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quinta-feira, 6 de outubro de 2016

O MAAT, a EDP e Lisboa

A abertura do MAAT (Museu de Arte, Arquitectura e Tecnologia), excluindo a sua inauguração de lantejoulas no dia 4, que como é habitual nestas coisas se tornou um passeio de vaidades de muitas vacuidades, foi um sucesso.

Uma boa manobra de comunicação/publicidade, investimento alto mas certeiro, que só não foi arrasador, ontem, no espaço mediático porque tivemos a excelente notícia de António Guterres ser eleito o novo secretário-geral das Nações Unidas.

Milhares e milhares de pessoas anónimas ontem o visitaram e viram, se calhar não sabendo bem o valor patrimonial do espólio ali existente, sobretudo a sua relação com o Tejo e a cidade. E se do sucesso de público já falei, o que mais conta para mim é a minha cidade contar com mais um polo de atractividade para os seus e para quem nos visita.

Sou defensor da variada oferta cultural, sou defensor que ela exista em diversas alternativas. É a cultura que enriquece uma sociedade e que consolida uma comunidade. Sem cultura, e as suas várias manifestações, subsistiria a barbárie

Não esqueço, e deixo a sugestão discursiva, que os portugueses continuam a pagar a electricidade mais cara da Europa e o presidente da EDP tem de compreender e passar a mensagem que tudo está a
fazer para que os serviços da EDP sejam competentes e com preço justo.

Mas, neste momento, tenho de estar grato à eléctrica e, especialmente, à sua Fundação e ao seu presidente, o meu amigo Miguel Coutinho, por ter dado a Lisboa, aos portugueses, aos lisboetas e a quem nos visita, mais um espaço de eleição que só enriquece a nossa cidade.

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Carta ao dr. António Mexia

Conheço o dr. António Mexia, tenho uma boa relação e simpatia por ele. Tem várias características que fazem dele um bom líder.

Mas há uma coisa que ele deveria saber: não se deve falar de chaminés se não se percebe nada de chaminés. Ele não é um homem de futebol, nem liga muito, logo, ao pronunciar-se sobre futebol e criando um soundbyte polémico corria o risco de ser aproveitado, gozado e menosprezado. Foi o que aconteceu.

António Mexia fica associado ao fracasso, à semana do minuto 92 do Benfica, quando afirmou que era bom para o PIB a vitória do clube no campeonato. Neste momento o PIB, segundo as palavras dele, ficou afectado. Pinto da Costa gozou e adeptos de outros clubes marcaram-no, pois no futebol há tribos, não é propriamente o universo da Experimenta Design.

Mexia tem muita gente competente a trabalhar com ele. Está o Paulo Campos Costa e o Sérgio Figueiredo, por exemplo, entre muitos outros na área de comunicação. Mas há uma linha que separa os jornalistas de consultores de comunicação.

Nem todos os jornalistas têm talento para serem especialistas em comunicação, nem todos os consultores de comunicação dão bons jornalistas. António Mexia até ouve conselhos, tem esse cuidado. Da próxima vez, aconselhe-se melhor para evitar cair no ridículo, Já caíu.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

EDP: o case study do case study

Com a devida vénia à Alda Telles e ao Luis Paulo Rodrigues. Sugiro a leitura deste post sobre o tão mencionado caso que se passou com a EDP nas redes sociais.

Mas faço um acrescento. A EDP, por opção própria, apostou forte na comunicação, mas com uma série de profissionais que foi recrutar ao jornalismo e às assessorias do Governo. E optou por não trabalhar com especialistas em comunicação.

E há uma grande diferença entre jornalistas, assessores e consultores de comunicação. A EDP devia ter sensibilidade para isso, até porque António Mexia é um produto de comunicação e gosta desta área.