contra a privatização da RTP e das Águas de Portugal, que serão as suas batalhas mais mediáticas.

Seguro arrancou bem.