terça-feira, 12 de novembro de 2013

Atenção ao que se passa em França

François Hollande foi eleito como um político anti-espectáculo. Um homem comum face ao histrionismo patenteado por Nicolas Sarkozy. O seu cinzentismo já dava sinais de que a França não voltaria a ter a liderança de outrora.

O problema é que a impopularidade de Hollande atingiu níveis históricos, é vaiado, o país não ata nem desata, a sua liderança é inexistente, fala-se de remodelação urgente para alterar o rumo, tem contestação nas ruas com o movimento dos "barretes vermelhos" e a ameaça da extrema-direita cresce diariamente.

A França é fundamental para uma Europa forte. O problema é que esta Europa tem muita Alemanha e pouca França. A crise endémica que assola a alma dos franceses está à beira do abismo e de uma ruptura grave. É preciso dar atenção ao que ali se passa.

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Rui Machete é um burro

Quando Rui Machete foi nomeado ministro, critiquei fortemente a escolha. Mas ainda houve quem o defendesse. A cada dia que passa, aos olhos de toda a gente, esta indigente criatura prova que é um burro. E ainda é mais burro por não ter a vergonha e a dignidade de pedir a exoneração do cargo.

Machete é o exemplo do Bloco Central dos interesses que nos desnorteou durante anos. É uma daquelas carreiras feitas nos silêncios que, quando são obrigados a abrir a boca, nada têm a dizer a não ser o vácuo ou a estupidez.

Para lá das mentiras, repito, mentiras, e esquecimentos com o BPN, para lá da sua presidência da FLAD medíocre e onde arranjou empregos para amigos, filhos e genros de amigos, e que a própria embaixada americana denunciou, Machete é uma daquelas "sumidades" portuguesas que é um zero à esquerda.

Pobre País com criaturas destas a julgarem que são elites e a ocuparem cargos de serviço público. Se não sai pelo seu pé, que haja coragem e liderança para correr com ele do Governo.

domingo, 10 de novembro de 2013

Sugestões para a semana

Livros

"O amor de uma boa mulher", Alice Munro, Relógio D`Água, 256 páginas. Nunca tinha lido nada da última vencedora do prémio Nobel. Era uma extraordinária contista afirmaram. Neste livro comprovei como pequenas histórias, passadas no Canadá, sobre mulheres a fizeram merecer o prémio.

"O ecrã global", Gilles Lipovetsky, Jean Serroy, Edições 70, 304 pág. Edição velhinha mas sempre actual sobre como a presença global de ecrãs não deve perturbar mas sim abrir novos caminhos para a cultura.

Cinema

Recomendo visionamento no Sundance Channel de um filme pouco conhecido, de James Foley, " Glengarry Glen Ross", com Al Pacino e Jack Lemmon. Um extraordinário filme sobre a ganância do capitalismo. passa na sexta-feira às 22 horas.

Séries

Quem ainda não viu "The Americans", não sabe o que está a perder. É do pequeno ecrã que saem as obras-primas da produção americana. Do cinema já não espero nada que me encante vindo de Hollywood.

Documentários

Hoje à noite, no National Geographic, "Sete dias que criaram um presidente", documentário sobre 7 momentos que marcaram a liderança e a imagem de JFK.

Terça-feira, 2.35, no Sundance Channel "Biggie and Tupac". Sobre as figuras de Notorius Big e Tupac, a rivalidade entre o Hip-hop e o rap.

Restaurante

Café Central na Golegã. Bifes à Central, com molho de mostarda, uma pena que ninguém os faça assim em Lisboa.

Magnífica campanha contra o cancro

A ideia de numa campanha contra o cancro apresentar uma Mona Lisa careca é genial. «Uma fundação italiana lançou uma campanha com o slogan: "Um tumor muda a sua vida, não o seu valor». A notícia e imagem são do DN, pode ver aqui.

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Álvaro Covões volta a animar Museu de Arte Antiga

«A Primeira Exposição do Museu do Prado em Portugal. “RUBENS, BRUEGHEL, LORRAIN. A PAISAGEM NÓRDICA DO MUSEU DO PRADO” estará patente no Museu Nacional de Arte Antiga de 3 de dezembro de 2013 a 30 de março de 2014, e irá expor 57 pinturas dos grandes mestres da paisagem do século XVII».

É assim que a empresa Everything is New, de Álvaro Covões, anuncia mais um evento marcante para a cultura em Portugal, depois do sucesso que foi a exposição de Joana Vasconcelos. A cultura é uma das maiores alavancas do turismo e prova de uma sociedade civilizada.

É bom que promotores independentes façam aquilo em que o Governo está a desinvestir por falta de visão e por falta de cultura. O Álvaro está de parabéns.

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

A moradia de Maria Luis Albuquerque e como iludiu os portugueses

Há um pecado mortal que eu não tenho: é o da inveja. Que todos façam a vida que desejam, que ganhem o dinheiro que quiserem, desde que não me chateiem e não sejam mentirosos.

Esta introdução vem a propósito desta notícia de hoje no Diário Económico que revela os investimentos e património dos ministros deste Governo.

Como estarão lembrados, a miss Swap, Maria Luis Albuquerque, deu uma entrevista para melhorar a sua imagem a José Gomes Ferreira. Nela, revelou que não tinha poupanças (algo que já era sabido, pois era o que estava na sua declaração de rendimentos). Até aqui, parece, tudo bem.

O mais grave foi ela vitimizar-se e assumir que era uma portuguesa que também estava a ser afectada pela crise como todos os outros portugueses, vestindo uma veste de "coitadinha" que nada tem a ver com ela e criando a ilusão que a crise toca a todos.

Nessa altura disse que era uma hipocrisia, porque uma coisa é receber 500 euros por mês e sofrer com a crise e tentar sobreviver como acontece a tantas famílias portuguesas, outra é não ter poupanças porque não quer e tem outra opção de vida como é o caso da ministra.

Nessa altura também, no meu mural no facebook, desafiei os jornalistas para irem fotografar a casa da ministra. Como revela a notícia do DE e cito-a: «Não mentiu quando disse que não tinha poupanças. Na declaração ao Constitucional há apenas registo de uma moradia em São Pedro do Estoril e um empréstimo para construção, contraído na CGD, no valor de 440 mil euros a abater até 2047. Em 2012, o último ano fora do Executivo, ganhou 64 mil euros».

A ilusão e a hipocrisia têm perna curta. Tenho pena que os jornalistas não tivessem feito o seu trabalho e desmascarassem a hipocrisia de uma ministra que não tem nada de "coitadinha".

domingo, 3 de novembro de 2013

A meditação e a ambição

«Os homens verdadeiramente grandes da história universal, ou souberam meditar, ou encontraram, sem se dar conta, a via que leva aonde nos conduz a meditação. Os outros, mesmo os mais dotados e vigorosos, acabaram por soçobrar e ser vencidos porque a sua tarefa ou os seus sonhos ambiciosos se apoderaram deles e os possuíram a tal ponto que perderam a capacidade de se desprenderem da actualidade e dela se distanciarem»

Hermann Hesse, "O Jogo das Contas de Vidro"