sexta-feira, 24 de abril de 2015

Há certas coisas que não se dizem dra. Assunção Cristas

Confesso que tenho alguma simpatia pela Assunção Cristas. Conheço a maior parte dos políticos portugueses de topo - julgo que o único com quem nunca falei foi Cavaco Silva - mas esta política que Paulo Portas descobriu e como eu disse uma vez à Meios & Publicidade é um bom produto de comunicação, sendo de uma nova geração que veio de fora da política, também nunca conversei com ela.

Hoje, numa entrevista que faz manchete do Sol, diz duas coisas que se o jornal fosse muito lido dariam que falar. Porque há coisas que por muito verdadeiras que sejam não devem ser ditas.

1- «Portas teve a flexibilidade de voltar com a palavra atrás». A ministra pode tentar justificar o injustificável, mas a palavra de uma pessoa é tudo. Portas, efectivamente, voltou com a palavra atrás, mas isso manchará sempre a sua reputação e será sempre alvo de gozo e ironia, algo em que os portugueses têm algum talento. Mais valia nem ter mencionado esse episódio e ter-se esquivado que isso eram coisas do passado e a coligação do Governo continuou a trabalhar.

2- «Os fogos florestais têm tendência a aumentar em ano de eleições». Tenho a certeza que por ter a tutela da Agricultura, Assunção Cristas terá dados estatísticos claros para produzir esta afirmação, porém, quem a lê parece que vê um exercício maquiavélico de quem está na oposição de andar a semear fogos pelas nossas terras e florestas. No caso, é uma afirmação incendiária e perigosa.
 

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