Sobre a vergonhosa ida e passagem de Zeinal Bava pela Comissão Parlamentar de Inquérito ao BES quero deixar algumas notas:
1- A opção por ir sozinho - Zeinal Bava não levou advogado nem assessor. Quis criar a percepção que nada tinha a esconder, que não é visado em nada, que era um tipo limpo ao contrário de todos que lá foram. Deu-se mal com a opção. Porque qualquer medíocre advogado ou medíocre assessor lhe diriam que devia responder a todas as perguntas sem aquele sorrisinho idiota que ostentou sempre que falava.
2- A percepção errada que tem da sua própria pessoa - Zeinal não é hoje um homem poderoso, é apenas o gestor que matou a maior empresa portuguesa e a desvalorizou ao nível de uma caricatura. Logo, ao contrário da sua percepção errada, não é uma personagem popular, os deputados que ali estavam não lhe têm nenhuma consideração, os portugueses estão enojados com as suas acções. E mais: hoje ele já não tem orçamento para comprar páginas de publicidade nem tem opinion makers rendidos à sua acção.
3- Os prémios que lhe deram tanto jeito - Como relembrou bem a Mariana Mortágua, tanto prémio para melhor CEO de Portugal, Europa, Universo e além do espaço sideral, para demonstrar em plena CPI um amadorismo atroz, uma comunicação medíocre. Quando ganhou os prémios isso dava jeito, na CPI já comentava que isso não era bem assim. Uma prova que há muitos prémios comprados e comendas e sinecuras mal atribuídos, nomeadamente a que lehe deram no 10 de Junho e que já lhe devia ter sido retirada.
4- As "brasileirices" - Julgo que Zeinal é cidadão português, mas durante a CPI várias vezes utilizou expressões em brasileiro. É uma falta de respeito com o País que é o dele, lhe deu tudo, estatuto, dinheiro e poder, e ainda lhe deu a pouca vergonha de apesar de matar a PT ainda exigir 2 milhões à empresa. Isto também deve ser uma brasileirice.
5- Não sei, não vi, não estava lá - Passámos todos a saber que um CEO poderoso e premiado não dava ordens, não sabia de nada. Tudo lhe passava ao lado. Ao fim e ao cabo, Zeinal foi à CPI dizer que era um banana. Triste espectáculo.
6- Os detalhes de Zeinal - Para mim a grande tirada é quando ele diz: «sou uma pessoa orientada para o detalhe». Logo, os grandes números, as grandes decisões não eram com ele. porque ele é tipo de "detalhes". Assim, as expressões utilizadas como "não consigo precisar", "não tenho memória", "não lhe consigo responder", "não sei", todas as perguntas que lhe colocaram e ele a nada respondeu devem ser porque não são da área dos "detalhes". Porque Zeinal era apenas um génio do "detalhe".
7- A Sinhá de Chico Buarque - Como Zeinal recorreu a expressões brasileiras, eu recorro a uma canção, "Sinhá", de Chico Buarque que diz tudo com esta passagem:
"Se a dona se banhou
Eu não estava lá
Por Deus Nosso Senhor
Eu não olhei Sinhá
Estava lá na roça
Sou de olhar ninguém
Não tenho mais cobiça
Nem enxergo bem"
Concluindo: uma vergonha, um desastre, uma mediocridade, que diz muito sobre os grandes gestores apaparicados pelos media. Um cavalheiro, não cavaleiro, de triste figura. E com aquele sorriso idiota estampado no rosto.
Mostrar mensagens com a etiqueta parlamento. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta parlamento. Mostrar todas as mensagens
sábado, 28 de fevereiro de 2015
sexta-feira, 21 de novembro de 2014
A reposição das subvenções vitalícias dos políticos
Sobre esta medida cozinhada pelos partidos no Parlamento, tenho a dizer o seguinte:
1- A maior estupidez politica do ano.
2- Medida de quem não conhece o país real e acha que as pessoas, esmifradas pessoalmente e empresarialmente até ao último cêntimo, são estúpidas.
3- A classe política não é nenhuma aristocracia e não tem de ter privilégios especiais.
4- A classe política precisa de quem trabalhe mais, tenha conhecimento da economia e não de lobistas disfarçados e de apparatchiks do sistema.
5- Quando repuserem reformas e pensões de quem trabalhou toda uma vida e quando roubarem menos as empresas, então depois se pense na classe política.
6- São os próprios políticos, com este tipo de medidas, que geram revoltas nas pessoas e semeiam a descredibilização da sua actividade.
7- A política é para as pessoas e não para os políticos. E esquecem-se todos os dias disto.
1- A maior estupidez politica do ano.
2- Medida de quem não conhece o país real e acha que as pessoas, esmifradas pessoalmente e empresarialmente até ao último cêntimo, são estúpidas.
3- A classe política não é nenhuma aristocracia e não tem de ter privilégios especiais.
4- A classe política precisa de quem trabalhe mais, tenha conhecimento da economia e não de lobistas disfarçados e de apparatchiks do sistema.
5- Quando repuserem reformas e pensões de quem trabalhou toda uma vida e quando roubarem menos as empresas, então depois se pense na classe política.
6- São os próprios políticos, com este tipo de medidas, que geram revoltas nas pessoas e semeiam a descredibilização da sua actividade.
7- A política é para as pessoas e não para os políticos. E esquecem-se todos os dias disto.
quarta-feira, 1 de outubro de 2014
Os bustos da Sophia Loren e da Brigitte Bardot
A polémica do dia, sem interesse nenhum público como sempre, é a exposição de bustos dos Presidentes da República que está no Parlamento. Sinceramente é algo que não interessa a ninguém.
Deviam acabar com ela e expor os bustos das recentes octogenárias Sophia Loren e Brigitte Bardot. Isso era serviço público e uma bela homenagem a duas grandes senhoras.
Deviam acabar com ela e expor os bustos das recentes octogenárias Sophia Loren e Brigitte Bardot. Isso era serviço público e uma bela homenagem a duas grandes senhoras.
Etiquetas:
Brigitte Bardot,
parlamento,
Rui Calafate,
Sophia Loren
quinta-feira, 22 de abril de 2010
A Inês que pague a viagem
É uma das anedotas da política portuguesa e uma das que mais danifica a imagem do nosso parlamento.
Inês de Medeiros foi uma flor na lapela das listas socialistas, para piscar o olho à cultura.
Integraram-na nas listas do PS por Lisboa. E aqui tudo bem. Agora a senhora justificar que vive em Paris e a AR atribuir-lhe subsídios especiais e pagar-lhe as viagens para ela passear nos Champs Elisées em vez da Avenida da Liberdade é ridículo.
Se quis ser deputada, tem de assumir essa despesa, que aliás já é bem remunerada. Se está na política é para prestar um serviço público não é para passear ás custas do povo.
No facebook já existem grupos contra esta decisão de Gama e bem. As redes sociais servem também para o direito à indignação. A Inês que pague as suas viagens. Se não, é um triste capítulo do nosso parlamento e uma vergonha para a nossa política.
Registo que como a AR nunca aceitou a creditação das agências de comunicação, a LPM (a primeira a fazê-lo) e outra (por minha intervenção e ideia) pediram-na, apesar disso, ninguém que apareça a dizer que isto são as manobras do lado negro das agências. É que isto é tão mau que tem mesmo vida própria.
Inês de Medeiros foi uma flor na lapela das listas socialistas, para piscar o olho à cultura.
Integraram-na nas listas do PS por Lisboa. E aqui tudo bem. Agora a senhora justificar que vive em Paris e a AR atribuir-lhe subsídios especiais e pagar-lhe as viagens para ela passear nos Champs Elisées em vez da Avenida da Liberdade é ridículo.
Se quis ser deputada, tem de assumir essa despesa, que aliás já é bem remunerada. Se está na política é para prestar um serviço público não é para passear ás custas do povo.
No facebook já existem grupos contra esta decisão de Gama e bem. As redes sociais servem também para o direito à indignação. A Inês que pague as suas viagens. Se não, é um triste capítulo do nosso parlamento e uma vergonha para a nossa política.
Registo que como a AR nunca aceitou a creditação das agências de comunicação, a LPM (a primeira a fazê-lo) e outra (por minha intervenção e ideia) pediram-na, apesar disso, ninguém que apareça a dizer que isto são as manobras do lado negro das agências. É que isto é tão mau que tem mesmo vida própria.
Etiquetas:
imagem,
Inês de Medeiros,
parlamento,
Rui Calafate
Subscrever:
Mensagens (Atom)
