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segunda-feira, 24 de junho de 2013

Cada vez que um polítco fala, lembro-me disto...

...«outros prometem, Eanes cumpre». Cada vez mais actual.

quinta-feira, 6 de junho de 2013

De "bem intencionado" a "negociante e sócio de Relvas"

Mário Soares entrou numa fase de ofensa sem quartel ao actual Governo. Soares é uma grande figura da política portuguesa e uma referência, reconhecida a nível internacional, da esquerda. Mas com o passar do tempo tem gasto o seu capital político em intervenções quase diárias que beliscam a sua imagem como referência.

Não me esqueço que, há dois anos, deslocou-se à sede do PSD - em plena campanha eleitoral - para um encontro com Pedro Passos Coelho. Nessa altura, disse que ele era «um homem bem intencionado», dois anos depois e depois dos cortes do Estado à sua fundação, diz que «Passos Coelho é um negociante e é um sócio permanente do Relvas, apenas pensa em números e cifrões».

A coerência é um valor raro na política. Olhem para Ramalho Eanes para perceberem o que é um percurso exemplar de cidadania após se ter afastado do poder. E os políticos que aprendam com ele.

sábado, 4 de maio de 2013

Ramalho Eanes´é o Mandatário de João Cordeiro em Cascais

Leio hoje no Expresso e Correio da Manhã e ouvi na TSF que o general Ramalho Eanes será o mandatário de João Cordeiro em Cascais. Um dos homens que mais respeito pela sua carreira ao serviço de Portugal, um homem sério, credível, honesto e sensato, apoia claramente um independente com obra feita. É bom para a democracia e é muito bom para Cascais.

Para uma terra que não tem tido sorte com os seus presidentes, mas que é uma das mais belas terras de Portugal, com potencialidades únicas, ter a sorte de ter um candidato como João Cordeiro é muito importante.

Ele comandou a Associação Nacional de Farmácias durante mais de 30 anos. Transformou uma série de micro-empresas, que são as farmácias, que estavam distribuídas por todo o País numa corporação forte, moderna e unida. Na ANF, em defesa da sua dama, combateu todos os Governos sem excepção. E foram épicas algumas das suas batalhas.

É a sua capacidade de liderança, de combate, que motivaram, julgo eu, o PS para o convidar para liderar uma candidatura à terra onde nasceu. João Cordeiro é independente, tem mérito e reconhecida competência. Algo que muita falta faz à política em Portugal.

Cascais é governada por uma coligação PSD/CDS, tal como o Governo actual de Portugal. António Capucho, um nome de prestígio, por motivos de saúde, abandonou a autarquia, deixando-a nas mãos do seu número 2, um político profissional que apenas tem a contabilidade da cerveja de Sousa Cintra, que foi à falência, no currículo, pois de resto é um político como todos os outros políticos que nada fizeram na vida a não ser cacicar votos e depois mordomias para os seus "boys".

Será muito difícil a João Cordeiro ganhar esta câmara, tradicionalmente de centro-direita, mas o combate saudável contra a impunidade dos políticos tradicionais e por melhor gestão da autarquia é algo que os cascalenses, pelo menos, vão agradecer.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Ramalho Eanes e Mário Soares

Mário Soares foi o primeiro político que cumprimentei. Tinha sete ou oito anos e foi o meu avô, socialista e soarista, que numa secção do PS o proporcionou. Com ele ia Salgado Zenha que em contraste com a bonomia de Soares não tinha muito jeito para o contacto com as pessoas.

Por influência do meu avô, sempre tive grande admiração por Mário Soares que é uma figura que deixa marca no século XX. Porém, com o passar do tempo, e temos o direito de evoluir, Soares, apesar da vitalidade e do seu dinamismo intelectual para a idade que tem, não foi preservando a sua imagem e reputação e foi perdendo em mim a admiração.

Neste sábado fez declarações de quem se julga inimputável e ainda reconheceu que nos últimos tempos tem sido um conspirador contra o Governo reunindo com diversas personalidades. Muitos se esquecem que foi Soares que disse que Passos Coelho «é um homem bem intencionado» e chegou mesmo a visitá-lo em campanha na sede do PSD. Estranhamente, ou não, começou a atacar o Governo desalmadamente quando lhe cortaram apoios à sua Fundação.

Pelo contrário, nunca tive em miúdo e adolescente grande simpatia por Ramalho Eanes, era um homem distante, reservado. O primeiro artigo de opinião que escrevi no jornal da universidade Católica foi sobre ele e sobre o que se falava na altura de um eventual seu regresso à política.

Eanes teve conhecimento do que escrevi, não sei como, e numa conferência na Faculdade de Direito falou comigo. Simpático, educado e dizendo que não iria regressar à política numa justificação que um estudante de 21 anos não precisava de receber dele. Mas, efectivamente, não voltou, confirmando-se o que me disse.

Com o passar do tempo cresceu a minha admiração por Ramalho Eanes. Que soube zelar pelo seu papel de ex-presidente, mantendo-se discreto e só intervindo com o seu rigor intelectual e quando o País precisa de o escutar.

Para os tempos actuais, e sem beliscar o papel de ambos na história política do século XX,  Eanes é muito mais importante que Soares pois valoriza a imagem de quem interveio na esfera política e soube sair a tempo sem querer intervir a todo o momento. Num momento em que as pessoas estão fartas dos políticos, Soares contribui para essa desacreditação, Eanes é uma referência de bom senso.

terça-feira, 6 de março de 2012

Portugal precisa de Forças Armadas?

Uma reflexão de Ramalho Eanes a acompanhar por aqui.