segunda-feira, 10 de junho de 2013

O discurso miserável de Cavaco Silva

Foi uma vergonha, foi ridículo, foi abaixo de cão, o discurso proferido por Cavaco Silva, hoje, em Elvas. Teve o desplante de perder quase 30 minutos a falar de agricultura, quando foi ele que a matou.

Mas mais grave, o desplante por não aproveitar o tempo para falar dos problemas dos portugueses. Parecia que vivíamos no país das maravilhas. Crise não falou, desemprego não falou, altíssimo desemprego jovem não falou, miséria encapotada não falou. A Presidência dele já não é deste mundo, deste Portugal.

Cavaco está numa perda de popularidade e credibilidade irrecuperável. Portugal precisava de um Presidente que percebesse os portugueses. Porém, não percebe. É lamentável e será catastrófico. Se falam em eleições antecipadas para o Parlamento, devem-se ponderar eleições antecipadas para Belém.

Cavaco caducou, acabou. Serão penosos os seus últimos dias em Belém.

sábado, 8 de junho de 2013

O "misticismo" da política e a falta dela

1- Cavaco recorreu, por influência da esposa, à Nossa Senhora para comentar a sétima avaliação da troika.

2- Vitor Gaspar andava indisposto com a sorte, por causa da semana do minuto 92 do Benfica.

3- Vitor Gaspar responsabiliza a chuva pelas quebras na construção civil e no investimento.

Quando é que se deixa o "misticismo" e volta a política?

sexta-feira, 7 de junho de 2013

A compreensão do leitor

«A compreensão do leitor depende muito de sua atitude na abordagem do texto, de sua predisposição, de sua isenção de ideias preconcebidas. E o leitor de jornal, habituado a ler sem dificuldade o jornal, está predisposto a entender tudo. E isto simplesmente porque jornal é para ser entendido»

Clarice Lispector, em "A Descoberta do Mundo"

quinta-feira, 6 de junho de 2013

De "bem intencionado" a "negociante e sócio de Relvas"

Mário Soares entrou numa fase de ofensa sem quartel ao actual Governo. Soares é uma grande figura da política portuguesa e uma referência, reconhecida a nível internacional, da esquerda. Mas com o passar do tempo tem gasto o seu capital político em intervenções quase diárias que beliscam a sua imagem como referência.

Não me esqueço que, há dois anos, deslocou-se à sede do PSD - em plena campanha eleitoral - para um encontro com Pedro Passos Coelho. Nessa altura, disse que ele era «um homem bem intencionado», dois anos depois e depois dos cortes do Estado à sua fundação, diz que «Passos Coelho é um negociante e é um sócio permanente do Relvas, apenas pensa em números e cifrões».

A coerência é um valor raro na política. Olhem para Ramalho Eanes para perceberem o que é um percurso exemplar de cidadania após se ter afastado do poder. E os políticos que aprendam com ele.

«Portugal está em perigo de vida»

Quem o diz é Freitas do Amaral. «Estamos numa das situações mais graves que Portugal viveu ao longo dos seus 900 anos de história. Só comparo esta situação em gravidade, em perigo para existência de um país chamado Portugal, à crise de 1383/85, que felizmente acabamos por ganhar com a batalha de Aljubarrota, e aos 60 anos [1580-1640] de ocupação castelhana através dos Filipes».

Os portugueses estão descrentes e sem esperança, perderam a confiança na classe política e apenas sobrevivem. Como tenho escrito.

quarta-feira, 5 de junho de 2013

A diferença entre o ordinário e o extraordinário

«A diferença entre o ordinário e o extraordinário é aquele pequeno extra»

Millôr Fernandes

Dois anos que parecem uma eternidade.

Faz hoje dois anos que Pedro Passos Coelho ganhou. Ele envelheceu e os portugueses estão cansados. Dois anos que parecem uma eternidade.